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Posts na categoria "Cartola FC"

Sérgio Soares tem perfil que o Avaí quer

06 de dezembro de 2012 16

O Avaí já prepara a casa para a temporada 2013. A saída tumultuada de Argel Fucks abriu as portas para o novo treinador, Sérgio Soares. Ele se apresenta nesta sexta-feira na Ressacada.

Ex-jogador (era o técnico, ainda em início de carreira, daquele Santo André campeão da Copa do Brasil em 2004). E tem um currículo construído praticamente no interior paulista. Mas já tem uma passagem pelo Atlético-PR (2010) e no Japão, onde comandou o Cerezo Osaka, último clube dele, inclusive.

Tem um perfil enérgico e de trabalho com as categorias de base. Me parece a receita que o Avaí procura para 2013, trabalhar com os jovens.

Portanto, a aposta me parece válida.

Criciúma já prepara time de elite para 2013

19 de novembro de 2012 45

Voltando da folga no feriado, muito feliz com a confirmação do acesso do Criciúma para a Série A.

É muito merecido, pela campanha espetacular, que já credenciava o Tigre a subir desde a virada do turno. Talvez isso até tenha atrapalhado e feito o rendimento cair no returno e a confirmação da vaga ter sido tão dramática: culpa da ansiedade de não deixar escapar algo que já era tão certo.

Bom, mas tudo isso é passado. O Tigre subiu com justiça, esteve em todas as rodadas no G-4, ninguém mereceu mais que ele este acesso. Agora, o presente é tentar o título da Segundona no sábado que vem. É difícil e curiosamente depende dos rivais. O Tigre precisa vencer o Avaí na Ressacada e torcer para o Joinville vença o Goiás no Serra Dourada.

O futuro é 2013 na elite. E eu tenho informações, de fontes muito confiáveis aqui e em São Paulo, de que a direção do Criciúma trabalha para formar um grande time para a próxima temporada. Já há algumas semanas existem conversas neste sentido, agora com a vaga na mão as coisas devem ficar mais concretas.

O que eu sei é o seguinte: a Seara, que já patrocina (ou patrocinou) o Tigre, e hoje também estampa a marca na camisa do Santos e também na da Seleção, estaria disposta a investir no clube. Colocando mais dinheiro e também ajudando na busca por jogadores, por exemplo, do Santos. Alguns nomes que não serão aproveitados na Vila Belmiro devem desembarcar no Sul. Também há conversas com o São Paulo, mas aí a coisa envolve o meia Lucca, que antes mesmo da contusão já estaria “apalavrado” com o tricolor paulista. A lesão não mudou nada, Lucca iria para o Morumbi em 2013 e em troca o Criciúma receberia dinheiro, claro, e jogadores do elenco paulista. Também, claro, a direção prepara contratações jogadores-chave, aqueles que fazem a diferença num elenco.

Isso é o que eu sei. Também não tenho nenhuma dúvida de que o homem-forte do Tigre, eu Antenor Angeloni, pelo perfil que tem não entrará em algo tão grande para fazer feio. O acesso veio com esse time, mas ele não tem como dar conta do recado na Série A, precisa de reforços, pois o Tigre não pode bater e voltar. Tem camisa e tem torcida para isso, precisa de um planejamento caprichado e de investimento. E quem manda no clube sabe disso e, desconfio, vai fazer isso.

SC estará muito bem representada na elite em 2013.

Aproveito também para comentar o rebaixamento do Palmeiras neste domingo, pois o que vou falar também serve para o Figueirense, cuja queda na semana passada não consegui analisar de forma mais detalhada.

Ser rebaixado não significa morrer, muito pelo contrário. Nos pontos corridos, quem cai é porque houve uma somatória de erros no caminho, não há um único culpado. E ir para a Série B é um remédio necessário, mas que precisa ser tomado de acordo com a receita. Se o clube souber assimilar os muitos erros, ter a humildade de recomeçar e apostar tudo em planejamento, consegue fazer a torcida comprar a ideia e apoiar integralmente. Aí a volta é questão de tempo. Do contrário, se achar que sobe “só com nome”, a Série C é logo ali.

Tigre volta a dar as cartas no acesso

10 de novembro de 2012 22

A pressão era enorme, mas o Criciúma deu a resposta que o torcedor esperava e que a campanha até aqui recomendava. Goleou o América-RN por 4 a 1 em Goianinha e deu um recado ao São Caetano, perseguidor direto: “se quer a vaga na elite, vá tentar em outra porta, nessa não vai dar”.

Uma vitória essencial pelo momento que o Tigre vivia (com Zé Carlos em campo, a coisa muda), vindo de duas derrotas em casa e vendo, na sexta, o Atlético-PR passar e o São Caetano ficar a um ponto. Retomou as rédeas da situação. Semana que vem, na penúltima rodada, carimba de vez o passaporte para a elite se vencer o Atlético-PR no HH (não tivesse vencido o América, imaginem o que seria esse jogo) ou até empatando ou perdendo, desde que o São Caetano não vença o Goiás (que já subiu, mas briga pelo título) no ABC Paulista.

Nesse momento, é essencial que a semana seja de tranquilidade, sem pressão e nem euforia do torcedor, que está agoniado com a demora para soltar o grito da garganta e até por isso anda estressado com o time. Nesse momento, acreditem, jogar em casa não é muita vantagem. Mas tenho certeza que a torcida vai entender o seu papel e dar o suporte necessário para o Tigre, enfim, garantir o acesso mais do que merecido pela campanha espetacular. O time está desde a primeira rodada no G-4, não tem como sair de lá na penúltima e seria a maior injustiça do mundo sair na última.

Sobre os outros catarinenses que jogaram na sexta, o JEC se despediu de qualquer chance ao perder para o Bragantino em SP, resultado normal porque os paulistas lutam para não cair e jogaram a vida. Mas o JEC deve se orgulhar da campanha de volta à Série B e já pensar em dar o passo adiante em 2013. E o Avaí desde que se despediu não para mais de ganhar, bateu o Guarani e, sem pressão, começa a projetar o time do próximo ano.

O Verdão do Oeste chegou lá!

08 de novembro de 2012 30

Na terceira tentativa seguida, fim da espera. A Chapecoense, enfim, deu aquele passo essencial aos clubes, cruzou a ponte da Série C para a Série B, agora faz parte dos 40 melhores clubes do país.

Numa metáfora apropriada, deixou de ser menino para transformar-se em homem.

E como é merecido esse acesso para o Verdão do Oeste. Tem torcida, estrutura, apoio da cidade. Estive lá em fevereiro num jogo do Catarinense e voltei de fato impressionado com o que vi. Vacilou na Hora H em 2010 e 2011, viu Criciúma e Joinville irem embora. Agora, experiente em Série C, fez um caminho seguro até o acesso. Soube matar o cruzamento decisivo com o Luverdense no jogo em casa, semana passada (nos outros anos, a torcida lembra bem, pecou justamente nos jogos na Arena Condá). Nesta quinta, em Lucas do Rio Verde (MT), apenas administrou a enorme vantagem. No fim, ainda tomou um golzinho de pênalti (pra mim, não foi), mas não fez muita diferença.

A festa em Chapecó é merecida, essa torcida ama o clube. Parabéns também à diretoria que conquistou a façanha. Mas amanhã mesmo é hora de arregaçar as mangas e trabalhar.

Primeiro, para buscar o título da Série C (na semifinal, enfrentará quem passar domingo entre Oeste-SP e Fortaleza, que jogam no Ceará). Seria muito legal para a Chape e para o futebol catarinense, que manteria por aqui o título que o JEC conquistou ano passado. E dá para buscar, com certeza, essa taça e se juntar também ao Avaí e ao Criciúma, que já venceram a Terceirona.

Depois, e mais importante, é planejar muito bem esse 2013 histórico. Hora de unir forças, lideranças de todo o Oeste colaborando para a Chapecoense não ser apenas uma participante nessa Série B que será espetacular. Além do mini catarinense, com Figueira, Avaí e JEC fazendo companhia ao Verdão, tem ainda a muito provável presença do Palmeiras e de um grande do Nordeste, Bahia ou Sport.

Será preciso fazer um elenco forte e montar um projeto focado em fazer bonito, como, por exemplo, está fazendo o Joinville nesta volta à Série B. Acho perfeitamente possível. Mas é preciso começar a trabalhar, todos juntos, o quanto antes.

Parabéns a Chapecoense e ao Oeste do Estado. Santa Catarina está feliz com mais essa conquista.

CBF muda ranking de clubes e prejudica o JEC

07 de novembro de 2012 25

Em campo, a terça-feira foi de vitória para o JEC, que bateu o Guaratinguetá, de virada, na Arena, e mantém o sonho de subir para a elite.

Fora das quatro linhas, uma derrota (ao menos num primeiro momento) inesperada.

A CBF decidiu alterar significativamente os critérios do ranking nacional de clubes, de forma a valorizar os resultados mais recentes e dar maior bonificação aos campeões. A lista é utilizada atualmente para definir 10 dos participantes da Copa do Brasil e, com isso, mexe diretamente com os times catarinenses. O Joinville, que vivia a expectativa de se garantir na Copa do Brasil de 2013 via ranking antigo, perde qualquer chance de ver isso acontecer no modelo antigo (já explico).

Agora, antes de qualquer outra coisa, se vê obrigado a vencer a Copa SC – precisa vencer os dois jogos que restam, contra Camboriú e Marcílio Dias, para ir à final contra o próprio Marinheiro. O time de Itajaí, que até então só esperava pela classificação do JEC à final para comemorar a vaga na competição nacional, também terá que ser campeão – mesma situação do Metropolitano, que ainda tem chances de disputar o título da Copinha.

No formato antigo, utilizado desde 2003, o campeão brasileiro somava 60 pontos, apenas um a mais do que o segundo colocado. As posições subsequentes perdiam apenas um ponto. O vencedor da Série B ganhava 40 pontos (um a menos que o último colocado da Série A) e o da Série C, 20 pontos. Além disso, o campeão da Copa do Brasil somava 30 pontos, com o vice ganhando 20 (o mesmo que o campeão da Série C) e os semifinalistas apenas 10 (equivalente ao 11º colocado da Série C). E os times que disputavam a Libertadores e, por isso, não jogavam a Copa do Brasil, ficavam sem pontuação.

Agora, o campeão brasileiro ganha 800 pontos, 160 a mais do que o segundo colocado. Os vencedores das séries B, C e D vão receber, respectivamente, 400, 200 e 100 pontos cada – sempre metade do campeão da divisão superior. Os vice-campeões ganham 80% da pontuação do campeão e os terceiros e quarto lugares levam 75% e 70%, respectivamente. Isso vale também para a Copa do Brasil, na qual a solução foi dar 600 pontos ao campeão. Além disso, todos os clubes que disputarem a Libertadores, independente do resultado deles na competição, ganham 400 pontos – o equivalente a ir às quartas de final da Copa do Brasil.

A principal mudança, porém, é a abrangência temporal do ranking. Se antes eram considerados todos os resultados desde 1959, com peso igual, agora só entram na conta os resultados dos cinco últimos anos. E com peso diferenciado: cinco para a temporada vigente e um para a mais antiga. Os maiores prejudicados pela mudança no ranking são clubes que há tempos não jogam a Série A, como Juventude, Paysandu, Londrina e o próprio Joinville, que tinham expectativa de disputar a Copa do Brasil do ano que vem por conta do ranking privilegiado, fruto de conquistas antigas. Em troca, ganham espaço times que jogaram a Série A nos últimos anos, caso do Figueirense.

Só que, para a torcida do JEC, há um outro ponto a ser levado em consideração. Nos últimos anos o tricolor tem para pontuar uma semifinal de Série D (2010), o título da Série C (2011) e, ao que tudo indica, o sexto lugar na Série B desse ano. Então, ainda não dá pra cravar que o Joinville não conseguirá mais a vaga via ranking da CBF, é preciso esperar a entidade divulgar a nova lista.

Criciúma perde para os próprios nervos

06 de novembro de 2012 62

A ansiedade pré-acesso está complicando a vida do Criciúma.

Desde que a contagem para o esperado carimbo no passaporte rumo à elite afunilou, o Tigre não foi mais o mesmo. Perdeu aquele jogo inacreditável para o Barueri em casa, depois bateu o Guarani fora usando mais um dos seus cartuchos de sorte na Série B. Aí, nos dois jogos em casa em que precisava só vencer para subir, foi dominado. Não pelos adversários, respectivamente Joinville e São Caetano, mais sim pelos próprios nervos, pela ansiedade de resolver de uma vez. Nesta terça, sem Zé Carlos, não conseguiu se impor em nenhum momento e ainda não teve um pênalti escandaloso marcado contra.

A tensão das arquibancadas ganhou eco dentro de campo, principalmente na derrota desta terça por 2 a 0 para o Azulão, a terceira seguida em casa.

E com isso a classificação certa começa a correr riscos, ainda que mínimos. A briga pelo título, esta sim, vai indo pro vinagre. A derrota foi duplamente ruim porque trouxe dos mortos o São Caetano, o único que ainda poderia deixar o Tigre sem acesso. Os três jogos que faltam não são molezas, o América em Natal, o Atlético-PR (adversário direto) no HH (imagina a tensão) e, por fim, o clássico com o Avaí na Ressacada.

Ganhar, claro que o Tigre pode, tem mais time que os três. Mas precisa colocar os nervos no lugar para não correr riscos desnecessários. A torcida do Criciúma, que já testou o coração demais nesta Série B, com aquelas viradas épicas em casa, não precisa de mais fortes emoções agora.

No outro jogo, o JEC venceu de virada o Guaratinguetá e ainda sonha, mesmo que seja um sonho daqueles.

Que semana para o futebol catarinense!

05 de novembro de 2012 9

Para o bem, e para o mal.

A semana que começa será espetacular, dramática, de alegrias e tristezas confirmadas para o futebol catarinense.

Começa, claro, nesta terça-feira, com o decisão do Criciúma diante do São Caetano, na Série B. É novamente em casa, o HH estará lotado e o clima de festa é inevitável, ele já existe praticamente desde a virada do turno. Culpa da campanha espetacular do time, mas talvez o clima, esses, diminua um pouco depois do susto no sábado, na derrota, justa, para o rival Joinville.

Era para ser jogo de festa, mas o JEC jogou sério, pra valer, venceu com inteira justiça, jogou mais. A titubeada do Tigre é absolutamente normal para um clube que está por detalhes para alcançar o objetivo principal, no caso o acesso. Mas diante do São Caetano, que ainda sonha também, não pode haver vacilo. Se vencer, o acesso está matematicamente sacramentado a 3 rodadas do fim. E aí é pensar no título, nessa briga pelo jeito só com o Goiás (o Vitória caiu demais e periga até ficar sem vaga).

O JEC ainda se agarra a uma chance meramente matemática (e que pode acabar ainda que vença o Guaratinguetá, nesta terça). Mas ainda assim tem que se orgulhar da campanha brilhante. E o Avaí, a passeio nesta reta final, vai admirar as belas paisagens de Natal e fazer um amistoso de luxo com o ABC.

Quinta-feira, é dia de torcer pela Chapecoense no interior do Mato Grosso, onde vai administrar diante do Luverdense a enorme vantagem que construiu no jogo de ida, em Chapecó (3 a 0). Coleciona atuações ruins longe de casa na Série C, mas em nenhuma tomou a piaba que o eliminaria de forma inacreditável agora. Joga, claro, por um gol para matar de vez o rival e garantir o sonhado acesso à Série B, que será precioso para o Verdão do Oeste e para o futebol catarinense como um todo.

Por fim, o domingo deve sacramentar, enfim, a queda do Figueirense. Recebe, à noite, o Sport no Scarpelli. O time pernambucano hoje também cairia, mas vive um momento de reação, dos frequentadores do Z-4 me parece o único com forças para ainda sair de lá. O que só complica a situação do Figueira, que nem depende das próprias forças para não terminar a rodada rebaixado. E não compactuo com as reclamações (exageradas) de que o clube foi garfado pelas arbitragens (contra o Flamengo, principalmente). Erros podem até ter ocorrido, mas pode por na conta das péssimas arbitragens nacionais, que erram pra todo lado e a todo instante. Complô? Nem pensar. E nem precisaria, o Figueirense mesmo tratou de se auto boicotar o campeonato todo.


Série B será um Mini Catarinense em 2013

02 de novembro de 2012 10

Um resultado espetacular da Chapecoense em casa. Dessa vez, não teve vacilo. O time aproveitou o jogo favorável e tocou 3 a 0 no Luverdense, em Chapecó. Semana que vem, no interior do Mato Grosso, só perde um acesso por uma hecatombe. Mas, obviamente, é preciso respeitar os 90 minutos finais e jogar com a seriedade que o jogo mais importante da história do clube exige.

O resultado foi de encontro com a minha teoria, antiga, de que em mata-mata é melhor fazer o primeiro jogo em casa.

Com isso, a Série B ficou muito perto da Chapecoense. E há bastante tempo o Verdão merece subir esse degrau, que para um clube médio é de suma importância. Tudo vai mudar para o clube e para o torcedor.

Sem falar que, para os Catarinenses, a Série B será um campeonato especial em 2013. Ao que tudo indica, com o Criciúma subindo e o Figueira caindo, além da confirmação da Chape, serão quatro dos cinco chamados grandes do Estado na Segundona. Espetacular!

O jogo do ano para a Chapecoense

01 de novembro de 2012 6

Estou de volta. Depois de 10 dias de descanso, nos quais acompanhei, mesmo que um pouco de longe, os jogos dos catarinenses, vamos voltar à rotina justamente na reta decisiva.

Durante a minha ausência no blog, pouca coisa mudou. O Figueirense segue lá esperando a hora de confirmar o rebaixamento. Na Série B, o Criciúma espera pelo acesso e briga pelo título (tem um caminho bem duro até  o fim). O Joinville saiu de vez da briga pelo acesso, mas repito que pode se orgulhar da campanha, muito acima das expectativas iniciais. O Avaí, mergulhado numa crise financeira e de bastidores, decepciona (mas também é um pouco do reflexo de quem acreditou que a campanha no Estadual era suficiente para subir). Cá entre nós: ficar esperando por um dinheiro do Flamengo (outro que não paga ninguém) é piada pronta.

E aí chegamos à Série C, nesse momento a mais importante para o futebol catarinense. A Chapecoense chega à fase decisiva para o acesso pelo terceiro ano. Nas duas anteriores, parou na porta. Nesta quinta, faz o jogo (sem exagero) da história do clube ao receber o Luverdense na Arena Condá. O time de Mato Grosso tem campanha melhor, mas o Verdão pode passar, a chance é real. Pra isso, é obrigatório abrir frente no jogo em casa, para não depender demais do jogo no MT, já que os catarinenses vão mal longe de Chapecó.

Subir da Série C para a Série B é um acesso e tanto, a diferença é enorme. Para o clube, significa o passaporte para o crescimento definitivo no cenário nacional. Mais dinheiro, mais projeção, enfim, tudo é melhor. Por isso, para o futebol catarinense, todas as atenções agora se concentram, além de na possibilidade de título nacional do Criciúma, no acesso da Chapecoense.

Embolou a briga pelo título na Série B

20 de outubro de 2012 19

O jogo não foi exatamente um jogaço, foi morno. Mas o resultado não foi ruim para o Tigre, empate em 1 a 1 com o Paraná, em Curitiba.

Com 65 pontos, lidera a Série B. Mas a rodada tornou mais picante a briga pelo título. O Goiás estraçalhou o Avaí (veja post) e o Vitória, caindo de rendimento, perdeu em casa para outro em ascensão, o Atlético-PR. O trio já tem aceso garantido, mas na briga pela taça o Tigre e o Goiás parecem mais afiados do que o rubro-negro baiano. Essa, sim, só se define na última rodada.

A quarta vaga do acesso tem cada vez mais as cores do Atlético-PR, que cresceu na hora certa e já é quarto colocado, tirando de lá (felizmente) o sem torcida e sem graça São Caetano.

O Joinville venceu o CRB no primeiro jogo sem Leandro Campos. Está vivo na briga, ainda que eu ache muito complicado simplesmente porque o JEC não consegue somar pontos longe da Arena. Quando terminar a Série B, me parece que os tricolores (ainda que não devam, a campanha é muito acima das expectativas iniciais) vão lamentar os pontos perdidos para Barueri e Ipatinga,além do empate em casa com o São Caetano.

Também teve catarinense na Série C. E a Chapecoense é outra que não consegue ser feliz longe de casa. No Rio, perdeu para o Madureira, que entrou na rodada ameaçado de rebaixamento conseguiu se livrar, e viu uma classificação tranquila se transformar em tensão na última rodada. Foi parar no limite do G-4 e pode até sair da zona de classificação se o Caxias (RS) vencer neste domingo em casa. Porém, se o Verdão vencer em casa o já rebaixado Tupi (MG), passa ao mata-mata sem depender de ninguém. Aí, convenhamos: se não vencer o lanterna em casa, é porque não merece mesmo… O problema agora é quem a Chape vai enfrentar no mata-mata que vale o acesso. E o pior, provavelmente decidindo (muito) longe de casa.