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Posts com a tag "Brusque"

Returno começa como terminou o turno

11 de março de 2013 8

No Catarinense, largamos para a reta final, com a primeira rodada do returno.

E quase tudo segue como antes.

A Chapecoense sobra, com futebol eficiente na defesa e no ataque. E fôlego de sobra. Rodrigo Gral é, disparado, o melhor jogador do campeonato. E o Verdão do Oeste encerra a passagem por Xanxerê com 100% de aproveitamento. O próximo jogo como mandante, contra o Figueira, já será na remodelada Arena Condá, prontinha para a participação na Série B. Que, aliás, promete.

O Metropolitano é a sensação do torneio, com atuações seguras e empilhando vitórias (são três seguidas). Administra com tranquilidade a vaga na Série D e sonha com um lugar nas semifinais.

O Figueirense alterna boas a más atuações (no caso, foi a vez da boa). Não empolgou ainda, mas também não decepciona. Deve chegar sem maiores sustos à semifinal.

O Joinville continua entregando pontos de forma inacreditável. Até joga bem, mas falha demais. Permitir uma virada vencendo por 2 a 0, ainda que seja na casa do melhor time do campeonato, é uma prova disso. Tem potencial, mas por enquanto não conseguiu transforma isso em um time consistente.

Criciúma e Avaí preocupam, se já projetarmos o Brasileiro. O Tigre venceu, mas foi aquela vitória meio sem graça. O Avaí tomou uma virada inacreditável do Atlético, após estar vencendo por 3 a 1, e está sem técnico: Sérgio Soares enfim caiu. Já passou da hora de começarem a pensar em comissão técnica e reforços para a Série B, pois só assim serão capazes de esboçar alguma reação ainda no Estadual. O Tigre apresenta nesta segunda Osvaldo Alvarez, o Vadão. Técnico com algum currículo, mas não sei se era a melhor opção.

O Leão, pelo jeito, deve acertar com Paulo Porto, finalista do turno do Gauchão com o São Luiz. Também fez boas campanhas no estado vizinho com Caxias, Inter-SM e Veranópolis. Já esteve em SC em 2008, dirigindo o Metropolitano, e foi muito mal. Sei que o dinheiro não anda sobrando pelos lados da Ressacada, mas creio que o Avaí precisa de um nome com mais cacife para aguentar a pressão que vem por aí.

Guarani e Camboriú cada vez mais confirmam o favoritismo no rebaixamento. E o Atlético dá mostras de que o returno será melhor.

Faltou falar do Juventus, mas foi de propósito. O clube, que faz ótima campanha diante das expectativas iniciais, voltou a ameaçar abandonar o campeonato, alegando dívidas. Quer apoio, do contrário, vai pular fora.

Sobre a situação, escrevi o seguinte na minha coluna publicada nesta segunda-feira no Santa:

Apesar da derrota no Sesi, o Juventus faz uma baita campanha no Estadual, muito acima de qualquer expectativa. E ela fica ainda maior se considerarmos que o clube está atolado em dívidas, com salários atrasados há mais de cinco meses (no caso da comissão técnica). Se os jogadores mostram profissionalismo exemplar, o mesmo não dá pra dizer da cartolagem juventina. Deixaram a situação chegar a esse ponto e agora fazem chantagem ameaçando abandonar o Catarinense (pela segunda vez) se não tiverem aporte financeiro da prefeitura de Jaraguá do Sul. Dinheiro público no futebol, ainda mais dessa forma, é absurdo. Se o Juventus não tem mesmo como se manter, que feche as portas de uma vez. Na verdade, nem deveria ter se aventurado na base de “promessas de fulano e beltrano de que haveria apoio”. Não dá mais para aceitar amadorismo no futebol catarinense, colocar um time profissional em campo hoje em dia exige estrutura e muito dinheiro. Fazer na base do “vâmo que vâmo” e passionalidade é sinônimo de fracasso.

Aliás, fica a dica para outros aventureiros por aí.



Cerveja nos estádios? Em SC "tá podendo"

07 de março de 2013 18

Na primeira rodada do Catarinense, em janeiro, quem foi ao Estádio João Marcatto, em Jaraguá do Sul, e acompanhou o 3 a 1 do Metropolitano sobre o Juventus, notou que bebidas alcóolicas eram vendidas livremente no estádio, sem nenhuma questão de esconder. Resultado? O clube mandante daquela partida foi julgado e recebeu como punição uma multa de… R$ 4 mil!! Detalhe: quem viu (e nem precisava), sabe que o lucro com a venda das “geladas” foi bem maior que isso. Ou seja, nesse caso, o “crime” compensou.

Já aconteceu também com o Camboriú em pelo menos uma partida (contra o Joinville), caso pelo qual o tricolor litorâneo também será julgado e deve receber a mesma punição, digamos, vantajosa. Não é minha intenção aqui julgar a eficácia da proibição de bebidas alcoólicas nos estádios (até hoje, não vi números que comprovem diminuição nas ocorrências, por exemplo). Para o trânsito, sem dúvida é válido, mas aí já temos a Lei Seca e o problema é de quem bebe e dirige e, portanto, é irresponsável. E também a quem cabe a fiscalização.

O que eu sei é que para os clubes mandantes, sobretudo os pequenos, o prejuízo com a proibição é imensa. Estão matando o futebol do interior com medidas como essa (não só ela, óbvio). Alguns perceberam que burlar a lei sai barato, a punição quase de mentirinha é um incentivo a isso. Não custa lembrar que na Copa das Confederações, em junho, e na Copa de 2014, a cerveja estará liberada nos estádios, pois a Fifa tem cervejarias como patrocinadoras. Então, se a Fifa pode vir aqui dar de ombros para a lei e burlar a regra do jeito dela (na mão grande), por que os clubes pequenos não podem fazer o mesmo, do jeito deles?

*Texto publicado na coluna desta quinta-feira do Jornal de Santa Catarina

Quem deve ser o novo técnico do Criciúma?

04 de março de 2013 31

O primeiro turno do Catarinense terminou neste domingo, e com algumas conclusões:

A Chapecoense confirmou o que se esperava dela, uma arrancada melhor que os demais. Mas superou expectativas com uma campanha quase impecável (22 pontos em 27 possíveis). O time está muito bem, mas é bom não cair no golpe da ilusão de ótica do bom estadual e achar que o time está pronto para a Série B. É preciso mais.

Metropolitano e Juventus, terceiro e quarto colocados, respectivamente, são as surpresas até aqui. Ótimas campanhas, times bem acertadinhos. É briga pela última vaga catarinense na Série D. E eles até podem sonhar com mais no returno.

O Figueira de Adilson Batista foi vice no turno, venceu a campeã Chape (única derrota) e o clássico com o Avaí, ambas no Scarpelli, mas em nenhum momento encheu os olhos do torcedor. Ainda gera muita desconfiança.

Avaí, Criciúma e Joinville decepcionaram mais pela irregularidade, e preocupam o torcedor catarinense para o Brasileirão. O trio precisa de reforços de qualidade, e pra ontem.

O Atlético de Ibirama foi outra decepção até o momento, mas projeto campanha melhor. O Camboriú até fez bons jogos, mas dificilmente escapará da sina de cair ao lado do Guarani, esse sim com jeitão de quem já comprou passagem pra Segundona.

Mas o assunto dessa última rodada, claro, foi a demissão do técnico Paulo Comelli e de toda a comissão técnica e até de diretores do Criciúma após a derrota no Sesi para o Metropolitano.

Convenhamos, Comelli teve méritos no acesso do Tigre, no ano passado, ainda que o time quase tenha entregado a vaga na reta final. Mas não era técnico para a Série A.  Ganhou, até pelo mérito no acesso, a chance de fazer o time engrenar no turno do Catarinense e mostrar que podia ficar. Não deu, a campanha foi muito abaixo do que  o Tigre, que largou como favorito, precisa fazer no Estadual.

Mas a culpa não é apenas dele. O Criciúma precisa, sim, de um técnico de Série A. Mas também, e, principalmente, de reforços de Série A. E urgente! Do contrário, vai ser feia a coisa no Brasileirão.

Diante das opções, quem vocês contratariam para dirigir o Tigre daqui por diante? Missões: recuperar a equipe no Catarinense (e levá-la, no mínimo, até a semifinal) e montar o elenco que vai disputar o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Candidatos? No Twitter, lancei a pergunta ainda no domingo à noite e as opções mais “votadas” foram Silas, Renato Gaúcho, Jorginho, Celso Roth e Geninho. Outros foram citados, como Carpegiani, Mauro Ovelha, Márcio Goiano e até Paulo Porto, finalista do turno do Gauchão com o São Luiz de Ijuí (quando passou pelo Metropolitano não deixou saudade alguma na torcida).

Palpites da sétima rodada do Catarinense 2013

15 de fevereiro de 2013 21

Após uma paradinha no blog no feriadão de Carnaval, estamos de volta. E com retorno do Catarinense também. Em campo, o bom momento dos times é certeza de bons jogos. O problema é saber se teremos mais alguma lambança extracampo?

Vamos aos palpites da rodada, bem complicados, afinal temos dois clássicos bem equilibrados.

Figueirense 1 x 1 Avaí

O clássico da Capital poucas vezes colocou em campo os dois arquirrivais em tanto equilíbrio de forças. Mesmo que a campanha alvinegra seja melhor, ainda que o jogo seja no Scarpelli, meu palpite é de empate.

Camboriú 1 x 2 Chapecoense

Olho no Cambura, que já aprontou pra cima de Joinville e Metropolitano jogando em casa. Desde que o técnico novo estreou, o time se acertou. E essa parada de 10 dias tende a ter sido melhor para o time do Litoral do que para a líder Chape, que vinha sobrando fisicamente. Ainda assim, e até por estar escaldada de que jogar no Robertão não é moleza, o Verdão do Oeste vence e encaminha o turno.

Metropolitano 2 x 1 Atlético Ibirama

Jogo nervoso no Sesi. O Metrô, em turbulência interna, estreia o técnico Abel Ribeiro, escolhido justamente porque o treinador do rival de domingo, Mauro Ovelha, não conseguiu a liberação em Ibirama para treinar o time blumenauense. Situação meio estranha, portanto. Crise por crise, a do Atlético é bem pior, por isso dá Verdão.

Guarani 4 x 3  Juventus

Tem tudo para ser aquele jogo cheio de gols, praticamente uma pelada casados x solteiros. Fica a dica para quem estiver por Palhoça no domingo. Em casa, o Guarani leva.

Joinville 2 x 2 Criciúma

O Tigre é melhor, o JEC ainda não disse a que veio no Estadual, mas clássico é um momento diferente, um jogo em que outros fatores estão em campo. E aí o tricolor do norte equilibra as coisas, principalmente pela pressão que virá das arquibancadas. No fim das contas, cara de empate.

E vocês, o que acham?

Barbieri era o problema do Metropolitano?

07 de fevereiro de 2013 47

Já adianto logo de cara a minha opinião para a pergunta-título do post: não, não era. Longe disso.

Ainda que fontes na direção garantam que o clima interno estava insustentável, é preciso analisar com o foco nos interesses do clube, não das pessoas. Barbieri é um bom treinador, tem currículo, e estava fazendo um bom trabalho (os números estão aí). É o menos culpado, por exemplo, por o time amarelar de novo no Sesi (contra a Chapecoense) e pelo fiasco da última quarta em Camboriú, quando o time parecia um amontoado de aposentados em campo, tamanha disposição.

O treinador, demitido por telefone, cobrou publicamente reforços (alguém questiona?), cobrou publicamente a preparação física (concordo) e, principalmente, cobrou postura profissional (traduzindo: vergonha na cara) de alguns atletas (fiz o mesmo na minha coluna desta quinta-feira no Santa). Alguns jogadores estão acomodados, pra dizer o mínimo. Ganham em dia (e bem), tem boa estrutura, ou seja, se melhorar, estraga.

Tenho impressão de que o torcedor, e mesmo quem acompanha o clube, estava com Barbieri. Posto isso, pra mim a saída dele foi um erro. Talvez o primeiro erro significativo desta diretoria, na qual computo muito mais virtudes do que defeitos. Mas, nessa, vacilou.

Enfim, como dizem: “Rei morto, rei posto”. Vamos às opções: na boa, prefiro não considerar, pelo menos para o momento, eventuais retornos dos eternos Cesar Paulista e Lio Evaristo. Seria amador demais. Outros sondados: Amauri Knewitz (faz tempo que não faz nada digno de registro), Argel Fucks (pra chacoalhar o ambiente pode até ser, mas os últimos trabalhos dele foram uma lástima) e até o ex-jogador Tcheco, hoje auxiliar no Coritiba (péssima hora para fazer uma aposta no estilo Clébão ou Cláudio Adão).

O favorito, não é segredo, é Mauro Ovelha. Foi procurado ainda na quarta-feira, após perder em casa para o Figueirense. A relação dele com o clube de Ibirama vai além da trabalhista, ele é quase um sócio lá. Nem contrato tem, é tudo de boca com o dono do time, Ayres Marchetti. Pode dar certo, se vier para o Metrô, mas precisará acabar com algumas regalias, enquadrar jogadores que se acham supercraques (se fossem, não estariam no Metrô) e comprar briga com alguns “donos” do clube.

Será que vai conseguir?

Enfim, o problema do Metropolitano vai muito além de trocar treinador. Está na cara, só não vê quem não quer.

Chapecoense e Figueira polarizam o turno

07 de fevereiro de 2013 10

Em mais uma rodada capenga, com jogo pendente por causa das lambanças extracampo que vão manchando o Catarinense 2013, vamos falar aqui só de bola rolando, pode ser?

Nos jogos que ocorreram, Chapecoense e Figueirense conquistaram vitórias importantes e agora polarizam a briga pelo título do turno. A Chape contou mais uma vez com o melhor jogador do Estadual até aqui, Rodrigo Gral, que marcou os 2 gols no 2 a 1 sobre o Juventus e chegou à artilharia isolada, com seis gols em seis jogos. Segue naquela toada que falei no começo da semana: tem mais três jogos contra adversários teoricamente mais fáceis. Ou seja, é favorita para levar o turno.

Ali, na cola, está o Figueirense. Mais uma vez, o alvinegro não foi brilhante, longe disso, mas conquistou uma vitória muito importante sobre o Atlético, em Ibirama. Tá certo que o time de Mauro Ovelha é a decepção até aqui, mas ganhar na Baixada nunca é fácil (o próprio Figueira não ganhava lá desde 2008). E até o atacante Marcelo Toscano desencantou, quem diria…

Agora, o Catarinense dá uma parada de 10 dias e só volta nos dias 16 e 17. Pode fazer diferença no ritmo das equipes? Só o tempo vai nos dizer. Na minha opinião, pode. Na volta, a Chapecoense visita o agora perigoso Camboriú (JEC e Metrô já caíram no alçapão, não dá pra bobear), enquanto o Figueirense tem o clássico com o Avaí, no Scarpelli.

Avaí que fez um jogo equilibrado e eletrizante com o Joinville, na Ressacada. O 2 a 2, com o Joinville buscando a igualdade no fim, não foi bom para ninguém, mas mostrou melhora nas duas equipes. E o tricolor tem outro destaque do campeonato até o momento: Marcelo Costa, cinco gols. Para os dois rivais, a parada no Estadual só tende a fazer bem.

Por fim, em Camboriú o time da casa voltou a fazer três pontos merecidos sobre um adversário que o menosprezou. Foi assim contra o JEC, aconteceu outra vez com o Metropolitano (que já havia cometido o mesmo erro na Copa SC, em novembro). 2 a 0 justo do tricolor, que reage sob a batuta de Claudemir Sturion, saiu da zona da degola e já sonha com a vaga na Série D. O Metropolitano, por sua vez, decepcionou em todos os aspectos. Faltou tudo, pelo jeito até vergonha na cara. Atuação pífia, ridícula, inadmissível a um clube que almeja saltar de patamar no Estadual. Os resultados ajudaram a amenizar o estrago (tanto que, em tese, até chance de conquistar o turno o Metrô ainda tem). Mas, depois de duas derrotas seguidas, o time se desestabiliza. No fim do fiasco, digo, da partida, houve bate-boca envolvendo comissão técnica, direção e torcedores. O clima esquentou, providências serão tomadas e é certo que o Metrô que ressurgirá após a folga carnavalesca não será o mesmo.

Faltou Criciúma e Guarani, que foi remarcado para dia 20. Se vencer em casa, o Tigre até pode almejar algo ainda no turno.

Catarinense 2013 já é um fiasco nos bastidores

05 de fevereiro de 2013 48

O Ministério Público segue fazendo estragos no Catarinense 2013. Nesta terça-feira, surpreendeu meio mundo ao cancelar mais um jogo _ Criciúma x Guarani, que estava marcado para quinta-feira, no Heriberto Hülse. A direção do Tigre agiu rápido: acatou a recomendação e solicitou o adiamento da partida (veja aqui). Dessa forma, evitou a interdição do HH e até uma possível punição. Mas o fato é que não haverá jogo na quinta.

O início desse Estadual e, principalmente, a questão dos estádios já virou um fiasco sem precedentes. Uma situação que a Federação Catarinense de Futebol (que acha graça de tudo) e os clubes (que acharam que “não dava nada” e que agiram mais uma vez de forma pouco profissional) deixaram se criar. E na qual, insisto, o MP está apenas cumprindo com o dever dele e está corretíssimo.

Fica uma dúvida: se o estádio do Tigre tem problemas (e é, pra mim, o melhor do Estado), qual estádio então pode receber jogos com segurança ao torcedor no Catarinense? Depois dessa, olho no Robertão, na Baixada e em Xanxerê. Não me espantaria se tivermos surpresas em ambos os estádios nas próximas horas.

Em tempo: agora que se deram conta que a coisa está feia, a Associação de Clubes resolveu se reunir e buscar alguma solução para a crise. Além dos estádios, também precisa resolver um imbróglio referente aos direitos de transmissão do Estadual. A empresa que fazia a intermediação do contrato (e para isso recebia cerca de 12% do valor) foi simplesmente limada do processo, numa manobra desastrada. Resultado, entrou na Justiça e obviamente ganhou. Agora, mais um pepino para os clubes, que tentaram “economizar” de forma pouco inteligente, digamos, e agora vão ter que pagar mais.



Chapecoense põe a mão no título do turno

04 de fevereiro de 2013 30

Dessa vez demorei um pouquinho mais pra colocar a análise da rodada. Mas vamos a ela.

Após vencer no Sesi, na minha opinião a Chapecoense colocou uma mão e uns três dedos da outra na taça do primeiro turno (tem taça?) do Catarinense. Vitória de time cascudo, que briga por título. O Metrô foi melhor o tempo todo, mas não soube transformar isso em vantagem. Mais uma vez, falhou num jogo decisivo e com casa cheia. A chape, o próprio treinador admitiu isso, jogou por uma bola: achou duas em falhas individuais do adversário e venceu, que no fim é o que importa.

Nas cinco primeiras rodadas, a Chapecoense enfrentou os quatro principais adversários e fez o jogo mais difícil com os chamados pequenos, que é encarar o Metrô em Blumenau. E saiu dessa sequência na liderança isolada. Mais mérito do que isso pra levar o turno? Desconheço. Nas quatro rodadas finais, enfrenta quatro times da parte de baixo da tabela, pela ordem Juventus (c), Camboriú (f), Guarani (c) e Atlético (f). Ou seja, basta confirmar o favoritismo pra conquistar o turno e a vaga nas semifinais (eita regulamento ridículo esse). O Metropolitano, por sua vez, volta a brigar apenas pela vaga na Série D, e nesta disputa tem dois jogos decisivos pela frente: quarta, vai ao Litoral enfrentar o Camboriú, e no outro domingo (dia 17) recebe o Atlético no Sesi.

Nos outros jogos da rodada, nenhuma surpresa. Sem fazer muito esforço, os favoritos Figueirense, Joinville e Criciúma venceram, respectivamente, Camboriú, Atlético e Juventus. Ainda que a situação do JEC ainda me cause estranheza. O time não jogou bem nenhuma vez, mesmo quando venceu. Parece, olhando de longe, que a coisa no vestiário não anda nada boa. Será que é isso? No mais, a tendência é essa daqui por diante: os grandes confirmarem a superioridade e termos aqueles dois campeonatos dentro de um, como já disse outras vezes. Criciúma e Figueira estão no páreo pelo turno, ainda que dependam de tropeços da Chapecoense.

Sobre o jogo de Palhoça, concordo plenamente com a decisão. É hora de fazer valer a lei e não tenho dúvidas que há estádios no Catarinense sem nenhuma condição de receber jogos do Estadual (e não é apenas o Renato Silveira). Lamento que a decisão tenha sido tomada em cima da hora, o que acabou prejudicando torcedores que foram até lá. Além do clube, que deve ter um prejuízo com a remarcação. Mas se era o jeito, paciência. O que não dá mais é pra aceitarmos as coisas desse jeito, já que a Federação é banana e não faz nada (e nem fará) e os clubes e o TJD são adeptos do velho jeitinho brasileiro.

Metropolitano faz promoção pra lotar Sesi domingo

01 de fevereiro de 2013 30

Domingo, tem confronto de líderes entre Metropolitano e Chapecoense, no Sesi.

O Metropolitano lançou nesta sexta uma promoção interessante para incentivar ainda mais o torcedor a encher o estádio, além dos atrativos do jogão que vale a liderança isolada do Catarinense.

Confira abaixo o texto do site oficial do clube:

Torcedor do Médio Vale do Itajaí que gosta de futebol, domingo, tem um único endereço para se dirigir: Rua Itajaí, n° 3434. Mais precisamente, o Estádio do Sesi. O duelo entre Metropolitano e Chapecoense, às 17h, vale “só” a liderança do Catarinense.

Sendo assim, o Metropolitano lança uma promoção/desafio: se no domingo, o público total divulgado pelo sistema de som for superior à 3,5 mil torcedores, um torcedor ganhará uma camisa oficial do Metropolitano. O “sortudo” será o torcedor que tiver o número 3.500 em mãos e apresentá-lo, a partir de segunda-feira, em nossa loja própria (Av. Beira Rio com Rodolfo Freygang).

Tem mais: se o público total for superior a 4 mil torcedores, além da camisa para a pessoa que tiver o número 3500, entregaremos uma segunda camisa oficial para quem tiver o número 4000 em mãos. Este, também poderá retirar sua camisa oficial a partir de segunda-feira, em nossa loja, apresentando seu bilhete.

Importante lembrar que:  a promoção está condicionada ao público total (precisa ser superior a 3500 ou 4000 pessoas).

O torcedor poderá retirar seu número em duas urnas posicionadas em frente ao nosso quiosque/loja, dentro do SESI, no Domingo. E aí, o que me dizem?

Vamos lotar o SESI ?

Não esqueça, chegue cedo ao estádio. Evite filas. Todos saem ganhando com isso.

Eu queria falar apenas de futebol...

31 de janeiro de 2013 23

Sério, eu queria muito falar só de futebol neste post, afinal o Catarinense está emocionante nestas primeiras quatro rodadas.

O Avaí venceu mais uma em casa, ainda que novamente com algum sofrimento.

O JEC deu uma senhora tropeçada e permitiu ao Camboriú a primeira vitória na competição.

O Atlético também desencantou no Estadual.

Os verdões, o do Oeste e o de Blumenau, são as sensações até aqui e lideram (e se enfrentam domingo, em Blumenau!). A Chapecoense mais sólida, o Metropolitano superando adversários na base da raça e com alguma consistência. No Sesi, dominou o Figueirense e venceu com justiça, o mesmo se aplica nos três pontos da Chape contra o Criciúma. Ambos perderam as primeiras.

Só que não dá pra falarmos apenas de futebol. Infelizmente.

Porque a imagem do ótimo Catarinense até aqui que vai correr o país é a patética lambança do jogo em Xanxerê. Uma trave caída paralisou o jogo num lance em que Fábio Ferreira foi salvar um gol certo de Rodrigo Gral, se enrolou na rede e… pimba, trave no chão. Inacreditável! O pior veio depois: não havia reserva e o jogo terminou com uma improvisação, uma legítima gambiarra. Confere aqui no site do Globoesporte.com o vídeo do lance

Seremos piada. E cá entre nós: dá pra criticar alguém por fazer isso?

Como é que liberaram esse estádio? E o tal rigor nas vistorias, cadê? As pessoas não levam a sério o que precisa de muita seriedade. É segurança, meu Deus! E se a trave caísse na cabeça de um jogador? Quem seria responsabilizado?

O exemplo do desleixo com a segurança que resultou naquela tragédia horrorosa em Santa Maria não comoveu ninguém?

Nosso futebol está cada vez melhor dentro de campo, não podemos mais aturar tanto amadorismo dos cartolas fora das quatro linhas.

Eis meu desabafo.

Atualização às 16h22min – Vi o lance da cusparada do Zé Carlos. Absolutamente lamentável. Não interessa aqui as razões, nada justifica algo tão baixo. Merece punição severa o Zé do Gol, pra servir de exemplo.