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Posts na categoria "Copa do Brasil"

Quem deve ser o novo técnico do Criciúma?

04 de março de 2013 31

O primeiro turno do Catarinense terminou neste domingo, e com algumas conclusões:

A Chapecoense confirmou o que se esperava dela, uma arrancada melhor que os demais. Mas superou expectativas com uma campanha quase impecável (22 pontos em 27 possíveis). O time está muito bem, mas é bom não cair no golpe da ilusão de ótica do bom estadual e achar que o time está pronto para a Série B. É preciso mais.

Metropolitano e Juventus, terceiro e quarto colocados, respectivamente, são as surpresas até aqui. Ótimas campanhas, times bem acertadinhos. É briga pela última vaga catarinense na Série D. E eles até podem sonhar com mais no returno.

O Figueira de Adilson Batista foi vice no turno, venceu a campeã Chape (única derrota) e o clássico com o Avaí, ambas no Scarpelli, mas em nenhum momento encheu os olhos do torcedor. Ainda gera muita desconfiança.

Avaí, Criciúma e Joinville decepcionaram mais pela irregularidade, e preocupam o torcedor catarinense para o Brasileirão. O trio precisa de reforços de qualidade, e pra ontem.

O Atlético de Ibirama foi outra decepção até o momento, mas projeto campanha melhor. O Camboriú até fez bons jogos, mas dificilmente escapará da sina de cair ao lado do Guarani, esse sim com jeitão de quem já comprou passagem pra Segundona.

Mas o assunto dessa última rodada, claro, foi a demissão do técnico Paulo Comelli e de toda a comissão técnica e até de diretores do Criciúma após a derrota no Sesi para o Metropolitano.

Convenhamos, Comelli teve méritos no acesso do Tigre, no ano passado, ainda que o time quase tenha entregado a vaga na reta final. Mas não era técnico para a Série A.  Ganhou, até pelo mérito no acesso, a chance de fazer o time engrenar no turno do Catarinense e mostrar que podia ficar. Não deu, a campanha foi muito abaixo do que  o Tigre, que largou como favorito, precisa fazer no Estadual.

Mas a culpa não é apenas dele. O Criciúma precisa, sim, de um técnico de Série A. Mas também, e, principalmente, de reforços de Série A. E urgente! Do contrário, vai ser feia a coisa no Brasileirão.

Diante das opções, quem vocês contratariam para dirigir o Tigre daqui por diante? Missões: recuperar a equipe no Catarinense (e levá-la, no mínimo, até a semifinal) e montar o elenco que vai disputar o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Candidatos? No Twitter, lancei a pergunta ainda no domingo à noite e as opções mais “votadas” foram Silas, Renato Gaúcho, Jorginho, Celso Roth e Geninho. Outros foram citados, como Carpegiani, Mauro Ovelha, Márcio Goiano e até Paulo Porto, finalista do turno do Gauchão com o São Luiz de Ijuí (quando passou pelo Metropolitano não deixou saudade alguma na torcida).

Os catarinenses no novo ranking da CBF

21 de dezembro de 2012 4

A CBF divulgou nesta sexta-feira o Ranking Nacional de Clubes de 2012, que sofreu mudanças nos critérios adotados para definição das colocações e traz agora o Fluminense no topo. O time carioca, atual campeão brasileiro, terminou a temporada com 16.208 pontos, seguido pelo Corinthians, com 15.624, e o Vasco, com 15.030. As alterações nas regras prejudicaram Palmeiras e Santos, primeiro e segundo colocados na lista em 2011, que caíram para oitava e nona posições, respectivamente.

Diferente do que ocorria até 2011, a CBF levou em conta para o novo ranking apenas as competições disputadas nos últimos cinco anos, sendo que o campeonato mais recente possui peso maior do que os anteriores. Antigamente, o critério adotado considerava todos os torneios nacionais desde 1959, ano em que os campeonatos abrangendo clubes de todo o país passaram a ser realizados. Com isso, o Fluminense se beneficiou dos títulos brasileiros de 2010 e 2012 para terminar o ano na liderança do ranking. O time carioca ainda tirou proveito do fato de ter disputado a Libertadores nas últimas três temporadas, o que rende um bônus na pontuação segundo as novas regras.

Entre os catarinenses, a participação na elite entre 2009 e 2011 garantiram ao Avaí a liderança, ocupando a 20ª posição. Figueirense (25º), Criciúma (33º), Chapecoense (47º) e Joinville (51º) vêm na sequência. Depois, uma disputa particular entre clubes do Vale do Itajaí, e nela quem se dá melhor é o Metropolitano. Com participações seguidas no Brasileiro desde 2008, o clube de Blumenau ocupa o 84º lugar, à frente dos rivais Brusque (102º) e Marcílio Dias (106º) _ o outro catarinense que também aparecem na lista de 229 clubes da CBF é o Concórdia, na posição nº 145.

O Ranking Nacional de Clubes influi no sorteio da Copa do Brasil, com os primeiros colocados se tornando cabeças de chave da competição. E também foi decisivo para classificar o Criciúma para a edição 2013 do torneio. A pontuação somada de todos os times de cada Estado representa os pontos da federação correspondente.

Também divulgado nesta sexta-feira pela CBF, o Ranking Nacional de Federações traz a de São Paulo na primeira colocação, com 106.852 pontos, seguida pela do Rio, com 65.626, e a de Minas Gerais, com 40.569. Santa Catarina ocupa o sexto lugar, atrás ainda dos vizinhos Rio Grande do Sul e Paraná.

Ranking Nacional de Clubes

Os Top 10

1º Fluminense – 16.208 pontos

2º Corinthians – 15.624 pontos

3º Vasco – 15.030 pontos

4º São Paulo – 14.786 pontos

5º Grêmio – 14.460 pontos

6º Internacional – 14.360 pontos

7º Flamengo – 14.352 pontos

8º Palmeiras – 14.256 pontos

9º Santos – 13.736 pontos

10º Cruzeiro – 13.096 pontos

Os Catarinenses

20º Avaí – 8.272 pontos

25º Figueirense – 6.464 pontos

33º Criciúma – 4.370 pontos

47º Chapecoense – 2.754 pontos

51º Joinville – 2.370 pontos

84º Metropolitano – 792

102º Brusque – 510 pontos

106º Marcílio Dias – 491 pontos

145º Concórdia – 255 pontos

Ranking por Estados

1º SP (FPF) – 106.852 pontos

2º RJ (Ferj) – 65.626 pontos

3º MG (FMF) – 40.569 pontos

4º RS (FGF) – 38.139 pontos

5º PR (FPF) – 33.217 pontos

6º SC (FCF) – 26.278 pontos

7º GO (FGF) – 23.496 pontos

8º PE (FPF) – 22.765 pontos

9º BA (FBF) – 21.484 pontos

10º CE (FCF) – 19.227 pontos

O que pedir pro seu time (se o mundo não acabar)

21 de dezembro de 2012 8

Dizem por aí que nesta sexta-feira, 21 de dezembro, o mundo vai acabar.

Por via das dúvidas, ando parcelando minhas compras todas no cartão de crédito…

Mas para entrar no clima apocalíptico dos Maias, sugiro uma brincadeira com os amigos leitores. É o seguinte:

SE o mundo NÃO acabar, o que você gostaria de pedir para o seu clube do coração em 2013?

Fica também como uma espécie de pedido para o Papai Noel.

Mandem as suas sugestões. Para descontrair, deixo abaixo uma sugestiva música da ótima (e extinta) banda norte-americana R.E.M, uma das minhas favoritas.

Troféu Cavalo Paraguaio 2012 vai para...

19 de dezembro de 2012 28

Eis uma marca registrada desse blog, o nosso querido e simpático (mas que ninguém quer ostentar) Troféu Cavalo Paraguaio!

Neste ano, porém, farei diferente. Vou deixar para você, leitor, a árdua tarefa de escolher o merecedor desta honraria no ano que se encerra. Pode ser um clube, um personagem do esporte, tanto faz. Quem se destacou (negativamente, óbvio) em 2012?

Não darei alternativas para não limitar a criatividade de vocês. O mais votado vence e leva pra casa o cavalinho pangaré rompante.

Participem!

CBF muda ranking de clubes e prejudica o JEC

07 de novembro de 2012 25

Em campo, a terça-feira foi de vitória para o JEC, que bateu o Guaratinguetá, de virada, na Arena, e mantém o sonho de subir para a elite.

Fora das quatro linhas, uma derrota (ao menos num primeiro momento) inesperada.

A CBF decidiu alterar significativamente os critérios do ranking nacional de clubes, de forma a valorizar os resultados mais recentes e dar maior bonificação aos campeões. A lista é utilizada atualmente para definir 10 dos participantes da Copa do Brasil e, com isso, mexe diretamente com os times catarinenses. O Joinville, que vivia a expectativa de se garantir na Copa do Brasil de 2013 via ranking antigo, perde qualquer chance de ver isso acontecer no modelo antigo (já explico).

Agora, antes de qualquer outra coisa, se vê obrigado a vencer a Copa SC – precisa vencer os dois jogos que restam, contra Camboriú e Marcílio Dias, para ir à final contra o próprio Marinheiro. O time de Itajaí, que até então só esperava pela classificação do JEC à final para comemorar a vaga na competição nacional, também terá que ser campeão – mesma situação do Metropolitano, que ainda tem chances de disputar o título da Copinha.

No formato antigo, utilizado desde 2003, o campeão brasileiro somava 60 pontos, apenas um a mais do que o segundo colocado. As posições subsequentes perdiam apenas um ponto. O vencedor da Série B ganhava 40 pontos (um a menos que o último colocado da Série A) e o da Série C, 20 pontos. Além disso, o campeão da Copa do Brasil somava 30 pontos, com o vice ganhando 20 (o mesmo que o campeão da Série C) e os semifinalistas apenas 10 (equivalente ao 11º colocado da Série C). E os times que disputavam a Libertadores e, por isso, não jogavam a Copa do Brasil, ficavam sem pontuação.

Agora, o campeão brasileiro ganha 800 pontos, 160 a mais do que o segundo colocado. Os vencedores das séries B, C e D vão receber, respectivamente, 400, 200 e 100 pontos cada – sempre metade do campeão da divisão superior. Os vice-campeões ganham 80% da pontuação do campeão e os terceiros e quarto lugares levam 75% e 70%, respectivamente. Isso vale também para a Copa do Brasil, na qual a solução foi dar 600 pontos ao campeão. Além disso, todos os clubes que disputarem a Libertadores, independente do resultado deles na competição, ganham 400 pontos – o equivalente a ir às quartas de final da Copa do Brasil.

A principal mudança, porém, é a abrangência temporal do ranking. Se antes eram considerados todos os resultados desde 1959, com peso igual, agora só entram na conta os resultados dos cinco últimos anos. E com peso diferenciado: cinco para a temporada vigente e um para a mais antiga. Os maiores prejudicados pela mudança no ranking são clubes que há tempos não jogam a Série A, como Juventude, Paysandu, Londrina e o próprio Joinville, que tinham expectativa de disputar a Copa do Brasil do ano que vem por conta do ranking privilegiado, fruto de conquistas antigas. Em troca, ganham espaço times que jogaram a Série A nos últimos anos, caso do Figueirense.

Só que, para a torcida do JEC, há um outro ponto a ser levado em consideração. Nos últimos anos o tricolor tem para pontuar uma semifinal de Série D (2010), o título da Série C (2011) e, ao que tudo indica, o sexto lugar na Série B desse ano. Então, ainda não dá pra cravar que o Joinville não conseguirá mais a vaga via ranking da CBF, é preciso esperar a entidade divulgar a nova lista.

A vitória do Metrô nos bastidores

25 de julho de 2012 12

Coluna publicada nesta quarta-feira no Jornal de Santa Catarina:

O ressurgimento da Copa Santa Catarina, segunda-feira, quase passou sem ser notada. Mas tem um significado bem importante, sobretudo se analisarmos o ponto de vista blumenauense.

A competição, de setembro a dezembro, dará ao campeão vaga na Copa do Brasil de 2013. E o Metropolitano, ao lado de Marcílio Dias, Camboriú e o time B do Joinville, larga na condição de favorito absoluto.

E é aí que vem o ponto. Para chegar a esta condição, o clube foi competente para arquitetar uma costura vencedora nos bastidores. Explico: muita gente queria enterrar a Copinha, principalmente a Chapecoense, que aí ganharia força para requerer a vaga na Copa do Brasil sem entrar em campo, como terceira colocada no Catarinense. O pontapé inicial dessa manobra foi a desistência do Atlético de Ibirama, já analisada neste espaço na semana passada. Foi a deixa para o clube do Oeste desistir também e obrigar a Federação a cancelar o torneio e redefinir a distribuição das vagas na competição nacional.

Aí, entrou o Metropolitano. Maior interessado, soube aliar-se à Federação (que queria a Copinha) e assim se contrapor aos cartolas da Chapecoense, declaradamente opositores da atual gestão da FCF. Com uma negociação aqui, outra ali, o presidente Vadinho conquistou um xeque-mate digno de aplauso. Recolocou o torneio de pé e com um regulamento que veta o retorno dos desistentes. Em uma única tacada, abriu as portas para uma competição nacional de grande expressão, fechou as portas para rivais diretos e garantiu calendário até o fim do ano.

Para quem conhece Blumenau, em especial o esporte blumenauense e seu tradicional isolamento político, uma vitória (vitória, não, goleada) nos bastidores que merece celebração. Sirva de exemplo, então, para outras tantas situações que a cidade é preterida por não ter habilidade política de defender os interesses, ou menosprezar o poder da política. Um erro crasso.

Marketing

A Copinha agora precisa entrar na cabeça de jogadores e torcedores como um torneio de tiro curto no qual o Metrô é favorito para conseguir, muito provavelmente, seu maior feito nos quase 11 anos de vida. Além, é claro, do primeiro título profissional. Vender essa ideia, e lotar o Sesi nos jogos, é o mínimo.

Copa do Brasil: SC merecia mais

01 de junho de 2012 7

A CBF finalmente se pronunciou sobre a nova Copa do Brasil, informação que já corria nos bastidores desde o início do ano. A competição finalmente será valorizada, terá todos os times, até os que disputam a Libertadores, será maior, contemplará mais gente e provavelmente ainda dará vagas na Copa Sul-Americana (além da Libertadores ao campeão, como tem sido de praxe). Enfim, várias coisas boas. A entidade máxima do nosso futebol finalmente corrige um erro histórico com a segunda principal competição do país.

Em 2013, serão 86 clubes na competição. As vagas serão distribuídas entre estados (70), via ranking da CBF (10), além das seis de times que estarão na Libertadores e entrarão na disputa em fase avançada. Isso dará a Santa Catarina prováveis cinco representantes. Uma vaga a mais em relação as duas dos últimos estaduais, mais Joinville e Criciúma entrando pelo ranking. Como duas vagas do Estadual já são da dupla da Capital, finalista do Catarinense, e JEC e Tigre estão confirmados pelo ranking, os quatro grandes daqui estarão na nova Copa do Brasil. Resta uma vaga, que a FEderação ainda não definiu o que fazer, mas é bem provável que seja dada ao campeão da Copa Santa Catarina, torneio que será jogado no segundo semestre e que com isso ganharia fôlego, pois até então ninguém estava muito disposto a entrar em campo.

Sobre a divisão das vagas, faço apenas um adendo. Acho que pelo crescimento nos últimos anos, Santa Catarina merecia maior reconhecimento. O Estado é a sexta força do futebol nacional (rivalizando com o vizinho Paraná pelo quinto posto, à frente de centros mais tradicionais como Bahia e Pernambuco, por exemplo). E temos, de longe, o Estadual mais equilibrado e nivelado do país. Os estados que estão acima, e que têm direito a mais vagas, colocam seus principais clubes na competição via Libertadores, abrindo brecha para times fracos. Santa Catarina merecia uma condição intermediária, em vez de três, quatro ou até cinco vagas. É a minha opinião, acho que o Estado é merecedor desse reconhecimento.

Mas isso não vai acontecer, pelo menos não em 2013. E de qualquer forma os avanços da Copa do Brasil já merecem elogios.

As dívidas dos clubes brasileiros

28 de maio de 2012 11

Notícia divulgada nesta segunda-feira. Reproduzo abaixo texto do portal do Estadão:

Os clubes cariocas estão no topo do ranking de dívidas com impostos e contribuições, conforme revelou pesquisa feita pela Pluri Consultoria, que atua no setor esportivo. Os quatro grandes do Rio devem, juntos, R$ 966 milhões em tributos, o que representa, aproximadamente, 52% dos cerca de R$ 1,9 bilhão devidos pelos 14 times com maiores receitas do Brasil _ não há catarinenses no levantamento. No topo da lista aparece o Botafogo, com uma dívida de R$ 318 milhões.

O cálculo foi feito a partir dos balanços relativos ao ano passado. A Pluri considerou as dívidas ligadas à Timemania _ loteria criada pelo governo federal para dar aos clubes a receita necessária para pagar os atrasados _ e os impostos de fora do âmbito da Timemania. O relatório conclui que o processo de crescimento das dívidas de impostos dos clubes continua ocorrendo mesmo após a renegociação das dívidas ocorridas com a Timemania, em 2007.

A Pluri ressalta que o Botafogo, apesar de ser o clube que mais deve, corrigiu as dívidas tributárias monetariamente no balanço de 2011 _ o que ainda não foi feito pelos demais clubes. A agremiação carioca, porém, tem a maior porcentagem de dívida em relação à receita anual. No Botafogo, as dívidas com impostos representam incríveis 540% do valor da receita anual, o maior índice da lista.

As maiores dívidas (em impostos e contribuições)

Clube R$ milhões

1º Botafogo – 318

2º Flamengo – 258

3º Fluminense - 220

4º Atlético-MG - 187

5º Vasco - 170

6º Corinthians - 133

7º Internacional - 127

8º Santos - 108

9º Grêmio - 91

10º São Paulo - 62

11º Palmeiras - 61

12º Cruzeiro - 57

13º Coritiba - 56

14º Atlético-PR - 6

Percentual de endividamento (tamanho da dívida em relação à receita anual)

Clube %

1º Botafogo - 540

2º Fluminense - 275

3º Atlético-MG - 188

4º Flamengo - 140

5º Vasco - 124

6º Coritiba - 84

7º Internacional - 67

8º Grêmio - 64

9º Santos - 57

10º Corinthians - 46

11º Cruzeiro - 44

12º Palmeiras - 41

13º São Paulo - 28

14º Atlético-PR - 14

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Federações querem acabar com a Série D

17 de abril de 2012 24

Sabe a Série D? Aquela que o pessoal do Metropolitano comemorou de forma tão, digamos, efusiva a classificação no domingo, logo após tomar uma piaba do Avaí no Sesi e sair do Estadual?

Aquela Série D, que o Atlético de Ibirama também queria tanto (e ainda quer), que o Brusque não sabe se vai participar ou não e que até o Marcílio Dias está de olho? Essa mesmo!

Pois é, subiu no telhado…

Caiu como uma bomba nesta segunda à noite a informação de que as Federações estaduais, agora muito mais fortes desde a chegada ao poder de José Maria Marin (também conhecido como Zé das Medalhas) na CBF, colocam as garrinhas de fora.

Para entender melhor, leia aqui

Em resumo, cartolas querem dar mais força aos estaduais. Dirigentes como o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto, que consegue a proeza de ser ainda mais incompetente que o nosso quando o assunto é cuidar dos times pequenos, elegeram um bode expiatório para a falência do futebol do interior do país: a Série D do Brasileiro. E por isso decidiram pedir à CBF que ela seja limada do calendário. Ou então fundida com a Série C (como era anteriormente).

Não acho a competição um primor, mas acabar com ela seria um retrocesso. A Série D não está pronta, ela é um meio de lá na frente o calendário do futebol brasileiro tomar jeito. E aí em vez de encontrar soluções de fortalecer o torneio e por consequência os clubes menores, os cartolas das Federações querem a salvar a própria existência. Simplesmente patético.

A CBF sempre foi uma zona e nunca deu bola para os clubes, mas ao menos com o Ricardo Teixeira caminhava, lentamente, para ajeitar o calendário. Se não como todos gostaríamos, ao menos para algo razoável. Só faltava agora esse bando de barnabés que brigam pelo poder na entidade colocar tudo a perder por interesses próprios e mesquinhos.

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Chapecoense soube segurar o Cruzeiro

12 de abril de 2012 13

Um breve, muito breve registro mesmo, da noite catarinense de Copa do Brasil.

Não vi o jogo todo, mas o que vi me mostrou uma festa belíssima na Arena Condá cheia, um gramado estranhamente em péssimas condições (quando estive lá, há dois meses, não estava assim). E um Verdão que foi competente ao segurar o Cruzeiro e garantir o jogo de volta na Arena do Jacaré.

O 1 a 1 também foi bom para o Cruzeiro, claro, que segue favorito, claro. A Chape se classificar em Minas obviamente será uma baita zebra. Mas não é impossível. É bom registrar ainda que a Raposa respeitou o atual campeão catarinense, não foi ao Oeste achando que ia atropelar como bem quisesse. E isso também é sinal do crescimento do futebol do nosso Estado no cenário nacional.

O Verdão foi taticamente muito aplicado, marcou com eficiência (Montillo, o cracaço cruzeirense, por exemplo, pouco jogou). E o gol foi de quem? Quem? Souza, logo ele, que ganhou na véspera o direito de jogar com uma liminar.

Curioso, não?

Nesta quinta a tarefa do Criciúma é das mais complicadas, reverter em Curitiba a derrota em casa para o Atlético-PR. Por um gol, só se for a partir de 3 a 2 (2 a 1 dá pênaltis). Complicado, principalmente pelo momento que vive o Tigre.

Precisará ao menos de uma boa atuação, pois projetando a “final” de domingo, na Arena Condá, a Chapecoense vai com moral renovada pelo empate com o poderoso Cruzeiro.

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