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Posts com a tag "Brasileirão 2010"

Avaí sem Sul-Americana. Flu campeão

05 de dezembro de 2010 11

De forma beeeemm resumida:

O Avaí jogou de forma leve na Arena da Baixada, em Curitiba. Sem pressão, até desenvolveu bom futebol, mas cometeu aquele pecado que marcou a trajetória no Brasileirão (perdeu muitos gols) e foi derrotado pelo Atlético-PR por 1 a 0, golzinho isolado (e manjado) do interminável Paulo Baier.

Com a derrota, o Avaí ficou sem a vaga na Copa Sul-Americana. Há o que lamentar? Bom, em termos de campeonato nem tanto. Afinal, o Avaí foi abençoado até mais com a chance de permanecer na elite. E a Sul-Americana, convenhamos, não é lá grandes coisas. Por outro lado, estar entre os times da competição internacional valeria uma grana considerável aos cofres do Leão, inclusive da distribuição do bolo do PPV do Brasileirão. Neste ângulo, aí doeu. Dinheiro entrando na conta nunca é demais.

Mas o saldo avaiano é positivo: ganhou a chance de permanecer na elite, agora é sentar com muita parcimônia e planejar 2011 para não repetir erros que quase custaram caro demais ao clube.

E o Fluminense? Time da torcida que mais me adora (risos), o Flu foi merecidamente campeão. Não por este domingo, né, no qual, dominado pela ansiedade, fez um esforço tremendo para perder a taça. Mas os rivais capricharam mais no quesito ao longo das 38 rodadas (aliás, parecia que ninguém queria ser campeão brasileiro de 2010) e o Flu ficou com a taça. Considerações:

1) Muricy Ramalho é um fenômeno dos pontos corridos. Trabalha muito, por isso é recompensado. Viveu um ano brilhante, após um 2009 de baixa. Recusou a Seleção para honrar o contrato no Flu, e terminou o ano, pra variar, campeão.

2) Conca joga demais e será merecidamente coroado o melhor do Brasileirão.

3) A torcida, a direção, os jogadores (o Muricy lembrou), todos deveriam reservar uma parcela da festa ao técnico Cuca (vice pelo Cruzeiro, e que por um gol não foi campeão), comandante daquela reação inacreditável no Brasileirão do ano passado. E que, ironia, começou justamente num jogo contra o Cruzeiro no Mineirão. Não fosse por aquele time, o Flu seria no máximo campeão da Série B em 2010. E aí, diretoria, uma homenagem ao Cuca cabe, hein? E quem sabe uma bandeira da torcida, ou uma estátua nas Laranjeiras.

É isso. Brasileirão agora só em 2011. E, felizmente, por pontos corridos. Vida eterna a ele!

Palpites da última rodada do Brasileirão

03 de dezembro de 2010 3

Pois bem, o Brasileirão acaba domingo. Foram 38 rodadas, quase todas devidamente palpitadas por aqui. A última é difícil, define título, rebaixamento, Libertadores. Mas vamos lá. Como ela é especial, vou comentar cada aposta. E com os resultados, vocês farão as contas para saber como eu acho que vai terminar o Brasileirão. E, claro, para terminarmos bem a temporada, mandem as suas apostas também.

Vasco 2 x 1 Ceará

Amistoso. Em casa, o Vasco se despede com vitória. Mas o Ceará foi bem na volta à elite.

Atlético-PR 1 x 1 Avaí

Pro Avaí vale mais que para o Atlético. Inclusive em termos de ânimo. Mas dá empate, que no fim servirá para o Leão, que entrará para a turma dos que secarão o Goiás na final da Copa Sul-Americana.

São Paulo 2 x 2 Atlético-MG

Amistoso, quase um casado e solteiros. Sem compromisso e com muitos gols. E que 2011 seja melhor para ambos.

Santos 3 x 1 Flamengo

Último amistoso da rodada. Com o Flamengo já livre do risco, vai prevalecer o melhor futebol do Santos, que não vai deixar de dar uma pisadinha em Luxemburgo. Este, por sua vez, vai agradecer por 2010 ter terminado.

Goiás 0 x 2 Corinthians

Contra os reservas do Goiás, o Timão faz a parte dele.

Cruzeiro 4 x 0 Palmeiras

Contra os reservas de Felipão, o Cruzeiro mostra que, se não tivesse bobeado tanto, teria sido campeão. Mas como o “se” não faz gol…

Fluminense 2 x 1 Guarani

Sofrido, como todo jogo do Muricy é, o Flu vai passar pela “empolgado” Guarani. Me arrisco a dizer que a uruca do Washington acaba com o gol do título.

Grêmio 2 x 1 Botafogo

No jogão da rodada, de dois times que fizeram muito mais que se esperava deles no campeonato, o Grêmio vence o Fogão, o aprendiz Renato vence o mestre Joel, mas precisará ficar na torcida. E na minha opinião para nada, pois o Goiás não perde mais a Sul-Americana.

Vitória 2 x 0 Atlético-GO

No duelo que vale a permanência na elite, o Vitória fará prevalecer o fator caldeirão do Barradão para se salvar e mandar os goianosa de volta para a Segundona, apesar dos bons momentos na competição. E, de quebra, ajuda o Avaí a seguir na briga para ir à Sul-Americana.

Mick Jagger torcendo pelo Flu?

01 de dezembro de 2010 0

Sei que a torcida do Flu me ama de paixão desde aquele fatídico post do ano passado sobre o rebaixamento do time.

Sei também que muitos, como meu amigo carioca Eduardo Moura, já me perdoaram e entenderam que aquilo de fato foi um milagre. Graças aquele milagre, aliás, na minha opinião o Flu completará a trajetória neste domingo sendo campeão brasileiro pela segunda vez. Final feliz para uma história única, que talvez só encontre similariedade na Batalha dos Aflitos, jogo que recolocou o Grêmio na elite em 2005. Com a diferença de que no ano seguinte o Grêmio não disputou o título na elite (levou vaga na Libertadores).

Mas eu não podia perder a piada. Está no Youtube e a galera já começou a tocar flauta.

Ele, o pé-frio oficial de 2010, o roqueiro Mick Jagger, torcendo pelo Fluminense num Fla-Flu de 1984. Ou seja, esperança renovada para corintianos e cruzeirenses. Muito melhor que mala branca e coisa e tal, eu diria. E o pior, não se trata daqueles bonequinhos do cara com camisa do clube rival que apareceram em quase tod0s os estádios depois da Copa da África do Sul.

No vídeo, o roqueiro (26 anos mais novo mas com o mesmo rosto…) desconversa sobre torcida, mas depois acaba cedendo ao tricolor. O lado bom: o Flu ganhou aquele clássico. O lado ruim: o gol da vitória só saiu depois que o pé-frio já havia deixado o Maracanã.

Por via das dúvidas, todo torcedor tricolor deveria se apegar ainda mais no protetor oficial do clube, o falecido Papa João Paulo II, o João de Deus.

Confiram abaixo o vídeo:

Avaí: agora é Sul-Americana

30 de novembro de 2010 3

Bom, Papai Noel apareceu mais cedo na Ressacada esse ano. Afinal, ninguém em sã conciência pode reclamar por lá do presentão recebido, a permanência na elite com uma arrancada no apagar das luzes, quando pouca gente ainda acreditava.

Mas sabe como é, não custa nada pedir outro. Seria melhor que a encomenda terminar 2010 com a vaga na Sul-Americana pelo segundo ano seguido. Parecia difícil, mas a tabela conspirou tanto a favor do Avaí nas últimas rodadas que agora não é nem um pouco improvável. Vejamos:

O jogo contra o Atlético-PR, que seria uma pedreira terrível até semana passada, agora não passa de um mero amistoso. E o clima no Furacão é totalmente down, já que o time deixou escapar a vaga na Libertadores no fim de semana. Bem diferente do Avaí, que vai leve à Arena, com sentimento de dever cumprido. Portanto, ganhar lá não é nenhuma missão impossível, e fazendo isso o Leão já estará na Sul-Americana.

Se empatar, precisa torcer para o Flamengo não vencer o Santos, na Vila Belmiro (outro amistoso), ou então que o Atlético-GO não saia vivo da batalha do Barradão, onde decidirá com o Vitória quem será o último rebaixado do campeonato. Se o time de Goiânia vencer, tira a vaga do Avaí (em caso de empate, claro). Para o Leão, portanto, o Vitória escapar (se vencer não muda nada pro Avaí nesse cenário, pois tem vitórias a menos), ou então que o Atlético escape da degola com empate. Combinação complicadinha, mas novamente nada impossível de acontecer.

E se o Avaí perder na Arena? Na real muda pouca coisa em relação ao cenário anterior. O Flamengo poderia no máximo empatar na Vila com o Peixe e Vitória e Atlético teriam que empatar no Barradão, o que rebaixaria o time baiano.

Ou seja, o melhor é ir a Curitiba pra ganhar e não depender de ninguém. Seria uma bela forma de encerrar um ano que dava pinta de ser trágico. E aí é só agradecer pelo Papai Noel gordo…

Viúvas do mata-mata voltam a atacar

29 de novembro de 2010 19

Cuidado, elas estão de volta. As viúvas do mata-mata no Brasileirão estão saindo das trevas para assombrar mais uma vez. Querem a volta do tempo em que ninguém entendia o que ia acontecer, que a bagunça reinava e outras cositas mais… Como se integridade tivesse a ver com fórmula.

Na real, as viúvas sempre estão por aí, à espreita, sorrateiras. Foi só essa discussão dos times entregando jogo ou não na reta final do Brasileiro para elas se assanharem e voltarem aos holofotes. Sai pra lá, assombração!! Ao menos a CBF já mandou avisar que não há chance de mudança na fórmula. Me tranquilizo moderadamente. Afinal, quem aí confia na CBF?

Os pontos corridos estão consolidados no Brasileirão, e assim que tem que ser. Esses jogos “suspeitos” nada mais são do que coincidências da tabela, que por outro lado reservou para a última rodada “finais” na disputa por vaga na Libertadores (Grêmio x Botafogo) e na luta contra o rebaixamento (Vitória x Atlético-GO). A fórmula atual premia a regularidade, nunca, jamais, haverá um campeão que não tenha merecido. Já no mata-mata… E tem mais: num eventual mata-mata (que gera desinteresse nas rodadas finais porque times já estão classificados ou eliminados) o cenário de times entregando ou poupando jogadores aconteceria da mesma forma. Ou seja, a solução não passa por aí.

Minha solução para quem pede tanto jogos de mata-mata é simples: basta a CBF trazer a Copa do Brasil para ocorrer paralelamente ao Brasileirão, o que ainda por cima fortaleceria a competição, hoje manchada por regras ridículas que deixam o atual campeão e os times mais fortes da temporada de fora. Assim, junto com o Brasileirão, todos poderiam participar.  Bastaria ainda um lobbyzinho básico junto à Conmebol para mandar a enfadonha Copa Sul-Americana para o primeiro semestre, para ocorrer paralelamente à Libertadores (aí sim, quem disputa uma não joga a outra).

Simples, não?

Só não me venham com esse papinho de mudar o Brasileirão, por favor. Seria um retrocesso que não cabe mais em um futebol que está aos poucos conhecendo a maturidade das regras claras. E premiando os que realmente merecem.

PS: Em vez de querer mudar a fórmula vitoriosa do Brasileirão, porque as viúvas não tentam convencer a CBF a dar um regulamento decente para as Séries C e D, como já foi debatido aqui no blog?

Outro PS: Admito que essa proposta do apresentador e narrador Milton Leite, de quem sou fã, achei interessante, apesar de falar em mata-mata. Mas seria um pouco diferente, não mexeria na disputa pelo título. Confiram aqui e opinem também.

Épico, Avaí escapa do rebaixamento

28 de novembro de 2010 29

Esse Avaí dos últimos jogos não merecia cair. De jeito nenhum.

E não cai mais! Vamos ter clássico catarinense na elite em 2011. Será um ano histórico para o futebol do Estado.

Só não precisava ter sido assim, com tanto sofrimento para o torcedor. Agora é fácil dizer que a virada do Avaí foi épica, que entrará para o rol dos principais jogos da história do clube. Diz isso pro torcedor que quase morreu do coração na Ressacada.

Foi um jogaço mesmo. Se Neymar fez a diferença no começo, fazendo uma jogadaça no primeiro gol, de Keirrison, e marcando ele próprio o segundo (e teve quem disse que ele jogar ou não seria indiferente), o Avaí tinha Caio em tarde iluminada. Não foram três gols, foram três golaços. Pediu música no Fantástico (evangélica) e garantiu a permanência do projeto avaiano na elite. Caio, o super-herói avaiano!

Em um ano com tantos erros no Brasileiro, escapar do rebaixamento com uma rodada de antecedência é muito mais do que poderiam sonhar os avaianos um mês atrás. É hora de repensar muita coisa e de se preparar para um 2011 melhor. Vale a festa, vale soltar o grito da garganta.

Mas que não se esqueçam: a torcida (depois que foi tratada como merece pela direção), a atuação de cinema de Caio (muito boa a sacada do chargista Zé Dassilva, “graças ao Caio eu não Caio”), a raça do time nos últimos jogos (fator Benazzi?) e até o Internacional foram decisivos para que o Avaí ficasse na elite. Todo o resto merece análise mais aprofundada.

CBF divulga melhores do Brasileirão 2010

26 de novembro de 2010 33

Saiu a lista oficial da CBF dos indicados ao Prêmio Craque Brasileirão 2010. Ou seja, os três em cada categoria que o juri (imprensa esportiva, técnicos e jogadores dos clubes participantes) julgou os melhores da competição. Eu votei, meus votos já postei aqui anteriormente (relembre aqui) e eles não são tão diferentes assim da lista final (em várias até eu acertei na mosca os três indicados). Algumas surpresas, entretanto:

Júlio César, jovem goleiro do Corinthians, não ficar nem entre os três? Entrou outra jovem promessa, Jeferson, do Fogão, que eu acabei deixando de fora e muita gente reclamou. Mas é aquela coisa: eu pelo menos votei nos melhores do Brasileirão, não nos melhores jogadores do ano ou melhores simplesmente. Por isso, apesar de achar o Victor do Grêmio mais goleiro que todos eles, no Brasileirão ele não brilhou tanto assim, certamente não mais que o Júlio César. Mas, votação é votação…

Kléber, do Inter, indicado como melhor lateral-esquerdo do Brasileirão? Só pode ser piada!

E o garoto Lucas, do São Paulo, não estar entre as três revelações também não me convence nem um pouco. Ele era apontado como favorito, e com justiça. Com todo respeito aos três indicados, outra vez falhou o critério.

Sobre árbitros, nem vale a pena comentar. Era preciso sair três de uma lista de péssimos, então qualquer coisa estava valendo.

Mas, enfim, a lista é essa aí. Agora vamos esperar pela escolha dos vencedores, que será no próximo dia 6, no Rio.


Confira os três indicados da CBF (segundo os votos dos participantes) por cada posição:

Melhor goleiro: Fábio (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo) e Victor (Grêmio).

Melhor lateral-direito: Jonathan (Cruzeiro), Léo Moura (Flamengo) e Mariano (Fluminense).

Melhor zagueiro pela direita: Alex Silva (São Paulo), Chicão (Corinthians) e Dedé (Vasco)

Melhor zagueiro pela esquerda: Leandro Euzébio (Fluminense), Miranda (São Paulo) e Réver (Atlético-MG)

Melhor lateral-esquerdo: Kleber (Internacional), Diego Renan (Cruzeiro) e Roberto Carlos (Corinthians)

Melhor volante pela direita: Fabrício (Cruzeiro), Jucilei (Corinthians) e Willians (Flamengo)

Melhor volante pela esquerda: Arouca (Santos), Elias (Corinthians) e Marcos Assunção (Palmeiras)

Melhor meia pela direita: D’Alessandro (Internacional), Montillo (Cruzeiro) e Paulo Baier (Atlético-PR)

Melhor meia pela esquerda: Bruno César (Corinthians), Conca (Fluminense) e Douglas (Grêmio)

Atacante 1: Eder Luis (Vasco), Jonas (Grêmio) e Thiago Ribeiro (Cruzeiro)

Atacante 2: Kleber (Palmeiras), Loco Abreu (Botafogo) e Neymar (Santos)

Melhor técnico: Cuca (Cruzeiro), Muricy Ramalho (Fluminense) e Renato Gaúcho (Grêmio)

Reveleção: Bruno César (Corinthians), Dedé (Vasco) e Neto (Atlético-PR)

Melhor árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS), Paulo Cesar Oliveira (SP) e Sandro Meira Ricci (DF)

Neymar enfrenta o Avaí domingo

25 de novembro de 2010 14

Está decidido.

Neymar vai jogar contra o Avaí, domingo, na Ressacada. O jogo não vale nada para o Peixe, já para o Avaí é uma final de Copa do Mundo. Eu não arriscaria, mas notícias dão conta de que o garoto pediu para jogar.

Na real, o Avaí não tem nada que se preocupar com isso, tem é que jogar bola e pronto. Mas sem dúvida a presença do atacante torna a tarefa ainda mais difícil. Como o Santos já pensa em 2011, as informações eram de que o jovem craque entraria em férias mais cedo, até porque em janeiro disputará o Sul-Americano Sub-20 pela Seleção (o torneio vale vaga nas Olimpíadas de Londres, e Neymar é peça-chave). Mas se o Peixe está desmotivado, o garoto ainda quer alcançar algumas marcas pessoais. Então, todo cuidado com ele é pouco.

Minha opinião: o Avaí precisa vencer domingo, não interessa se é o Santos com Neymar, o Santos sem Neymar ou o Santos de Pelé. Precisa passar por cima de tudo e, com a pressão que a torcida ajudou a fazer no domingo passado, se impor em campo e pronto. O resto é conversa para debatermos aqui, no blog, ou no bar.

Brasileirão sofre com as malas de sempre

24 de novembro de 2010 10

Há quem diga que o futebol não é um ciclo de chavões e obviedades (e nem estou me referindo às entrevistas de jogadores na saída do campo). Quem defende isso deveria rever os conceitos.

O futebol anda cada vez mais chato e óbvio, com as mesmas picuinhas modorrentas. Um tédio. Culpa do politicamente correto, essa praga que assola o mundo.

Quer ver? Vivemos uma reta final de Brasileirão alucinante, com times brigando ponto a ponto por título, Libertadores e contra o rebaixamento. E o que se discute em todo lugar? Chororô, mala branca, arbitragem, teorias de conspiração pra todo lado.  Uma chatice.

Em 2009, o Brasileirão também estava emocionante nessa mesma reta final. E o que discutíamos? As mesmas coisas. Fui lá rever meus posts daquela época e… surpresa!!! Eles bem poderiam estar postados hoje aqui. Tanto poderiam que vão estar.

Primeiro, o chororô. Quem ganha, é porque roubou. Quem perde, é porque foi roubado. Simples assim. Esquecem que um campeonato de 38 rodadas premia a regularidade. Não é um tropeço, mesmo que por força de terceiros, que vai fazer a diferença no fim das contas. Leia aqui o texto de novembro do ano passado e comprove que nada mudou.

E a mala branca? Pois é, essa é personagem recorrente nessa época. Ano passado, a polêmica surgiu porque um atleta do Barueri (hoje o felizmente rebaixado Itinerante, digo, Prudente) deixou escapar que teria recebido uma “forcinha” para complicar a vida do Flamengo, que fazia arrancada invejável na tabela (o Barueri venceu, mas foi a única derrota do Fla no returno, e o rubro-negro terminou o ano campeão). Defendi não ver nenhuma tragédia moral na prática da mala branca, as razões estão expostas lá no post, confiram. Rendeu tanta polêmica que fui convidado a debater com um promotor de justiça paulista nas páginas do Estadão. Relembre aqui, já com a repercussão nacional do post.

Por fim, a questão dos times que “entregam” jogos para complicar a vida dos rivais regionais. Aconteceu em 2009, acontece em 2010 (veja aqui o post de dezembro do ano passado). Não acredito sinceramente em entrega, do jeito que a palavra nos faz imaginar. O que há é uma falta de vontade natural. Ajudar o rival, então, pra quê? Ah, o Inter venceu o Botafogo, vão dizer alguns. Pra mim, na boa, não foi o Inter que venceu, foi o Botafogo que teve a incompetência de perder em casa pra um time sem vontade, mas que é bom, mesmo com os reservas. Bobeou, dançou. Não venham agora bancar os donos da moral. E outra: vamos supor que o Inter de fato tenha tido intenção de mostrar que é diferente do arquirrival. Me poupem, né. Uma coisa é a situação de agora, no máximo valendo uma vaga na Libertadores, que nem certa é. Outra era a do Grêmio, que se vencesse um jogo que nada valia pra ele daria o título ao Inter. Quem não entende a diferença entre os casos deveria repensar muita coisa na vida. E o São Paulo também não fez esforço pra atrapalhar o Fluminense, devolvendo na mesma moeda o que o Corinthians fez com o Flamengo em 2009. Vejo até uma certa ironia futebolística nisso, um molho a mais. Quem só enxerga a ditadura da moral e dos bons costumes deveria se mudar pra Finlândia. O quanto antes.

É isso. Nada de novo. E certamente nos outros anos também houve coisa parecida, mas como o blog só existe desde o ano passado, são esses os registros. E preparem-se: em 2011 tem mais. Que saco!

Brasileirão 2010 vai terminar assim

22 de novembro de 2010 34

Alguém pode dizer que “agora é fácil”. Ainda assim, largo meus palpites de como o Brasileirão acabará daqui a duas semanas.

Campeão – Fluminense

Libertadores – Fluminense, Corinthians, Cruzeiro e Grêmio (nem Palmeiras, nem Goiás ganham a Sul-Americana)

Rebaixamento – Prudente, Goiás, Guarani e Vitória

E o Avaí?

Escapa, mas não leva vaga na Sul-Americana. E cá entre nós, depois de tudo que aconteceu, tá bom demais

E na Série B?

Além de Coritiba, Bahia e Figueirense, a última vaga está toda para o América-MG, mas tô achando que será da Portuguesa

Querem mandar seus palpites. Espaço aberto.