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Encerramento do Blog do Braga

13 de março de 2013 0

Escrevo este post para me despedir. Foram praticamente quatro anos nesse blog, quase 1,5 mil posts, dezenas de milhares de comentários de todos vocês. Debatemos diversos temas, concordamos, discordamos, sempre no alto nível que marcou esse espaço. Me orgulho muito do trabalho feito aqui, mas é hora de buscar outros desafios profissionais, um desejo de muitos anos.

Não faço mais parte do Grupo RBS, onde permaneci por mais de 10 anos no Jornal de Santa Catarina. Só tenho a agradecer a esta casa, foi nela que o profissional Rodrigo Braga se formou e consolidou conceitos. Estou partindo para novos projetos e, por isso, encerrando o Blog do Braga e a coluna no Jornal de Santa Catarina.

Agradeço, e muito, a participação de todos vocês neste período. Continuarei opinando e debatendo o esporte e outros temas nas redes sociais, convido quem desejar a participar lá no Twitter @rodrigobragag e no Facebook Rodrigo Braga Godoy.

Um grande abraço a todos.

Returno começa como terminou o turno

11 de março de 2013 8

No Catarinense, largamos para a reta final, com a primeira rodada do returno.

E quase tudo segue como antes.

A Chapecoense sobra, com futebol eficiente na defesa e no ataque. E fôlego de sobra. Rodrigo Gral é, disparado, o melhor jogador do campeonato. E o Verdão do Oeste encerra a passagem por Xanxerê com 100% de aproveitamento. O próximo jogo como mandante, contra o Figueira, já será na remodelada Arena Condá, prontinha para a participação na Série B. Que, aliás, promete.

O Metropolitano é a sensação do torneio, com atuações seguras e empilhando vitórias (são três seguidas). Administra com tranquilidade a vaga na Série D e sonha com um lugar nas semifinais.

O Figueirense alterna boas a más atuações (no caso, foi a vez da boa). Não empolgou ainda, mas também não decepciona. Deve chegar sem maiores sustos à semifinal.

O Joinville continua entregando pontos de forma inacreditável. Até joga bem, mas falha demais. Permitir uma virada vencendo por 2 a 0, ainda que seja na casa do melhor time do campeonato, é uma prova disso. Tem potencial, mas por enquanto não conseguiu transforma isso em um time consistente.

Criciúma e Avaí preocupam, se já projetarmos o Brasileiro. O Tigre venceu, mas foi aquela vitória meio sem graça. O Avaí tomou uma virada inacreditável do Atlético, após estar vencendo por 3 a 1, e está sem técnico: Sérgio Soares enfim caiu. Já passou da hora de começarem a pensar em comissão técnica e reforços para a Série B, pois só assim serão capazes de esboçar alguma reação ainda no Estadual. O Tigre apresenta nesta segunda Osvaldo Alvarez, o Vadão. Técnico com algum currículo, mas não sei se era a melhor opção.

O Leão, pelo jeito, deve acertar com Paulo Porto, finalista do turno do Gauchão com o São Luiz. Também fez boas campanhas no estado vizinho com Caxias, Inter-SM e Veranópolis. Já esteve em SC em 2008, dirigindo o Metropolitano, e foi muito mal. Sei que o dinheiro não anda sobrando pelos lados da Ressacada, mas creio que o Avaí precisa de um nome com mais cacife para aguentar a pressão que vem por aí.

Guarani e Camboriú cada vez mais confirmam o favoritismo no rebaixamento. E o Atlético dá mostras de que o returno será melhor.

Faltou falar do Juventus, mas foi de propósito. O clube, que faz ótima campanha diante das expectativas iniciais, voltou a ameaçar abandonar o campeonato, alegando dívidas. Quer apoio, do contrário, vai pular fora.

Sobre a situação, escrevi o seguinte na minha coluna publicada nesta segunda-feira no Santa:

Apesar da derrota no Sesi, o Juventus faz uma baita campanha no Estadual, muito acima de qualquer expectativa. E ela fica ainda maior se considerarmos que o clube está atolado em dívidas, com salários atrasados há mais de cinco meses (no caso da comissão técnica). Se os jogadores mostram profissionalismo exemplar, o mesmo não dá pra dizer da cartolagem juventina. Deixaram a situação chegar a esse ponto e agora fazem chantagem ameaçando abandonar o Catarinense (pela segunda vez) se não tiverem aporte financeiro da prefeitura de Jaraguá do Sul. Dinheiro público no futebol, ainda mais dessa forma, é absurdo. Se o Juventus não tem mesmo como se manter, que feche as portas de uma vez. Na verdade, nem deveria ter se aventurado na base de “promessas de fulano e beltrano de que haveria apoio”. Não dá mais para aceitar amadorismo no futebol catarinense, colocar um time profissional em campo hoje em dia exige estrutura e muito dinheiro. Fazer na base do “vâmo que vâmo” e passionalidade é sinônimo de fracasso.

Aliás, fica a dica para outros aventureiros por aí.



Cerveja nos estádios? Em SC "tá podendo"

07 de março de 2013 18

Na primeira rodada do Catarinense, em janeiro, quem foi ao Estádio João Marcatto, em Jaraguá do Sul, e acompanhou o 3 a 1 do Metropolitano sobre o Juventus, notou que bebidas alcóolicas eram vendidas livremente no estádio, sem nenhuma questão de esconder. Resultado? O clube mandante daquela partida foi julgado e recebeu como punição uma multa de… R$ 4 mil!! Detalhe: quem viu (e nem precisava), sabe que o lucro com a venda das “geladas” foi bem maior que isso. Ou seja, nesse caso, o “crime” compensou.

Já aconteceu também com o Camboriú em pelo menos uma partida (contra o Joinville), caso pelo qual o tricolor litorâneo também será julgado e deve receber a mesma punição, digamos, vantajosa. Não é minha intenção aqui julgar a eficácia da proibição de bebidas alcoólicas nos estádios (até hoje, não vi números que comprovem diminuição nas ocorrências, por exemplo). Para o trânsito, sem dúvida é válido, mas aí já temos a Lei Seca e o problema é de quem bebe e dirige e, portanto, é irresponsável. E também a quem cabe a fiscalização.

O que eu sei é que para os clubes mandantes, sobretudo os pequenos, o prejuízo com a proibição é imensa. Estão matando o futebol do interior com medidas como essa (não só ela, óbvio). Alguns perceberam que burlar a lei sai barato, a punição quase de mentirinha é um incentivo a isso. Não custa lembrar que na Copa das Confederações, em junho, e na Copa de 2014, a cerveja estará liberada nos estádios, pois a Fifa tem cervejarias como patrocinadoras. Então, se a Fifa pode vir aqui dar de ombros para a lei e burlar a regra do jeito dela (na mão grande), por que os clubes pequenos não podem fazer o mesmo, do jeito deles?

*Texto publicado na coluna desta quinta-feira do Jornal de Santa Catarina

Blumenau se contenta em ter os Jasc

06 de março de 2013 17

Blumenau deve mesmo ser a próxima sede dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), em novembro. Terça-feira, em reunião na Capital, só faltou bater o martelo. A Fesporte escolheu, ainda que a cidade não tenha oficializado a candidatura (e nem o fará), mas a definição ficou para segunda-feira. Mera formalidade. Na semana que vem mesmo, a cidade já deve começar a montar o planejamento e a estrutura para a competição.

Tem quem comemore. Eu não.

Acho o Jasc, e não é de hoje, uma competição moribunda, fora de foco e que não atrai interesse algum. É uma festa do esporte, ok. Mas aí, como desenvolvimento do esporte catarinense, a Olesc e os Joguinhos Abertos se tornaram muito mais importantes nos últimos anos. Algumas pessoas me confirmaram nos últimos dias o que eu já desconfiava: Joinville abriu mão de sediar os Jasc (e gastar um dinheiro sem retorno) para investir em projetos da base, sim, como é o discurso oficial por lá. Mas também para dar suporte aos projetos da cidade para atrair seleções que estarão no país em 2014 para a Copa do Mundo. Marketing mais do que garantido, visibilidade mundial, milhares de turistas de alto poder aquisitivo, as vantagens eu poderia ficar enumerando o dia todo. Floripa faz o mesmo, Balneário Camboriú briga para também tirar proveito da oportunidade histórica.

Enquanto isso, Blumenau, nestes cinco anos e meio desde o anúncio do Brasil como sede da Copa, jamais moveu uma palha. Pelo jeito, por aqui preferimos receber os Jogos Abertos, de interesse para a população próximo do zero, igualzinho ao retorno econômico _ atletas se alojam em escolas, não em hotéis, o que ainda atrapalha o calendário escolar da cidade. No máximo, lucraremos com maior venda de X-Salada nas lanchonetes.

Parabéns! Para quem pensa pequeno, está ótimo.

*Texto publicado na coluna desta quarta-feira no Jornal de Santa Catarina

Quem deve ser o novo técnico do Criciúma?

04 de março de 2013 31

O primeiro turno do Catarinense terminou neste domingo, e com algumas conclusões:

A Chapecoense confirmou o que se esperava dela, uma arrancada melhor que os demais. Mas superou expectativas com uma campanha quase impecável (22 pontos em 27 possíveis). O time está muito bem, mas é bom não cair no golpe da ilusão de ótica do bom estadual e achar que o time está pronto para a Série B. É preciso mais.

Metropolitano e Juventus, terceiro e quarto colocados, respectivamente, são as surpresas até aqui. Ótimas campanhas, times bem acertadinhos. É briga pela última vaga catarinense na Série D. E eles até podem sonhar com mais no returno.

O Figueira de Adilson Batista foi vice no turno, venceu a campeã Chape (única derrota) e o clássico com o Avaí, ambas no Scarpelli, mas em nenhum momento encheu os olhos do torcedor. Ainda gera muita desconfiança.

Avaí, Criciúma e Joinville decepcionaram mais pela irregularidade, e preocupam o torcedor catarinense para o Brasileirão. O trio precisa de reforços de qualidade, e pra ontem.

O Atlético de Ibirama foi outra decepção até o momento, mas projeto campanha melhor. O Camboriú até fez bons jogos, mas dificilmente escapará da sina de cair ao lado do Guarani, esse sim com jeitão de quem já comprou passagem pra Segundona.

Mas o assunto dessa última rodada, claro, foi a demissão do técnico Paulo Comelli e de toda a comissão técnica e até de diretores do Criciúma após a derrota no Sesi para o Metropolitano.

Convenhamos, Comelli teve méritos no acesso do Tigre, no ano passado, ainda que o time quase tenha entregado a vaga na reta final. Mas não era técnico para a Série A.  Ganhou, até pelo mérito no acesso, a chance de fazer o time engrenar no turno do Catarinense e mostrar que podia ficar. Não deu, a campanha foi muito abaixo do que  o Tigre, que largou como favorito, precisa fazer no Estadual.

Mas a culpa não é apenas dele. O Criciúma precisa, sim, de um técnico de Série A. Mas também, e, principalmente, de reforços de Série A. E urgente! Do contrário, vai ser feia a coisa no Brasileirão.

Diante das opções, quem vocês contratariam para dirigir o Tigre daqui por diante? Missões: recuperar a equipe no Catarinense (e levá-la, no mínimo, até a semifinal) e montar o elenco que vai disputar o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Candidatos? No Twitter, lancei a pergunta ainda no domingo à noite e as opções mais “votadas” foram Silas, Renato Gaúcho, Jorginho, Celso Roth e Geninho. Outros foram citados, como Carpegiani, Mauro Ovelha, Márcio Goiano e até Paulo Porto, finalista do turno do Gauchão com o São Luiz de Ijuí (quando passou pelo Metropolitano não deixou saudade alguma na torcida).

O caso de Oruro: precisamos de um basta!

22 de fevereiro de 2013 37

Não dá mais. O futebol não pode estar acima da convivência social. Muito menos acima da vida das pessoas. Não pode determinar algo tão sério, é só um jogo.

Precisamos de um basta!

Não importa aqui qual o seu clube, qual o meu clube, não importa nada que esteja apenas no âmbito esportivo. Pelo bem do futebol, pelo bem do esporte, precisamos, todos nós, cobrar um basta.

O caso do torcedor boliviano morto (morto, não, assassinado) por membros de uma organizada do Corinthians em Oruro não pode ficar impune. Como a tragédia em Santa Maria, que abalou a todos nós, precisa ser ponto de partida para mudanças efetivas, e assim ao menos não ter sido em vão.

A Conmebol, surpreendentemente, agiu. E com rapidez. Proibiu torcedores nos jogos do Corinthians na Libertadores. Ainda é uma decisão provisória, mas a meu ver foi justa.

Era descabido querer a eliminação do Timão da Libertadores. O correto é punir, na essência, o torcedor. E aí não importa que sejam todos, que os bons paguem por uma minoria. Infelizmente, precisa ser assim para surtir algum efeito. O torcedor vai pensar duas vezes antes de fazer, a organizada também, antes de acobertar criminosos nos seus quadros.

O clube também acaba punido. O Corinthians vai jogar sem a sua torcida, e isso pesa muito. Terá um prejuízo monstruoso (estimado em cerca de R$ 15 milhões), pois já tinha vendido praticamente todos os ingressos dos três jogos como mandante na primeira fase. É justo? Há quem entenda que o clube não pode pagar pelo ato de seus torcedores. Talvez, mas e se o clube dá respaldo a estes torcedores? Se faz vista grossa para atos como esse? Se patrocina organizadas com criminosos travestidos de torcedores em seus quadros? É tão injusto assim? Será que os clubes não precisam de um exemplo desses para repensar este tipo de relação promíscua?

Torço para que a Conmebol recupere um pouco da sua credibilidade (depois de deixar por isso mesmo tantos e tantos casos de violência em competições organizadas por ela) e se mantenha firme na decisão de mudar de postura e ser intolerante com atos de violência. Que não recue da decisão de punir exemplarmente, no âmbito esportivo, ao menos, a morte do garoto boliviano no estádio do San José. Mas que não fique por aí: o próprio San José precisa ser punido por ter permitido que torcedores entrassem armados no estádio. A segurança em estádios sul-americanos é ridícula, beira o amadorismo. Casos de torcidas atirando de tudo para dentro do campo, manifestações racistas abomináveis, a lista é enorme.

O Corinthians pode até ser exemplo, só que não pode virar bode expiatório e ser o único a pagar a conta que é de muita gente.

Torço para que o Corinthians acate, repense a relação com as organizadas, mas não só ele. Que todos os clubes brasileiros revejam esta postura. Porque, sim, em 99% dos casos acontece exatamente a mesmíssima coisa. Foi o Corinthians, poderia ter sido qualquer outro. Importante é que vire exemplo de que precisamos mudar. O futebol brasileiro mudou, enriqueceu. Hoje somos referência em muitas coisas. Uma Copa do Mundo aqui está batendo à porta, estamos na vitrine para o mundo todo ver. Não dá mais pra tolerar tanta imbecilidade, tanto descaso, tanta falta de comprometimento com a justiça. Não dá mais.

No fim, mas no caso o mais importante: os culpados pela morte do garoto Kevin precisam ser punidos. Basta de tratar crimes em estádios de futebol como algo menor. São crimes, cometidos por criminosos. Tudo igual nas ruas, igual lemos nas páginas policiais.

Clubes, imprensa, sociedade em geral: chega de compactuar com criminosos e delinquentes inconsequentes manchando a imagem do futebol. Precisamos de um basta. Sem a miopia das paixões clubísticas, sem jeitinho.

Eu quero um basta! Precisamos.

Vadinho deixa o Metrô para assumir a Fesporte

17 de fevereiro de 2013 33

Ouvi muitas pessoas nos últimos dias. Umas confirmaram, outras desconversaram. Mas a informação já é suficientemente concreta para postá-la aqui no blog e na minha coluna que será publicada no Caderno de Esportes do Santa desta segunda-feira.

A vinda dos Jogos Abertos de Santa Catarina para Blumenau, tão falada na última semana após a desistência (não-oficializada) de Joinville, envolve outras questões, de certa forma alheias ao esporte ou a competição em si.

Na costura política que sustenta o governo Raimundo Colombo, as pastas ligadas ao esporte (Fesporte e Secretaria de Lazer, Cultura e Esporte) pertencem à cota do PSDB. E hoje toda a força dos tucanos no Estado está concentrada em Blumenau. O prefeito Napoleão Bernardes é, hoje, um dos principais expoentes (se não o principal) do partido em SC.

Desde o início do mês, antes até de Joinville desistir de sediar os Jasc, o PSDB de Blumenau já sabe que caberá a ele, neste primeiro momento, indicar o novo presidente da Fesporte (no lugar do atual, Adalir Pecos Borsatti). E dois são os nomes que o partido pretende colocar lá: o primeiro da lista é o presidente do Metropolitano, Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho.

A este blogueiro, o dirigente do Verdão admitiu o convite. Já conversou com o governador e aceita, mas não abre mão da condição de assumir só após a participação do Metropolitano no Catarinense 2013, que termina em maio. Quando também termina o mandato dele no clube (uma mudança no estatuto do clube, selada na ata da última eleição, já antecipava a saída da atual diretoria de novembro para maio ou junho, com a intenção de que quem assumir tenha tempo para trabalhar uma eventual participação na Série D). Esta é a condição de Vadinho. Se o governo estadual quiser a troca na Fesporte de forma imediata, ele não vai. Me garantiu isso.

Certo é que Vadinho e outros nomes da diretoria atual (como Ericson Luef e Marcelinho Georg) deixarão o clube após o Catarinense, no fim do mandato. No treino do Metrô de sexta-feira, Vadinho admitiu a saída nos próximos meses (pessoalmente ele é totalmente contra qualquer tipo de reeleição). Faz questão de deixar claro que não pretende se afastar totalmente do clube (topa fazer parte do Conselho, se convidado). E admitiu que tem sondado nomes para assumir o Metrô, que garante deixar em boas condições para seguir adiante.

Outra possibilidade é o presidente do Metrô tornar-se no fim do ano o novo secretário estadual da pasta de Esporte, Lazer e Cultura, no lugar de Beto Martins, que sairá para concorrer nas eleições de 2014.

Há ainda uma terceira possibilidade, que seria uma espécie de dança das cadeiras. Neste caso, Vadinho assumiria a Fundação municipal de Desportos (FMD) de Blumenau e iria para a Fesporte o atual comandante da pasta, o ex-atleta Sérgio Galdino. O problema, confirmado a mim nos bastidores, é que Galdino não vê essa possibilidade com bons olhos. Não gostaria de sair de Blumenau, politicamente falando.

Essa costura toda explica porque Blumenau trata com tanto cuidado esta questão dos Jasc ficarem sem pai nem mãe em 2013. Politicamente, não seria bom.

Para o esporte de Blumenau, seria muito bom ter qualquer um deles na Fesporte, certamente estão aptos ao cargo e mudariam a forma como a cidade é tratada atualmente. A cidade precisa voltar a ter influência política para não ficar à deriva das decisões e dos investimentos.

Para o Metropolitano, neste primeiro momento não é bom, sem dúvida preocupa o torcedor. Mas apenas antecipa uma demanda do clube para o ano: arrumar novos dirigentes para seguir o projeto do clube. Algo que também era temido quando da saída do presidente Edson Pedro da Silva, o Pingo, e Vadinho surgiu como um nome até desconhecido para fazer uma boa gestão. As pessoas passam, é o projeto do clube que precisa seguir em frente com pessoas competentes e focadas nisso.

Vadinho me disse que até já manteve conversas com algumas pessoas que poderiam assumir o clube, mas ainda sem maiores avanços. Também é importante que outros nomes apareçam, dispostos a ajudar. Vamos aguardar.

Palpites da sétima rodada do Catarinense 2013

15 de fevereiro de 2013 21

Após uma paradinha no blog no feriadão de Carnaval, estamos de volta. E com retorno do Catarinense também. Em campo, o bom momento dos times é certeza de bons jogos. O problema é saber se teremos mais alguma lambança extracampo?

Vamos aos palpites da rodada, bem complicados, afinal temos dois clássicos bem equilibrados.

Figueirense 1 x 1 Avaí

O clássico da Capital poucas vezes colocou em campo os dois arquirrivais em tanto equilíbrio de forças. Mesmo que a campanha alvinegra seja melhor, ainda que o jogo seja no Scarpelli, meu palpite é de empate.

Camboriú 1 x 2 Chapecoense

Olho no Cambura, que já aprontou pra cima de Joinville e Metropolitano jogando em casa. Desde que o técnico novo estreou, o time se acertou. E essa parada de 10 dias tende a ter sido melhor para o time do Litoral do que para a líder Chape, que vinha sobrando fisicamente. Ainda assim, e até por estar escaldada de que jogar no Robertão não é moleza, o Verdão do Oeste vence e encaminha o turno.

Metropolitano 2 x 1 Atlético Ibirama

Jogo nervoso no Sesi. O Metrô, em turbulência interna, estreia o técnico Abel Ribeiro, escolhido justamente porque o treinador do rival de domingo, Mauro Ovelha, não conseguiu a liberação em Ibirama para treinar o time blumenauense. Situação meio estranha, portanto. Crise por crise, a do Atlético é bem pior, por isso dá Verdão.

Guarani 4 x 3  Juventus

Tem tudo para ser aquele jogo cheio de gols, praticamente uma pelada casados x solteiros. Fica a dica para quem estiver por Palhoça no domingo. Em casa, o Guarani leva.

Joinville 2 x 2 Criciúma

O Tigre é melhor, o JEC ainda não disse a que veio no Estadual, mas clássico é um momento diferente, um jogo em que outros fatores estão em campo. E aí o tricolor do norte equilibra as coisas, principalmente pela pressão que virá das arquibancadas. No fim das contas, cara de empate.

E vocês, o que acham?

Dimba, ex-Botafogo, canta Titãs em karaokê

14 de fevereiro de 2013 0

Pra descontrair um pouco.

Lembram do Dimba? Atacante ruim de bola, mas fazedor de gol, artilheiro no Goiás, no Botafogo e em um monte de times nos anos 90 e início dos anos 2000? E que por incrível que pareça segue em atividade, aos 39 anos, no Ceilândia (DF).

Pois é, voltou a fazer sucesso. Agora, pagando um tremendo mico num vídeo do Youtube que virou febre entre os internautas. Nele, o ex-atacante canta de forma, digamos, empolgada, o hit Polícia, sucesso dos Titãs nos anos 80, em um karaokê caseiro bem animado.

Divirtam-se, com a performance do Dimba (o que ele tinha tomado, meu Deus?) e inclusive com a turma que dança junto. Impagável.

Ah, e no fim tem o telefone de contato para shows…

E como tudo que está ruim, pode piorar, achei mais um vídeo da tarde dançante de Dimba e amigos. Esse, com a participação de um tal funkeiro MC Diesel, vale pelo tiozão barrigudo que faz participação especial dançando.

Barbieri era o problema do Metropolitano?

07 de fevereiro de 2013 47

Já adianto logo de cara a minha opinião para a pergunta-título do post: não, não era. Longe disso.

Ainda que fontes na direção garantam que o clima interno estava insustentável, é preciso analisar com o foco nos interesses do clube, não das pessoas. Barbieri é um bom treinador, tem currículo, e estava fazendo um bom trabalho (os números estão aí). É o menos culpado, por exemplo, por o time amarelar de novo no Sesi (contra a Chapecoense) e pelo fiasco da última quarta em Camboriú, quando o time parecia um amontoado de aposentados em campo, tamanha disposição.

O treinador, demitido por telefone, cobrou publicamente reforços (alguém questiona?), cobrou publicamente a preparação física (concordo) e, principalmente, cobrou postura profissional (traduzindo: vergonha na cara) de alguns atletas (fiz o mesmo na minha coluna desta quinta-feira no Santa). Alguns jogadores estão acomodados, pra dizer o mínimo. Ganham em dia (e bem), tem boa estrutura, ou seja, se melhorar, estraga.

Tenho impressão de que o torcedor, e mesmo quem acompanha o clube, estava com Barbieri. Posto isso, pra mim a saída dele foi um erro. Talvez o primeiro erro significativo desta diretoria, na qual computo muito mais virtudes do que defeitos. Mas, nessa, vacilou.

Enfim, como dizem: “Rei morto, rei posto”. Vamos às opções: na boa, prefiro não considerar, pelo menos para o momento, eventuais retornos dos eternos Cesar Paulista e Lio Evaristo. Seria amador demais. Outros sondados: Amauri Knewitz (faz tempo que não faz nada digno de registro), Argel Fucks (pra chacoalhar o ambiente pode até ser, mas os últimos trabalhos dele foram uma lástima) e até o ex-jogador Tcheco, hoje auxiliar no Coritiba (péssima hora para fazer uma aposta no estilo Clébão ou Cláudio Adão).

O favorito, não é segredo, é Mauro Ovelha. Foi procurado ainda na quarta-feira, após perder em casa para o Figueirense. A relação dele com o clube de Ibirama vai além da trabalhista, ele é quase um sócio lá. Nem contrato tem, é tudo de boca com o dono do time, Ayres Marchetti. Pode dar certo, se vier para o Metrô, mas precisará acabar com algumas regalias, enquadrar jogadores que se acham supercraques (se fossem, não estariam no Metrô) e comprar briga com alguns “donos” do clube.

Será que vai conseguir?

Enfim, o problema do Metropolitano vai muito além de trocar treinador. Está na cara, só não vê quem não quer.