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Posts na categoria "Brasileiro Série C"

Os catarinenses no novo ranking da CBF

21 de dezembro de 2012 4

A CBF divulgou nesta sexta-feira o Ranking Nacional de Clubes de 2012, que sofreu mudanças nos critérios adotados para definição das colocações e traz agora o Fluminense no topo. O time carioca, atual campeão brasileiro, terminou a temporada com 16.208 pontos, seguido pelo Corinthians, com 15.624, e o Vasco, com 15.030. As alterações nas regras prejudicaram Palmeiras e Santos, primeiro e segundo colocados na lista em 2011, que caíram para oitava e nona posições, respectivamente.

Diferente do que ocorria até 2011, a CBF levou em conta para o novo ranking apenas as competições disputadas nos últimos cinco anos, sendo que o campeonato mais recente possui peso maior do que os anteriores. Antigamente, o critério adotado considerava todos os torneios nacionais desde 1959, ano em que os campeonatos abrangendo clubes de todo o país passaram a ser realizados. Com isso, o Fluminense se beneficiou dos títulos brasileiros de 2010 e 2012 para terminar o ano na liderança do ranking. O time carioca ainda tirou proveito do fato de ter disputado a Libertadores nas últimas três temporadas, o que rende um bônus na pontuação segundo as novas regras.

Entre os catarinenses, a participação na elite entre 2009 e 2011 garantiram ao Avaí a liderança, ocupando a 20ª posição. Figueirense (25º), Criciúma (33º), Chapecoense (47º) e Joinville (51º) vêm na sequência. Depois, uma disputa particular entre clubes do Vale do Itajaí, e nela quem se dá melhor é o Metropolitano. Com participações seguidas no Brasileiro desde 2008, o clube de Blumenau ocupa o 84º lugar, à frente dos rivais Brusque (102º) e Marcílio Dias (106º) _ o outro catarinense que também aparecem na lista de 229 clubes da CBF é o Concórdia, na posição nº 145.

O Ranking Nacional de Clubes influi no sorteio da Copa do Brasil, com os primeiros colocados se tornando cabeças de chave da competição. E também foi decisivo para classificar o Criciúma para a edição 2013 do torneio. A pontuação somada de todos os times de cada Estado representa os pontos da federação correspondente.

Também divulgado nesta sexta-feira pela CBF, o Ranking Nacional de Federações traz a de São Paulo na primeira colocação, com 106.852 pontos, seguida pela do Rio, com 65.626, e a de Minas Gerais, com 40.569. Santa Catarina ocupa o sexto lugar, atrás ainda dos vizinhos Rio Grande do Sul e Paraná.

Ranking Nacional de Clubes

Os Top 10

1º Fluminense – 16.208 pontos

2º Corinthians – 15.624 pontos

3º Vasco – 15.030 pontos

4º São Paulo – 14.786 pontos

5º Grêmio – 14.460 pontos

6º Internacional – 14.360 pontos

7º Flamengo – 14.352 pontos

8º Palmeiras – 14.256 pontos

9º Santos – 13.736 pontos

10º Cruzeiro – 13.096 pontos

Os Catarinenses

20º Avaí – 8.272 pontos

25º Figueirense – 6.464 pontos

33º Criciúma – 4.370 pontos

47º Chapecoense – 2.754 pontos

51º Joinville – 2.370 pontos

84º Metropolitano – 792

102º Brusque – 510 pontos

106º Marcílio Dias – 491 pontos

145º Concórdia – 255 pontos

Ranking por Estados

1º SP (FPF) – 106.852 pontos

2º RJ (Ferj) – 65.626 pontos

3º MG (FMF) – 40.569 pontos

4º RS (FGF) – 38.139 pontos

5º PR (FPF) – 33.217 pontos

6º SC (FCF) – 26.278 pontos

7º GO (FGF) – 23.496 pontos

8º PE (FPF) – 22.765 pontos

9º BA (FBF) – 21.484 pontos

10º CE (FCF) – 19.227 pontos

O que pedir pro seu time (se o mundo não acabar)

21 de dezembro de 2012 8

Dizem por aí que nesta sexta-feira, 21 de dezembro, o mundo vai acabar.

Por via das dúvidas, ando parcelando minhas compras todas no cartão de crédito…

Mas para entrar no clima apocalíptico dos Maias, sugiro uma brincadeira com os amigos leitores. É o seguinte:

SE o mundo NÃO acabar, o que você gostaria de pedir para o seu clube do coração em 2013?

Fica também como uma espécie de pedido para o Papai Noel.

Mandem as suas sugestões. Para descontrair, deixo abaixo uma sugestiva música da ótima (e extinta) banda norte-americana R.E.M, uma das minhas favoritas.

Série D: Metrô e Marcílio têm final feliz

13 de dezembro de 2012 20

A CBF confirmou a manutenção da Série D do Brasileiro no mesmo formato da edição de 2012, com 40 clubes. Após anunciar dia 24 de outubro que a competição sofreria redução para 32 clubes, a entidade voltou atrás e decidiu manter a fórmula de disputa da edição deste ano, com os clubes divididos em oito grupos de cinco equipes.

A decisão demonstra bom senso e encerra com a polêmica da vaga catarinense no torneio. Voltando a ter dois representantes, Santa Catarina já tem um confirmado _ é o Marcílio Dias, vice-campeão da Copa Santa Catarina. A outra será disputada no Catarinense 2013 por cinco times _ Metropolitano, Atlético de Ibirama, Guarani de Palhoça, Juventus e Camboriú.

O presidente do Metropolitano, Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho, era um dos que brigava nos bastidores para que a vaga, no caso de apenas uma, fosse oferecida no Estadual. Na quinta, através de nota oficial no site do clube, ele enalteceu o apoio da Federação Catarinense de Futebol (FCF) para a manutenção de 40 clubes na Série D do próximo ano. Na avaliação de Vadinho, prevaleceu o bom senso por parte da CBF.

A verdade é que agora o clube precisará ralar em campo para conquistar a vaga, pois a disputa é dura e o Metrô, a meu ver, larga atrás do Atlético de Ibirama, por exemplo.

Já o Marcílio Dias precisará se planejar para montar um time competitivo, pois estará na disputa da Segundona estadual. Esse ano, o Marinheiro desistiu da vaga (que já tinha herdado do Brusque) e abriu espaço ao Concórdia, que na mesma situação (jogando a Divisão Especial em paralelo) foi presa fácil na Série D.

É muito importante para Santa Catarina fazer uma campanha sólida na Série D e tentar buscar uma vaga na Série C em 2014.

As explicações que a FCF nos deve

14 de novembro de 2012 61

No prédio onde moro, há uma empresa responsável por administrar o condomínio, que é razoavelmente grande. Na teoria, ela deveria resolver as questões importantes, poupando os moradores de chateações e inconvenientes, afinal é paga para isso. Na prática, imprime boletos mensais do pagamento das taxas de condomínio e, vez por outra, algumas advertências a moradores que deveriam morar em cavernas, tamanha a dificuldade em respeitar regras de convívio civilizado. E só.

Não sou o síndico do prédio. Se fosse, já teria há muito tempo mandado a tal administradora de condomínio passear, pois para puxar a orelha de gente mal-educada e imprimir boletos não preciso de muita ajuda. Às vezes, com um pouquinho de organização a gente consegue resultados muito mais relevantes atuando em conjunto e por objetivos únicos. E se livra de quem vive de sorver o dinheiro alheio sem fazer esforço. A minha parte eu faço, tento convencer os outros a se livrar deles.

Segunda-feira, ao assistir ao Conselho Técnico do Catarinense 2013, lembrei da administradora de condomínio do meu prédio. É impressionante a capacidade da Federação Catarinense de Futebol de não fazer nada e ter os clubes na palma da mão. A fórmula do Estadual é uma porcaria (já era esse ano, então o erro vem lá de trás e nem poderia ser corrigido agora por impedimento do Estatuto do Torcedor). As questões importantes, que interessam aos clubes filiados e aos torcedores _ a questão da vaga na Série D na Copinha ou no Estadual, por exemplo _, o Delfim prefere lavar as mãos e deixar a CBF resolver, como se ela tivesse algo com isso.

O pior foi ouvir que o Catarinense 2013 terá patrocínio da Chevrolet (como outros estaduais pelo país), mas que esse dinheiro não chegará aos protagonistas do campeonato! Se a Federação deveria zelar pelos clubes, para onde afinal vai o dinheiro? Deve a todos, no mínimo, uma explicação oficial. A FCF repassa migalhas aos filiados, bem diferente de outras federações pelo país, como a paulista e a gaúcha. E ainda assim os dirigentes, por preguiça, conveniência ou burrice mesmo, sei lá, continuam assinando e batendo palmas para tudo.

Apesar da Federação, os clubes catarinenses brilham no cenário nacional – só estaremos atrás de São Paulo em número de representantes nas Séries A e B do Brasileirão em 2013. Mérito só deles, registre-se. Mas já passou da hora de alguém sair da letargia e dizer à administradora de condomínio do futebol catarinense que, se é apenas para imprimir boletos, que os clubes podem muito bem se virar sozinhos.

*Texto publicado na coluna desta quarta-feira no Jornal de Santa Catarina

O Verdão do Oeste chegou lá!

08 de novembro de 2012 30

Na terceira tentativa seguida, fim da espera. A Chapecoense, enfim, deu aquele passo essencial aos clubes, cruzou a ponte da Série C para a Série B, agora faz parte dos 40 melhores clubes do país.

Numa metáfora apropriada, deixou de ser menino para transformar-se em homem.

E como é merecido esse acesso para o Verdão do Oeste. Tem torcida, estrutura, apoio da cidade. Estive lá em fevereiro num jogo do Catarinense e voltei de fato impressionado com o que vi. Vacilou na Hora H em 2010 e 2011, viu Criciúma e Joinville irem embora. Agora, experiente em Série C, fez um caminho seguro até o acesso. Soube matar o cruzamento decisivo com o Luverdense no jogo em casa, semana passada (nos outros anos, a torcida lembra bem, pecou justamente nos jogos na Arena Condá). Nesta quinta, em Lucas do Rio Verde (MT), apenas administrou a enorme vantagem. No fim, ainda tomou um golzinho de pênalti (pra mim, não foi), mas não fez muita diferença.

A festa em Chapecó é merecida, essa torcida ama o clube. Parabéns também à diretoria que conquistou a façanha. Mas amanhã mesmo é hora de arregaçar as mangas e trabalhar.

Primeiro, para buscar o título da Série C (na semifinal, enfrentará quem passar domingo entre Oeste-SP e Fortaleza, que jogam no Ceará). Seria muito legal para a Chape e para o futebol catarinense, que manteria por aqui o título que o JEC conquistou ano passado. E dá para buscar, com certeza, essa taça e se juntar também ao Avaí e ao Criciúma, que já venceram a Terceirona.

Depois, e mais importante, é planejar muito bem esse 2013 histórico. Hora de unir forças, lideranças de todo o Oeste colaborando para a Chapecoense não ser apenas uma participante nessa Série B que será espetacular. Além do mini catarinense, com Figueira, Avaí e JEC fazendo companhia ao Verdão, tem ainda a muito provável presença do Palmeiras e de um grande do Nordeste, Bahia ou Sport.

Será preciso fazer um elenco forte e montar um projeto focado em fazer bonito, como, por exemplo, está fazendo o Joinville nesta volta à Série B. Acho perfeitamente possível. Mas é preciso começar a trabalhar, todos juntos, o quanto antes.

Parabéns a Chapecoense e ao Oeste do Estado. Santa Catarina está feliz com mais essa conquista.

CBF muda ranking de clubes e prejudica o JEC

07 de novembro de 2012 25

Em campo, a terça-feira foi de vitória para o JEC, que bateu o Guaratinguetá, de virada, na Arena, e mantém o sonho de subir para a elite.

Fora das quatro linhas, uma derrota (ao menos num primeiro momento) inesperada.

A CBF decidiu alterar significativamente os critérios do ranking nacional de clubes, de forma a valorizar os resultados mais recentes e dar maior bonificação aos campeões. A lista é utilizada atualmente para definir 10 dos participantes da Copa do Brasil e, com isso, mexe diretamente com os times catarinenses. O Joinville, que vivia a expectativa de se garantir na Copa do Brasil de 2013 via ranking antigo, perde qualquer chance de ver isso acontecer no modelo antigo (já explico).

Agora, antes de qualquer outra coisa, se vê obrigado a vencer a Copa SC – precisa vencer os dois jogos que restam, contra Camboriú e Marcílio Dias, para ir à final contra o próprio Marinheiro. O time de Itajaí, que até então só esperava pela classificação do JEC à final para comemorar a vaga na competição nacional, também terá que ser campeão – mesma situação do Metropolitano, que ainda tem chances de disputar o título da Copinha.

No formato antigo, utilizado desde 2003, o campeão brasileiro somava 60 pontos, apenas um a mais do que o segundo colocado. As posições subsequentes perdiam apenas um ponto. O vencedor da Série B ganhava 40 pontos (um a menos que o último colocado da Série A) e o da Série C, 20 pontos. Além disso, o campeão da Copa do Brasil somava 30 pontos, com o vice ganhando 20 (o mesmo que o campeão da Série C) e os semifinalistas apenas 10 (equivalente ao 11º colocado da Série C). E os times que disputavam a Libertadores e, por isso, não jogavam a Copa do Brasil, ficavam sem pontuação.

Agora, o campeão brasileiro ganha 800 pontos, 160 a mais do que o segundo colocado. Os vencedores das séries B, C e D vão receber, respectivamente, 400, 200 e 100 pontos cada – sempre metade do campeão da divisão superior. Os vice-campeões ganham 80% da pontuação do campeão e os terceiros e quarto lugares levam 75% e 70%, respectivamente. Isso vale também para a Copa do Brasil, na qual a solução foi dar 600 pontos ao campeão. Além disso, todos os clubes que disputarem a Libertadores, independente do resultado deles na competição, ganham 400 pontos – o equivalente a ir às quartas de final da Copa do Brasil.

A principal mudança, porém, é a abrangência temporal do ranking. Se antes eram considerados todos os resultados desde 1959, com peso igual, agora só entram na conta os resultados dos cinco últimos anos. E com peso diferenciado: cinco para a temporada vigente e um para a mais antiga. Os maiores prejudicados pela mudança no ranking são clubes que há tempos não jogam a Série A, como Juventude, Paysandu, Londrina e o próprio Joinville, que tinham expectativa de disputar a Copa do Brasil do ano que vem por conta do ranking privilegiado, fruto de conquistas antigas. Em troca, ganham espaço times que jogaram a Série A nos últimos anos, caso do Figueirense.

Só que, para a torcida do JEC, há um outro ponto a ser levado em consideração. Nos últimos anos o tricolor tem para pontuar uma semifinal de Série D (2010), o título da Série C (2011) e, ao que tudo indica, o sexto lugar na Série B desse ano. Então, ainda não dá pra cravar que o Joinville não conseguirá mais a vaga via ranking da CBF, é preciso esperar a entidade divulgar a nova lista.

Que semana para o futebol catarinense!

05 de novembro de 2012 9

Para o bem, e para o mal.

A semana que começa será espetacular, dramática, de alegrias e tristezas confirmadas para o futebol catarinense.

Começa, claro, nesta terça-feira, com o decisão do Criciúma diante do São Caetano, na Série B. É novamente em casa, o HH estará lotado e o clima de festa é inevitável, ele já existe praticamente desde a virada do turno. Culpa da campanha espetacular do time, mas talvez o clima, esses, diminua um pouco depois do susto no sábado, na derrota, justa, para o rival Joinville.

Era para ser jogo de festa, mas o JEC jogou sério, pra valer, venceu com inteira justiça, jogou mais. A titubeada do Tigre é absolutamente normal para um clube que está por detalhes para alcançar o objetivo principal, no caso o acesso. Mas diante do São Caetano, que ainda sonha também, não pode haver vacilo. Se vencer, o acesso está matematicamente sacramentado a 3 rodadas do fim. E aí é pensar no título, nessa briga pelo jeito só com o Goiás (o Vitória caiu demais e periga até ficar sem vaga).

O JEC ainda se agarra a uma chance meramente matemática (e que pode acabar ainda que vença o Guaratinguetá, nesta terça). Mas ainda assim tem que se orgulhar da campanha brilhante. E o Avaí, a passeio nesta reta final, vai admirar as belas paisagens de Natal e fazer um amistoso de luxo com o ABC.

Quinta-feira, é dia de torcer pela Chapecoense no interior do Mato Grosso, onde vai administrar diante do Luverdense a enorme vantagem que construiu no jogo de ida, em Chapecó (3 a 0). Coleciona atuações ruins longe de casa na Série C, mas em nenhuma tomou a piaba que o eliminaria de forma inacreditável agora. Joga, claro, por um gol para matar de vez o rival e garantir o sonhado acesso à Série B, que será precioso para o Verdão do Oeste e para o futebol catarinense como um todo.

Por fim, o domingo deve sacramentar, enfim, a queda do Figueirense. Recebe, à noite, o Sport no Scarpelli. O time pernambucano hoje também cairia, mas vive um momento de reação, dos frequentadores do Z-4 me parece o único com forças para ainda sair de lá. O que só complica a situação do Figueira, que nem depende das próprias forças para não terminar a rodada rebaixado. E não compactuo com as reclamações (exageradas) de que o clube foi garfado pelas arbitragens (contra o Flamengo, principalmente). Erros podem até ter ocorrido, mas pode por na conta das péssimas arbitragens nacionais, que erram pra todo lado e a todo instante. Complô? Nem pensar. E nem precisaria, o Figueirense mesmo tratou de se auto boicotar o campeonato todo.


Série B será um Mini Catarinense em 2013

02 de novembro de 2012 10

Um resultado espetacular da Chapecoense em casa. Dessa vez, não teve vacilo. O time aproveitou o jogo favorável e tocou 3 a 0 no Luverdense, em Chapecó. Semana que vem, no interior do Mato Grosso, só perde um acesso por uma hecatombe. Mas, obviamente, é preciso respeitar os 90 minutos finais e jogar com a seriedade que o jogo mais importante da história do clube exige.

O resultado foi de encontro com a minha teoria, antiga, de que em mata-mata é melhor fazer o primeiro jogo em casa.

Com isso, a Série B ficou muito perto da Chapecoense. E há bastante tempo o Verdão merece subir esse degrau, que para um clube médio é de suma importância. Tudo vai mudar para o clube e para o torcedor.

Sem falar que, para os Catarinenses, a Série B será um campeonato especial em 2013. Ao que tudo indica, com o Criciúma subindo e o Figueira caindo, além da confirmação da Chape, serão quatro dos cinco chamados grandes do Estado na Segundona. Espetacular!

O jogo do ano para a Chapecoense

01 de novembro de 2012 6

Estou de volta. Depois de 10 dias de descanso, nos quais acompanhei, mesmo que um pouco de longe, os jogos dos catarinenses, vamos voltar à rotina justamente na reta decisiva.

Durante a minha ausência no blog, pouca coisa mudou. O Figueirense segue lá esperando a hora de confirmar o rebaixamento. Na Série B, o Criciúma espera pelo acesso e briga pelo título (tem um caminho bem duro até  o fim). O Joinville saiu de vez da briga pelo acesso, mas repito que pode se orgulhar da campanha, muito acima das expectativas iniciais. O Avaí, mergulhado numa crise financeira e de bastidores, decepciona (mas também é um pouco do reflexo de quem acreditou que a campanha no Estadual era suficiente para subir). Cá entre nós: ficar esperando por um dinheiro do Flamengo (outro que não paga ninguém) é piada pronta.

E aí chegamos à Série C, nesse momento a mais importante para o futebol catarinense. A Chapecoense chega à fase decisiva para o acesso pelo terceiro ano. Nas duas anteriores, parou na porta. Nesta quinta, faz o jogo (sem exagero) da história do clube ao receber o Luverdense na Arena Condá. O time de Mato Grosso tem campanha melhor, mas o Verdão pode passar, a chance é real. Pra isso, é obrigatório abrir frente no jogo em casa, para não depender demais do jogo no MT, já que os catarinenses vão mal longe de Chapecó.

Subir da Série C para a Série B é um acesso e tanto, a diferença é enorme. Para o clube, significa o passaporte para o crescimento definitivo no cenário nacional. Mais dinheiro, mais projeção, enfim, tudo é melhor. Por isso, para o futebol catarinense, todas as atenções agora se concentram, além de na possibilidade de título nacional do Criciúma, no acesso da Chapecoense.

Embolou a briga pelo título na Série B

20 de outubro de 2012 19

O jogo não foi exatamente um jogaço, foi morno. Mas o resultado não foi ruim para o Tigre, empate em 1 a 1 com o Paraná, em Curitiba.

Com 65 pontos, lidera a Série B. Mas a rodada tornou mais picante a briga pelo título. O Goiás estraçalhou o Avaí (veja post) e o Vitória, caindo de rendimento, perdeu em casa para outro em ascensão, o Atlético-PR. O trio já tem aceso garantido, mas na briga pela taça o Tigre e o Goiás parecem mais afiados do que o rubro-negro baiano. Essa, sim, só se define na última rodada.

A quarta vaga do acesso tem cada vez mais as cores do Atlético-PR, que cresceu na hora certa e já é quarto colocado, tirando de lá (felizmente) o sem torcida e sem graça São Caetano.

O Joinville venceu o CRB no primeiro jogo sem Leandro Campos. Está vivo na briga, ainda que eu ache muito complicado simplesmente porque o JEC não consegue somar pontos longe da Arena. Quando terminar a Série B, me parece que os tricolores (ainda que não devam, a campanha é muito acima das expectativas iniciais) vão lamentar os pontos perdidos para Barueri e Ipatinga,além do empate em casa com o São Caetano.

Também teve catarinense na Série C. E a Chapecoense é outra que não consegue ser feliz longe de casa. No Rio, perdeu para o Madureira, que entrou na rodada ameaçado de rebaixamento conseguiu se livrar, e viu uma classificação tranquila se transformar em tensão na última rodada. Foi parar no limite do G-4 e pode até sair da zona de classificação se o Caxias (RS) vencer neste domingo em casa. Porém, se o Verdão vencer em casa o já rebaixado Tupi (MG), passa ao mata-mata sem depender de ninguém. Aí, convenhamos: se não vencer o lanterna em casa, é porque não merece mesmo… O problema agora é quem a Chape vai enfrentar no mata-mata que vale o acesso. E o pior, provavelmente decidindo (muito) longe de casa.