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Mike Krzyzewski se despede da Seleção de Basquete dos EUA e aponta confronto com o Brasil como um dos mais difíceis

25 de dezembro de 2016 0

O ano de 2016, marcado pelos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro também será de algumas despedidas. Uma delas é do treinador Mike Krzyzewski, 69 anos, que dirigiu a Seleção de Basquete Masculino dos Estados Unidos na conquista do tricampeonato consecutivo. Com a vitória sobre a Sérvia (96 s 66), na decisão realizada no dia 21 de agosto, na Arena Carioca 1, garantiu ao “Coach K” uma impressionante marca de 88 vitórias e apenas uma derrota, em 10 anos.

Mike Krzyzewski perdeu apenas um jogo dirigindo os EUA - Divulgação/FIBA

Mike Krzyzewski perdeu apenas um jogo dirigindo os EUA – Divulgação/FIBA

A única derrota foi para a Grécia (101 a 95), na semifinal do Campeonato Mundial de 2006, disputado no Japão. Desde então, os Estados Unidos ganharam os Jogos Olímpicos de Pequim-08, Londres-12 e do Rio-16, os Mundiais da Turquia-10 e da Espanha-14 e a Copa América-07, realizada em Las Vegas.

Ouro no Rio foi o sexto título do Coach K com a seleção - Divulgação/FIBA

Ouro no Rio foi o sexto título do Coach K com a seleção – Divulgação/FIBA

Considerado um dos maiores técnicos da história, Krzyzewski dirige a Universidade de Duke, desde 1980, e nesse período venceu a NCAA em cinco oportunidades e em janeiro do ano passado tornou-se o primeiro homem a atingir mil vitórias no principal campeonato universitário do país. Desde 2001 faz parte do Hall da Fama do Basquete. Em recente entrevista ao site da Federação Internacional de Basquete (FIBA), ele falou sobre o que planejava ao assumir o comando da seleção, logo após o bronze nos Jogos de Atenas-04.

” Nosso primeiro objetivo era reconquistar o respeito do país do mundo por nossa seleção, ganhando as medalhas de ouro. E acredito que conseguimos isso. Acredito que mostramos as pessoas que não somos arrogantes, mas que nos preocupamos com o nosso jogo, que fazemos espetáculo. Precisávamos mostrar ao mundo que fazíamos parte dele e não provar que somos superiores”.

Desde 2001, Krzyzewski faz parte do Hall da Fama do Basquete - Divulgação/USAB

Desde 2001, Krzyzewski faz parte do Hall da Fama do Basquete – Divulgação/USAB

Manter o foco sempre foi o grande objetivo do “Coach K” e nessa trajetória ele recorda de três partidas duras, onde precisou chamar atenção de seus jogadores, estrelas consagradas na NBA, para que não fossem derrotados: as finais dos Jogos de Pequim-08 e Londres-12, disputadas contra a Espanha, e vencidas por 118 a 107 e 107 a 100, respectivamente, e o triunfo no terceiro jogo da fase classificatória do Mundial de 2010, diante do Brasil, vencido por 70 a 68.

Confronto contra o Brasil de Magnano está nas memórias do Coach K - Divulgação/CBB/Arquivo

Confronto contra o Brasil de Magnano está nas memórias do Coach K – Divulgação/CBB/Arquivo

Mike Krzyzewski ainda apontou seleções que sempre o fizeram se preocupar.

” Jogar contra a Argentina, que construiu uma grande reputação e que tem muito espírito de competição, desde a época em que foi treinada por Rubén Magnano, a Espanha que sempre tem muitos talentos, a Lituânia com sua tradição e França e Brasil sempre com muitos jogadores na NBA foi honra muito grande”.

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