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Dica de leitura

28 de março de 2008 6

Do jornalista Laudelino Sardá, organizador do recém-lançado Da Olivetti à Internet (editora Unisul), que reuniu 22 dos nossos melhores jornalistas:

Mergulhado na velocidade com que a tecnologia despeja informações em sua máquina, o jornalista sente com impaciência a necessidade de também acelerar-se e, assim, mecaniza-se num processo em que se despe de ideologia e compromisso social. A notícia ganha sabor de espetáculo, como a televisão já vem fazendo há décadas. O papel social da comunicação perde espaço, porque a velocidade impõe critérios instantâneos e, assim, uma criança flagrada roubando uma loja é notícia transitória, pouco interessando a causa que a levou a praticar o crime. O disse-disse ganha espaço para falsear uma célere eficiência, passando a afirmação ou denúncia, principalmente no campo político, a ser descartável, sem merecer discussão e muito menos crítica. Com isso, o jornalismo descompromete-se com soluções ou conclusões de problemas sociais, econômicos e, principalmente, políticos. A amnésia toma conta da comunicação de massa, hoje movida pela emoção do espetáculo. O jornalismo parece romper com um compromisso ainda maior, a história.

Postado por Cacau Menezes – Floripa

Comentários (6)

  • Curt Nees diz: 29 de março de 2008

    Meu caro Laudelino – com quem tive a honra de trabalhar, na Propague, lá pelos idos de 1900eGuaranáComRolha – faço minhas suas palavras. Excelente a sua comparação com o que vemos hoje, de uma modo quase geral, na imprensa do Brasil… e do Mundo! Forte abraço.

  • Fran diz: 31 de março de 2008

    Cacau, por onde você anda? Quase 3 dias sem notícias suas aqui no blog. Sentimos sua falta.

  • Maneca da Ilha diz: 29 de março de 2008

    Além do espetáculo da notícia, que nubla a análise do processo de causa e efeito e foca no sensacionalismo do fato e em qtos pontos de audiência a notícia renderá, a notícia na mídia televisiva distorce a capacidade de análise de quem a ouve. 1/2 após o fim de um jornal na TV vc não lembra de mais nada. Em contra partida, este seu pequeno tópico lido neste blog ficará martelando por um bom tempo. Viva a mídia impressa. O Jornalismo precisa ser (re)visto como semente do fato social e histórico.

  • SB diz: 30 de março de 2008

    Meu caro Edenilson,essa falta de polidez faz
    parte da cultura local.Às vezes vc encontra com pessoas que vc conhece desde pequeno e elas lhe viram a cara ou fazem que não a viram. Alguns acham que é soberba, mas eu acho que não passa de falta de educação.

  • Edenilson Petter diz: 29 de março de 2008

    Cacau estarei fazendo um comentário não ligado ao assunto “dica de Leitura”.
    Ontem sexta-feira vim de São Paulo(congonhas) para Florianópolis, descobri porque você tem falado tanto da mal educação de algumas pessoas desta cidade. As pessoas cortaram a fila para entrar no avião, não rerespeitaram, os chamdos de primeiro fileiras de 16 a 30 depois de 1 a 15, reclamam de ter que levantar pra deixar o passageiro da janela entrar, são grosssos com os comissários. Quanta estupidez.!!!!

  • Sandra Bittencourt Espíndola diz: 31 de março de 2008

    É de fundamental importância o papel do jornalismo na desalienação, no fazer-pensar, na denúncia, na informação. A televisão é, sem dúvida, o meio de comunicação a que a grande massa tem acesso, e deveria ser melhor aproveitada. Vamos unir o lazer com a educação, estimular a leitura, o conhecimento, tudo isso sem esquecermos nosso comprometimento
    com nossos semelhantes, com o nosso papel social. Muita luz e esclarecimento para todos.

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