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Posts com a tag "futebol brasileiro"

Ronaldinho no Atlético-MG: tem bobo pra tudo

04 de junho de 2012 31

Nem vou perder muito tempo com o tema, pois meus leitores já sabem que considero Ronaldinho Gaúcho um ex-jogador de futebol desde 2006.

Após as imensas demonstrações de profissionalismo que ele deu no Flamengo (mas também não vou aqui defender o clube, que promete salário suntuoso e não paga), parecia que ninguém mais cairia no conto e ele, de fato, ia parar onde já deveria estar faz tempo: no Showbol.

Mas aí o Atlético-MG resolve apostar em Ronaldinho. Dizem, até pagando mais do que ele ganhava (?) na Gávea. Resta saber se vai ganhar mesmo, né… E não acredito em nenhuma chance, mínima que seja, de que ele vá dar a volta por cima, aproveitar a última chance, blá, blá, blá…

Em resumo, ao levar Ronaldinho para o lado alvinegro de BH, o Galo desmente aquela tese de que “não há mais bobos no futebol”…

Ah, se há.

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Caso Oscar é temerário para o futebol

27 de abril de 2012 30

Como a maioria dos frequentadores do blog já sabe (e os que não sabiam saberão agora), sou torcedor do São Paulo, literalmente, desde o berço. Até hoje evitei dar opinião (ao menos oficial, aqui no blog) sobre o Caso Oscar, uma das grandes vergonhas do futebol nacional atualmente.

Mas, como diz aquela música, agora resolvi falar… Se você aí acha que por eu ser são-paulino (parte envolvida), minha opinião não vale de nada, nem perca tempo na leitura. Pra quem quiser debater, vamos adiante:

O Caso Oscar não envolve apenas uma briga entre jogador, São Paulo e Internacional. Seus desdobramentos estão criando um precedente temerário para o futebol brasileiro, cada vez mais entregue aos desejos dos empresários da bola.

No último desdobramento, o jogador acabou beneficiado por uma liminar trabalhista que lhe dá o direito de, como qualquer trabalhador, atuar onde bem entender. Perfeito, quanto a isso não há qualquer contestação. Mas acontece que Oscar, influenciado pelos empresários, saiu “fugido” do Morumbi. Ganhou guarida no Colorado, o que mostra como nossos clubes defendem seus próprios interesses… Jogar onde quer, tudo bem. Mas o clube que ficou pra trás deve ser ressarcido por isso. Do jeito que está acontecendo, é golpe.

Ridículo é ver as duas partes comemorando cada decisão dos tribunais como um gol. Ou os argumentos absolutamente ridículos que aparecem, inclusive em parte da imprensa que não consegue se despir do traje de torcedor. No fim das contas, só quem perde é o futebol brasileiro e seu histórico de formação de jogadores. Quem ganha (e só eles) são os empresários, cada vez mais poderosos.

Não há santinhos na história. O São Paulo sempre usou do expediente de buscar jogadores nas bases alheias se aproveitando de brechas contratuais. Nesse caso, prova do próprio veneno. Além do que, cometeu sim um erro primário no contrato do jogador (que também cometeu com outros jogadores que também chegaram a ser aliciados por esses empresários, como o volante Casemiro e o lateral Henrique Miranda, que acabaram desistindo de pular fora, e o meia Lucas Piazon, que acabou negociado com o Chelsea).

O Inter quis bancar o esperto e tirar proveito da situação, que provavelmente num belo dia também vai sofrer (e não vai poder reclamar, diante dos argumentos que usa agora). Sem falar que se o jogador e seu staff fizeram isso uma vez, provavelmente ali adiante farão novamente, e aí a conta vai sobrar pros agora beneficiados. Oscar não tem opinião própria, foi envolvido nesse turbilhão por confiar cegamente (e de forma burra) nos empresários, estes sim os espertalhões de todo o caso.

O precedente que está aberto (não que eu ache que a situação durará muito tempo), de que o jogador tem o direito de jogar onde bem entender e ponto final, no caso específico do futebol vai criar o seguinte cenário:

1) Empresários, que já mandam e desmandam nas bases, vai ter ainda mais força para manipular jovens promessas e arrancá-las de clubes formadores para lucrar os levando para onde bem entenderem. E os clubes ficam a ver navios…

2) Clubes ricos e poderosos, como São Paulo, Santos, Corinthians, o próprio Inter, vão fazer uma “limpa” nas divisões de bases de clubes menores, levando os jogadores que quiserem com a oferta óbvia de uma projeção e um glamour muito maior.

Ou seja, para quem vai sobrar a conta? E o Brasil, que já não forma mais meias talentosos na base por causa da influência nefasta dos empresários (que querem jogadores taticamente perfeitos para mandar para a Europa), também não vai mais ter interesse em investir na formação.

E você aí, mero torcedor que só enxerga futebol com paixão e hoje está comemorando os desdobramentos desse caso emblemático, um dia ainda vai chorar. E se arrepender… A não ser que você seja empresário de jogador, claro…

PS: A minha solução para o Caso Oscar é o jogador atuar pelo Inter, sim, ou onde bem entender, mas que jogador (leia-se empresários dele) e o novo clube que escolher façam o ressarcimento justo ao São Paulo, sem querer tirar vantagem financeira da situação. Não existe de fato a menor condição de o jogador voltar ao Morumbi (eu, como 99% da torcida, não quero ele de volta nem pintado de ouro). E talento que é (com os pés, porque na cabeça não tem nada…) precisa estar em campo.

Também sobre o tema, recomendo a leitura dos blogs do Paulinho e do Rica Perrone , opiniões lúcidas e com as quais eu concordo quase que na totalidade.

Quem é o melhor jogador brasileiro na Europa?

19 de fevereiro de 2012 19

Enquete rápida no blog pra agitar estes dias de marasmo carnavalesco:

Há tempos o Brasil não tem um jogador protagonista no futebol europeu. O último talvez tenha sido Kaká, em 2007, ainda pelo Milan. Protagonista mesmo, como foram romário, Ronaldo, Rivado, Ronaldinho, por aí vai…

Hoje, entre tantos coadjuvantes, vocês enxergam algum destaque, alguém candidato a brilhar mais? Arrisco a colocar aqui algumas opções que eu enxergo para fazermos uma votação:

Daniel Alves (Barcelona)

Robinho (Milan)

Thiago Silva (Milan)

Pato (Milan)

Hernanes (Lazio)

Ramires (Chelsea)

Hulk (Porto)

Diego (Atl. Madri)

Algum outro (qual)

Votem aí, e até opinem se vivemos mesmo uma era de jogadores sem brilho na principal vitrine do futebol.

Meu voto, abrindo os trabalhos, vai para o zagueirão Thiago Silva.

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CBF sem Ricardo Teixeira: nada vai mudar

16 de fevereiro de 2012 20

Ancelmo Gois, colunista do Jornal O Globo, deu detalhes na quarta-feira do que já se especula há semanas na imprensa esportiva: Ricardo Teixeira deixará a presidência da CBF, nesta quinta ou sexta-feira, depois de longos 23 anos no poder. Seja por renúncia ou por um pedido de licença por tempo indeterminado, a ser publicada timidamente no site da entidade máxima do .

Teixeira estaria com a saúde debilitada, mas, se sair mesmo de cena, é porque perdeu (e feio) a queda de braço com a cúpula da Fifa. Participou ativamente (não nega) da tentativa de golpe para tirar do poder o presidente Joseph Blatter, há dois anos. Desde então, a relação entre eles é tensa, para dizer o mínimo. Agora, novamente citando Ancelmo Gois, renunciaria para evitar a divulgação do relatório do Caso ISL, que incriminaria ele e o ex-sogro João Havelange, e que a Fifa faz tanta questão de tornar público.

Além disso, a presidente Dilma Rousseff não esconde de ninguém a antipatia pelo todo-poderoso do futebol brasileiro, o que azeda tratativas para a Copa de 2014. A CBF sem Ricardo Teixeira é desejo antigo de todos que querem o bem do nosso futebol, mas de nada adianta se iludir. Do jeito que as coisas caminham, ficará tudo na mesma. No popular, no máximo mudarão as moscas…

Duvido, por exemplo, de eleições com alguma possibilidade de mudança efetiva. Ou de novos rumos para tudo que se refere à Copa no Brasil. Teixeira sairá dos holofotes, mas seguirá dando as cartas. O sucessor natural parece ser o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. E, a se confirmar a saída, quem assume interinamente é o vice-presidente mais idoso da CBF, no caso, o paulista José Maria Marín.

Para quem não se lembra, Marín é aquele que, na festa do título corintiano na Copa SP de Juniores, em janeiro, foi flagrado pelas câmeras de TV surrupiando uma medalha dos jovens campeões…

Outras opções para suceder Ricardo Teixeira, discutidas fervorosamente nos bastidores da CBF nos últimos dias, também não são nada animadoras. Entre elas, está até o filho do ex-presidente, atual presidente do Senado e onipresente José Sarney, Fernando Sarney.

Aos que esperaram tanto tempo para ver o dia que Ricardo Teixeira deixaria o futebol brasileiro em paz, a se confirmar, não será dessa vez que teremos motivos para festejar. Infelizmente.

*Íntegra da coluna publicada no Jornal de Santa Catarina desta quinta-feira, 16/2

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Melhores e piores de 2011

25 de dezembro de 2011 9

O ano está chegando ao fim. Esportivamente, 2011 foi cheio de atrativos:

No futebol, foi o ano de Messi, do imbatível Barcelona, do Santos, sim, por que não? Foi o ano do início da afirmação de Neymar, da ressureição do Vasco. Foi, em vários sentidos, um ano do Corinthians. Parecia que seria o ano da volta de Ronaldinho Gaúcho, de Kaká, de Ganso. Não foi. Parecia que a nova Seleção Brasileira mostraria suas credenciais. Pelo contrário, deixou nas nossas cabeças uma enorme interrogação. Em 2011, um nome tornou-se realidade: Leandro Damião.

E por falar em Santa Catarina (onde ele começou), por estas terras o ano parecia que seria do Avaí, mas não foi. Parecia que não seria o ano do Figueirense, mas de certa forma acabou sendo. Parecia que o Criciúma brilharia, mas ficou no quase. Parecia que o Joinville seguiria a rotina de insucessos, mas o tricolor virou o jogo. E parecia que a Chapecoense e Mauro Ovelha ficariam no quase, mas eles brilharam (no Estadual, na Série C de fato ficaram no quase…). De qualquer forma, o treinador é um personagem do futebol catarinense no ano que termina. Afirmou-se, ganhou enfim a chance que tanto queria. No ano de Roni, de Lima, de Aloísio, de Willian, de Fernandes, de Jorginho, de Wellington Nem, Ovelha é o meu destaque.

No futebol do Vale, não há destaques. A região tem quantidade, mas falta qualidade. Acabar com o abismo que a separa dos grandes é o maior desafio de 2012.

Nos demais esportes, foi, sobretudo, o ano de uma sigla: UFC. O Brasil apaixonou-se por algo que já era febre há muitos anos nos EUA e no Japão. E por uma simples razão. No octágono, o Brasil hoje é vencedor. Anderson Silva é o grande nome de 2011, mas o catarinense Júnior Cigano e tantos outros brilham e arrastam legiões de fãs. Situação inversa vive a Fórmula 1, que parece estar em divórcio com o torcedor brasileiro, cansado após 18 anos (desde a morte de Senna) de coadjuvantes e fracassos. Nas corridas, aliás, segue a supremacia alemã, que agora atende pelo nome de Sebastian Vettel. 2011 também será inesquecível para o tenista sérvio Novak Djokovic, para o nadador César Cielo e também para o super surfista norte-americano Kelly Slater.

E aí, será que esqueci de alguém? E pra vocês, quem brilhou e quem deixou a desejar em 2011?

Férias do blogueiro

Este é o último post do blog em 2011. Saio para um merecido descanso e retorno dia 16 de janeiro, de gás renovado e com muitas novidades. Desejo a todos que ajudaram a fazer o blog neste ano um 2012 muito especial, com muitas conquistas e realizações. E que continuem por aqui no próximo ano. Dia 16 estou de volta, para falar muito da semana que antecede o início do Catarinense.

Um grande abraço e Feliz 2012!

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Permanência de Neymar é uma exceção

10 de novembro de 2011 1

A permanência de Neymar no futebol brasileiro até 2014, ainda que apenas uma promessa diante das câmeras, é sim um fato importante. E inédito.

Porém, nem de longe merece reações pachequisticas de torcedores fundamentalistas, achando que o Brasil virou o novo paraíso sobre a Terra.

Minha opinião, bem resumidamente:

Neymar é um jogador acima da média, isso ninguém mais discute. O normal seria ele ir para um gigante da Europa, Real Madrid ou Barcelona, no caso. Mas lá, ele ainda precisaria provar o que é, seria mais um entre tantas estrelas, teria a questão da adaptação, na primeira partida ruim diriam “tá vendo, jogar na Europa é diferente”…

Mas não pense que ele não queria isso. Todo jogador quer. Ainda mais em clubes top de linha.

Porém, como eu disse, Neymar é diferente. Além disso, só tem 19 anos…

Então, o que aconteceu? Foi armada (no bom sentido) uma tremenda engenharia para que Neymar fique no Brasil. Os motivos são vários. Destaco alguns: o Brasil precisa de ídolos aqui neste momento, onde é urgente uma maior sintonia do povão com a Copa que está por vir. Neymar, sem dúvida, será a grande estrela da Seleção em 2014. Ficando no Brasil, ele traz o torcedor de volta à relação mais carinhosa com a Seleção, hoje tão distante. E isso interessa não só à Seleção, mas aos patrocinadores dela, à publicidade em geral, a tantos outros que ganham com o sucesso da Copa aqui. E são eles que estão ajudando a bancar esta engenharia que sugurou o garoto do topete esquisito por aqui.

E Neymar, mesmo deslumbrado como qualquer garoto que joga bola pela possibilidade de ir jogar num gigante do futebol, foi convencido pelo staff a ficar um pouco mais por aqui. O pai dele, atuante e inteligente, o empresário (macaco velho) e o ótimo presidente do Santos, o melhor dirigente do país na atualidade. Ganhando o mesmo que ganharia na Europa, mas aqui já consagrado, sem precisar provar nada a ninguém, e feliz onde está, por que ele trocaria agora? Você trocaria? Pois é, nem ele.

Assim, Neymar fica mesmo por aqui até a Copa de 2014, se tudo seguir conforme o script, e depois vai seguir seu rumo na Europa, provavelmente para ser o melhor do mundo, ídolo aqui e nos confins da Ásia, estas coisas.

É isso. Portanto, não concordo com quem usou este fato para entoar cânticos nacionalistas, dizer que agora o Brasil vai inverter a lógica do mercado e os europeus vão ficar sem sua matéria-prima barata do futebol. Muito menos que o Santos deu exemplo aos demais clubes de que não é preciso vender craques para pagar as contas.

Até gostaria que tudo isso fosse verdade, mas (ainda) não é bem assim. Quem sabe um dia. Outros jogadores até vão dizer agora que também querem, afinal o Brasil está na crista da onda. Mas não acredito que outros craques serão segurados da mesma forma. Seria ótimo, mas não creio.

O caso de Neymar é diferente, especial. Igual a ele.

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Clubes têm o calendário que merecem

07 de outubro de 2011 1

Sobre o calendário do futebol brasileiro em 2012, divulgado nesta sexta-feira pela CBF, só tenho uma coisa a dizer sobre esta aberração:

Bem-feito para os clubes brasileiros, que aceitam tudo que vem da CBF sem questionar. Merecem o que têm, inclusive perder jogadores para a Seleção toda hora (ano que vem será ainda pior).

Sobre alternativas para o que está aí, muito já se falou, nem vou me repetir aqui. A CBF não está nem aí, e os clubes pelo jeito também não, porque nunhca vi ninguém questionar. Depois, quando a porcaria está feita, aparece um ou outro pra esbravejar. Na verdade, pra fazer jogo de cena.

Quer tentar entender a obra-prima da CBF? Então clica aqui e boa sorte.

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Ronaldinho volta à Seleção como escudo

18 de agosto de 2011 8

Já era esperado.

Ronaldinho Gaúcho ganhará mais uma oportunidade para, enfim, mostrar serviço com a camisa da Seleção. O técnico Mano Menezes o convocou para o amistoso contra Gana, dia 5 de setembro, em Londres.

Pelo futebol que está jogando no Brasileirão pelo Flamengo, nada mais justo. A única dúvida é, com o perdão do trocadilho pobre, se ele ele vai jogar com gana contra Gana. Ou seja, se vai demonstrar vontade de se reestabelecer na Seleção. Mano já o chamou uma vez, naquele jogo com a Argentina no fim de 2010, e depois não chamou mais porque sentiu a falta de comprometimento do craque.

Agora a situação é bem diferente. De lá pra cá, Ronaldinho veio para o Brasil, está feliz, motivado e jogando muito bem no Flamengo. Sempre disse que queria voltar à Seleção. Agora terá a chance de provar isso em campo.

Mas desde já defendo que, se ele mostrar vontade, que ganhe uma sequência na Seleção outra vez. Pois só um jogo, sem treinar, não dá medida alguma.

Outro fator da convocação. Mano e a Seleção vivem um momento de baixa. Por isso, como bem definiu o craque Rivaldo esta semana, Ronaldinho servirá de escudo para a fase turbulenta de Mano Menezes (resolveu salvar a própria pele), de craques promissores como Neymar, Ganso e Pato e até mesmo para as acusações que pairam sobre a CBF. Todos só falarão de Ronaldinho e o foco sai dos problemas. Tacada de mestre.

A lamentar apenas que, para ser esse escudo de Mano e da CBF, Ronaldinho precise sair de cena no Brasileirão. No período que estará na Seleção o Flamengo enfrenta Avaí e Bahia. E no dia seguinte ao jogo enfrenta o Corinthians no Pacaembu, num jogo que pode até definir os rumos do campeonato. Voltará às pressas para o jogo (como o volante Ralf, do Timão). Isso não é bom para o Brasileirão, inclusive porque outros clubes também perderão jogadores importantes nas mesmas datas.

Meu veredito: com vontade de estar lá (na Seleção), Ronaldinho merece a convocação e até vaga cativa. Depende apenas dele mostrar a vontade e o futebol que tem mostrado no Flamengo, e que o Brasil sempre esperou dele com a camisa amarela.

E vocês, o que acham?

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Um exemplo que vem da Espanha

12 de agosto de 2011 1

A Espanha vive um momento mágico no futebol. Dentro de campo, tem uma seleção quase perfeita, atual campeã europeia e do mundo e favorita disparada para levar o bi em ambos os torneios. Tem ainda um campeonato de clubes milionário, cheio de astros e sucesso de público.

Pois bem. Até aí, nós brasileiros conhecemos alguma coisa. Nossa Seleção já viveu momentos de hegemonia até com mais frequência. E o nosso campeonato, se não é milionário, tem lá suas virtudes. A diferença, que o futebol daqui deveria aprender com o de lá, está numa palavrinha: atitude.

Surfando no ótimo momento, jogadores consagrados mostraram força ao apoiar o sindicato dos atletas na iniciativa de paralisar o Campeonato Espanhol (que começaria no fim do mês), pelo menos nas duas primeiras rodadas. Greve mesmo. Motivo? Jogadores nem tão badalados e ricos como o goleirão Iker Casillas ou o zagueiro Carles Puyol vivem uma rotina bem conhecida dos companheiros de profissão brasileiros: salários atrasados em clubes menores. Leia mais sobre o assunto aqui.

O sindicato, apoiado por parte significativa dos jogadores, promete não começar o Espanhol enquanto a situação não for regularizada.

Um baita exemplo.

Já pensaram se no Brasil jogadores consagrados usassem a força que têm para ajudar a combater tudo de ruim que ocorre. Tá, nem falo tudo que aí seria coisa de super-herói mesmo… Mas se ao menos se mobilizassem para evitar que companheiros de profissão ficassem meses sem receber salários, premiações, clubes que fazem o que bem entendem com os atletas, e por aí vai. Exemplos estão por aí a dar com pau, como diz o ditado.

Seria demais sonhar que um dia o futebol brasileiro possa atingir este grau de maturidade?

Hoje, a Espanha está na nossa frente. E não é só dentro de campo, não…

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Ronaldinho já fracassou no Flamengo

21 de junho de 2011 11

Em janeiro, eu estava em férias na praia. O Flamengo passava uma rasteira histórica no Grêmio (que já tinha festa armada e tudo) e anunciava a ida de Ronaldinho Gaúcho para a Gávea. Comoção nacional.

Eu me lembro muito bem de ter dito 3 coisas sobre o tema: 1) Ronaldinho só é uma boa contratação do ponto de vista do marketing. 2) Ele vai fazer bons jogos contra ninguém e sumir na maioria das partidas. 3) Em no máximo 6 meses os gremistas estarão dando graças a Deus de ter escapado do engodo e os flamenguistas, antes eufóricos, já terão perdido a paciência com o R10.

Tudo isso foi em janeiro. 5 meses, e não seis, depois, tudo já está concretizado.

Desde 2006 Ronaldinho é um ex-jogador (vá lá, um ex-craque) em atividade, já cansei de dizer isso aqui. no Flamengo estava na cara que tudo isso aconteceria, só o torcedor, cego de paixão, não conseguia enxergar. R10 queria o Rio para poder ser o organizador (de baladas, claro). Jogar bem até acontece vez por outra (contra Boavista, reservas do Avaí, por aí vai…). Nada que surpreenda, no fim da passagem pelo Barcelona já era assim. Agora, festas, baladas, eventos noturnos em geral, esses não faltam, todo dia tem.

Era isso que ele queria. E em Porto Alegre não teria (a patrulha da média e da torcida seria maior e, convenhamos, a capital gaúcha não engraxa os sapatos da capital fluminense em termos de noite). Também isso já era bem óbvio desde aquela época. Na verdade, Ronaldinho é a cara do Flamengo, tanto nas virtudes (e ele teve muitas), quanto nos defeitos. Ele tinha mesmo que ter tido essa passagem pelo rubro-negro, nem que fosse antes de parar de vez.

Bom, e agora o que faz o Flamengo com o engodo Ronaldinho? Nem em termos de marketing ele tem correspondido mais, o que agrava a situação. A lua de mel com a torcida já acabou e a tendência é de que as vaias aumentem a cada jogo, já que o time do Flamengo ainda não engrenou na temporada de verdade em 2011 (Campeonato Carioca não conta, é ilusório como tantos outros estaduais).

Será que o clube assume o fracasso da tentativa e põe Ronaldinho no banco, ou até mais do que isso? Vamos acompanhar os próximos capítulos…

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