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Posts de janeiro 2013

Entrevista com Guga Kuerten

31 de janeiro de 2013 22

Nesta quarta-feira, tive a oportunidade de encerrar uma pendência profissional: até então, nunca tinha tido a oportunidade de conhecer e entrevistar Gustavo Kuerten, um dos poucos personagens do esporte dos quais realmente sou fã incondicional (e quem não é?). Guga esteve em Blumenau para visitar a academia Fórmula, recém inaugurada no Shopping Neumarkt e da qual é um dos sócios em Santa Catarina. Em meio aos muitos pedidos de fotos de fãs e de quem estava na academia, e antes de se arriscar numa esteira para manter a forma, o maior catarinense vivo (na minha opinião) conversou comigo e concedeu a entrevista abaixo, que também está nas páginas do Santa desta quinta-feira. E falou de tudo um pouco, como vocês podem conferir.

Por que, afinal, uma academia para estrear no mundo dos negócios?

Guga Kuerten – Era um desejo antigo, na verdade. Esse ambiente tem tudo a ver com a minha realidade, envolvido com o esporte desde muito cedo. Sempre quis participar de algo assim, dar esta oportunidade às pessoas de ganhar qualidade de vida e criar hábitos saudáveis. Eu não tive isso. Lembro muito bem da primeira vez que estive em Roland Garros, com 15 anos, olhava aquelas academias maravilhosas, moderníssimas, e aquilo estava muito longe da minha realidade. Meus treinos físicos eram na base do improviso, uns pesos comprados pelo Larri (Passos) e só. Até corri pelos corredores do prédio dele, assim mesmo. Enfim, era muito diferente. Surgiu esta oportunidade para unir fatores, não tinha como não me interessar.

E esta tendência de academias em shoppings, também está vindo do exterior para cá?

Guga – Talvez, mas penso que as pessoas hoje querem a melhor logística possível, poder unir uma coisa a outra. Shoppings são parte muito presente da realidade de todos nós. E ainda tem a questão da segurança, infelizmente. Nossas cidades cada vez mais nos empurram para ambientes fechados, que nos garantam o mínimo de conforto e segurança. Penso que é uma tendência mesmo.

E serão outras academias depois dessa aqui em Blumenau?

Guga – Estamos abrindo quatro unidades: duas em Floripa, uma na ilha e outra no continente, aqui em Blumenau e em Joinville. A próxima, que já estava nos planos, deve ser em Criciúma. Depois, naturalmente haverá um tempo para avaliarmos o mercado, se os objetivos serão atingidos. Dependendo disso, podemos sim abrir outras unidades.

Vir a Blumenau te remete aos primeiros passos no tênis?

Guga – Inevitavelmente. Tenho uma ligação muito forte com esta região. Foi aqui que eu comecei a ter noção do que era o tênis profissional. Além disso, admiro muito a determinação do povo daqui, acho que levei um pouco disso para a minha vida. Vir até aqui sempre me faz muito bem, por tudo isso fiz questão de ajudar naquela tragédia de 2008, com a construção de algumas casas para famílias que tinham perdido tudo.

Afinal, o tênis mudou?

Guga – Ah, com certeza. Desde a época que me despedi, ali nos últimos anos que joguei em alto nível, 2003, 2004, as mudanças já eram perceptíveis. Hoje, o tênis é muito mais baseado na força física, mas ao mesmo tempo é muito mais refinado tecnicamente. Olha esses caras, um Djokovic, um Federer, esses caras jogam partidas de cinco horas decididas nos detalhes, e sem baixar a qualidade do jogo. E no dia seguinte fazem tudo outra vez! A grande mudança é essa, a exigência técnica e física é extrema.

O Fernando Meligeni (ex-tenista, atualmente comentarista) disse no blog dele após a final do Aberto da Austrália (domingo, vencido pelo sérvio Novak Djokovic) que estamos entrando na era Djokovic x (Andy) Murray. Concordas?

Guga – Acho que sim. O momento é deles, o Nole (apelido de Djokovic entre os tenistas) é um fora de série e o Murray está no auge, demorou a chegar lá em relação aos demais tops, mas chegou lá. Mas acredito que o Federer e o Nadal, que está voltando, ainda vão incomodá-los durante um bom tempo.

Roger Federer é o maior tenista de todos os tempos?

Guga – Essa é difícil. Ele é excepcional, isso é fato. E vai inevitavelmente quebrar todas as marcas em termos de títulos, de Grand Slams, enfim… Se voltarmos um pouco mais no tempo, houve tantos jogadores incríveis. Veja um Rod Laver (tenista australiano dos anos 1960, para muitos considerado o maior de todos os tempos), um Pete Sampras, tantos outros. O que eu costumo dizer é o seguinte: se fizermos uma lista dos 10 melhores, Federer estará lá. Se diminuir para cinco, ele estará lá. Entre os três, também. Se ficarem só dois, também (risos). O cara é fera.

Esta contusão do Rafael Nadal, que está desde junho fora do circuito, te faz lembrar de tudo que você passou?

Guga – Não tem como não pensar, né. Mas ele está voltando (jogará semana que vem no Chile e o Brasil Open, em São Paulo, a partir do dia 9), vamos ver como será. Certeza que ele vai ter que correr muito atrás da máquina para alcançar estes outros caras que estão voando. Mas ele (Nadal) é muito forte, física e psicologicamente. Vai superar.

O fato de vocês dois terem tido lesões até de certa forma parecidas (ainda que a do espanhol seja no joelho), e serem jogadores essencialmente de saibro, é apenas uma coincidência?

Guga – Sim, não vejo de outra forma que não uma coincidência.

No fim de semana o Brasil volta à elite da Copa Davis (enfrenta os EUA, na Flórida) pela primeira vez desde que você abandonou as quadras. Qual o real estágio do esporte no país?

Guga – A evolução é lenta, não é num passe de mágica que vamos formar jogadores em larga escala. Mas ao menos agora enxergo um trabalho sendo feito, com planejamento, organização. Os frutos virão, mas é preciso ter paciência.

Você costuma ser bem atuante nas redes sociais, e de vez em quando posta opiniões bem contundentes sobre assuntos diversos, não foge de polêmica. O que você acha, por exemplo, dos rumos que estão tomando a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 no Brasil?

Guga – Infelizmente, a conclusão óbvia é que o Brasil não está preparado para Copa e Olimpíada. Falta maturidade para aproveitar o que eventos dessa magnitude têm de melhor e de fato provocarem mudanças efetivas no país. Não vamos ter isso. Teremos estádios de mais, aeroportos, estradas, transporte de menos. E esse seria o legado que colocaria o país em outro patamar. Repito, nos falta maturidade para entender isso. Teremos Copa, Olimpíada, sem dúvida serão muito legais. Mas pouco ficará depois que eles acabarem, e isso é uma pena. O Brasil perdeu a chance.

Pensa em ser dirigente esportivo algum dia?

Guga – Não.

Nunca?

Guga – Nunca pensei nisso. Hoje, não vejo possibilidade. Mas gosto de ver esportistas assumindo funções importantes.

O que você pensa de dirigentes, principalmente no esporte, que se perpetuam no poder?

Guga – Sem dúvida não é bom, acabam personificando entidades que deveriam ser pautadas pelo pensamento plural. Mas nem de longe acho que esse seja o nosso maior problema no esporte.

Como o Guga, ídolo indiscutível, avalia o caso Lance Armstrong?

Guga – (Pensativo) O que posso te dizer, o cara decepcionou a todos, é uma fraude. É preciso separar o lado esportivo da questão social, o trabalho dele contra o câncer. Isso ainda consigo enxergar que tenha sido sincero, e não merece cair na mesma vala, ajuda pessoas no mundo todo. Falando apenas de esporte, a atitude dele deixou toda uma modalidade importante sob suspeita, pessoas que são honestas, que competem ou que praticam por prazer e se espelhavam nele. Isso é muito triste, é o contrário do que deve ser o esporte. Por isso nem consigo mais enxergá-lo como alguém do esporte, agora os problemas dele são com a Justiça.

Eu queria falar apenas de futebol...

31 de janeiro de 2013 23

Sério, eu queria muito falar só de futebol neste post, afinal o Catarinense está emocionante nestas primeiras quatro rodadas.

O Avaí venceu mais uma em casa, ainda que novamente com algum sofrimento.

O JEC deu uma senhora tropeçada e permitiu ao Camboriú a primeira vitória na competição.

O Atlético também desencantou no Estadual.

Os verdões, o do Oeste e o de Blumenau, são as sensações até aqui e lideram (e se enfrentam domingo, em Blumenau!). A Chapecoense mais sólida, o Metropolitano superando adversários na base da raça e com alguma consistência. No Sesi, dominou o Figueirense e venceu com justiça, o mesmo se aplica nos três pontos da Chape contra o Criciúma. Ambos perderam as primeiras.

Só que não dá pra falarmos apenas de futebol. Infelizmente.

Porque a imagem do ótimo Catarinense até aqui que vai correr o país é a patética lambança do jogo em Xanxerê. Uma trave caída paralisou o jogo num lance em que Fábio Ferreira foi salvar um gol certo de Rodrigo Gral, se enrolou na rede e… pimba, trave no chão. Inacreditável! O pior veio depois: não havia reserva e o jogo terminou com uma improvisação, uma legítima gambiarra. Confere aqui no site do Globoesporte.com o vídeo do lance

Seremos piada. E cá entre nós: dá pra criticar alguém por fazer isso?

Como é que liberaram esse estádio? E o tal rigor nas vistorias, cadê? As pessoas não levam a sério o que precisa de muita seriedade. É segurança, meu Deus! E se a trave caísse na cabeça de um jogador? Quem seria responsabilizado?

O exemplo do desleixo com a segurança que resultou naquela tragédia horrorosa em Santa Maria não comoveu ninguém?

Nosso futebol está cada vez melhor dentro de campo, não podemos mais aturar tanto amadorismo dos cartolas fora das quatro linhas.

Eis meu desabafo.

Atualização às 16h22min – Vi o lance da cusparada do Zé Carlos. Absolutamente lamentável. Não interessa aqui as razões, nada justifica algo tão baixo. Merece punição severa o Zé do Gol, pra servir de exemplo.


Palpites da quarta rodada do Catarinense

30 de janeiro de 2013 23

Pessoal, antes de mais nada, um pedido de desculpas aos leitores. Não comentei a rodada anterior, os acontecimentos dos últimos dias me deixaram sem clima pra comentar ou fazer brincadeiras com futebol, que algum sábio disse certa vez ser “a coisa mais importante entre as coisas menos importantes”. Bom, mas de qualquer forma, vida que segue. Lamentando profundamente a tragédia terrível que aconteceu com jovens como nós, vamos adiante…

Abaixo, meus palpites para a rodada desta quarta do Catarinense:

Avaí 3 x 1 Juventus

Em casa, o Leão acaba com a empolgação do time grená, que vem de duas vitórias. O time azurra aos poucos está se acertando, é favorito.

Camboriú 0 x 2 Joinville

O Cambura vai de técnico novo, mas não tem jeito: esse ano veio mesmo pra apanhar. O JEC ganha sem sustos.

Atlético Ibirama 2 x 1 Guarani

Jogo equilibrado na Baixada. Mas o time de Ibirama dá um chega pra lá na crise e vence a primeira, dando um alívio ao técnico Mauro Ovelha.

Chapecoense 2 x 2 Criciúma

O Figueirense é líder, mas as duas melhores equipes do estadual até aqui estarão em campo nesta quarta em Xanxerê. E o jogão tem cara de empate.

Metropolitano 1 x 1 Figueirense

No Sesi, um Metropolitano que tem se mostrado forte defensivamente diante do Figueira que até aqui foi pouco efetivo no ataque. Se não repetir as amareladas que deu nos últimos jogos decisivos no Sesi, o time da casa arranca pelo menos um empate contra o líder.

Palpites da terceira rodada do Catarinense

25 de janeiro de 2013 16

Vamos aos palpites da rodada, ainda que o post mereça uma ressalva: como estarei fora durante o final de semana, com pouco acesso à internet, talvez tenha mais dificuldade para liberar os comentários de vocês. Ainda assim, fiquem à vontade para mandá-los:

Joinville 2 x 1 Metropolitano

O jogo será bom na Arena. O JEC se ajeitando, o Metrô animado. Mas como é para apostar num único resultado, vou de vitória tricolor, apertada.

Guarani 3 x 1 Camboriú

No duelo dos sem pontos, acho que o Guarani mostrou mais qualidade até aqui e jogando em casa é favorito.

Criciúma 2 x 1 Avaí

O Tigre está melhor que o Leão no começo da temporada. Jogando no HH, que certamente estará cheio, deve somar três pontos. Mas não deve ser com a facilidade que a Chape atropelou o Avaí no meio da semana.

Juventus 0 x 2 Atlético Ibirama

Em Jaraguá, deve sair a primeira vitória do Atlético de Mauro Ovelha, que contra Avaí e Criciúma jogou bem, mas só somou um pontinho. O Juventus dificilmente vai escapar da ponta de baixo da tabela.

Figueirense 1 x 1 Chapecoense

Jogão a vista no Scarpelli. A chapecoense é o melhor time desta largada de campeonato, uma vitória na Capital não seria surpresa, mas o Figueira em casa deve beliscar pelo menos um empate.

A trajetória de Maurinho até o Internacional

25 de janeiro de 2013 0

Reportagem assinada por mim e publicada na edição desta sexta-feira do Jornal Zero Hora, que conta a história da passagem do atacante Maurinho, agora destaque do Inter no início de temporada, pelo futebol do Vale, e também a conturbada ida para a Bielo-Rússia:

Surge um novo Damião no Beira-Rio? Se dentro de campo o estilo não é o mesmo, ainda que a função também seja fazer gols, a trajetória do camisa 9 até cair nas graças dos colorados tem muitas semelhanças com a de Maurinho, o xodó da vez no Inter. Os dois gols na quarta-feira contra o Cerâmica, o bom início de temporada no time sub-23 _ que mereceu elogios da comissão técnica de Dunga _ são o surpreendente desfecho de uma jornada cheia de percalços, mas que ele nunca escondeu a inspiração: seguir os passos de Leandro Damião.

Aos 22 anos, Maurinho, natural de Canoas, teve um 2012 que mereceria virar enredo de filme. Do XV de Outubro de Indaial (que também revelou o então garoto Leandrão), foi levado a vizinha Blumenau para jogar o Catarinense pelo Metropolitano. Marcou seis gols e levou o time a uma improvável liderança. Virou ídolo, mas na mesma semana (início de março), a da véspera de um confronto decisivo com o Figueirense, recebeu a notícia que havia sido negociado com o Dínamo Minsk, da Bielo-Rússia (o que motivou protestos da torcida). Mal teve tempo de se despedir dos companheiros e embarcou. Começava o calvário de Maurinho.

Não bastasse a dificuldade de aterrissar de uma hora para outra na gelada Bielo-Rússia, os cartolas do Leste Europeu resolveram não cumprir com parte do combinado. Não pagaram os US$ 500 mil ao Metropolitano (o clube hoje move ação na Fifa contra o Dínamo para receber o dinheiro) e, sem oportunidades, o garoto sofreu por meses: treinou separado do grupo e chegou a ser emprestado a um clube da terceira divisão da Polônia, praticamente amador. Aí, pediu socorro.

Com ajuda do “paizão” Josélio Kresch, técnico e dirigente do XV de Indaial, conseguiu a rescisão com o Dínamo Minsk e voltou ao Brasil no começo de junho. Josélio o resgatara também em outro momento difícil, cerca de um ano antes, quando teve problemas extracampo na passagem pelo Comercial-MS.

_ Trato-o como um filho, quando ele pediu ajuda, dizendo que lá na Polônia estava muito difícil, não tive como não interferir _ disse Kresch.

De volta ao XV, Maurinho chegou a fazer um jogo pelo clube na Segundona do Catarinense. Até que em outubro, quando parecia improvável que o enredo tivesse um final feliz, surgiu a oportunidade de empréstimo ao Inter. O contrato atual dá a preferência ao colorado para comprar 60% dos direitos do atacante _ os 40% restantes pertencem ao XV.

E assim, marcando gols e caindo nas graças da torcida, Maurinho vai tornando real um sonho que revelou em entrevista ao Jornal de Santa Catarina, em março de 2012, quando surgiu no Metropolitano:

_ Sonho em jogar no Inter, time do meu coração e do meu pai. E também quero chegar à Seleção. O Damião é um exemplo pra mim.

A liderança veste verde no Catarinense

24 de janeiro de 2013 30

A segunda rodada ainda é cedo demais para projetar qualquer coisa, mas já nos permite observar algumas coisas. Por exemplo:

A Chapecoense confirma os prognósticos de que entraria voando, fisicamente falando. Atropelou o Avaí sem dó nem piedade, foi um passeio. Um time acertadinho, muito bem encaixado, que dominou um adversário que ainda está buscando uma melhor formação dentro de campo. O Verdão não tem nada com isso e dá pinta de que vai somar pontos preciosos nestas primeiras rodadas. Eu não me espantaria com uma terceira vitória, domingo, no Scarpelli.

O Avaí ainda vai demorar para ganhar jeito de time.

No Scarpelli, o Figueirense também patinou, e Adilson já se viu obrigado a engolir as primeiras vaias. O JEC foi melhor na partida, merecia a vitória. Acabou levando um azar tremendo no gol contra de Lima (logo ele? E logo contra o Figueira?) que definiu o empate. Os dois vão subir de produção, mas, no momento, o JEC está melhor.

O Criciúma perdeu os 100%, mas teve uma pedreira pela frente. Como era de se imaginar, o Atlético deu um trabalho danado ao representante de SC na elite nacional. O empate foi justo pelo que se viu em campo na Baixada. O time de Mauro Ovelha teve um início de tabela ingrato, mas daqui por diante a tendência é subir de produção. E o Tigre tem um jogo importante domingo, quando recebe este Avaí que vai mordido ao Heriberto Hülse.

Líder ao lado da Chapecoense (perde no saldo) está o Metropolitano. A verdade é que era praticamente uma obrigação vencer estes dois primeiros jogos, contra Juventus e Guarani. Missão cumprida pelos blumenauenses, e certamente os pontos serão importantes na contagem final. A vitória magrinha contra o Guarani foi sofrida, porém justa. Rafael Costa, que vive fase exuberante no clube desde o ano passado, decidiu mais uma vez. É cada vez mais um centroavante nato, como reza a cartilha. Agora, o Metrô terá pedreiras pela frente, e vai precisar mostrar dentro de campo se o torcedor pode sonhar com algo a mais do que a briga (com o Atlético) pela vaga na Série D.

No outro jogo da rodada, o Juventus bateu o Camboriú, fora de casa, e se recuperou. Mas não mudo meu pensamento: os dois são muito candidatos ao rebaixamento.

Palpites da segunda rodada do Catarinense

23 de janeiro de 2013 32

Sem delongas, vamos aos palpites da segunda rodada do Catarinense.

Quem quiser participar da brincadeira, sabe o que fazer:

Figueirense 1 x 1 Joinville

O Joinville não foi bem na estreia, perdeu em casa. Mas tem um bom time. O Figueira venceu fora, mas ainda está em ajustes, vai evoluir ao longo das rodadas. Clássico de rivalidade e com cara de empate.

Atlético de Ibirama 1 x 2 Criciúma

O time de Ibirama é bom, vai incomodar, mas de um azar na tabela que tá louco. Depois de estrear contra o Avaí, agora recebe o Criciúma, embalado pela goleada da estreia.

Metropolitano 2 x 0 Guarani

Em casa, o Metrô deverá ter casa cheia empurrando o time, que sabe da necessidade de vencer um adversário direto na segunda parte da tabela (briga pela Série D e contra o rebaixamento). Será um jogo equilibrado, mas o time de Blumenau leva a melhor.

Camboriú 2 x 2 Juventus

Na segunda rodada, já fazem um clássico de favoritos a embarcar rumo à Segundona. Pelo menos quem for ao Robertão deve ver muito gols.

Chapecoense 2 x 1 Avaí

A chapecoense foi a boa surpresa (calma, torcedores do Oeste, não se ofendam com o termo) da primeira rodada. Joga em casa, mas nem tanto. O estádio acanhado em Xanxerê não deve surtir o mesmo efeito da Arena Condá. Ao menos eu acho, vamos ver na prática. Porém, em campo, o Verdão está melhor fisicamente, o que deve fazer a diferença contra um Avaí que ainda está se ajustando.

O que eu vi da primeira rodada do Catarinense

21 de janeiro de 2013 28

Começou o Catarinense 2013!

E começou com uma única surpresa, e ainda assim tenho dúvidas se pode ser chamada assim, por se tratar de um clássico: a derrota do JEC em casa para a Chapecoense. No resto, quem era favorito pra vencer, venceu. Sábado, os anfitriões venceram. Domingo, quem jogou fora se deu bem.

Na Arena, uma tendência suplantou outra. Muito se disse antes de a bola rolar que o time do Oeste estava “voando” na parte física. O Joinville acabou decepcionando quem muito esperava dele, mas não acho que seja motivo para desespero. O entrosamento ainda não é o ideal, ainda assim o time teve bons momentos e até bola na trave. O Verdão, taticamente forte e aplicado, comprovou que vai brigar no topo da tabela. E somou três pontos que muita gente não vai conseguir, na Arena lotada. Fará diferença.

Sábado, o Criciúma goleou o Camboriú por 6 a 0. Resultado até certo ponto previsível, afinal o Tigre é para muitos (para mim inclusive) o favorito ao título, enquanto o Cambura briga pra não cair. Mas não é hora de cravar que Comelli tem nas mãos um timaço imbatível e que o tricolor do Litoral vai apanhar de todo mundo. Agora, que Fabinho (que é bom jogador desde os tempos de Guarani de Campinas) mostrou que pode cumprir ao lado de Zé Carlos a função que era de Lucca, que foi embora e deixou muita gente preocupada, isso ele mostrou. Pelos lados do Camboriú, uma curiosa superstição: ano passado, a ida ao Heriberto Hülse foi ainda pior (7 a 0), mas depois disso o time engatou vitórias e conseguiu a até então difícil permanência na elite.

O Avaí, também como se esperava, sofreu um bocado para vencer o Atlético de Ibirama. 1 a 0 magrinho, gol com direito a polêmica (Mauro Ovelha reclamou um bocado). O time de Ibirama vai dar trabalho no campeonato, e o Avaí vai se acertar com o tempo (Marquinhos, por exemplo, foi discreto no sábado). Nesse cenário, vencer era prioridade.

O Figueirense também jogou para o gasto para bater o Guarani praticamente em casa (já que tem CT em Palhoça). E já mostrou um time com a aplicação tática que é marca registrada de Adilson Batista. É outro que vai ganhar corpo com o passar das rodadas e certamente estará na briga decisiva lá adiante.

Em Jaraguá do Sul, o Metropolitano conseguiu uma importante vitória de virada sobre o Juventus: 3 a 1. Não foi fácil como o resultado pode fazer supor, mas o time blumenauense deixou transparecer algumas qualidades. E os jogadores que se espera que façam a diferença, fizeram: Rafael Costa (muito afim de jogo) deixou o dele de pênalti que ele próprio sofreu e fez outras tantas jogadas, e Felipe Pinto (o camisa 10 que ficou devendo ano passado na Série D) foi o cara da partida: dono do meio-campo e decisivo no ataque, com dois gols. Dos jogadores novatos, que geraram tanta desconfiança no torcedor, também ninguém chegou a desafinar. O Metrô largou mantendo a escrita de visitante indigesto que ganhou no último estadual e vai brigar com o Atlético (principalmente) pela vaga na Série D, por isso tão importante ser o único dos chamados pequenos a vencer na rodada de abertura. E quarta-feira tem outra decisão, diante do Guarani, no Sesi. Precisa espantar outra fama, a de jogar mal em casa.

E vocês, como viram esta primeira rodada?

Palpites da primeira rodada do Catarinense 2013

18 de janeiro de 2013 22

Com ou sem torcida (neste momento que escrevo o post, sexta-feira à noite, vários clubes garantiram portões abertos via liminares na Justiça), teremos no fim de semana a primeira rodada do Catarinense 2013.

O que tinha pra ser falado sobre lambanças extracampo já falei no post anterior (leia aqui). Neste, falaremos de bola rolando, que no fim das contas é o que nos interessa.

Abaixo, meus palpites, com um breve comentário, de cada um dos jogos que abrem o Estadual. Opinem vocês também!

Avaí 2 x 1 Atlético de Ibirama

O time do Alto Vale vai dar trabalho, anotem aí. Mas, na Ressacada, o Avaí vence. Sofrido, mas vence.

Criciúma 3 x 1 Camboriú

O Tigre larga como favorito na minha opinião, e o Cambura como sério candidato ao rebaixamento. Então, vitória tranquila do time da casa.

Guarani 2 x 3 Figueirense

Tem cara de jogo aberto, bem típico de início de temporada, quando o entrosamento ainda não existe. Mas o Figueira faz prevalecer a maior qualidade.

Juventus 1 x 1 Metropolitano

O Metrô tem mais time no papel, mas jogar em Jaraguá nunca é fácil. Ainda pesa a questão de ser estreia. Cara de empate. Mau resultado, por sinal.

Joinville 2 x 2 Chapecoense

Deve ser o melhor jogo da rodada. Dois times que esconderam um pouco jogo, mas prometem neste início de campeonato.

O vexame dos estádios fechados no Catarinense

18 de janeiro de 2013 57

Às vésperas da abertura do Catarinense 2013, uma notícia pegou todos de surpresa. A recomendação, por parte do Ministério Público, e que será acatada pela Federação, de estádios com portões fechados pelo menos nas duas rodadas iniciais.

Um vexame de fazer corar de vergonha cada um dos torcedores, dirigentes, enfim… Mas surpresa só porque, aqui, existem as tais leis que “não pegam”, no dito popular.

Bastou alguém lá no MP fazer o básico (ou seja, cumprir a lei) e pronto, a casa caiu. Os clubes até então entregavam os laudos necessários para liberação dos estádios de qualquer jeito, sem se preocupar com prazos e nem com nada. A FCF, então, essa se acha a senhora do destino. Tanto é verdade que no prazo em que os laudos deveriam ter sido entregues, a casa do futebol catarinense estava… fechada! Em recesso de fim de ano. É o fim da picada.

Parabéns para o Ministério Público pela medida, que ela consiga colocar um pouco de juízo nas cabecinhas de quem faz o futebol do nosso estado, que cada vez fica melhor dentro de campo, mas fora das quatro linhas continua… bom, vocês sabem. E bem feito para cada um dos 10 clubes, que não se unem e dependem em tempo integral de uma Federação atrasada, déspota e retrógada e que não dá a mínima para eles. A prova está aí, só não vê quem não quer.

E não adianta nada torcedor reclamar do MP pela medida, dizer (como vi ontem nas redes sociais) que ele deveria se preocupar com outras coisas, como educação, saúde. No entendimento dessas mentes brilhantes, lei só serve quando não mexe com a vida deles. Lei deve ser cumprida em tempo integral, onde quer que ela exista. E as regras do futebol catarinense estão aí, claras, pra todo mundo ver. Que o torcedor vá reclamar com a direção do seu clube, que é banana e bate continência pros desmandos da Federação. E o cartola, por sua vez, que vá bater na porta da FCF pra cobrar o prejuízo dos jogos com portões fechados. O que, obviamente, eu duvido.

Em tempo: ainda que os clubes consigam ao longo dessa sexta-feira reverter a decisão do MP via liminar na Justiça, a lição ao menos deveria ser aprendida por eles.