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Posts na categoria "Catarinense 2011"

Criciúma verde, Joinville amarelo e Avaí vermelho

21 de julho de 2012 14

Sábado de rodada cheia para os catarinenses na Série B.

E tivemos o incrível Criciúma, o incrível Joinville (só que ao contrário) e o previsível Avaí.

O Tigre nem sempre vai viver de jogos fáceis, suou pra valer pra vencer o Paraná no Heriberto Hülse em tarde de Zé Carlos garçom. Jogo fácil ou difícil, importante mesmo é vencer. E o Criciúma ganhou todas em casa. Isso faz um time subir. Com um terço do campeonato, já fez praticamente metade do caminho pra garantir o acesso à elite.

O JEC, hoje, é um candidato tímido ao acesso. Alterna excelentes atuações em casa com fiascos fora. Dessa vez, abriu 3 a 0 no CRB, em Maceió, pra depois dormir em campo e permitir a inacreditável virada para 4 a 3. Não pode! O time é bom, tem condição de brigar por G-4, mas não pode viver na montanha-russa. Ainda que eu ache que a prioridade do tricolor, que até outro dia estava na Série D, seja permanecer na Segundona esse ano, se fortalecendo, se os outros derem bobeira, porque não subir, certo?

E o Avaí? Bom, o Leão é aquilo, um time sem alma. Perdeu em Goiás mostrando as mesmas deficiências das outras partidas, e que por sinal não são novidade pra ninguém e foram de certa forma mascaradas pela arrancada que rendeu o título estadual. Hoje, não coloco o Avaí brigando nem para estar na primeira parte da tabela, quanto menos pelo acesso. Também não acho que corra risco de cair, mas não custa nada abrir o olho.  E contratar.

Dia de catarinenses em campo na Série B

17 de julho de 2012 11

Esta terça-feira tem rodada completa da Série B. Trio catarinense em campo.

Avaí e Joinville jogam em casa e precisam reagir após as derrotas no sábado que os afastaram do G-4.

Aparentemente (repito, aparentemente), o JEC tem missão mais fácil. Recebe na Arena o Ipatinga, que faz campanha ruim. Mas quem não se lembra do drama que foi para o líder Criciúma vencer o mesmo adversário em casa algumas rodadas atrás? Jogo fácil, de véspera, não existe. O tricolor precisará se impor, como fez diante do Barueri.

O Avaí vai precisar e muito do apoio do torcedor. E não vai ser moleza: 21h50min, chuva, frio. Pra completar, o Atlético-PR, que parece que superou a má fase e começa a retomar a condição de um dos favoritos ao acesso. O Leão definitivamente tem um grande desafio esta noite para os seus planos na Série B.

Por fim, o líder Criciúma, que entra em campo em situação bem diferente. Inclusive de clima, já que em pleno inverno vai jogar numa noite quente em Natal, contra o ABC. O time potiguar está na zona de rebaixamento, mas no Frasqueirão não costuma dar moleza aos adversários. O Tigre tem condições de vencer lá e manter a ponta da tabela e ficar ainda mais perto do acesso, mas é preciso ir com calma e não cometer os erros (leia-se recuo excessivo) do jogo contra o Ceará.

Vamos aguardar. Uma noite com três vitórias catarinenses não é nem um pouco improvável.

Blog de volta! Agora é Catarinense

16 de janeiro de 2012 17
Fim das férias. Foram 20 dias de muito descanso. Agora, de baterias recarregadas, é foco no trabalho, no nosso Catarinense que começa no fim de semana e em algumas noovidades que em breve eu conto para vocês.

Ainda meio enferrujado, arrisco algumas análises prévias, baseadas no que tenho lido e no que vi sobre os amistosos de preparação das equipes nos últimos dias.

É nítido que temos “dois campeonatos” dentro do Catarinense 2012.

No primeiro, estão os cinco que, na teoria, brigam pelo título: a dupla da Capital, a atual campeã Chapecoense, o embalado Joinville e o Criciúma, que vem fazendo um belo trabalho, quietinho.

Avaí e Figueirense entram focados desde o início, diferente de anos anteriores. Mas em condição física ainda abaixo de outros times. Ambos também convivem com elencos renovados e apostas no comando, cada um por suas razões próprias. Mauro Ovelha, o “Mister Catarinense”, monta no Leão uma espécie de seleção de destaques do Estado. É um grupo mais modesto em relação a anos anteriores, mas pode dar certo. O Figueira tem orçamento bem mais gordo em relação aos rivais, mas também começa praticamente do zero e com uma incógnita no comando. Como o grande jogador Branco se sairá como treinador?

Criciúma e Joinville estão no páreo, pelo bom trabalho que trazem do ano anterior. A Chape ainda é uma incógnita, mas merece estar no grupo.

Aí chegamos ao grupo dos outros cinco. Curiosamente, metade dos clubes do Catarinense 2012 é do Vale do Itajaí. Ao que parece, a metade de baixo. Dificilmente Atlético de Ibirama, Brusque, Metropolitano, Marcílio Dias e o caçula Camboriú brigarão por algo diferente da vaga na Série D (exceção ao Bruscão, que já tem uma), e para não estar entre os dois rebaixados. A diferença, de investimento e de elenco, entre os dois grupos citados, é abissal.

No campeonato do Vale, vejo Metrô, Atlético e Marcílio largando na frente de Brusque e Camboriú (este admite que a briga neste ano de estreia é para permanecer). Na teoria, claro. Tudo isso precisará passar pelo crivo das quatro linhas quandoo a bola rolar.

E vocês, já têm seus favoritos? Arriscam algum palpite?

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Melhores e piores de 2011

25 de dezembro de 2011 9

O ano está chegando ao fim. Esportivamente, 2011 foi cheio de atrativos:

No futebol, foi o ano de Messi, do imbatível Barcelona, do Santos, sim, por que não? Foi o ano do início da afirmação de Neymar, da ressureição do Vasco. Foi, em vários sentidos, um ano do Corinthians. Parecia que seria o ano da volta de Ronaldinho Gaúcho, de Kaká, de Ganso. Não foi. Parecia que a nova Seleção Brasileira mostraria suas credenciais. Pelo contrário, deixou nas nossas cabeças uma enorme interrogação. Em 2011, um nome tornou-se realidade: Leandro Damião.

E por falar em Santa Catarina (onde ele começou), por estas terras o ano parecia que seria do Avaí, mas não foi. Parecia que não seria o ano do Figueirense, mas de certa forma acabou sendo. Parecia que o Criciúma brilharia, mas ficou no quase. Parecia que o Joinville seguiria a rotina de insucessos, mas o tricolor virou o jogo. E parecia que a Chapecoense e Mauro Ovelha ficariam no quase, mas eles brilharam (no Estadual, na Série C de fato ficaram no quase…). De qualquer forma, o treinador é um personagem do futebol catarinense no ano que termina. Afirmou-se, ganhou enfim a chance que tanto queria. No ano de Roni, de Lima, de Aloísio, de Willian, de Fernandes, de Jorginho, de Wellington Nem, Ovelha é o meu destaque.

No futebol do Vale, não há destaques. A região tem quantidade, mas falta qualidade. Acabar com o abismo que a separa dos grandes é o maior desafio de 2012.

Nos demais esportes, foi, sobretudo, o ano de uma sigla: UFC. O Brasil apaixonou-se por algo que já era febre há muitos anos nos EUA e no Japão. E por uma simples razão. No octágono, o Brasil hoje é vencedor. Anderson Silva é o grande nome de 2011, mas o catarinense Júnior Cigano e tantos outros brilham e arrastam legiões de fãs. Situação inversa vive a Fórmula 1, que parece estar em divórcio com o torcedor brasileiro, cansado após 18 anos (desde a morte de Senna) de coadjuvantes e fracassos. Nas corridas, aliás, segue a supremacia alemã, que agora atende pelo nome de Sebastian Vettel. 2011 também será inesquecível para o tenista sérvio Novak Djokovic, para o nadador César Cielo e também para o super surfista norte-americano Kelly Slater.

E aí, será que esqueci de alguém? E pra vocês, quem brilhou e quem deixou a desejar em 2011?

Férias do blogueiro

Este é o último post do blog em 2011. Saio para um merecido descanso e retorno dia 16 de janeiro, de gás renovado e com muitas novidades. Desejo a todos que ajudaram a fazer o blog neste ano um 2012 muito especial, com muitas conquistas e realizações. E que continuem por aqui no próximo ano. Dia 16 estou de volta, para falar muito da semana que antecede o início do Catarinense.

Um grande abraço e Feliz 2012!

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Metropolitano ficou com o Plano D

12 de dezembro de 2011 14

Fim do suspense. O Metropolitano anunciou nesta segunda-feira à tarde o nome do atacante que tanto procurou nos últimos dias.

E acabou não sendo nenhum nome de impacto, como se diz. É Chrys (assim mesmo), 25 anos, que era reserva do Tupi-MG campeão da Série D deste ano (chegou já com o torneio em andamento). Ele é filho do ex-meia Aílton, aquele que fez o gol do título brasileiro do Grêmio, em 1996, contra a Portuguesa, e um ano antes fez toda a jogada do épico gol de barriga de Renato Gaúcho pelo Fluminense na decisão do Carioca contra o Flamengo.

Por falar em D, é mais ou menos por aí que se encaixa a opção que acabou vingando. O Metropolitano queria sim um nome conhecido, até para atrair torcedores. Mas não faria nenhuma loucura (em termos financeiros) por isso.

Dodô nunca foi uma opção, apenas um nome ventilado sabe-se lá por quem. A primeira opção era Roni, ex-Fluminense e que estava no Vila Nova-GO. Não deu. O Plano B estava na pauta até esta segunda-feira, mas o atacante Warley, ex-São Paulo, Grêmio, Seleção, que estava no Treze-PB. Faltou ele dizer o sim para a proposta do clube. Antes de todos eles, cogitou Pedrão, ex-Barueri, mas ele optou pelo América-SP, que vai jogar a Segundona do Paulistão.

A verdade é que o Metrô até queria um nome famoso, mas não apenas por marketing. Teria que ser alguém que acrescentasse ao time, e como as opções viáveis encontradas não vingaram, o clube voltou ao trivial e contratou uma promessa, um atacante de acordo com a realidade do Verdão.

Pode frustrar quem esperava por uma bomba, mas não deixa de ser uma boa contratação.

Só fica uma dúvida: não teria sido mais negócio então manter o Jônatas? Que, por sinal, nesta segunda também se apresentou ao Juventude-RS.

Sobre outras especulações, como Iranildo e Kléber Pereira, não posso falar porque em nenhum momento ouvi estes nomes das minhas fontes.

Ah, e a promoção no blog!!! Foram 72 tentativas, um chutou o Warley, dois o Roni e pelo menos um outro o Pedrão. E aí, alguma sugestão? Sorteio entre eles o ganhador?

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É tempo de faxina no Metropolitano

22 de agosto de 2011 9

Como bem disse a reportagem do Santa dessa segunda-feira (veja aqui), a viagem a longa e dá tempo para refletir bastante. No retorno de Cianorte (PR), o Metropolitano deve encaminhar o futuro.

Há muito o que encaminhar, por sinal.

O time decepcionou. Nos confrontos diretos que valiam a classificação, fracassos sucessivos e erros imperdoáveis. Notem que falo do time, não do clube. O clube (direção, parceiros), fez mais do que poderia, deu condições que poucos clubes na competição (se é que há algum) dão. Fora de campo, estava tudo funcionando, apesar das dificuldades. O fiasco foi dentro de campo. A culpa, nesse caso, é EXCLUSIVAMENTE de jogadores e comissão técnica.

Portanto, trata-se de um caso onde não é nenhuma falta de coerência propor uma faxina geral.

Poucos merecem ficar. Pra cumprir tabela na Série D (apesar das chances matemáticas, o futebol praticado não permite mais acreditar na vaga), que se coloque a base para jogar. Comprometimento sem dúvida será maior. Quem veio para aproveitar as condições que o clube oferece (certamente boleiros comentam isso entre eles) como se estivesse num spa, que sigam seus rumos. Saudade dúvido que deixem.

O técnico tem história no clube, mas paramos por aí. Lio Evaristo é simpático, tudo o mais, mas está provado que é “técnico bombeiro”. O discurso “oba-oba” só se justifica quando é para tirar o time do atoleiro. Ele pedia uma oportunidade para montar um trabalho, teve apoio de muita gente e ganhou o que queria. Fracassou, então que assuma a responsabilidade e siga a vida em outro lugar. Obrigado, Lio, pelas vezes que você salvou o clube. Quem sabe volte pra isso em outra oportunidade. Por hoje, deu pra ti. Além disso, já passou, e muito, da hora de profissionalizar o departamento de futebol.

Agora, o clube.

Desde que se falou na tal união de empresários pelo Metropolitano, o foco sempre foi o Catarinense de 2012. Pois bem, até agora quando as pessoas na rua cobravam (e com razão) e até agora tudo não passava de blá-blá-blá, a justificativa era essa. Pois bem, a Série D já era, o clube não pode fechar as portas, reabrir em novembro, quase dezembro, e achar que vai subir de patamar no Estadual como que num passe de mágica.

Empresários, vocês vão mesmo colocar a mão na massa? Então que comecem já o planejamento para o clube projetar o futebol de Blumenau novamente. A direção também vive momento de transição. Quem quer investir cobra a permanência do Dr. Edson “Pingo”, que por estatuto deixa o clube em outubro. Ele já me confidenciou vontade de passar a bola pra frente, mas não abandonar o Metrô, assumir outro tipo de responsabilidade. E eu concordo. Ele já fez a parte dele (bem feita, por sinal). É hora de outro chegar para assumir, “mudar a roupa”, o discurso, agregar novas ideias. Se entre todos que foram à imprensa dizer que estavam com o clube, ninguém puder assumir essa responsabilidade, então começo a acreditar que o discurso de “tâmo junto” era mesmo da boca pra fora. Compromissos profissionais todos têm.

O Metropolitano ainda é muito jovem, fará 10 anos no início de 2012 (aliás, ótima data pra mudar de patamar). Quem cobra resultados imediatos está errado, mas até dá pra entender o torcedor blumenauense, carente de alguém para torcer e acreditar. O Metropolitano precisa de uma sequência, de um planejamento de longo prazo que esteja acima dos altos e baixos normais do futebol. Precisa de mostras claras de união e de onde quer chegar. Precisa conquistar o torcedor (e pra isso vitórias em campo são, sim, obrigatórias). fiascos como o que esse grupo de jogadores protagonizou só fazem o projeto andar pra trás, mas não pode ser assim.

É nessa hora, quando se está por baixo, que quem é sério precisa mostrar que é. Levanta a poeira e dá a volta por cima.

Se fizer isso, o Metropolitano ganha pontos diante daqueles que insistem em desconfiar dele.

Nisso, eu acredito.

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Virada de mesa à vista no Catarinense?

14 de julho de 2011 8

A informação pipocou na noita desta quinta-feira, comento informações colhidas pelo blog do colega Adriano Assis, de Itajaí (confira aqui), com informações da Rádio Aliança, de Concórdia. Em reunião da Associação de Clubes de Santa Catarina, uma votação apertada autorizou o aumento de 10 para 12 clubes no Estadual 2012. Tentei contato por telefone com membros da Associação para confirmar a informação, mas não obtive retorno.

A mudança, se confirmada, ainda precisará passar pelo crivo do Congresso Técnico da FCF, mas Imbituba e Concórdia, que cairam no campo no último Catarinense, já comemoram uma possível volta pela porta dos fundos, o que seria absolutamente lamentável.

Apesar de o jurídico da FCF, através do Rodrigo Capella, bater o pé de que, com 10 ou 12 clubes, os rebaixados jogarão a Segundona, sou obrigado a temer pelo pior. Pelo segundo ano seguido, o futebol catarinense teria que admitir decisões tomadas nos tribunais, longe dos gramados.

E ainda que de fato Concórdia e Imbituba não sejam beneficiados (o que até não é improvável, já que não são exatamente exemplos de força política nos bastidores), o que nos aguarda em 2012, um Estadual com o acréscimo de quatro clubes que virão da quase amadora Divisão Especial?

É preocupante.

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Futebol de SC vive ótimo momento

16 de junho de 2011 5

A convocação da Seleção Sub-20 que disputará o Mundial da Colômbia, em agosto, apenas sinalizou mais uma vez o que o blog já andou ressaltando por aqui em outras oportunidades. Apesar dos pesares (leia-se as lambanças dos cartolas), o futebol de Santa Catarina vive um momento esplendoroso dentro de campo.

Ney Franco, o técnico da Sub-20, chamou para a lista prévia de 26 atletas (5 serão cortados antes do Mundial) o meia Roni (Criciúma) e o goleiro Aleks (Avaí). Também está lá o meia Roberto Firmino, ex-Figueirense e atualmente no Hoffenhein da Alemanha. Todos ótimos jogadores, com potencial de Seleção, sim. Firmino já havia sido elogiado por este blogueiro no time do acesso do Figueira na Série B do ano passado. Roni fez um Catarinense espetacular, realmente acima da média. E Aleks até então estava ofuscado por outro goleiro de Seleção, o agora corintiano Renan. Mas já vinha trilhando seu caminho nas seleções de base.

Mérito do técnico que observou não só os óbvios mercados de RJ, SP, RS e MG. Mas observem que, fora desse mercado primário, só há jogadores do Exterior (Firmino e Phillipe Coutinho, da Inter de Milão) e os catarinenses. Quer prova maior que essa do bom trabalho feito pelos clubes por aqui?

Parabéns ao trio (incluo Firmino), e parabéns ao trio formador também, Tigre, Figueira e Avaí. Que sigam apostando na base também como futuro, e que sigam crescendo. Se os cartolas ajudarem não atrapalhando, avançare,os ainda mais.

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Os planos do Atlético de Ibirama

07 de junho de 2011 7

Em meio ao Brasileirão, um post mais para os leitores do Vale e sobre alguém que anda meio sumidão do blog:

Leandro Damião hoje é uma estrela no Internacional. Cotado para estar na Copa América com a Seleção Brasileira, o colorado já esfrega as mãos com a possibilidade de uma transação gorda na janela europeia de agosto. E não só o clube gaúcho. Dono de 30% dos direitos do atacante, formado no clube quando ainda era Leandrão, Genésio Ayres Marchetti já faz planos de reestruturar o Atlético de Ibirama com o dinheiro, que não será pouco (semana passada o Inter recusou proposta do inglês Tottenham de R$ 27 milhões, o que já renderia R$ 8,1 milhões ao empresário). O clube do Alto Vale, que abriu mão da vaga no Catarinense 2011 (e graças a isso permitiu à Chapecoense ser campeã estadual), retornará aos gramados no segundo semestre, para a disputa da Divisão Especial do Estadual.
Abaixo, o blog reproduz entrevista que Marchetti concedeu ao jornalista Diogo Olivier, do jornal Zero Hora, e que está na edição desta terça-feira do jornal gaúcho.

Marchetti: “O credor sou eu”

Genésio Ayres Marchetti, 73 anos, é uma espécie de dono não apenas do Atlético, mas de Ibirama inteira. Não é bem assim, é claro, mas depois de ser prefeito por dois mandatos e bancar o time local, é o que dizem deste bem sucedido empresário do ramo madeireiro e  construção civil. Genésio é dono de 30% de Leandro Damião. Quando o atacante do Inter for vendido, um rio de dinheiro desaguará sobre o Clube Atlético Hermann Aichinger, nome oficial da equipe que formou o centroavante. O que Genésio, todo poderoso do clube, fará com tanto dinheiro em uma cidade de 17 mil habitantes? Os planos são ousados.

O que o senhor fará com tanto dinheiro?
Em primeiro lugar, vou pagar contas. O Atlético tem que se recuperar. Não é fácil bancar um clube sem recursos, de um centro pequeno. Mas tem um lado positivo

Qual é?
É que o credor sou. Agora, se alguns no clube que não gostam de mim fizerem alguma safadeza, o que não acredito, eu pego o dinheiro e vou embora. Mas não quero que o Atlético morra. Eu amo este time.

Com 30% da venda de Damião tudo se resolverá, certo?
Em parte. Mas temos 30% do passe do Julinho (lateral-esquerdo do Avaí) e do Arlan (nota do blogueiro – lateral-direito, ex-Ibirama e Metropolitano, que estava no Vaduz, da Suíça, clube para onde foi agora o lateral-esquerdo Rafinha, ex-Metrô). Com estes três e o Damião imagino juntar uns 10 milhões de euros. Multiplica por 2,3 (valor do euro): estamos falando de R$ 23 milhões. Isso é uma enormidade para um clube de cidade pequena.

E depois de pagar as contas?
Quero subir a capacidade do nosso estádio, de 4 mil para 10 mil pessoas, entre outras benfeitorias. Calculo que só isso vai custar uns R$ 5 milhões. O plano é crescer como um todo. Vamos montar um time para subir este ano (o Atlético está na Segundona catarinense) e, depois, fixar um projeto nacional a partir da Série D nacional. Aí o custo de tudo será maior.

Como assim?
Hoje a gente fica hospedado em hotel duas estrelas, mas com o crescimento vamos pular para três ou quatro. Os jogadores vão ganhar mais. Me liga em dois anos e tu vais ver como estaremos. De resto, fico feliz pelo Damião e por tê-lo acolhido. É um rapaz sensacional. Merece tudo de bom que a vida der a ele. Mas me liga em dois anos para ver aonde estará o Atlético.

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Sobre os melhores do Catarinense 2011

16 de maio de 2011 7

A festa de encerramento do Catarinense, nesta segunda, em Florianópolis, consagrou a campeã Chapecoense e revelou uma seleção dos melhores que pode ser discutida. Como sempre, listas são polêmicas.

Achei estranho o Tigre ter apenas dois na seleção, enquanto o Figueirense emplacou quatro. É como eu sempre digo, por exemplo, nas eleições de melhores do Brasileirão: aqui está em questão QUEM FOI melhor no Catarinense 2011, de 16 de janeiro a 15 de maio, e não quem é melhor. Até acho que o Figueirense tem melhor elenco, e por isso desde o princípio era o meu favorito (e de muitos) ao título. Em campo, não foi o que se viu.

Por outro lado, achei esquisito também o meia Roni, do Criciúma, ser a revelação e o craque do campeonato. Não que não mereça, só achei estranho. O Avaí, apesar do ótimo momento na Copa do Brasil,  foi outro de presença protocolar no Estadual, e acho que nem o bom lateral Julinho merecia emplacar. Quem viu o Rafinha, do Metropolitano, carregar o time nas costas o Estadual inteiro, certamente viu injustiça aí (sem falar no Pirão, do Tigre). Mesmo se aplica ao excelente volante Gilberto, do Marcílio Dias, regular como poucos e que até por isso já está no Atlético-MG para o Brasileirão. Nos prêmios de menor importância, Célio Amorim como melhor árbitro soou piada de mau gosto. E como dirigente, apesar do título do Verdão, o criciumense Antenor Angeloni foi mais decisivo.

Claro que trata-se de opinião, alguns podem concordar, outros não, faz parte da brincadeira.

De resto, uma festa para coroar um Estadual que teve belos momentos dentro das quatro linhas, espelhando um momento que é especial do futebol de Santa Catarina (e que vai se refletir nas séries do Brasileiro, acredito).

Pena que, mais uma vez, boatos de virada de mesa tenham invadido a festa. Dessa vez, a possibilidade de o Catarinense 2012 ter 12 clubes. Concórdia e Imbituba, rebaixados, parecem contar com essa possibilidade para seguirem na elite. O presidente da FCF diz ser contra, mas admite acatar decisão que vier do Conselho Técnico. Seria jogo de cena? Sinceramente, acho um retrocesso. O nível técnico cairia demais e teríamos ainda mais constrangimentos de clubes desistindo, com problemas de estrutura, aquelas coisas que pareciam ter ficado para trás.

Tomara que seja só boato. Tomara.

Os vencedores do Top da Bola 2011

Goleiro
Rodolpho (Chapecoense)

Lateral direito
Bruno (Figueirense)

Lateral esquerdo
Julinho (Avaí)

Zagueiros
Dema (Chapecoense) e João Paulo (Figueirense)

Volantes
Carlinhos Santos (Criciúma) e Ygor (Figueirense)

Meias
Maicon (Figueirense) e Roni (Criciúma)

Atacantes
Aloísio (Chapecoense) e Lima (Joinville)

Técnico
Mauro Ovelha (Chapecoense)

Dirigente
Sandro Pallaoro (Chapecoense)

Preparador Físico
Alexandre Andreis (Chapecoense)

Árbitro
Célio Amorim

Árbitro Assistente
Carlos Berckembrock e Kleber Lucio Gil

Revelação
Roni (Criciúma)

Craque do campeonato
Roni (Criciúma)

Artilheiro
Lima (Joinville)