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Posts com a tag "Corinthians"

CBF muda ranking de clubes e prejudica o JEC

07 de novembro de 2012 25

Em campo, a terça-feira foi de vitória para o JEC, que bateu o Guaratinguetá, de virada, na Arena, e mantém o sonho de subir para a elite.

Fora das quatro linhas, uma derrota (ao menos num primeiro momento) inesperada.

A CBF decidiu alterar significativamente os critérios do ranking nacional de clubes, de forma a valorizar os resultados mais recentes e dar maior bonificação aos campeões. A lista é utilizada atualmente para definir 10 dos participantes da Copa do Brasil e, com isso, mexe diretamente com os times catarinenses. O Joinville, que vivia a expectativa de se garantir na Copa do Brasil de 2013 via ranking antigo, perde qualquer chance de ver isso acontecer no modelo antigo (já explico).

Agora, antes de qualquer outra coisa, se vê obrigado a vencer a Copa SC – precisa vencer os dois jogos que restam, contra Camboriú e Marcílio Dias, para ir à final contra o próprio Marinheiro. O time de Itajaí, que até então só esperava pela classificação do JEC à final para comemorar a vaga na competição nacional, também terá que ser campeão – mesma situação do Metropolitano, que ainda tem chances de disputar o título da Copinha.

No formato antigo, utilizado desde 2003, o campeão brasileiro somava 60 pontos, apenas um a mais do que o segundo colocado. As posições subsequentes perdiam apenas um ponto. O vencedor da Série B ganhava 40 pontos (um a menos que o último colocado da Série A) e o da Série C, 20 pontos. Além disso, o campeão da Copa do Brasil somava 30 pontos, com o vice ganhando 20 (o mesmo que o campeão da Série C) e os semifinalistas apenas 10 (equivalente ao 11º colocado da Série C). E os times que disputavam a Libertadores e, por isso, não jogavam a Copa do Brasil, ficavam sem pontuação.

Agora, o campeão brasileiro ganha 800 pontos, 160 a mais do que o segundo colocado. Os vencedores das séries B, C e D vão receber, respectivamente, 400, 200 e 100 pontos cada – sempre metade do campeão da divisão superior. Os vice-campeões ganham 80% da pontuação do campeão e os terceiros e quarto lugares levam 75% e 70%, respectivamente. Isso vale também para a Copa do Brasil, na qual a solução foi dar 600 pontos ao campeão. Além disso, todos os clubes que disputarem a Libertadores, independente do resultado deles na competição, ganham 400 pontos – o equivalente a ir às quartas de final da Copa do Brasil.

A principal mudança, porém, é a abrangência temporal do ranking. Se antes eram considerados todos os resultados desde 1959, com peso igual, agora só entram na conta os resultados dos cinco últimos anos. E com peso diferenciado: cinco para a temporada vigente e um para a mais antiga. Os maiores prejudicados pela mudança no ranking são clubes que há tempos não jogam a Série A, como Juventude, Paysandu, Londrina e o próprio Joinville, que tinham expectativa de disputar a Copa do Brasil do ano que vem por conta do ranking privilegiado, fruto de conquistas antigas. Em troca, ganham espaço times que jogaram a Série A nos últimos anos, caso do Figueirense.

Só que, para a torcida do JEC, há um outro ponto a ser levado em consideração. Nos últimos anos o tricolor tem para pontuar uma semifinal de Série D (2010), o título da Série C (2011) e, ao que tudo indica, o sexto lugar na Série B desse ano. Então, ainda não dá pra cravar que o Joinville não conseguirá mais a vaga via ranking da CBF, é preciso esperar a entidade divulgar a nova lista.

Criciúma perde para os próprios nervos

06 de novembro de 2012 62

A ansiedade pré-acesso está complicando a vida do Criciúma.

Desde que a contagem para o esperado carimbo no passaporte rumo à elite afunilou, o Tigre não foi mais o mesmo. Perdeu aquele jogo inacreditável para o Barueri em casa, depois bateu o Guarani fora usando mais um dos seus cartuchos de sorte na Série B. Aí, nos dois jogos em casa em que precisava só vencer para subir, foi dominado. Não pelos adversários, respectivamente Joinville e São Caetano, mais sim pelos próprios nervos, pela ansiedade de resolver de uma vez. Nesta terça, sem Zé Carlos, não conseguiu se impor em nenhum momento e ainda não teve um pênalti escandaloso marcado contra.

A tensão das arquibancadas ganhou eco dentro de campo, principalmente na derrota desta terça por 2 a 0 para o Azulão, a terceira seguida em casa.

E com isso a classificação certa começa a correr riscos, ainda que mínimos. A briga pelo título, esta sim, vai indo pro vinagre. A derrota foi duplamente ruim porque trouxe dos mortos o São Caetano, o único que ainda poderia deixar o Tigre sem acesso. Os três jogos que faltam não são molezas, o América em Natal, o Atlético-PR (adversário direto) no HH (imagina a tensão) e, por fim, o clássico com o Avaí na Ressacada.

Ganhar, claro que o Tigre pode, tem mais time que os três. Mas precisa colocar os nervos no lugar para não correr riscos desnecessários. A torcida do Criciúma, que já testou o coração demais nesta Série B, com aquelas viradas épicas em casa, não precisa de mais fortes emoções agora.

No outro jogo, o JEC venceu de virada o Guaratinguetá e ainda sonha, mesmo que seja um sonho daqueles.

Que semana para o futebol catarinense!

05 de novembro de 2012 9

Para o bem, e para o mal.

A semana que começa será espetacular, dramática, de alegrias e tristezas confirmadas para o futebol catarinense.

Começa, claro, nesta terça-feira, com o decisão do Criciúma diante do São Caetano, na Série B. É novamente em casa, o HH estará lotado e o clima de festa é inevitável, ele já existe praticamente desde a virada do turno. Culpa da campanha espetacular do time, mas talvez o clima, esses, diminua um pouco depois do susto no sábado, na derrota, justa, para o rival Joinville.

Era para ser jogo de festa, mas o JEC jogou sério, pra valer, venceu com inteira justiça, jogou mais. A titubeada do Tigre é absolutamente normal para um clube que está por detalhes para alcançar o objetivo principal, no caso o acesso. Mas diante do São Caetano, que ainda sonha também, não pode haver vacilo. Se vencer, o acesso está matematicamente sacramentado a 3 rodadas do fim. E aí é pensar no título, nessa briga pelo jeito só com o Goiás (o Vitória caiu demais e periga até ficar sem vaga).

O JEC ainda se agarra a uma chance meramente matemática (e que pode acabar ainda que vença o Guaratinguetá, nesta terça). Mas ainda assim tem que se orgulhar da campanha brilhante. E o Avaí, a passeio nesta reta final, vai admirar as belas paisagens de Natal e fazer um amistoso de luxo com o ABC.

Quinta-feira, é dia de torcer pela Chapecoense no interior do Mato Grosso, onde vai administrar diante do Luverdense a enorme vantagem que construiu no jogo de ida, em Chapecó (3 a 0). Coleciona atuações ruins longe de casa na Série C, mas em nenhuma tomou a piaba que o eliminaria de forma inacreditável agora. Joga, claro, por um gol para matar de vez o rival e garantir o sonhado acesso à Série B, que será precioso para o Verdão do Oeste e para o futebol catarinense como um todo.

Por fim, o domingo deve sacramentar, enfim, a queda do Figueirense. Recebe, à noite, o Sport no Scarpelli. O time pernambucano hoje também cairia, mas vive um momento de reação, dos frequentadores do Z-4 me parece o único com forças para ainda sair de lá. O que só complica a situação do Figueira, que nem depende das próprias forças para não terminar a rodada rebaixado. E não compactuo com as reclamações (exageradas) de que o clube foi garfado pelas arbitragens (contra o Flamengo, principalmente). Erros podem até ter ocorrido, mas pode por na conta das péssimas arbitragens nacionais, que erram pra todo lado e a todo instante. Complô? Nem pensar. E nem precisaria, o Figueirense mesmo tratou de se auto boicotar o campeonato todo.


Série B será um Mini Catarinense em 2013

02 de novembro de 2012 10

Um resultado espetacular da Chapecoense em casa. Dessa vez, não teve vacilo. O time aproveitou o jogo favorável e tocou 3 a 0 no Luverdense, em Chapecó. Semana que vem, no interior do Mato Grosso, só perde um acesso por uma hecatombe. Mas, obviamente, é preciso respeitar os 90 minutos finais e jogar com a seriedade que o jogo mais importante da história do clube exige.

O resultado foi de encontro com a minha teoria, antiga, de que em mata-mata é melhor fazer o primeiro jogo em casa.

Com isso, a Série B ficou muito perto da Chapecoense. E há bastante tempo o Verdão merece subir esse degrau, que para um clube médio é de suma importância. Tudo vai mudar para o clube e para o torcedor.

Sem falar que, para os Catarinenses, a Série B será um campeonato especial em 2013. Ao que tudo indica, com o Criciúma subindo e o Figueira caindo, além da confirmação da Chape, serão quatro dos cinco chamados grandes do Estado na Segundona. Espetacular!

O jogo do ano para a Chapecoense

01 de novembro de 2012 6

Estou de volta. Depois de 10 dias de descanso, nos quais acompanhei, mesmo que um pouco de longe, os jogos dos catarinenses, vamos voltar à rotina justamente na reta decisiva.

Durante a minha ausência no blog, pouca coisa mudou. O Figueirense segue lá esperando a hora de confirmar o rebaixamento. Na Série B, o Criciúma espera pelo acesso e briga pelo título (tem um caminho bem duro até  o fim). O Joinville saiu de vez da briga pelo acesso, mas repito que pode se orgulhar da campanha, muito acima das expectativas iniciais. O Avaí, mergulhado numa crise financeira e de bastidores, decepciona (mas também é um pouco do reflexo de quem acreditou que a campanha no Estadual era suficiente para subir). Cá entre nós: ficar esperando por um dinheiro do Flamengo (outro que não paga ninguém) é piada pronta.

E aí chegamos à Série C, nesse momento a mais importante para o futebol catarinense. A Chapecoense chega à fase decisiva para o acesso pelo terceiro ano. Nas duas anteriores, parou na porta. Nesta quinta, faz o jogo (sem exagero) da história do clube ao receber o Luverdense na Arena Condá. O time de Mato Grosso tem campanha melhor, mas o Verdão pode passar, a chance é real. Pra isso, é obrigatório abrir frente no jogo em casa, para não depender demais do jogo no MT, já que os catarinenses vão mal longe de Chapecó.

Subir da Série C para a Série B é um acesso e tanto, a diferença é enorme. Para o clube, significa o passaporte para o crescimento definitivo no cenário nacional. Mais dinheiro, mais projeção, enfim, tudo é melhor. Por isso, para o futebol catarinense, todas as atenções agora se concentram, além de na possibilidade de título nacional do Criciúma, no acesso da Chapecoense.

Embolou a briga pelo título na Série B

20 de outubro de 2012 19

O jogo não foi exatamente um jogaço, foi morno. Mas o resultado não foi ruim para o Tigre, empate em 1 a 1 com o Paraná, em Curitiba.

Com 65 pontos, lidera a Série B. Mas a rodada tornou mais picante a briga pelo título. O Goiás estraçalhou o Avaí (veja post) e o Vitória, caindo de rendimento, perdeu em casa para outro em ascensão, o Atlético-PR. O trio já tem aceso garantido, mas na briga pela taça o Tigre e o Goiás parecem mais afiados do que o rubro-negro baiano. Essa, sim, só se define na última rodada.

A quarta vaga do acesso tem cada vez mais as cores do Atlético-PR, que cresceu na hora certa e já é quarto colocado, tirando de lá (felizmente) o sem torcida e sem graça São Caetano.

O Joinville venceu o CRB no primeiro jogo sem Leandro Campos. Está vivo na briga, ainda que eu ache muito complicado simplesmente porque o JEC não consegue somar pontos longe da Arena. Quando terminar a Série B, me parece que os tricolores (ainda que não devam, a campanha é muito acima das expectativas iniciais) vão lamentar os pontos perdidos para Barueri e Ipatinga,além do empate em casa com o São Caetano.

Também teve catarinense na Série C. E a Chapecoense é outra que não consegue ser feliz longe de casa. No Rio, perdeu para o Madureira, que entrou na rodada ameaçado de rebaixamento conseguiu se livrar, e viu uma classificação tranquila se transformar em tensão na última rodada. Foi parar no limite do G-4 e pode até sair da zona de classificação se o Caxias (RS) vencer neste domingo em casa. Porém, se o Verdão vencer em casa o já rebaixado Tupi (MG), passa ao mata-mata sem depender de ninguém. Aí, convenhamos: se não vencer o lanterna em casa, é porque não merece mesmo… O problema agora é quem a Chape vai enfrentar no mata-mata que vale o acesso. E o pior, provavelmente decidindo (muito) longe de casa.

E o Avaí, hein?

20 de outubro de 2012 22

Fala sério, tá certo que o time já está em clima de Feliz, 2013, mas também não precisava apanhar dessa forma em casa.

Goleada daquelas para mostrar que todos os problemas (desorganização, salários atrasados, time cheio de deficiências) venceram no final. O Avaí sucumbiu.

A lamentação de Evando no final do jogo com o Goiás, uma piaba impiedosa de 4 a 1 que poderia até ter sido maior, é o espelho da situação. Um dos poucos jogadores raçudos, com história no clube, diante de um elenco apático.

Lamentável.

Que a despedida da Série B 2012 não seja assim tão deprimente para o torcedor avaiano.

Ah, e fica a dica para o torcedor do Tigre. Pelo jeito, é com o embalado Goiás que o Criciúma vai disputar o título da Série B nas rodadas finais.

Série D do Brasileiro será menor em 2013

19 de outubro de 2012 7

Péssima notícia para o Metropolitano:

A CBF confirmou nesta sexta-feira o que já vinha sendo especulado nos últimos dias (inclusive falei da possibilidade na minha coluna de quinta-feira no Santa).

A Série D do Brasileiro de 2013 será mais enxuta, vai reduzir de 40 para 32 clubes. Pela divisão, Santa Catarina terá apenas uma vaga (e não mais duas), e ela sairá da Copa SC, em andamento (e só porque o regulamento já determinava isso, que fique claro). O Catarinense 2013 não dará vaga no torneio nacional, pelo menos nesse primeiro momento.

Ou seja, em termos práticos a coisa ficou preocupante para o Metropolitano. Ou ganha os dois jogos que restam na Copinha (contra Marcílio Dias e Camboriú) e vai à final, ou em 2013 o ano do Verdão vai terminar em abril, logo após o Estadual, o que representaria um gigantesco retrocesso e comprometeria de forma muito séria o planejamento do clube. Ir à final, se for contra o Joinville, o que determina a lógica, garantiria a vaga na Série D e também a vaga na Copa do Brasil, já que o JEC deve garantir a presença dele pelo ranking da CBF.

Conclusão, o prejuízo daquela lambança do Metropolitano em Camboriú na estreia da Copinha ficou muito maior, pode comprometer inclusive os planos de crescimento do clube. Bonito, né? É bom que os jogadores que estavam em campo naquele papelão agora chamem a responsabilidade para consertar a situação.

Outra conclusão: para os chamados pequenos (além do Metrô, Ibirama, Camboriú e os recém promovidos Guarani de Palhoça e Juventus de Jaraguá do Sul), o Catarinense 2013 não oferecerá atrativo algum se não servir de sparring para os cinco grandes. Brilhante…

Metropolitano terá sede nova e loja exclusiva

18 de outubro de 2012 33

A diretoria do Metropolitano apresentou na manhã desta quinta-feira o layout da nova sede administrativa e a loja temática do clube, localizada na esquina da Avenida Beira-Rio com a Rua Rodolfo Freygang, Centro da cidade.  A proposta é buscar uma aproximação com sócios e torcedores. Segundo a diretoria, a loja deve estar funcionando até o fim do ano.

O prédio locado pelo Clube conta com dois pisos. No primeiro funcionará a loja conceitual, onde o torcedor encontrará mais de 250 itens de produtos licenciados e personalizados com a marca Metropolitano. No mesmo local, em outro nível, haverá uma sala para atendimento ao sócio. No piso superior vai funcionar a sede administrativa do Metrô, com sala de reuniões e departamentos de futebol, financeiro, cobrança e administrativo. Estrutura que hoje opera na Itoupava Central, distante de tudo e de todos.

“É o momento do Clube ampliar a sua visibilidade e se aproximar ainda mais do torcedor”, destacou Erivaldo Caetano Júnior, o Vadinho, presidente do Metropolitano.

Uma baita iniciativa, mais um passo importante do Metropolitano para se consolidar como clube da cidade e se aproximar de forma ainda mais definitiva da rotina da comunidade. Agora é sair do papel o quanto antes. E depois desencalhar outro projeto importante, o do CT.


Figueirense mantém uma última esperança

18 de outubro de 2012 23

Não há muito a falar sobre a situação do Figueirense no Brasileirão. Os números estão aí.

Há, sim, que se elogiar a atuação no Beira-Rio. O time lutou muito, e mesmo com as costumeiras falhas bisonhas na defesa, não desistiu e conseguiu uma virada no fim improvável, porém bem justa diante das circunstâncias.

Considerações:

Aloísio de fato faz um campeonato acima da média. E tem sido o destaque alvinegro, sobretudo desde a chegada de Márcio Goiano.

Ronny, que estava na geladeira, deu outra cara ao time. Motivado, conduz o meio-campo. No Beira-Rio, foi disparado o melhor em campo.

É difícil o Figueirense escapar pelo conjunto da obra, mas a campanha com Márcio Goiano é bem melhor. Tivesse jogado dessa forma desde o início, talvez nem estivesse na situação que está. Mas, todos sabem, o “se” não conta, não entra em campo e muito menos faz gol.

Quer acreditar ainda, torcedor? Tudo bem, então a conta é essa: o Figueira está a sete pontos do Bahia (que está em claríssimo viés de queda e pode sim ser uma esperança) e a nove pontos do Flamengo, outro que se arrasta pela tabela. E paramos por aí, a chance é essa, secar esses dois e fazer a sua parte em campo nas sete rodadas que restam.

Um jogo de cada vez. Primeiro, o Botafogo no Scarpelli (dá pra ganhar, o time carioca é muito instável), em jogo que foi adiado para a próxima quarta-feira, dia 24. Uma semana para tentar dar faísca no milagre. Será?