Ouvi muitas pessoas nos últimos dias. Umas confirmaram, outras desconversaram. Mas a informação já é suficientemente concreta para postá-la aqui no blog e na minha coluna que será publicada no Caderno de Esportes do Santa desta segunda-feira.
A vinda dos Jogos Abertos de Santa Catarina para Blumenau, tão falada na última semana após a desistência (não-oficializada) de Joinville, envolve outras questões, de certa forma alheias ao esporte ou a competição em si.
Na costura política que sustenta o governo Raimundo Colombo, as pastas ligadas ao esporte (Fesporte e Secretaria de Lazer, Cultura e Esporte) pertencem à cota do PSDB. E hoje toda a força dos tucanos no Estado está concentrada em Blumenau. O prefeito Napoleão Bernardes é, hoje, um dos principais expoentes (se não o principal) do partido em SC.
Desde o início do mês, antes até de Joinville desistir de sediar os Jasc, o PSDB de Blumenau já sabe que caberá a ele, neste primeiro momento, indicar o novo presidente da Fesporte (no lugar do atual, Adalir Pecos Borsatti). E dois são os nomes que o partido pretende colocar lá: o primeiro da lista é o presidente do Metropolitano, Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho.
A este blogueiro, o dirigente do Verdão admitiu o convite. Já conversou com o governador e aceita, mas não abre mão da condição de assumir só após a participação do Metropolitano no Catarinense 2013, que termina em maio. Quando também termina o mandato dele no clube (uma mudança no estatuto do clube, selada na ata da última eleição, já antecipava a saída da atual diretoria de novembro para maio ou junho, com a intenção de que quem assumir tenha tempo para trabalhar uma eventual participação na Série D). Esta é a condição de Vadinho. Se o governo estadual quiser a troca na Fesporte de forma imediata, ele não vai. Me garantiu isso.
Certo é que Vadinho e outros nomes da diretoria atual (como Ericson Luef e Marcelinho Georg) deixarão o clube após o Catarinense, no fim do mandato. No treino do Metrô de sexta-feira, Vadinho admitiu a saída nos próximos meses (pessoalmente ele é totalmente contra qualquer tipo de reeleição). Faz questão de deixar claro que não pretende se afastar totalmente do clube (topa fazer parte do Conselho, se convidado). E admitiu que tem sondado nomes para assumir o Metrô, que garante deixar em boas condições para seguir adiante.
Outra possibilidade é o presidente do Metrô tornar-se no fim do ano o novo secretário estadual da pasta de Esporte, Lazer e Cultura, no lugar de Beto Martins, que sairá para concorrer nas eleições de 2014.
Há ainda uma terceira possibilidade, que seria uma espécie de dança das cadeiras. Neste caso, Vadinho assumiria a Fundação municipal de Desportos (FMD) de Blumenau e iria para a Fesporte o atual comandante da pasta, o ex-atleta Sérgio Galdino. O problema, confirmado a mim nos bastidores, é que Galdino não vê essa possibilidade com bons olhos. Não gostaria de sair de Blumenau, politicamente falando.
Essa costura toda explica porque Blumenau trata com tanto cuidado esta questão dos Jasc ficarem sem pai nem mãe em 2013. Politicamente, não seria bom.
Para o esporte de Blumenau, seria muito bom ter qualquer um deles na Fesporte, certamente estão aptos ao cargo e mudariam a forma como a cidade é tratada atualmente. A cidade precisa voltar a ter influência política para não ficar à deriva das decisões e dos investimentos.
Para o Metropolitano, neste primeiro momento não é bom, sem dúvida preocupa o torcedor. Mas apenas antecipa uma demanda do clube para o ano: arrumar novos dirigentes para seguir o projeto do clube. Algo que também era temido quando da saída do presidente Edson Pedro da Silva, o Pingo, e Vadinho surgiu como um nome até desconhecido para fazer uma boa gestão. As pessoas passam, é o projeto do clube que precisa seguir em frente com pessoas competentes e focadas nisso.
Vadinho me disse que até já manteve conversas com algumas pessoas que poderiam assumir o clube, mas ainda sem maiores avanços. Também é importante que outros nomes apareçam, dispostos a ajudar. Vamos aguardar.