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Posts na categoria "Basquete"

De que ainda valem os Jogos Abertos?

08 de novembro de 2012 3

Começaram esta semana, em Caçador, os Jogos Abertos de Santa Catarina. Ao mesmo tempo que os Jasc me despertam admiração, pelo valioso trabalho de fomentar o esporte amador em todos os cantinhos do Estado ao longo desses 52 anos, me entediam profundamente pela forma como ainda são disputados os Jogos.

Quem me lê há mais tempo sabe: não é de hoje que os Jasc deixaram de ser interessantes. Blumenau, felizmente _ e deixando a modéstia de lado me sinto parte dessa decisão, de tanto que enchi o saco _, conseguiu romper com aquela neura de ganhar a competição a todo custo, a tal manutenção da hegemonia que, acreditem, num passado nem tão distante ajudava a definir os rumos políticos da cidade.

Eu fui atleta dos Jasc. Antes disso, fui admirador dos desfiles em carro aberto dos campeões. Mas Blumenau cresceu, tomou outros rumos, por que eu deveria achar normal o esporte daqui viver como há 20, 30 anos?

Hoje, os atletas blumenauenses são novamente vanguarda, como quando defendiam a hegemonia e ficaram 23 anos sem perder. Vão aos Jasc com o resultado do trabalho de base, seja ele bom ou não. Ganhar, nesse caso, importa ao competidor, claro, e só. A cidade ser campeã é insignificante. Os outros ainda vão entender isso.

Blumenau não ganhará mesmo os Jasc de Caçador, nem precisaria eu estar aqui torcendo contra.

Floripa é favorita ao tetra (será o oitavo título, precisará de mais 32 para se tornar a maior vencedora). Joinville também tem chance, até Itajaí deve ficar à frente dos blumenauenses _ o trio investiu pesado em atletas de fora. Da minha parte, resta dizer que cada um faz o que bem entende com a sua política e o seu dinheiro.

Se há algo em termos de esporte que Blumenau deva invejar na Capital e na maior cidade do Estado, não é a classificação nos Jasc. E sim o fato delas terem projetos fortes, em parceria com a iniciativa privada, que formam times que brigam por títulos importantes, nacionais e internacionais, projetam os nomes das cidades e formam uma geração de atletas através da idolatria.

É isso que Blumenau precisa buscar. E os Jasc, insisto, precisam de uma reformulação corajosa, que valorize de fato a produção esportiva de cada cidade.

Londres 2012: as apostas do blog

24 de julho de 2012 4

A Olimpíada de Londres vai começar (nesta quarta já tem futebol feminino). Hora de fazer apostas na participação brasileira.

A promessa é de que dessa vez, com uma preparação mais profissional, o Brasil amarele menos nas decisões.

Vamos conferir. Abaixo, as minhas apostas:

Brigam pelo ouro

- Futebol masculino

- Cesar Cielo, Felipe França e o revezamento 4×100 da natação

- Juliana e Larissa e Emanuel e Alisson (vôlei de praia)

- Roberto Scheidt e Bruno Prada (Iatismo)

- Equipe de judô (aqui são vários)

Brigam por medalhas

- Vôlei masculino e feminino

- Basquete masculino

- Handebol feminino

- Futebol feminino

- Fabiana Murer (salto com vara)

- Thiago Pereira (natação)

- Diego Hypolito (ginástica)

O resto, salvo uma ou outra surpresa que felizmente sempre vão existir, do contrário a gente nem perdia tempo assistindo, deve se dividir entre fazer figuração e pegar experiência importante para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

E vocês, têm palpites? Mandem aí

O futuro dos Jasc e o fiasco de Blumenau

21 de novembro de 2011 12

Sou do tempo das carreatas em caminhões dos bombeiros com as delegações blumenauenses que voltavam dos Jasc com mais um título. Eu era criança e achava tudo muito legal, o povo vibrava, era uma demonstração do orgulho blumenauense diante da supremacia esportiva sobre as cidades maiores do Estado.

Hoje, entendo que aquilo era, prioritariamente, um teatro com fins políticos. Não dos atletas, claro. Vivíamos uma espécie de ditadura dos Jasc: vencer era uma obrigação do prefeito, sob pena de perder prestígio político e, em decorrência disso, votos e eleições. A pressão era enorme.

Fui atleta nos Jasc, sei bem qual é a importância dos Jogos. Mas há muito tempo já defendo que tudo ali precisa ser repensado. A competição, hoje, não tem identidade. Não se sabe se querem ser parte decisiva na formação do esporte catarinense ou apenas um show. Do jeito que estão, ganhar não tem serventia alguma.

Aí, chegamos ao fracasso blumenauense na edição que terminou sábado, em Criciúma. A pior colocação da cidade em 50 anos, um quarto lugar que se repetiu uma única vez, na segunda edição dos Jogos, em 1961. Ou seja, é plenamente aceitável considerar esta a pior campanha de Blumenau na história. E há duas formas, basicamente, de analisá-la:

1) O enfraquecimento da formação de atletas na cidade. Se for verdade, é preocupante. E como dinheiro não faltou (o orçamento da FMD aumentou nos 5 anos), seria um problema de gestão dos recursos. Esta é uma leitura. Tem quem a defenda como única “culpada”.

2) A outra: é uma questão de mudança de foco.  Há muito tempo defendo que ganhar os Jasc apenas por ganhar, não significa nada. Blumenau abandonou a tática (nefasta, na minha opinião) de contratar atletas apenas para os Jogos, o que é comum e até moda em outras delegações. Hoje, vai com a base e pronto. Se der, deu.

O quarto lugar em Criciúma me parece efeito colateral desta decisão que, a meu ver, é acertada. A principal função dos Jasc é formar atletas, despertá-los para o esporte. Ganhar, de verdade, não é o mais importante (combina bem com o Barão de Cobertain e seu “o importante é competir”). É o primeiro estágio para, mais adiante, o atleta tornar-se de alto rendimento, buscar conquistas maiores e, por que não, ganhar dinheiro com isso.

Mas não tem sido bem assim. Cidades preferem mascarar resultados importando atletas que não tem ligação alguma com os Jasc. A anfitriã Criciúma, por exemplo, contratou 132 atletas, isso mesmo! Alguns de renome nacional e, pasmem, até dois norte-americanos. Conseguiu o inédito vice-campeonato, mas a que custo? A base da cidade sentiu-se prestigiada? Está orgulhosa com o resultado? Outro exemplo: Concórdia venceu o tênis de mesa masculino contratando o melhor do país na modalidade. Pois ele veio, competiu, venceu e no mesmo dia rumou ao aeroporto e embarcou para a França, onde mora. Pergunto: isto tem a ver com o espírito formador de atletas dos Jasc?

Durante muito tempo, como ex-atleta, cobrei esta postura de Blumenau. Desde quando ainda ganhava todo ano. Não é agora, que a cidade tenta fazer isso, que vou descer a lenha por um quarto lugar que alguns tentam ler como uma tragédia. Concordo com os dirigentes quando dizem que “não adianta ganhar os Jasc todo ano e não ter lugar para guardar os troféus”. Sim, os 39 troféus de Blumenau estão encaixotados num galpão, porque não há lugar para eles. E é preciso ter. Se há uma história de conquistar que pode inspirar novas gerações de atletas, ela não pode ficar escondida.

E digo mais: adianta ganhar os Jasc e depois o processo não ter continuidade? Hoje, Blumenau forma atletas que, quando prontos para brilhar, vão fazer isso em outros lugares. Prefiro mil vezes ir só com a base para os Jasc, perder se for o caso, mas ter aqui times fortes disputando ligas nacionais de vôlei, basquete, futsal, handebol, nadadores e atletas competindo aqui. Mas fortes mesmo, não apenas para fazer figuração. Porque se nos Jasc o importante é competir, no alto rendimento o importante é GANHAR. Formação de atletas nós temos, falta uma conexão com a iniciativa privada (sempre ela) para investir na continuidade do processo aqui, não lá fora. Joinville e Florianópolis fazem isso, e podem ter certeza que isso sim, como blumenauense, me dá uma pontinha de inveja deles, e não terem ficado na frente nos Jasc. A propósito, perguntem lá em Floripa o que dá mais orgulho, o tricampeonato nos Jasc ou o tetracampeonato da Cimed na Superliga de vôlei masculino? Perguntem lá. Mas só com dinheiro público não se chega até isso. Não mesmo.

Em resumo: o resultado de Blumenau em Criciúma é anormal, por isso tanto espanto. Mas não há nada de trágico nele. Não há remédio no mundo que não seja amargo. Enquanto outros estão na tática que Blumenau usou há 15, 20 anos, de ganhar os Jasc a qualquer custo, por aqui já deu pra perceber que isso não tem efeito prático e acaba por destroçar o esporte da cidade (aquele que a população pode perceber e até usufruir). Se há uma cidade que pode se dar ao luxo de abrir mão dos Jasc para se lançar novamente na vanguarda, começar uma tendência que lá na frente vá fazer os Jasc retomar suas origens, esta cidade é Blumenau. Mesmo que Floripa, vamos supor, passe a ganhar todo ano, só alcançaria a supremacia blumenauense nos Jogos em 2043! Até lá, há muito tempo para reestruturar tudo que está errado aqui e ainda voltar com folga a mandar no esporte amador catarinense.

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O futuro dos Jasc em discussão

18 de setembro de 2010 4

Os Jogos Abertos de Santa Catarina terminaram neste sábado em Brusque. Edição histórica, 50 anos, os Jogos de volta ao berço. Poderia ter tido muito mais destaque, mas não tem jeito: os Jasc não empolgam mais.

Lembro de quando eu era criança, antes mesmo de participar de algumas edições como nadador. A competição tinha uma outra aura, hoje não tem mais, nem de longe, a mesma importância. Os tempos são outros. Tanto é que Floripa conquistou há pouco o bicampeonato, repetindo a primeira edição na mesma Brusque e superando no apagar das luzes o favoritismo de Joinville. Haverá festa na Ilha? Aposto que não. Não mais que uma carreata organizada por famílias de atletas e envolvidos e, dada a época, inflada por políticos querendo tirar casquinha. De resto, ninguém dará importância nenhuma.

Já disse ano passado: Blumenau perdeu os Jasc (de novo), ótimo para Blumenau. A cidade aos poucos vai se livrando daquele fardo histórico de vencer a competição todo ano, a qualquer custo, apenas para manter a tal hegemonia que não acrescentou muito ao esporte da cidade. Nos últimos anos, entrou num caminho que espero seja sem volta, de usar a base formada na cidade nos Jasc, independente do resultado. Ganhar ou perder é do esporte, o que os Jasc precisam deixar em cada cidade é um legado. O principal deles é a formação de atletas, não necessariamente de rendimento. Se não for assim, de que adianta ganhar Jasc todo ano? Blumenau tem 39 conquistas, vai levar uns 70 anos alguém chegar perto. Mesmo que fosse em 30 e poucos, supondo que Floripa engatasse uma sequência incrível, até lá dá para fazer um belíssimo trabalho na base, que no fim importa muito mais.

Sobre os Jasc em si, penso que a edição 50 despertou em alguns dirigentes a noção de que a competição precisa mudar para não morrer de vez. Uma reunião na sexta-feira para discutir o tema contou com a presença de meia dúzia de gatos pingados, uma pena. De qualquer forma, torço para que o tema volte ao debate, pois a essência dos Jasc não deveria ser perdida. Para isso, penso que algumas correções de rumo seriam necessárias. Por exemplo:

- Edições de 2 em 2 anos, no mínimo. Tornaria a competição menos enfadonha. A solução seria fortalecer os Jogos regionais, classificatórios para os Jasc, e os Estaduais de cada modalidade, que classificariam os campeões para a competição.

- Com essas medidas acima, tornar os Jasc mais enxutos, com menos participantes na fase final. Evitaria a diferença técnica abissal na maioria das modalidades, e tornaria possível a organização por uma cidade de menor porte, onde o interesse é bem maior. Jasc em Blumenau, Florianópolis, Joinville, Criciúma, Chapecó, ninguém dá a mínima. E ao contrário do que podem pensar alguns, a medida não excluiria cidades menores, pois os regionais seriam fortalecidos.

- Jogos e Joguinhos, será que precisa mesmo? Não haveria uma forma de tormar os dois uma coisa só, mais atrativa? E com isso As Olimpíadas Escolares (Olesc) ganhariam importância.

- Proibição total das importações de atletas. Se alguém de fora quer disputar, precisa fixar residência na cidade por pelo menos 3 anos. Acho o fim da picada atleta que cai de paraquedas e é capaz até de errar o nome da cidade que está defendendo. É o símbolo maior da deformação do espírito dos Jasc de que eu venho falando.

- Algumas modalidades, com todo o respeito aos praticantes, não têm condições. Rever com critério o menu de modalidades seria interessante.

É isso. Até tinha mais sugestões, mais não lembro nesse momento (se lembrar acrescento aqui). Se alguém tiver alguma também, fique à vontade para mandar. Como ex-atleta dos Jasc, torço para que ele tenha vida longa. Mas do jeito que está, é da UTI para o caixão em pouco tempo.

Tiago Splitter finalmente na NBA

13 de julho de 2010 2

Foram quase três anos de chove não molha, de vai ou não vai, eis que agora é oficial: Tiago Splitter vai jogar a próxima temporada da NBA pelo Santo Antonio Spurs.

Tiago já havia sido escolhido em 2007 pelo time do Texas, na época campeão da liga americana. Na primeira vez, não foi por questões de multa contratual com o time dele na Espanha (teria que desembolsar mais de R$ 1 milhão). Depois, ele próprio optou por ficar no Caja Laboral mais um tempo, decisão que se mostrou mais do que acertada. O Tiago Splitter que desembarca agora na NBA tem o satatus de campeão e de melhor jogador da última temporada da não menos fortíssima liga espanhola. Se fosse em 2007, quando foi escolha de draft dos Spurs, provavelmente seria usado como moeda de troca. Hoje, chega como reforço para a franquia que dominou a NBA na primeira metade dos anos 2000, mas que recentemente caiu de produção. Com Tiago e Tim Duncan no garrafão (seria a reedição da torres gêmeas?) certamente vai voltar a brigar no topo.

Como blumenauense que viu Tiago jogar no Ipiranga, que vira e mexe o vê passeando por aqui com aquele tamanho todo, é realmente um orgulho o ver chegar onde todo jogador de basquete sonha. E é merecida demais essa conquista, não só para o Tiago como para toda a Família Splitter, que eu bem sei sonhava há muito tempo com esse momento.

Boa sorte, Tiagão!

Tiago Splitter será novo galáctico do Real Madrid?

24 de fevereiro de 2010 1

Tiago é destaque do basquete europeu, da Seleção Brasileira e está nos planos do San Antonio Spurs para a próxima temporada da NBA/Divulgação CBB

O pivô blumenauense Tiago Splitter segue a trajetória para tornar-se um dos principais nomes do basquete mundial na atualidade. O diário esportivo As, da Espanha, informou ontem que o jogador está na mira do milionário Real Madrid. O clube merengue tem intenção de elevar o time de basquete _ historicamente bem inferior ao do arquirrival Barcelona, por exemplo _, ao mesmo patamar do futebol. Ou seja, potência mundial. Tiago, nesse caso, seria um dos primeiros galácticos dessa nova fase.

Aos 25 anos, o brasileiro de 2m11cm, cria das quadras do Ipiranga, de Blumenau, joga há muitos anos no Caja Laboral, de Vitória, no País Basco, e é considerado o principal pivô do basquete europeu atualmente. Em números, é o jogador mais eficiente da ACB, a liga fortíssima espanhola, o quinto cestinha (média de 16 pontos por jogo) e o sétimo reboteiro (6,8 rebotes/jogo).

Titular absoluto da Seleção Brasileira, Splitter, se confirmado o assédio do Real Madrid, pode adiar mais uma vez o sonho de jogar na NBA, a milionária liga norte-americana. Os direitos econômicos do jogador já pertencem ao San Antonio Spurs desde 2006, e ele já adiou pelo menos uma vez a transferência para o time texano. Na época, o time espanhol ofereceu uma renovação de contrato extremamente vantajosa, e Tiago decidiu ficar, até porque é ídolo na Espanha e o basquete por lá é muito forte e popular (a Espanha é a atual campeã mundial, só para ficar em um exemplo).

Agora ele tem um acordo por mais dois anos com o Caja Laboral, mas dessa vez a cláusula de rescisão é mais baixa para a NBA (em torno de 1 milhão de euros). E o Spurs quer o brasileiro o quanto antes, pois considera Tiago Splitter um jogador promissor, que seria um parceiro ideal para o pivô Tim Duncan. Portanto, o Real terá realmente que caprichar na proposta para ganhar a concorrência. Nada impossível, convenhamos, quando estamos falando do clube de Florentino Perez.

Splitter acompanha as especulações enquanto se recupera de uma lesão, que deve afastá-lo das quadras por pelo menos mais 15 dias. Mas eu não descarto a possibilidade de Tiago seguir na Europa, agora como uma estrela do poderoso Real Madrid. Certa vez, numa conversa com o pai dele, Cássio Splitter, ele me disse que o basquete europeu caminha a passos largos para suplantar a NBA, tanto em termos de estrutura e estrelas, quanto no poderio financeiro.

Será?

Postado por Rodrigo Braga, da redação