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Posts com a tag "Atlético Ibirama"

Brasil não pode elitizar os estádios

23 de maio de 2012 2

Coluna publicada na edição de quarta-feira (23/5) do Jornal de Santa Catarina:

Futebol não é ópera

Cheguei a começar um texto onde falaria apenas da questão dos ingressos do Metropolitano na Série D. Algo que, pra variar, gerou polêmica na cidade das polêmicas desnecessárias.

Recuei da primeira ideia ao assistir à argumentação magnífica do “Professor” Ruy Carlos Ostermann na segunda-feira à noite, durante o Programa Bem, Amigos! no SporTV.

Então, antes de começar, vamos separar as coisas: não sou contra o aumento nos ingressos no Sesi, nem achei os valores absurdos. O clube precisa se manter, ao torcedor cabe uma parcela disso. Se quiser, tornar-se sócio é uma opção mais em conta. Faço ressalvas apenas na forma – às vésperas da estreia – e no argumento – “precisamos valorizar a Série D”. De resto, é isso.

Agora, a questão mais ampla. Ostermann foi o primeiro (ao menos que eu vi) a tocar na ferida: estamos elitizando o público nos estádios brasileiros. A projeção pós-Copa do Mundo de 2014, então, é assustadora: ingressos cada vez mais caros (muito caros, para a maioria impagáveis) nas novíssimas arenas, muitas delas privatizadas após o Mundial.

Ah, é uma tendência europeia, argumentam alguns. Nesse quesito nosso país tem muito a aprender com ingleses, alemães, etc. Só não podemos esquecer de quem faz a essência do que é, culturalmente, o futebol brasileiro. Estádios como o Maracanã e outros já não terão mais a Geral, local do povão. Claro que elitizar traz algumas vantagens aos clubes, financeiramente falando. Mas e no campo: imagino um Corinthians, por exemplo, tradicionalmente empurrado pela massa, assistido por uma plateia “de ópera”, sem a mesma vibração. Parece pouco, a longo prazo pode mudar o futebol que conhecemos hoje em dia.

Bom, o tema é longo, renderia muito mais que uma coluna. Em resumo, estou com o professor Ostermann: o futebol mudou, modernizou-se, mas os estádios brasileiros não deveriam virar as costas aos setores populares (podem até ser menores), sob pena de voltarmos às origens do esporte no país, quando a elite (europeia) jogava e a plebe apenas assistia de longe, excluída da festa.

Sem rumo

O Metropolitano segue em compasso de espera para saber se na terceira rodada da Série D (segundo jogo dele) vai enfrentar, fora de casa, o Brasil de Pelotas (RS) ou o Santo André (SP). Culpa da confusão jurídica que se estabeleceu e que agora pode até adiar o início da competição. Se isso já é ruim para o planejamento, calcule então a situação da Chapecoense na Série C e do Arapongas (PR) na Série D, que ainda não sabem se vão a Pelotas ou a Araras (o Santo André terá que cumprir perda de mando nos três primeiros jogos) já no sábado e no domingo, respectivamente. As equipes têm reservas para os dois casos.

Coisas do nosso futebol.

Oportunidade

Caçador desistiu ontem de sediar os Jogos Abertos de 2012. É o fundo do poço da competição, que já frequenta a UTI faz tempo. Fica a dica: usem a oportunidade para repensar os Jasc. Eu faria a cada dois anos (ou quatro), reforçando Joguinhos, Olesc e fases microrregionais nas cidades menores.

Dispensável

Ronaldo e Pelé – deuses em campo, muito longe disso com as chuteiras penduradas – não precisavam colocar a imagem deles a serviço da tentativa de governo e CBF de maquiar os fiascos na organização da Copa.

Pra terminar…

Tudo que me arrisco a dizer sobre a rodada de hoje à noite da Libertadores é que ao menos um brasileiro seguirá em frente. Ou seja, nada.

Quem é que manda no campeão Avaí?

15 de maio de 2012 37

Se contar, ninguém acredita que esta cena acima é de um time campeão estadual dois dias antes.

Em tantos anos de jornalismo esportivo, confesso que nunca tinha visto nada parecido. Uma clara disputa de comando no Avaí.

Vamos aos fatos: o diretor de futebol Carlos Arini  foi demitido, ele tinha o apoio do elenco. Por si só, a decisão da diretoria já era estranha.

Horas depois, desembarcava na Ressacada (deve ter ido direto do aeroporto) o substituto, o ex-jogador Marcelinho Paulista, vindo do Corinthians. Nada assombroso dado que o Leão claramente tem um acordo de bastidores com o time paulista, dias at´ras se dizia até que Narciso seria o técnico na Série B, o que deve ter subido no telhado porque depois do título ficou difícil tirar Hemerson Maria.

Aí, na coletiva de apresentação do novo diretor, os jogadores, com cara de pouquíssimos amigos, entram, se postam atrás da mesa e cobram, no melhor estilo dedo na cara, o presidente Zunino sobre a saída de Arini.

Inacreditável!

O clima nos bastidores do campeão estadual ferve. Quem está no comando? Que autoridade terá o coitado do Marcelinho Paulista, que chegou e já foi enquadrado numa dessas?

Democracia tudo bem, mas não me parece o caso. Na queda de Mauro Ovelha, lembro de já ter escrito que o elenco teve participação muito clara na saída.

Em resumo, uma péssima hora para o Avaí mostrar-se sem um comando definido, às vésperas da estreia na importantíssima Série B.

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Melhores do Catarinense e o papelão alvinegro

15 de maio de 2012 130

O Catarinense terminou oficialmente nesta segunda-feira com a festa de premiação dos melhores da competição. A Seleção dos melhores (abaixo), escolhida através da votação do Top da Bola, é um bom espelho do que foi o Estadual. O Figueirense tem a maioria porque foi melhor na maior parte do campeonato. E o Avaí levou os principais prêmios porque foi soberano na reta final, na arrancada para o título.

Faria um reparo aqui, outro ali, na lista, mas no geral ela é boa.

A lamentar apenas na festa o papelão do Figueirense, que descontente com a derrota (ou sei lá por que) resolveu não aparecer no evento. Não saber perder é muito feio, e o Figueirense é muito maior do que atitudes do tipo. Não é apenas falta de respeito com os companheiros de profissão, mas principalmente com o torcedor alvinegro. E aí merece palmas a atitude do goleirão e capitão Wilson, que não quis saber disso e foi representar as cores que defende como ninguém também na festa.

Uma pena.

A Seleção do Catarinense 2012

Goleiro: Wilson (Figueirense)

Lateral direito: Eduardo (Joinville)

Lateral esquerdo: Guilherme Santos (Figueirense)

Zagueiros: Renato Santos (Avaí) e Leandro Silva (Avaí)

Volantes: Ygor e Túlio (Figueirense)

Meias: Cleber Santana (Avaí) e Roni (Figueirense)

Atacantes: Aloísio (Figueirense) e Lima (Joinville)

Treinador: Hemerson Maria (Avaí)

Preparador físico: José Rodrigues (Avaí)

Dirigente: Nestor Lodetti (Figueirense)

Árbitro: Paulo Henrique de Godoy Bezerra

Assistente de Árbitro: Kleber Lúcio Gil e Nadine Schramm Câmara Bastos

Craque do Catarinense: Cleber Santana (Avaí)

Jogador revelação: Lucca (Criciúma)

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Figueira culpa Branco pela derrota

14 de maio de 2012 24

O Figueirense achou um culpado para a performance muito abaixo do esperado na final: o técnico Branco.

Ainda na noite de domingo, os colegas do DC anteciparam a decisão da diretoria, insatisfeita com o rendimento do time no momento decisivo e com a postura do treinador neste momento crucial.

Confesso que tomei um susto, pois só vi o terremoto nesta segunda-feira. Achava que Branco não cairia, apesar de concordar que ele teve papel importante no mau desempenho alvinegro nos dois clássicos.

Porém, se a diretoria perdeu a confiança no trabalho de Branco, o melhor a fazer era isso mesmo, uma troca rápida para entrar já focado no Brasileirão, que para o Figueira começa sábado, contra o Náutico, no Scarpelli. O momento era de dar respostas.

Mas aí me surpreendeu mais ainda a troca por Argel Fucks, que por sua vez deixou o JEC, que rapidinho anunciou Leandro Campos após não conseguir Arturzinho. Fico em dúvida, aqui de longe, se a ideia é colocar ordem na casa, alguém de comando firme. Será que o Branco deixou a coisa desandar?

Com a palavra, quem vive o dia a dia do clube.

Não acho Argel um técnico pronto para a Série A, mesmo que reconheça o ótimo trabalho que ele fez no JEC. Mas vamos esperar os primeiros resultados para avaliar melhor. Sobre Branco, acho que mostrou qualidades no primeiro trabalho como treinador e pode dar certo num campeonato longo, como o Brasileirão. Resta saber onde.

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Avaí campeão catarinense de 2012

13 de maio de 2012 52

O que tinha pra ser falado sobre regulamento, etc, já foi falado antes.

Este post vai falar apenas da decisão, e nela o Avaí foi soberano, patrolou o Figueirense. Se eram estes minutos que decidiriam o campeonato, que valiam mais que todo o resto, en tão é campeão com toda justiça.

Eu escrevi semana passada que a taça já podia ter sido entregue na Ressacada, depois dos 3 a 0. Era praticamente impossível reverter. Durante a semana, o Figueira tentou fazer o dever de casa, manter todos focados, acreditando. Mas aí, quando a bola rolou no Scarpelli, e todos imaginavam um abafa desde o primeiro segundo, o que se viu foi um alvinegro nervoso e um Leão seguro, jogando com inteligência, dominando as ações. Resultado, foi minando as poucas esperanças do Figueira até matar o jogo na etapa final.

Nos 180 minutos da final, 5 a 1 para o Avaí. Inquestionável. Se o campeonato do Figueirense foi muito melhor, o Avaí conseguiu se ajeitar na reta final, na qual foi muito superior. E como nessa corrida o que conta é a linha de chegada, é justa a conquista avaiana, agora finalmente soberano em número de conquistas em Santa Catarina.

Não há como negar que o goleiro Diego e o meia Cléber Santana foram determinantes na reação avaiana. O último deve ser escolhido, com justiça, pela reta final, o craque do campeonato durante a semana.

Minha opinião: apesar de ter sido muito importante na conquista, eu acho que Hemerson Maria não deveria ser mantido como técnico. A Série B é outra conversa, o Avaí deveria apostar em um treinador mais calejado. Mas repito, é a minha opinião.

Arbitragem não teve interferência em nada vezes nada nos 180 minutos. Merece aqui os parabéns o senhor PH de Godoy Bezerra e Cia.

E segue a tradição recente: nos anos em que o Avaí chegou à última rodada da primeira fase precisando vencer o Metropolitano no Sesi para sobreviver, passou e foi campeão (2009, 2010 e 2012).

E que venha o Brasileirão agora! E os dois finalistas precisam pensar com muito carinho em reforços, pois o desafio é muito maior. Vamos aguardar pelas novidades (no Leão, já se fala na volta do eterno ídolo Marquinhos). Será?

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A questão dos ingressos para a final

10 de maio de 2012 37

Leio com preocupação notícias sobre ingressos para a decisão de domingo, no Scarpelli.

Os destinados aos avaianos, se esgotaram rapidamente. Agora o temor é o de torcedores azuis “infiltrados” nos setores destinados aos alvinegros.

A direção do Figueira quer vetar e diz que vai exigir carteirinha de sócio do clube para vender entradas nestes setores. Algo que, claramente, na minha modesta opinião, fere o Estatuto do Torcedor. E que a PM será orientada a retirar avaianos dos setores destinados aos alvinegros. Como vai identificá-los é que eu não faço ideia…

Eu gostaria de ver avaianos e alvinegros juntos domingo, fazendo festa pelo título (quem vencer), sacaneando o rival na base da brincadeira, sem violência.

Infelizmente, isso é utopia nos dias atuais, e não só aqui, mas em qualquer estádio brasileiro.

Corrobora com isso um e-mail que recebi do torcedor Diego Ohashi, avaiano, e que por também parecer preocupado em evitar tumulto no domingo, publico na íntegra abaixo:

Boa noite Braga,

Eu queria só que vocês divulgassem, pros torcedores do Avaí que comprou ingresso no setor D, tomar um pouco de cuidado.

Porque segundo algumas informações, a TOGA vai estar fazendo concentração na frente do portão C a partir das 13h30min de domingo, provavelmente parando quem não estiver com camisa do Figueirense.

Alguns dizem que vão pedir para cantar o hino ou o hino da torcida, outros dizem que vão simplesmente fazer vistorias (o que não pode pra falar a verdade), e irão agredir e rasgar os ingressos de quem não convencer que é Figueirense, de qualquer forma, é apenas pro pessoal tomar um pouco de cuidado.

Se puder ir com camisa preta, vermelha, verde, amarela, ou algo desse tipo, pra nem ir com branca.

Não sei como estará o sistema da PM quanto a isso, mas não ouvi nenhuma informação de alguma proteção maior no setor.

Se continuar da forma que está, estou vendo muitas pessoas saindo lesadas, por causa de alguns.

Abraço

Bom, não cabe a mim julgar nem se as informações no e-mail são reais ou não, mas merecem preocupação. Se alguém da torcida alvinegra quiser falar, terá o mesmo espaço.

Eu gostaria de pedir paz nos estádios, ainda mais em uma decisão tão importante como essa.

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Os finalistas do Top da Bola 2012

08 de maio de 2012 25

O Instituto Mapa divulgou nesta terça-feira os finalistas do Prêmio Top da Bola, que destaca os melhores do Catarinense 2012.

Os vencedores serão conhecidos dia 16, na Capital. Os finalistas foram divulgados em ordem alfabética.

Abaixo, confiram e opinem:

Goleiros – Diego (Avaí), Ivan (Joinville) e Wilson (Figueirense)

Laterais (direita) – Eduardo (Joinville), Nequinha (Metropolitano) e Pablo (Figueirense)

Laterais (esquerda) – Esquerdinha (Chapecoense), Guilherme Santos (Figueirense), Santos (Atl. Ibirama)

Zagueiros - Anderson Conceição (Criciúma), Canuto (Figueirense), Fabiano (Chapecoense), Leandro Silva (Avaí), Leonardo (Chapecoense), Renato Santos (Avaí)

Volantes – Bruno (Avaí), Fabiano Silva (Joinville), Glaydson (Joinville), Pirão (Avaí), Túlio (Figueirense), Ygor (Figueirense)

Meias – Athos (Chapecoense), Cléber Santana (Avaí), Lucca (Criciúma), Neném (Chapecoense), Ricardinho (Joinville), Roni (Figueirense)

Atacantes – Aloisio (Figueirense), Felipe Alves (Avaí), Julio Cesar (Figueirense), Lima (Joinville), Rafael Costa (Metropolitano), Zé Carlos (Criciúma)

Técnicos – Argel Fucks (Joinville), Branco (Figueirense), Hemerson Maria (Avaí)

Árbitros – Bráulio Machado, Célio Amorim, PH Bezerra

Assistentes – Angelo Rudimar Bechi, Eder Alexandre, José Roberto Larroyd, Kléber Lúcio Gil, Nadine Câmara, Rosnei Hoffmann Scherer

Preparadores-físicos – Anderson Paixão (Chapecoense), José Rodrigues (Avaí), Reverson Pimentel (Joinville)

Jogadores revelação – Fabiano (Chapecoense), Jean Deretti (Figueirense), Lucca (Criciúma)

Craque do campeonato – Aloísio (Figueirese), Cléber Santana (Avaí), Túlio (Figueirense)

Dirigentes - João Zunino (Avaí), Márcio Vogelsanger (Joinville), Nestor Lodetti (Figueirense)

E aí, concordam?

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Figueirense acredita no milagre

08 de maio de 2012 10

Nesta terça, o Figueirense fez o que tinha que fazer.

Mostrou ao torcedor que ainda acredita no título estadual. E a demonstração foi forte, como mostra a foto. Todo o elenco foi à coletiva do líder do grupo, o meia Fernandes, deixar claro que estão unidos e focados na decisão de domingo, no Scarpelli.

É difícil? É. Eu diria que é praticamente impossível.

Mas o Figueira não pode cair de véspera, está certíssimo em demonstrar a intenção de ainda lutar nos 90 minutos que restam. O torcedor alvinegro deve ir na mesma linha, acreditar e lotar o estádio.

Ainda que o Avaí confirma todo o favoritismo que agora ostenta depois dos 3 a 0 da Ressacada, o Furacão terá feito a parte dele.

É assim que se faz.

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Avaí transforma campanha do Figueira em pó

06 de maio de 2012 145

Sobre o jogo, basta dizer o seguinte: em dia que até o Nunes foi decisivo, o Avaí passeou em campo. O Figueira até equilibrou um pouco no primeiro tempo, mas depois que tomou o segundo gol, desandou e o 3 a 0 podia até ter se transformado em goleada mais elástica.

Sinceramente, acho coisa digna de milagre o Figueirense reverter no jogo da volta, no Scarpelli. O Avaí está com uma mão e quatro dedos (com o quinto quase encostando) na taça do Catarinense 2012.

Aí vem a pergunta: é justo?

Claro que é. O regulamento, ridículo porém assinado por todo mundo, ordenou que os dois jogos da final valessem mais do que o campeonato todo. Se “tá na regra”, o Avaí estava na dele, usou a vantagem de começar a decisão em casa, foi muito superior, atropelou com imensa justiça o rival em tarde infeliz e praticamente tornou o segundo jogo uma formalidade.

Não adianta nada reclamar agora (o clube, a torcida até pode) que o Figueira ganhou o turno, o returno, fez a melhor campanha, mi mi mi… Assinou o que lhe obrigava a encarar uma final contra o arquirrival praticamente sem vantagem alguma. Da próxima vez provavelmente vai pensar melhor antes de assinar um regulamento que mais parece piada de português como esse.

Quem entrou como franco-atirador (e na minha opinião com clara vantagem psicológica, pois a questão de não ter vantagem e de botar tudo a perder em um jogo pesou na cabeça dos alvinegros) fez valer a situação.

Parabéns ao Avaí, o virtual campeão catarinense de 2012.

E se o Figueira conseguir uma virada épica, que seria a maior conquista da história do clube, que prepare uma caminhada até o Santuário da Santa Paulina…

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Comparar Messi a Pelé não é pecado

02 de maio de 2012 26

Coluna publicada nesta quarta-feira no Jornal de Santa Catarina:

Pelé, Messi e Neymar

Como quase todo mundo na minha idade, cresci e me apaixonei pelo futebol folheando as páginas da Revista Placar. E recortando das últimas páginas os escudinhos de futebol de botão – que, aliás, tenho até hoje. Como fã, me deu uma imensa alegria saber ontem que coube à Placar (na edição que chega às bancas esta semana) trazer à tona finalmente o debate que todo mundo faz, mas de maneira equivocada: Messi é (ou será) melhor que Pelé?

Até hoje, o debate foi burro. Porque a maioria das pessoas (muitas até que admiro na crônica esportiva) se negava a comparar Pelé a qualquer outro jogador. “Ele não conta, é de outro planeta”, vivem dizendo. Oras, que eu saiba Três Corações, onde nasceu o Rei, fica no interior de Minas Gerais, não em Júpiter ou na galáxia de Andrômeda.

A Placar, enfim, acabou com essa frescura e comparou Messi a Pelé na mesma idade: aos 24 anos e 10 meses. E… surpresa! O brasileiro é muito melhor em todos os critérios, obviamente. Porém, não é inalcançável, como defendem por aí. Sem gols marcados pelo Exército e outros penduricalhos que compõem o currículo do Atleta do Século, a revista usou como critério apenas gols relevantes e conquistas de títulos importantes. E com o cuidado de deixar claro que as comparações são feitas em épocas completamente distintas do futebol.

O veredito é quase a minha opinião: Pelé está muito acima, já estava aos 24 anos, mas Messi ainda tem praticamente a metade da carreira pela frente. E como os números dele crescem a cada temporada – diferente do Rei, que começou avassalador e foi caindo de rendimento, ainda que assombroso – é possível, sim, que no futuro o argentino seja, diante da frieza dos números, o melhor de todos os tempos.

Ainda que eu ache que Messi até pode vir a fazer mil gols e tal, mas nunca será um jogador tão completo como Pelé foi. E aí eu acrescento outro fora de série ao debate: Neymar. Confrontado com a sombra de Pelé desde criança no Santos, e ainda que tenha levado um baile de Messi no duelo entre eles, no Mundial passado, o jovem craque tem, aos 20 anos, números muito superiores aos de Messi na mesma idade. Números de Pelé. E toda uma carreira pela frente, nos clubes e na Seleção – ainda que os arrogantes europeus só admitam considerá-lo a partir do momento que for jogar por lá.

Se Neymar chegará ao topo, ou se Messi levará para a Argentina a coroa do futebol, só o tempo vai nos dizer. Nos números, não é heresia nenhuma cogitar a possibilidade. O resto é papo furado.

Pra terminar…

Mais triste do que lembrar os 18 anos sem o ídolo Ayrton Senna é constatar no que transformou-se o automobilismo brasileiro (em termos de expoentes internacionais) depois que ele nos deixou.

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