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Posts de fevereiro 2013

O caso de Oruro: precisamos de um basta!

22 de fevereiro de 2013 37

Não dá mais. O futebol não pode estar acima da convivência social. Muito menos acima da vida das pessoas. Não pode determinar algo tão sério, é só um jogo.

Precisamos de um basta!

Não importa aqui qual o seu clube, qual o meu clube, não importa nada que esteja apenas no âmbito esportivo. Pelo bem do futebol, pelo bem do esporte, precisamos, todos nós, cobrar um basta.

O caso do torcedor boliviano morto (morto, não, assassinado) por membros de uma organizada do Corinthians em Oruro não pode ficar impune. Como a tragédia em Santa Maria, que abalou a todos nós, precisa ser ponto de partida para mudanças efetivas, e assim ao menos não ter sido em vão.

A Conmebol, surpreendentemente, agiu. E com rapidez. Proibiu torcedores nos jogos do Corinthians na Libertadores. Ainda é uma decisão provisória, mas a meu ver foi justa.

Era descabido querer a eliminação do Timão da Libertadores. O correto é punir, na essência, o torcedor. E aí não importa que sejam todos, que os bons paguem por uma minoria. Infelizmente, precisa ser assim para surtir algum efeito. O torcedor vai pensar duas vezes antes de fazer, a organizada também, antes de acobertar criminosos nos seus quadros.

O clube também acaba punido. O Corinthians vai jogar sem a sua torcida, e isso pesa muito. Terá um prejuízo monstruoso (estimado em cerca de R$ 15 milhões), pois já tinha vendido praticamente todos os ingressos dos três jogos como mandante na primeira fase. É justo? Há quem entenda que o clube não pode pagar pelo ato de seus torcedores. Talvez, mas e se o clube dá respaldo a estes torcedores? Se faz vista grossa para atos como esse? Se patrocina organizadas com criminosos travestidos de torcedores em seus quadros? É tão injusto assim? Será que os clubes não precisam de um exemplo desses para repensar este tipo de relação promíscua?

Torço para que a Conmebol recupere um pouco da sua credibilidade (depois de deixar por isso mesmo tantos e tantos casos de violência em competições organizadas por ela) e se mantenha firme na decisão de mudar de postura e ser intolerante com atos de violência. Que não recue da decisão de punir exemplarmente, no âmbito esportivo, ao menos, a morte do garoto boliviano no estádio do San José. Mas que não fique por aí: o próprio San José precisa ser punido por ter permitido que torcedores entrassem armados no estádio. A segurança em estádios sul-americanos é ridícula, beira o amadorismo. Casos de torcidas atirando de tudo para dentro do campo, manifestações racistas abomináveis, a lista é enorme.

O Corinthians pode até ser exemplo, só que não pode virar bode expiatório e ser o único a pagar a conta que é de muita gente.

Torço para que o Corinthians acate, repense a relação com as organizadas, mas não só ele. Que todos os clubes brasileiros revejam esta postura. Porque, sim, em 99% dos casos acontece exatamente a mesmíssima coisa. Foi o Corinthians, poderia ter sido qualquer outro. Importante é que vire exemplo de que precisamos mudar. O futebol brasileiro mudou, enriqueceu. Hoje somos referência em muitas coisas. Uma Copa do Mundo aqui está batendo à porta, estamos na vitrine para o mundo todo ver. Não dá mais pra tolerar tanta imbecilidade, tanto descaso, tanta falta de comprometimento com a justiça. Não dá mais.

No fim, mas no caso o mais importante: os culpados pela morte do garoto Kevin precisam ser punidos. Basta de tratar crimes em estádios de futebol como algo menor. São crimes, cometidos por criminosos. Tudo igual nas ruas, igual lemos nas páginas policiais.

Clubes, imprensa, sociedade em geral: chega de compactuar com criminosos e delinquentes inconsequentes manchando a imagem do futebol. Precisamos de um basta. Sem a miopia das paixões clubísticas, sem jeitinho.

Eu quero um basta! Precisamos.

Vadinho deixa o Metrô para assumir a Fesporte

17 de fevereiro de 2013 33

Ouvi muitas pessoas nos últimos dias. Umas confirmaram, outras desconversaram. Mas a informação já é suficientemente concreta para postá-la aqui no blog e na minha coluna que será publicada no Caderno de Esportes do Santa desta segunda-feira.

A vinda dos Jogos Abertos de Santa Catarina para Blumenau, tão falada na última semana após a desistência (não-oficializada) de Joinville, envolve outras questões, de certa forma alheias ao esporte ou a competição em si.

Na costura política que sustenta o governo Raimundo Colombo, as pastas ligadas ao esporte (Fesporte e Secretaria de Lazer, Cultura e Esporte) pertencem à cota do PSDB. E hoje toda a força dos tucanos no Estado está concentrada em Blumenau. O prefeito Napoleão Bernardes é, hoje, um dos principais expoentes (se não o principal) do partido em SC.

Desde o início do mês, antes até de Joinville desistir de sediar os Jasc, o PSDB de Blumenau já sabe que caberá a ele, neste primeiro momento, indicar o novo presidente da Fesporte (no lugar do atual, Adalir Pecos Borsatti). E dois são os nomes que o partido pretende colocar lá: o primeiro da lista é o presidente do Metropolitano, Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho.

A este blogueiro, o dirigente do Verdão admitiu o convite. Já conversou com o governador e aceita, mas não abre mão da condição de assumir só após a participação do Metropolitano no Catarinense 2013, que termina em maio. Quando também termina o mandato dele no clube (uma mudança no estatuto do clube, selada na ata da última eleição, já antecipava a saída da atual diretoria de novembro para maio ou junho, com a intenção de que quem assumir tenha tempo para trabalhar uma eventual participação na Série D). Esta é a condição de Vadinho. Se o governo estadual quiser a troca na Fesporte de forma imediata, ele não vai. Me garantiu isso.

Certo é que Vadinho e outros nomes da diretoria atual (como Ericson Luef e Marcelinho Georg) deixarão o clube após o Catarinense, no fim do mandato. No treino do Metrô de sexta-feira, Vadinho admitiu a saída nos próximos meses (pessoalmente ele é totalmente contra qualquer tipo de reeleição). Faz questão de deixar claro que não pretende se afastar totalmente do clube (topa fazer parte do Conselho, se convidado). E admitiu que tem sondado nomes para assumir o Metrô, que garante deixar em boas condições para seguir adiante.

Outra possibilidade é o presidente do Metrô tornar-se no fim do ano o novo secretário estadual da pasta de Esporte, Lazer e Cultura, no lugar de Beto Martins, que sairá para concorrer nas eleições de 2014.

Há ainda uma terceira possibilidade, que seria uma espécie de dança das cadeiras. Neste caso, Vadinho assumiria a Fundação municipal de Desportos (FMD) de Blumenau e iria para a Fesporte o atual comandante da pasta, o ex-atleta Sérgio Galdino. O problema, confirmado a mim nos bastidores, é que Galdino não vê essa possibilidade com bons olhos. Não gostaria de sair de Blumenau, politicamente falando.

Essa costura toda explica porque Blumenau trata com tanto cuidado esta questão dos Jasc ficarem sem pai nem mãe em 2013. Politicamente, não seria bom.

Para o esporte de Blumenau, seria muito bom ter qualquer um deles na Fesporte, certamente estão aptos ao cargo e mudariam a forma como a cidade é tratada atualmente. A cidade precisa voltar a ter influência política para não ficar à deriva das decisões e dos investimentos.

Para o Metropolitano, neste primeiro momento não é bom, sem dúvida preocupa o torcedor. Mas apenas antecipa uma demanda do clube para o ano: arrumar novos dirigentes para seguir o projeto do clube. Algo que também era temido quando da saída do presidente Edson Pedro da Silva, o Pingo, e Vadinho surgiu como um nome até desconhecido para fazer uma boa gestão. As pessoas passam, é o projeto do clube que precisa seguir em frente com pessoas competentes e focadas nisso.

Vadinho me disse que até já manteve conversas com algumas pessoas que poderiam assumir o clube, mas ainda sem maiores avanços. Também é importante que outros nomes apareçam, dispostos a ajudar. Vamos aguardar.

Palpites da sétima rodada do Catarinense 2013

15 de fevereiro de 2013 21

Após uma paradinha no blog no feriadão de Carnaval, estamos de volta. E com retorno do Catarinense também. Em campo, o bom momento dos times é certeza de bons jogos. O problema é saber se teremos mais alguma lambança extracampo?

Vamos aos palpites da rodada, bem complicados, afinal temos dois clássicos bem equilibrados.

Figueirense 1 x 1 Avaí

O clássico da Capital poucas vezes colocou em campo os dois arquirrivais em tanto equilíbrio de forças. Mesmo que a campanha alvinegra seja melhor, ainda que o jogo seja no Scarpelli, meu palpite é de empate.

Camboriú 1 x 2 Chapecoense

Olho no Cambura, que já aprontou pra cima de Joinville e Metropolitano jogando em casa. Desde que o técnico novo estreou, o time se acertou. E essa parada de 10 dias tende a ter sido melhor para o time do Litoral do que para a líder Chape, que vinha sobrando fisicamente. Ainda assim, e até por estar escaldada de que jogar no Robertão não é moleza, o Verdão do Oeste vence e encaminha o turno.

Metropolitano 2 x 1 Atlético Ibirama

Jogo nervoso no Sesi. O Metrô, em turbulência interna, estreia o técnico Abel Ribeiro, escolhido justamente porque o treinador do rival de domingo, Mauro Ovelha, não conseguiu a liberação em Ibirama para treinar o time blumenauense. Situação meio estranha, portanto. Crise por crise, a do Atlético é bem pior, por isso dá Verdão.

Guarani 4 x 3  Juventus

Tem tudo para ser aquele jogo cheio de gols, praticamente uma pelada casados x solteiros. Fica a dica para quem estiver por Palhoça no domingo. Em casa, o Guarani leva.

Joinville 2 x 2 Criciúma

O Tigre é melhor, o JEC ainda não disse a que veio no Estadual, mas clássico é um momento diferente, um jogo em que outros fatores estão em campo. E aí o tricolor do norte equilibra as coisas, principalmente pela pressão que virá das arquibancadas. No fim das contas, cara de empate.

E vocês, o que acham?

Dimba, ex-Botafogo, canta Titãs em karaokê

14 de fevereiro de 2013 0

Pra descontrair um pouco.

Lembram do Dimba? Atacante ruim de bola, mas fazedor de gol, artilheiro no Goiás, no Botafogo e em um monte de times nos anos 90 e início dos anos 2000? E que por incrível que pareça segue em atividade, aos 39 anos, no Ceilândia (DF).

Pois é, voltou a fazer sucesso. Agora, pagando um tremendo mico num vídeo do Youtube que virou febre entre os internautas. Nele, o ex-atacante canta de forma, digamos, empolgada, o hit Polícia, sucesso dos Titãs nos anos 80, em um karaokê caseiro bem animado.

Divirtam-se, com a performance do Dimba (o que ele tinha tomado, meu Deus?) e inclusive com a turma que dança junto. Impagável.

Ah, e no fim tem o telefone de contato para shows…

E como tudo que está ruim, pode piorar, achei mais um vídeo da tarde dançante de Dimba e amigos. Esse, com a participação de um tal funkeiro MC Diesel, vale pelo tiozão barrigudo que faz participação especial dançando.

Barbieri era o problema do Metropolitano?

07 de fevereiro de 2013 47

Já adianto logo de cara a minha opinião para a pergunta-título do post: não, não era. Longe disso.

Ainda que fontes na direção garantam que o clima interno estava insustentável, é preciso analisar com o foco nos interesses do clube, não das pessoas. Barbieri é um bom treinador, tem currículo, e estava fazendo um bom trabalho (os números estão aí). É o menos culpado, por exemplo, por o time amarelar de novo no Sesi (contra a Chapecoense) e pelo fiasco da última quarta em Camboriú, quando o time parecia um amontoado de aposentados em campo, tamanha disposição.

O treinador, demitido por telefone, cobrou publicamente reforços (alguém questiona?), cobrou publicamente a preparação física (concordo) e, principalmente, cobrou postura profissional (traduzindo: vergonha na cara) de alguns atletas (fiz o mesmo na minha coluna desta quinta-feira no Santa). Alguns jogadores estão acomodados, pra dizer o mínimo. Ganham em dia (e bem), tem boa estrutura, ou seja, se melhorar, estraga.

Tenho impressão de que o torcedor, e mesmo quem acompanha o clube, estava com Barbieri. Posto isso, pra mim a saída dele foi um erro. Talvez o primeiro erro significativo desta diretoria, na qual computo muito mais virtudes do que defeitos. Mas, nessa, vacilou.

Enfim, como dizem: “Rei morto, rei posto”. Vamos às opções: na boa, prefiro não considerar, pelo menos para o momento, eventuais retornos dos eternos Cesar Paulista e Lio Evaristo. Seria amador demais. Outros sondados: Amauri Knewitz (faz tempo que não faz nada digno de registro), Argel Fucks (pra chacoalhar o ambiente pode até ser, mas os últimos trabalhos dele foram uma lástima) e até o ex-jogador Tcheco, hoje auxiliar no Coritiba (péssima hora para fazer uma aposta no estilo Clébão ou Cláudio Adão).

O favorito, não é segredo, é Mauro Ovelha. Foi procurado ainda na quarta-feira, após perder em casa para o Figueirense. A relação dele com o clube de Ibirama vai além da trabalhista, ele é quase um sócio lá. Nem contrato tem, é tudo de boca com o dono do time, Ayres Marchetti. Pode dar certo, se vier para o Metrô, mas precisará acabar com algumas regalias, enquadrar jogadores que se acham supercraques (se fossem, não estariam no Metrô) e comprar briga com alguns “donos” do clube.

Será que vai conseguir?

Enfim, o problema do Metropolitano vai muito além de trocar treinador. Está na cara, só não vê quem não quer.

Chapecoense e Figueira polarizam o turno

07 de fevereiro de 2013 10

Em mais uma rodada capenga, com jogo pendente por causa das lambanças extracampo que vão manchando o Catarinense 2013, vamos falar aqui só de bola rolando, pode ser?

Nos jogos que ocorreram, Chapecoense e Figueirense conquistaram vitórias importantes e agora polarizam a briga pelo título do turno. A Chape contou mais uma vez com o melhor jogador do Estadual até aqui, Rodrigo Gral, que marcou os 2 gols no 2 a 1 sobre o Juventus e chegou à artilharia isolada, com seis gols em seis jogos. Segue naquela toada que falei no começo da semana: tem mais três jogos contra adversários teoricamente mais fáceis. Ou seja, é favorita para levar o turno.

Ali, na cola, está o Figueirense. Mais uma vez, o alvinegro não foi brilhante, longe disso, mas conquistou uma vitória muito importante sobre o Atlético, em Ibirama. Tá certo que o time de Mauro Ovelha é a decepção até aqui, mas ganhar na Baixada nunca é fácil (o próprio Figueira não ganhava lá desde 2008). E até o atacante Marcelo Toscano desencantou, quem diria…

Agora, o Catarinense dá uma parada de 10 dias e só volta nos dias 16 e 17. Pode fazer diferença no ritmo das equipes? Só o tempo vai nos dizer. Na minha opinião, pode. Na volta, a Chapecoense visita o agora perigoso Camboriú (JEC e Metrô já caíram no alçapão, não dá pra bobear), enquanto o Figueirense tem o clássico com o Avaí, no Scarpelli.

Avaí que fez um jogo equilibrado e eletrizante com o Joinville, na Ressacada. O 2 a 2, com o Joinville buscando a igualdade no fim, não foi bom para ninguém, mas mostrou melhora nas duas equipes. E o tricolor tem outro destaque do campeonato até o momento: Marcelo Costa, cinco gols. Para os dois rivais, a parada no Estadual só tende a fazer bem.

Por fim, em Camboriú o time da casa voltou a fazer três pontos merecidos sobre um adversário que o menosprezou. Foi assim contra o JEC, aconteceu outra vez com o Metropolitano (que já havia cometido o mesmo erro na Copa SC, em novembro). 2 a 0 justo do tricolor, que reage sob a batuta de Claudemir Sturion, saiu da zona da degola e já sonha com a vaga na Série D. O Metropolitano, por sua vez, decepcionou em todos os aspectos. Faltou tudo, pelo jeito até vergonha na cara. Atuação pífia, ridícula, inadmissível a um clube que almeja saltar de patamar no Estadual. Os resultados ajudaram a amenizar o estrago (tanto que, em tese, até chance de conquistar o turno o Metrô ainda tem). Mas, depois de duas derrotas seguidas, o time se desestabiliza. No fim do fiasco, digo, da partida, houve bate-boca envolvendo comissão técnica, direção e torcedores. O clima esquentou, providências serão tomadas e é certo que o Metrô que ressurgirá após a folga carnavalesca não será o mesmo.

Faltou Criciúma e Guarani, que foi remarcado para dia 20. Se vencer em casa, o Tigre até pode almejar algo ainda no turno.

Notas dos jogadores do Brasil contra a Inglaterra

06 de fevereiro de 2013 7

E aí, e a reestreia de Felipão no comando da Seleção? Pra mim, o Brasil fez um jogo regular, onde alguns jogadores de quem muito se espera pouco apareceram. Preocupante, pois se tratava de um teste contra um adversário de alto nível, e a nova geração vai ficando com a pecha de pouco aparecer quando precisa.

A derrota foi justa, a Inglaterra foi melhor o tempo inteiro. Mas nem acho que tudo foi ruim. Era um teste, e penso que é muito melhor tirar conclusões de uma derrota para a Inglaterra (ou Itália e França, que ainda serão adversários) do que em goleadas contra China, Iraque, tão comuns nos tempos de Mano Menezes.

Abaixo, minhas notas para os jogadores neste primeiro jogo. Confiram:

Julio César

Não teve culpa nos gols sofridos – e no primeiro até fez uma defesa espetacular antes da bola sobrar pra Rooney. Pelo menos outras duas defesas difíceis, bom retorno. NOTA 7

Daniel Alves

Defensivamente, até foi razoável. No ataque, quase não foi notado. E tomou um baile do garoto inglês Welbeck. NOTA 5,5

David Luiz

Foi um dos melhores do Brasil no jogo. Cobertura eficiente, fez boas antecipações (mostrando que pode ser opção como primeiro volante) e apareceu em cabeceios. NOTA 7

Dante

Talvez tenha sido o peso da estreia, mas se apresentou ao torcedor brasileiro como um zagueiro lento. E ainda foi infeliz em outras jogadas. NOTA 4

Adriano

O mais preocupante nesse caso é o reserva de Marcelo que se apresenta ser ele. É fraco, hoje ficou preso na defesa quase em tempo integral. NOTA 4,5

Ramires

Bateu cabeça com Paulinho, prova disso foi estar completamente perdido no lance do gol de Rooney. Como segundo volante, é ótimo. Como primeiro talvez não dê conta do recado. NOTA 5

Paulinho

Ainda foi um pouco melhor na comparação com o companheiro Ramires. Até apareceu no ataque, mas muito aquém do que costuma fazer no Corinthians. NOTA 6

Oscar

Atuação tímida, quase não foi notado em campo. Trocou posição com Ronaldinho no primeiro tempo, mas faltou entrosamento para render. NOTA 6

Ronaldinho

Depois me acusam de ter má vontade com ele. Na enésima chance de provar que pode ficar na Seleção, só faltou dormir em campo. Bateu o pênalti com displicência absurda. O melhor momento dele no jogo foi o carrinho para tentar aproveitar o rebote de Hart no pênalti. substituído com justiça no intervalo, só o fato de ter jogado pouco no ano ameniza mais uma decepção com a camisa da Seleção. NOTA 4

Neymar

Na Europa, sobretudo na Inglaterra, ainda é visto com enorme desconfiança. E, mais uma vez, deu razão para isso. Em nenhum momento foi sombra do craque do Santos. Pra piorar, perdeu um lance na frente do gol. NOTA 4,5

Luis Fabiano

Até teve alguma movimentação, se esforçou, mas para um atacante da categoria dele, se entregou muito fácil à marcação inglesa. Outro substituído com justiça no intervalo. NOTA 5

Arouca

Entrou no lugar de Ramires e, no único lance que lembro dele em campo, quis brincar e entregou a bola que originou o gol de Lampard, o segundo da Inglaterra. NOTA 4

Lucas

Entrou no intervalo e apareceu muito pouco (roubou a bola que originou o gol de Fred). Não conseguiu nenhuma jogada de infiltração na bem armada defesa inglesa. NOTA 5

Fred

Artilheiro é isso: entrou no segundo tempo e, em dois minutos, fez um gol e meteu uma bola na trave. Depois disso, foi muito mais participativo do que Luís Fabiano. NOTA 7

Miranda, Felipe Luís e Jean

Pouco tempo de jogo. SEM NOTA

E vocês, o que acharam?

Catarinense 2013 já é um fiasco nos bastidores

05 de fevereiro de 2013 48

O Ministério Público segue fazendo estragos no Catarinense 2013. Nesta terça-feira, surpreendeu meio mundo ao cancelar mais um jogo _ Criciúma x Guarani, que estava marcado para quinta-feira, no Heriberto Hülse. A direção do Tigre agiu rápido: acatou a recomendação e solicitou o adiamento da partida (veja aqui). Dessa forma, evitou a interdição do HH e até uma possível punição. Mas o fato é que não haverá jogo na quinta.

O início desse Estadual e, principalmente, a questão dos estádios já virou um fiasco sem precedentes. Uma situação que a Federação Catarinense de Futebol (que acha graça de tudo) e os clubes (que acharam que “não dava nada” e que agiram mais uma vez de forma pouco profissional) deixaram se criar. E na qual, insisto, o MP está apenas cumprindo com o dever dele e está corretíssimo.

Fica uma dúvida: se o estádio do Tigre tem problemas (e é, pra mim, o melhor do Estado), qual estádio então pode receber jogos com segurança ao torcedor no Catarinense? Depois dessa, olho no Robertão, na Baixada e em Xanxerê. Não me espantaria se tivermos surpresas em ambos os estádios nas próximas horas.

Em tempo: agora que se deram conta que a coisa está feia, a Associação de Clubes resolveu se reunir e buscar alguma solução para a crise. Além dos estádios, também precisa resolver um imbróglio referente aos direitos de transmissão do Estadual. A empresa que fazia a intermediação do contrato (e para isso recebia cerca de 12% do valor) foi simplesmente limada do processo, numa manobra desastrada. Resultado, entrou na Justiça e obviamente ganhou. Agora, mais um pepino para os clubes, que tentaram “economizar” de forma pouco inteligente, digamos, e agora vão ter que pagar mais.



Chapecoense põe a mão no título do turno

04 de fevereiro de 2013 30

Dessa vez demorei um pouquinho mais pra colocar a análise da rodada. Mas vamos a ela.

Após vencer no Sesi, na minha opinião a Chapecoense colocou uma mão e uns três dedos da outra na taça do primeiro turno (tem taça?) do Catarinense. Vitória de time cascudo, que briga por título. O Metrô foi melhor o tempo todo, mas não soube transformar isso em vantagem. Mais uma vez, falhou num jogo decisivo e com casa cheia. A chape, o próprio treinador admitiu isso, jogou por uma bola: achou duas em falhas individuais do adversário e venceu, que no fim é o que importa.

Nas cinco primeiras rodadas, a Chapecoense enfrentou os quatro principais adversários e fez o jogo mais difícil com os chamados pequenos, que é encarar o Metrô em Blumenau. E saiu dessa sequência na liderança isolada. Mais mérito do que isso pra levar o turno? Desconheço. Nas quatro rodadas finais, enfrenta quatro times da parte de baixo da tabela, pela ordem Juventus (c), Camboriú (f), Guarani (c) e Atlético (f). Ou seja, basta confirmar o favoritismo pra conquistar o turno e a vaga nas semifinais (eita regulamento ridículo esse). O Metropolitano, por sua vez, volta a brigar apenas pela vaga na Série D, e nesta disputa tem dois jogos decisivos pela frente: quarta, vai ao Litoral enfrentar o Camboriú, e no outro domingo (dia 17) recebe o Atlético no Sesi.

Nos outros jogos da rodada, nenhuma surpresa. Sem fazer muito esforço, os favoritos Figueirense, Joinville e Criciúma venceram, respectivamente, Camboriú, Atlético e Juventus. Ainda que a situação do JEC ainda me cause estranheza. O time não jogou bem nenhuma vez, mesmo quando venceu. Parece, olhando de longe, que a coisa no vestiário não anda nada boa. Será que é isso? No mais, a tendência é essa daqui por diante: os grandes confirmarem a superioridade e termos aqueles dois campeonatos dentro de um, como já disse outras vezes. Criciúma e Figueira estão no páreo pelo turno, ainda que dependam de tropeços da Chapecoense.

Sobre o jogo de Palhoça, concordo plenamente com a decisão. É hora de fazer valer a lei e não tenho dúvidas que há estádios no Catarinense sem nenhuma condição de receber jogos do Estadual (e não é apenas o Renato Silveira). Lamento que a decisão tenha sido tomada em cima da hora, o que acabou prejudicando torcedores que foram até lá. Além do clube, que deve ter um prejuízo com a remarcação. Mas se era o jeito, paciência. O que não dá mais é pra aceitarmos as coisas desse jeito, já que a Federação é banana e não faz nada (e nem fará) e os clubes e o TJD são adeptos do velho jeitinho brasileiro.

Metropolitano faz promoção pra lotar Sesi domingo

01 de fevereiro de 2013 30

Domingo, tem confronto de líderes entre Metropolitano e Chapecoense, no Sesi.

O Metropolitano lançou nesta sexta uma promoção interessante para incentivar ainda mais o torcedor a encher o estádio, além dos atrativos do jogão que vale a liderança isolada do Catarinense.

Confira abaixo o texto do site oficial do clube:

Torcedor do Médio Vale do Itajaí que gosta de futebol, domingo, tem um único endereço para se dirigir: Rua Itajaí, n° 3434. Mais precisamente, o Estádio do Sesi. O duelo entre Metropolitano e Chapecoense, às 17h, vale “só” a liderança do Catarinense.

Sendo assim, o Metropolitano lança uma promoção/desafio: se no domingo, o público total divulgado pelo sistema de som for superior à 3,5 mil torcedores, um torcedor ganhará uma camisa oficial do Metropolitano. O “sortudo” será o torcedor que tiver o número 3.500 em mãos e apresentá-lo, a partir de segunda-feira, em nossa loja própria (Av. Beira Rio com Rodolfo Freygang).

Tem mais: se o público total for superior a 4 mil torcedores, além da camisa para a pessoa que tiver o número 3500, entregaremos uma segunda camisa oficial para quem tiver o número 4000 em mãos. Este, também poderá retirar sua camisa oficial a partir de segunda-feira, em nossa loja, apresentando seu bilhete.

Importante lembrar que:  a promoção está condicionada ao público total (precisa ser superior a 3500 ou 4000 pessoas).

O torcedor poderá retirar seu número em duas urnas posicionadas em frente ao nosso quiosque/loja, dentro do SESI, no Domingo. E aí, o que me dizem?

Vamos lotar o SESI ?

Não esqueça, chegue cedo ao estádio. Evite filas. Todos saem ganhando com isso.