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Posts de março 2013

Encerramento do Blog do Braga

13 de março de 2013 0

Escrevo este post para me despedir. Foram praticamente quatro anos nesse blog, quase 1,5 mil posts, dezenas de milhares de comentários de todos vocês. Debatemos diversos temas, concordamos, discordamos, sempre no alto nível que marcou esse espaço. Me orgulho muito do trabalho feito aqui, mas é hora de buscar outros desafios profissionais, um desejo de muitos anos.

Não faço mais parte do Grupo RBS, onde permaneci por mais de 10 anos no Jornal de Santa Catarina. Só tenho a agradecer a esta casa, foi nela que o profissional Rodrigo Braga se formou e consolidou conceitos. Estou partindo para novos projetos e, por isso, encerrando o Blog do Braga e a coluna no Jornal de Santa Catarina.

Agradeço, e muito, a participação de todos vocês neste período. Continuarei opinando e debatendo o esporte e outros temas nas redes sociais, convido quem desejar a participar lá no Twitter @rodrigobragag e no Facebook Rodrigo Braga Godoy.

Um grande abraço a todos.

Returno começa como terminou o turno

11 de março de 2013 8

No Catarinense, largamos para a reta final, com a primeira rodada do returno.

E quase tudo segue como antes.

A Chapecoense sobra, com futebol eficiente na defesa e no ataque. E fôlego de sobra. Rodrigo Gral é, disparado, o melhor jogador do campeonato. E o Verdão do Oeste encerra a passagem por Xanxerê com 100% de aproveitamento. O próximo jogo como mandante, contra o Figueira, já será na remodelada Arena Condá, prontinha para a participação na Série B. Que, aliás, promete.

O Metropolitano é a sensação do torneio, com atuações seguras e empilhando vitórias (são três seguidas). Administra com tranquilidade a vaga na Série D e sonha com um lugar nas semifinais.

O Figueirense alterna boas a más atuações (no caso, foi a vez da boa). Não empolgou ainda, mas também não decepciona. Deve chegar sem maiores sustos à semifinal.

O Joinville continua entregando pontos de forma inacreditável. Até joga bem, mas falha demais. Permitir uma virada vencendo por 2 a 0, ainda que seja na casa do melhor time do campeonato, é uma prova disso. Tem potencial, mas por enquanto não conseguiu transforma isso em um time consistente.

Criciúma e Avaí preocupam, se já projetarmos o Brasileiro. O Tigre venceu, mas foi aquela vitória meio sem graça. O Avaí tomou uma virada inacreditável do Atlético, após estar vencendo por 3 a 1, e está sem técnico: Sérgio Soares enfim caiu. Já passou da hora de começarem a pensar em comissão técnica e reforços para a Série B, pois só assim serão capazes de esboçar alguma reação ainda no Estadual. O Tigre apresenta nesta segunda Osvaldo Alvarez, o Vadão. Técnico com algum currículo, mas não sei se era a melhor opção.

O Leão, pelo jeito, deve acertar com Paulo Porto, finalista do turno do Gauchão com o São Luiz. Também fez boas campanhas no estado vizinho com Caxias, Inter-SM e Veranópolis. Já esteve em SC em 2008, dirigindo o Metropolitano, e foi muito mal. Sei que o dinheiro não anda sobrando pelos lados da Ressacada, mas creio que o Avaí precisa de um nome com mais cacife para aguentar a pressão que vem por aí.

Guarani e Camboriú cada vez mais confirmam o favoritismo no rebaixamento. E o Atlético dá mostras de que o returno será melhor.

Faltou falar do Juventus, mas foi de propósito. O clube, que faz ótima campanha diante das expectativas iniciais, voltou a ameaçar abandonar o campeonato, alegando dívidas. Quer apoio, do contrário, vai pular fora.

Sobre a situação, escrevi o seguinte na minha coluna publicada nesta segunda-feira no Santa:

Apesar da derrota no Sesi, o Juventus faz uma baita campanha no Estadual, muito acima de qualquer expectativa. E ela fica ainda maior se considerarmos que o clube está atolado em dívidas, com salários atrasados há mais de cinco meses (no caso da comissão técnica). Se os jogadores mostram profissionalismo exemplar, o mesmo não dá pra dizer da cartolagem juventina. Deixaram a situação chegar a esse ponto e agora fazem chantagem ameaçando abandonar o Catarinense (pela segunda vez) se não tiverem aporte financeiro da prefeitura de Jaraguá do Sul. Dinheiro público no futebol, ainda mais dessa forma, é absurdo. Se o Juventus não tem mesmo como se manter, que feche as portas de uma vez. Na verdade, nem deveria ter se aventurado na base de “promessas de fulano e beltrano de que haveria apoio”. Não dá mais para aceitar amadorismo no futebol catarinense, colocar um time profissional em campo hoje em dia exige estrutura e muito dinheiro. Fazer na base do “vâmo que vâmo” e passionalidade é sinônimo de fracasso.

Aliás, fica a dica para outros aventureiros por aí.



Cerveja nos estádios? Em SC "tá podendo"

07 de março de 2013 18

Na primeira rodada do Catarinense, em janeiro, quem foi ao Estádio João Marcatto, em Jaraguá do Sul, e acompanhou o 3 a 1 do Metropolitano sobre o Juventus, notou que bebidas alcóolicas eram vendidas livremente no estádio, sem nenhuma questão de esconder. Resultado? O clube mandante daquela partida foi julgado e recebeu como punição uma multa de… R$ 4 mil!! Detalhe: quem viu (e nem precisava), sabe que o lucro com a venda das “geladas” foi bem maior que isso. Ou seja, nesse caso, o “crime” compensou.

Já aconteceu também com o Camboriú em pelo menos uma partida (contra o Joinville), caso pelo qual o tricolor litorâneo também será julgado e deve receber a mesma punição, digamos, vantajosa. Não é minha intenção aqui julgar a eficácia da proibição de bebidas alcoólicas nos estádios (até hoje, não vi números que comprovem diminuição nas ocorrências, por exemplo). Para o trânsito, sem dúvida é válido, mas aí já temos a Lei Seca e o problema é de quem bebe e dirige e, portanto, é irresponsável. E também a quem cabe a fiscalização.

O que eu sei é que para os clubes mandantes, sobretudo os pequenos, o prejuízo com a proibição é imensa. Estão matando o futebol do interior com medidas como essa (não só ela, óbvio). Alguns perceberam que burlar a lei sai barato, a punição quase de mentirinha é um incentivo a isso. Não custa lembrar que na Copa das Confederações, em junho, e na Copa de 2014, a cerveja estará liberada nos estádios, pois a Fifa tem cervejarias como patrocinadoras. Então, se a Fifa pode vir aqui dar de ombros para a lei e burlar a regra do jeito dela (na mão grande), por que os clubes pequenos não podem fazer o mesmo, do jeito deles?

*Texto publicado na coluna desta quinta-feira do Jornal de Santa Catarina

Blumenau se contenta em ter os Jasc

06 de março de 2013 17

Blumenau deve mesmo ser a próxima sede dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), em novembro. Terça-feira, em reunião na Capital, só faltou bater o martelo. A Fesporte escolheu, ainda que a cidade não tenha oficializado a candidatura (e nem o fará), mas a definição ficou para segunda-feira. Mera formalidade. Na semana que vem mesmo, a cidade já deve começar a montar o planejamento e a estrutura para a competição.

Tem quem comemore. Eu não.

Acho o Jasc, e não é de hoje, uma competição moribunda, fora de foco e que não atrai interesse algum. É uma festa do esporte, ok. Mas aí, como desenvolvimento do esporte catarinense, a Olesc e os Joguinhos Abertos se tornaram muito mais importantes nos últimos anos. Algumas pessoas me confirmaram nos últimos dias o que eu já desconfiava: Joinville abriu mão de sediar os Jasc (e gastar um dinheiro sem retorno) para investir em projetos da base, sim, como é o discurso oficial por lá. Mas também para dar suporte aos projetos da cidade para atrair seleções que estarão no país em 2014 para a Copa do Mundo. Marketing mais do que garantido, visibilidade mundial, milhares de turistas de alto poder aquisitivo, as vantagens eu poderia ficar enumerando o dia todo. Floripa faz o mesmo, Balneário Camboriú briga para também tirar proveito da oportunidade histórica.

Enquanto isso, Blumenau, nestes cinco anos e meio desde o anúncio do Brasil como sede da Copa, jamais moveu uma palha. Pelo jeito, por aqui preferimos receber os Jogos Abertos, de interesse para a população próximo do zero, igualzinho ao retorno econômico _ atletas se alojam em escolas, não em hotéis, o que ainda atrapalha o calendário escolar da cidade. No máximo, lucraremos com maior venda de X-Salada nas lanchonetes.

Parabéns! Para quem pensa pequeno, está ótimo.

*Texto publicado na coluna desta quarta-feira no Jornal de Santa Catarina

Quem deve ser o novo técnico do Criciúma?

04 de março de 2013 31

O primeiro turno do Catarinense terminou neste domingo, e com algumas conclusões:

A Chapecoense confirmou o que se esperava dela, uma arrancada melhor que os demais. Mas superou expectativas com uma campanha quase impecável (22 pontos em 27 possíveis). O time está muito bem, mas é bom não cair no golpe da ilusão de ótica do bom estadual e achar que o time está pronto para a Série B. É preciso mais.

Metropolitano e Juventus, terceiro e quarto colocados, respectivamente, são as surpresas até aqui. Ótimas campanhas, times bem acertadinhos. É briga pela última vaga catarinense na Série D. E eles até podem sonhar com mais no returno.

O Figueira de Adilson Batista foi vice no turno, venceu a campeã Chape (única derrota) e o clássico com o Avaí, ambas no Scarpelli, mas em nenhum momento encheu os olhos do torcedor. Ainda gera muita desconfiança.

Avaí, Criciúma e Joinville decepcionaram mais pela irregularidade, e preocupam o torcedor catarinense para o Brasileirão. O trio precisa de reforços de qualidade, e pra ontem.

O Atlético de Ibirama foi outra decepção até o momento, mas projeto campanha melhor. O Camboriú até fez bons jogos, mas dificilmente escapará da sina de cair ao lado do Guarani, esse sim com jeitão de quem já comprou passagem pra Segundona.

Mas o assunto dessa última rodada, claro, foi a demissão do técnico Paulo Comelli e de toda a comissão técnica e até de diretores do Criciúma após a derrota no Sesi para o Metropolitano.

Convenhamos, Comelli teve méritos no acesso do Tigre, no ano passado, ainda que o time quase tenha entregado a vaga na reta final. Mas não era técnico para a Série A.  Ganhou, até pelo mérito no acesso, a chance de fazer o time engrenar no turno do Catarinense e mostrar que podia ficar. Não deu, a campanha foi muito abaixo do que  o Tigre, que largou como favorito, precisa fazer no Estadual.

Mas a culpa não é apenas dele. O Criciúma precisa, sim, de um técnico de Série A. Mas também, e, principalmente, de reforços de Série A. E urgente! Do contrário, vai ser feia a coisa no Brasileirão.

Diante das opções, quem vocês contratariam para dirigir o Tigre daqui por diante? Missões: recuperar a equipe no Catarinense (e levá-la, no mínimo, até a semifinal) e montar o elenco que vai disputar o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Candidatos? No Twitter, lancei a pergunta ainda no domingo à noite e as opções mais “votadas” foram Silas, Renato Gaúcho, Jorginho, Celso Roth e Geninho. Outros foram citados, como Carpegiani, Mauro Ovelha, Márcio Goiano e até Paulo Porto, finalista do turno do Gauchão com o São Luiz de Ijuí (quando passou pelo Metropolitano não deixou saudade alguma na torcida).