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Posts na categoria "Fórmula 1"

Troféu Cavalo Paraguaio 2012 vai para...

19 de dezembro de 2012 28

Eis uma marca registrada desse blog, o nosso querido e simpático (mas que ninguém quer ostentar) Troféu Cavalo Paraguaio!

Neste ano, porém, farei diferente. Vou deixar para você, leitor, a árdua tarefa de escolher o merecedor desta honraria no ano que se encerra. Pode ser um clube, um personagem do esporte, tanto faz. Quem se destacou (negativamente, óbvio) em 2012?

Não darei alternativas para não limitar a criatividade de vocês. O mais votado vence e leva pra casa o cavalinho pangaré rompante.

Participem!

Fórmula 1 em Santa Catarina? Duvido

21 de novembro de 2012 64

Bernie Ecclestone, o todo-poderoso da Fórmula 1, esteve na terça-feira em Santa Catarina. Foi conhecer, a convite, o projeto de um autódromo (projeto antigo, por sinal) no Parque Beto Carrero World, em Penha. O governador Raimundo Colombo também esteve lá, o que deu um ar de formalidade à visita.

Logo, todo mundo se alvoroçou. Será?

Bom, seria ótimo, o Beto Carrero já levou as principais provas de kart do país para lá e tem o perfil da F-1 atual. Mas, sinceramente, duvido muito.

A Fórmula 1 está em Interlagos desde os anos 90. Trata-se do maior evento turístico da maior e mais rica cidade brasileira. Estive em Interlagos recentemente (em setembro), o autódromo está bem precisando de uma boa garibada, tá bem velhinho. Mas daí a perder a F-1, que leva quase 100 mil pessoas a SP na semana do GP Brasil, repito: duvido. E outra: a estrutura para receber a prova exige muito mais do que a região pode oferecer atualmente. Se São Paulo não dá conta (trata-se do único evento que extrapola a rede hoteleira da cidade), calculem aqui. E o aeroporto? Navegantes? Então tá…

A explicação mais razoável para a visita de Ecclestone pode estar numa palavra: Business. O contrato da F-1 com Interlagos vence em 2013 (e pode ser renovado até 2020). Mas para isso a categoria cobra alterações no autódromo que giram em torno de R$ 120 milhões, e que ninguém quer assumir agora, com troca de governo municipal em janeiro (Interlagos pertence à prefeitura de São Paulo). Aí, Ecclestone pode ter visto na visita ao Beto Carrero uma boa forma de pressionar o governo paulistano a resolver a pendência de uma vez, sob risco de perder a galinha dos ovos de ouro.

E, cá entre nós, não vai perder.

A única possibilidade que enxergo é o de duas provas da F-1 no Brasil. Não é impossível, já que hoje em dia o dinheiro manda mais do que em qualquer outra época na categoria. Mas é bem difícil.

Vamos aguardar. Mas, pra mim, a carinha meio entediada do Bernie olhando o projeto é mais do que suficiente para acreditar que F-1 em SC não passa de um sonho bem distante.

Fernando Alonso no Desafio das Estrelas de Kart

12 de novembro de 2012 2

A nona edição do Desafio Internacional das Estrelas, organizado por Felipe Massa e que está marcado para os dias 12 e 13 de janeiro de 2013, pela primeira vez no Parque Beto Carrero World, em Penha, ganhará um reforço de peso.

O brasileiro anunciou nesta segunda-feira que o companheiro de Ferrari, o espanhol Fernando Alonso, participará da competição.

Alonso, que ainda disputa o título da temporada 2012 com o alemão Sebatian Vettel _ ambos buscam o tricampeonato _, nunca esteve na prova, que nos anos anteriores sempre foi disputada no kartódromo internacional de Florianópolis (apenas a primeira edição, em 2005, ocorreu no interior de SP).

Outras duas estrelas muito ligadas à Ferrari estão na mira de Felipe Massa para a edição no Beto Carrero: o heptacampeão mundial Michael Schumacher, que se aposenta no final do ano e já esteve no Desafio em 2010 (aliás, venceu), e outro heptacampeão mundial, mas da MotoGP: o italiano Valentino Rossi.

O kartódromo internacional do Parque Beto Carrero é considerado um dos mais modernos do mundo e foi projetado pelo mago das pistas Hermann Tilke, responsável por diversas pistas da F-1, como as da Malásia, Bahrain, Turquia, Abu Dhabi e Coreia do Sul. O local também recebe, desde o ano passado, outra importante prova brasileira: as 500 Milhas de Kart.

Melhores e piores de 2011

25 de dezembro de 2011 9

O ano está chegando ao fim. Esportivamente, 2011 foi cheio de atrativos:

No futebol, foi o ano de Messi, do imbatível Barcelona, do Santos, sim, por que não? Foi o ano do início da afirmação de Neymar, da ressureição do Vasco. Foi, em vários sentidos, um ano do Corinthians. Parecia que seria o ano da volta de Ronaldinho Gaúcho, de Kaká, de Ganso. Não foi. Parecia que a nova Seleção Brasileira mostraria suas credenciais. Pelo contrário, deixou nas nossas cabeças uma enorme interrogação. Em 2011, um nome tornou-se realidade: Leandro Damião.

E por falar em Santa Catarina (onde ele começou), por estas terras o ano parecia que seria do Avaí, mas não foi. Parecia que não seria o ano do Figueirense, mas de certa forma acabou sendo. Parecia que o Criciúma brilharia, mas ficou no quase. Parecia que o Joinville seguiria a rotina de insucessos, mas o tricolor virou o jogo. E parecia que a Chapecoense e Mauro Ovelha ficariam no quase, mas eles brilharam (no Estadual, na Série C de fato ficaram no quase…). De qualquer forma, o treinador é um personagem do futebol catarinense no ano que termina. Afirmou-se, ganhou enfim a chance que tanto queria. No ano de Roni, de Lima, de Aloísio, de Willian, de Fernandes, de Jorginho, de Wellington Nem, Ovelha é o meu destaque.

No futebol do Vale, não há destaques. A região tem quantidade, mas falta qualidade. Acabar com o abismo que a separa dos grandes é o maior desafio de 2012.

Nos demais esportes, foi, sobretudo, o ano de uma sigla: UFC. O Brasil apaixonou-se por algo que já era febre há muitos anos nos EUA e no Japão. E por uma simples razão. No octágono, o Brasil hoje é vencedor. Anderson Silva é o grande nome de 2011, mas o catarinense Júnior Cigano e tantos outros brilham e arrastam legiões de fãs. Situação inversa vive a Fórmula 1, que parece estar em divórcio com o torcedor brasileiro, cansado após 18 anos (desde a morte de Senna) de coadjuvantes e fracassos. Nas corridas, aliás, segue a supremacia alemã, que agora atende pelo nome de Sebastian Vettel. 2011 também será inesquecível para o tenista sérvio Novak Djokovic, para o nadador César Cielo e também para o super surfista norte-americano Kelly Slater.

E aí, será que esqueci de alguém? E pra vocês, quem brilhou e quem deixou a desejar em 2011?

Férias do blogueiro

Este é o último post do blog em 2011. Saio para um merecido descanso e retorno dia 16 de janeiro, de gás renovado e com muitas novidades. Desejo a todos que ajudaram a fazer o blog neste ano um 2012 muito especial, com muitas conquistas e realizações. E que continuem por aqui no próximo ano. Dia 16 estou de volta, para falar muito da semana que antecede o início do Catarinense.

Um grande abraço e Feliz 2012!

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Santa estreia novo colunista de esporte

28 de outubro de 2011 42

Uma novidade para os leitores da editoria de esporte do Jornal de Santa Catarina. A partir da próxima terça-feira, dia 1º de novembro, o jornal passa a publicar a coluna do jornalista carioca Renato Maurício Prado, que trata, principalmente, do futebol nacional _ com foco maior, mas não único, nos clubes cariocas. É um acréscimo de opinião, sem excluir as demais colunas e o foco do Santa no esporte local. Em breve, virão mais novidades por aí.

A coluna de Renato Maurício Prado _ mais conhecido pelo público pelas participações nos programas esportivos do canal a cabo SporTV, como o Bem, Amigos! e o Redação SporTV _ vai comentar o panorama do esporte nacional três vezes por semana: às terças, sextas e nos finais de semana.

O colunista tem 35 anos de carreira no jornalismo, a maior parte ligada ao esporte, e assina a coluna que será publicada pelo Santa (e já era publicada no Diário Catarinense) no jornal carioca O Globo desde 2002. Além do futebol, ele também costuma comentar outras questões do esporte nacional, Fórmula 1 (já foi correspondente) e tênis _ escreveu um livro que narra a trajetória do nosso catarinense Gustavo Kuerten no tricampeonato de Roland Garros.

Quem é ele

* Renato Maurício Prado nasceu em Niterói em 11/1/1953 e começou no jornalismo em 1976, no Jornal do Brasil, onde foi repórter de política e de esportes.

* Em 1979, transferiu-se para O Globo, como repórter da editoria de esportes, onde posteriormente foi colunista, subeditor e editor (no período de 83 a 86).

* Em 1987, foi designado correspondente do Globo em Madri, Espanha, tendo como uma das principais atribuições cobrir a Fórmula-1 por todo o mundo.

* De volta ao Brasil, em 1988, teve rápida passagem pela Rede Globo de Televisão, como repórter de vídeo, na editoria de esportes, e passou a chefiar a sucursal Rio da revista Placar, da Abril.

* Em 2002, voltou a ser colunista de esportes de O Globo, onde assina uma coluna às terças, sextas e domingos. Participa do Programa “Bem Amigos” no Sport TV, nas noites de segunda-feira e faz também comentários esportivos no canal a cabo e nas rádios Globo e CBN.

* Tem dois livros publicados: o “Deixa que eu chuto” (foto), com duas edições, sobre o lado folclórico e divertido do esporte, e o “Saibro, suor e glória”, que conta a trajetória vitoriosa do ídolo catarinense Gustavo Kuerten em Roland Garros.

Abaixo, a entrevista que eu fiz com o Renato Maurício Prado durante a semana, e que está publicada também na edição de fim de semana do Santa:

“Os clubes do Rio aprenderam a disputar os pontos corridos”

Santa – Pra começar, uma bem fácil: quem será o campeão brasileiro de 2011?

Renato – Sou jornalista e não adivinho! (risos) Esse campeonato é completamente imprevisível! No momento, o favorito é o Vasco, que vem voando, graças a um doping extremamente positivo e poderoso: a vontade de ganhar o título para o Ricardo Gomes, que viveu aquele drama do AVC e ainda está se recuperando.

Santa – O futebol carioca ressurgiu nos últimos anos, com títulos importantes e times fortes. Os clubes aprenderam a lição ou trata-se apenas de coincidência?

Renato – Os clubes do Rio aprenderam a disputar campeonatos por pontos corridos. Passaram a montar elencos fortes, e não somente times, e apostaram no retorno de jogadores que podem fazer a diferença, como Ronaldinho Gaúcho, Renato (ex-Santos e atualmente no Botafogo), Juninho Pernambucano, Fred etc. Ainda falta muito, em termos de estrutura, mas o Rio esta provando que Centro de Treinamento é bom e ajuda, mas não é o bastante. Até porque não entra em campo e não faz gol.

Santa – Que nota dá para o andamento da Copa de 2014 até o momento? E das Olimpíadas de 2016 no Rio?

Renato – Por enquanto, zero e zero. Esse tipo de competição é uma grande oportunidade para que se consiga fazer obras de infraestrutura que, passados os eventos, se tornam legados importantes para o povo. Nada disso foi feito até agora. Ao contrario, estão plantando elefantes brancos em lugares que não precisavam de estádios, como Brasília, Belém e Cuiabá! E nossos aeroportos (que são vergonhoso) terão puxadinhos provisórios! Isso sem falar nas denuncias de desvios de verba no Ministério do Esporte…

Santa – Mano Menezes corre risco na Seleção no caso de não engrenar em 2012?

Renato – Corre. E muito! Se fracassar nas Olimpíadas de Londres, acho que não chega à Copa. Até porque a seleção principal não esta jogando nada.

Santa – Neymar tem condições de ser o melhor do mundo nos próximos anos?

Renato – Tem. Ele é fenomenal! Mas precisa manter a cabeça no lugar, pra não deixar a carreira encolher, como aconteceu, por exemplo, com o Robinho.

Santa – Além de futebol, você também gosta muito de F-1 e tênis, dois esportes que já viveram dias melhores no Brasil. Acha que o país poderá voltar a ter novos ídolos nesses esportes?

Renato – Torço muito para que isso aconteça. Mas as perspectivas a curto prazo não são animadoras…

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Os micos do esporte em 2010

02 de janeiro de 2011 3

2010 se foi. Tem quem terá saudade, e há os que não sentirão falta alguma. De qualquer forma, o blog reproduz o material publicado na Coluna Passe Livre desse domingo no Santa e entra no ano novo lembrando os fiascos do ano velho (esses deram graças aos céus que acabou). Veja as opções e, se quiser votar ou sugerir outras opções, vá em frente, participe.

Adriano e Ronaldinho

A dupla deu o que falar no ano. Aliás, foi a única coisa que fizeram, porque jogar bola, que é o que deveriam fazer… Adriano começou no Flamengo, foi embora para a Roma fazendo aquelas juras de que “agora vai” e atualmente pede para voltar ao Brasil. Ronaldinho esgotou a paciência dos milanistas e terminou o ano cavando uma volta (ou seria aposentadoria?) ao Brasil também.

Brasileiros da Fórmula 1

Decepção total. Por incrível que pareça, Rubinho Barrichello foi o menos pior. Massa tomou um baile de Alonso, e quando não fez isso recebeu ordem da equipe para fazer. Contentou-se em ser coadjuvante e nem sequer foi notado na temporada. Bruno Senna e Lucas Di Grassi estrearam em carros ruins, é verdade, mas não fizeram nada demais e terminaram 2010 sem emprego.

A turma da Copa

A lista é grande. Vai desde Dunga e sua seleção de guerreiros blindados que na primeira dificuldade entregaram a rapadura, passando pelos vexames de França e Itália, eliminados na primeira fase (os franceses, então… que horror). Tem ainda as atuações apagadas dos superastros Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi e as babadas épicas da arbitragem, como o gol inglês anulado contra a Alemanha.

Os supertécnicos

Eles sempre foram sinônimo de sucesso, e nem por um ano ruim (bem ruim) deixariam de ser. Mas, cá entre nós, nomes como Felipão, Luxemburgo e Parreira tiveram um 2010 sofrível, colecionando fracassos. Felipão voltou ao Brasil, ao Palmeiras, e pouco tempo depois já devia estar com saudade do Uzbequistão. Luxa passou o Brasileirão todo na zona de rebaixamento, primeiro com o Galo, depois com o Flamengo. E Parreira não passou da primeira fase com a anfitriã África do Sul na Copa e terminou o ano anunciando aposentadoria.

Inter no Mundial

Aqui o vexame é atenuado consideravelmente pelo título da Libertadores (o que faz de 2010 um ano bom para os colorados). Mas não tem jeito, não dá para ir ao Mundial e, com a cabeça na final, perder para os próprios nervos e para um time semiamador do Congo na semifinal. O Inter entrou para a história como primeiro sul-americano a não fazer uma final do torneio.

O “Centenada” corintiano

O Corinthians tem tradição, e isso não muda do dia para a noite. Mas nem isso evitou que caísse na maldição do centenário. Fez uma festa imensa, montou um timaço e…nada! Nem Paulista, nem Libertadores, nem Brasileirão. Até o Carnaval escapou da Gaviões. No fim, a polêmica do estádio, pago ou não com dinheiro público. Ou seja, um ano que não estava nos planos.

Beto Carrero World terá pista de kart projetada por mago da Fórmula 1

26 de novembro de 2010 4

Notícia fresquinha que interessa, e muito, ao esporte do Vale:

Depois de dias de muito mistério e especulações, os organizadores das 500 Milhas da Granja Viana anunciaram nesta sexta-feira que a partir de 2011 e pelos quatro anos seguintes a prova, uma das mais tradicionais do kart no país, será no Beto Carrero World, em Penha.

A pista a ser construída no Litoral deverá ter cerca de 1,3 mil metros de comprimento, com diversos variantes de traçado, e poderá receber a assinatura do arquiteto alemão Herman Tilke, responsável pela quase totalidade dos últimos autódromos incorporados à Fórmula 1 recentemente (Bahrein, Turquia, Abu Dhabi, China e Coreia do Sul). É verdade que o alemão tem fama de fazer circuitos lindos mas, digamos, meio entediantes, sem muitos pontos de ultrapassagem (esse da Coreia…). Pelo menos no kart, creio eu, não corremos esse risco.

Alex Murad, presidente do Beto Carrero World, antecipou que o investimento inicial no projeto será da ordem de R$ 5 milhões.

O kartódromo será erguido em área de 14 mil metros quadrados, equivalente a 14o campos de futebol. A capacidade de público deverá ficar em torno de 20 mil pessoas, com arquibancada fixa para 3,5 mil torcedores e os demais acomodados em estruturas móveis. As negociações que culminaram com a parceria foram iniciadas no meio do ano e levaram dois meses até a conclusão.

Outro grande evento do kart brasileiro, o Desafio das Estrelas, promovido por Felipe Massa em Florianópolis, já estaria na mira do novo kartódromo do Vale.

Filme sobre Senna estreia em Blumenau

25 de novembro de 2010 0

Depois de muita expectativa, chegou a hora!

Nesta sexta-feira estreia em Blumenau o documentário sobre a vida de Ayrton Senna. Quem é fã, eu sou, esperava ansiosamente por isso.

Tentei, mas não consegui com o GNC Cinemas mais informações, sobre a sala e os horários de exibição. Mas certamente terei a informação ao longo do dia e atualizarei aqui.

Falta pouco, já é logo amanhã, mas quem estiver roendo as unhas de ansiedade pode entrar no clima aqui no blog. Recupero os posts nos quais já falei do tema recentemente, incluindo o trailer do documentário, que já dá uma prévia do que vem por aí.

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Um breve resumo do feriadão que passou

16 de novembro de 2010 8

Leitores mais atentos do blog certamente perceberam a ausência deste que vos escreve nos últimos dias. Foi uma conjunção de fatores a culpada. Foi desde a bondade do meu chefe, que me deu fol ga no feriadão, até a precariedade da internet brasileira, que não funciona nos locais e nas horas que a gente mais precisa dela.

Bom, mas estou aqui para resumir tudo que aconteceu nestes dias de feriadão. E foi muita coisa. Algumas, acompanhei de perto. Outras, precisei dar uma lida para me atualizar. Mas como este blogueiro não foge de dar suas opiniões sobre tudo, vamos lá:

Começamos, claro, pelo acesso do Figueirense. Esperado já era, óbvio. Eu mesmo já o tinha anunciado por aqui rodadas antes. A volta do Figueira à elite é merecidíssima, nada mais que o fruto de um trabalho bem feito, que teve como méritos a humildade de reconhecer os erros da queda em 2008 e a competência de arrumar o que precisava ser arrumado e focar, única e exclusivamente, na volta para o lugar onde o clube merece estar. Só lamento que tenha sido como foi no fim das contas, de forma meio esquisita. O Figueira jogou sábado à tarde (perdeu, porém fez um jogaço com o Coxa em Curitiba, uma legítima final da Série B), mas só pode comemorar às 23h, quando terminou o jogo do Bahia com a Portuguesa, que garantiu matematicamente o acesso. Relatos de jogadores dão conta de que a festa começou no ônibus que trazia o time de volta à Floripa. Coisas desses regulamentos geniais que a nossa CBF nos proporciona. Mas que não apagou em nada a festa da massa alvinegra. O Figueira chegou lá. O título ficou impossível, mas na real quem se importa? A Série B tem quatro campeões, e o Figueirense é um deles em 2010. E que siga trilhando o caminho certo para não deixar nunca mais a elite.

Por falar em elite, o segundo tópico é o Avaí. A vitória sobre o Inter, domingo, no Beira-Rio, pode sim ter sido decisiva para a permanência do Leão na Série A. Era difícil acreditar, sobretudo para quem viu a pelada lamentável que foi o jogo contra o Goiás, pela Sul-Americana. Mas, sabe-se lá o que aconteceu, o time lá no Beira-Rio comeu grama em campo. E não me venham falar que o Inter usou reservas, blá, blá, blá, porque o time reserva do Inter, se jogasse o Brasileirão, ficava frouxo na parte de cima da tabela. Foi uma vitória emblemática essa do Avaí. E que tornou a conta do que já parecia pouco provável, a permanência na elite, bem mais real: faltam três jogos, nove pontos, e possivelmente se vencer dois o Avaí escapa do rebaixamento. Isso porque tem muita gente marcando passo na parte de baixo da tabela, e 43 pontos ao que tudo indica serão suficientes. Então, minha gente, agora é hora de esquecer tudo de errado que rolou em 2010, esquecer todas as limitações, tudo. E focar apenas nos três jogos. Ou melhor, nos dois próximos, em casa, diante de Atlético-GO e Santos. Se repetir neles a atuação do Beira-Rio, e se a torcida fizer a parte dela, o Avaí fica na Série A e 2011 será histórico para o futebol catarinense.

Ainda sobre o Brasileirão. Muita gente me perguntou o que achei do pênalti no Ronaldo, que definiu a vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro, sábado. Estava escutando o jogo na hora, a imagem só vi nesta segunda-feira. E gente, me apavorei ao ver o lance, fiquei sem entender porque tanto drama. Foi muito pênalti! O zagueiro parece uma vaca brava pra cima do Ronaldo, que obviamente deu uma valorizada. O lance é indiscutível. O que se pode debater é o pênalti a favor do Cruzeiro não dado (achei pênalti) e outros lances. Mas é como eu sempre digo: a arbitragem brasileira é péssima (e eu ainda votei nesse Sandro Ricci como o menos pior do Brasileirão) e uma hora ou outra sempre vai errar ou contra ou a favor do seu time. Agora, Cuca fazendo chororô (inédito) também não é pra tanto. Se o Cruzeiro perder o Brasileiro, não será por esse jogo. E nem o Fluminense, que deu uma tremenda vacilada ao empatar com o Goiás em casa, visivelmente nervoso em campo. Aí, fica difícil. Ou melhor, fica fácil botar a culpa em conspirações da arbitragem, né?

Por último, Fórmula 1. Esse tal de destino é fodão mesmo! Não é que, na hora da verdade, cobrou da Ferrari e do mimadinho Alonso a fatura pela roubalheira na Alemanha? A RBR recusou-se a fazer jogo de equipe mesmo quando isso lhe seria conveniente, por ordem do dono da companhia, um cara que, pasmem, acredita no esporte. O resultado veio na pista, com título para Sebastian Vettel, o preferido da equipe, inclusive (mesmo quando tudo apontava para o companheiro Webber). Vettel é o melhor piloto da atualidade, ao lado de Hamilton, e o título ficou em boas mãos. Quanto a Alonso, mostrou tudo que é: mau perdedor, mimado e de caráter duvidoso. Ah, e fraco também, pois quando precisou passar um carro sem que pudesse contar com ordens externas para favorecê-lo, fracassou. E, por requinte de crueldade, o destino ainda colocou à frente dele uma Renault, o carro que lhe deu os primeiros títulos e com o qual ele fez muita maracutais sob as ordens de Flavio Briatore. Bem-feito para Alonso e para a Ferrari, tiveram o que mereceram.

A Fórmula 1 é uma piada de mau gosto

04 de novembro de 2010 9

O título desse post já não é novidade para ninguém, e faz tempo. Eu mesmo desisti de compactuar com a farsa depois daquele episódio na Alemanha. Como dizem por aí, nunca a modalidade mereceu tanto o apelido de circo.

Pois é, e pelo jeito tem mais gente querendo entrar no picadeiro.

Domingo tem GP do Brasil e, com vontade de aparecer comum aos que militam nos tribunais que insistem em interferir no esporte, um promotor paulista disse nesta quinta ao jornal Folha de S. Paulo que se Felipe Massa repetir em Interlagos o jogo de equipe que fez na Alemanha (e que fez no mesmo circuito paulistano há três anos, dando o título ao companheiro Kimi Raikkonen), pode sair do cockpit direto para a delegacia, preso.

Agora peraí um pouquinho que eu vou dar umas risadas:

Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha…

Desculpem a obviedade das risadas, é que não sei fazer aquelas risadas dos ratos de internet.

Pois bem, o argumento do tal promotor (me recuso aqui a dar o nome dele e ajudar a fazer o que ele quer, aparecer) até é louvável: está no Estatuto do Torcedor a proibição de armações em eventos esportivos. Fato.

Só que, primeiro que, pra mim, Fórmula 1 não é esporte (discussão longa essa já). Segundo, que todo mundo já sabe (até quem não queria enxergar) como funcionam as coisas lá, como os interesses se impõem diante de conceitos de esportividade. E, por último, que se o Estatuto do Torcedor fosse aplicado de verdade, em áreas bem mais importantes que essa, teríamos um esporte bem melhor no Brasil, em todos os sentidos, sobretudo no respeito com o consumidor final, o público. Tanto rigor poderia, por exemplo, ser usado para cobrar menos roubalheira e mais respeito com o dinheiro público nas obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Então, meu caro, fica a dica: faça isso e não vá atrás de mídia fácil e projeção (afinal a F-1 é um evento mundial) baseado em uma brecha jurídica (sempre elas).

Tenho má vontade com interferências jurídicas no futebol e no esporte em geral (quem me lê há mais tempo sabe bem disso). E fico ainda mais indignado quando vejo gente querendo aparecer usando estes artifícios. A Fórmla 1 já é um caso perdido, meu caro, vá brigar (se de fato as intenções são legítimas) por algo que realmente possa mudar a cara do esporte brasileiro.

Ah, e aqui vai a minha opinião: apesar das ameaças amedrontadoras do tal promotor, Alonso pode até não ser campeão já em Interlagos (mas será em Abu Dhabi, na outra semana). Mas contará sim com a ajuda do fiel escudeiro Felipe Massa. Contratos são contratos. E trouxa de quem ainda acredita em outra coisa.