Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.

Condutas

30 de abril de 2008 4

Não sei como funciona isso, se é conduta diferenciada de Estado para Estado, ou se existe uma lei ou código de ética sobre o mesmo assunto. No caso do assassinato da menina Isabella, em São Paulo, a polícia em nenhum momento acusou o pai e a madrasta da menina pelo crime. Investigou, apenas, junto com os peritos. Quem falava, e muito bem, era o promotor Francisco Cembranelli, que já sabe quem são os assassinos, deu dicas, defendeu seu ponto de vista, mas também não acusou ninguém. Hoje a polícia entregou o inquérito ao promotor, agora já colocando o pai e a madrasta como autores do bárbaro crime. O promotor vai decidir se pede ou não ao juiz a prisão do casal.

Aqui já é diferente. No Rio já é diferente. Em Floripa, há uma semana estou escutando o delegado Renato Hendges, pela imprensa, acusar o finlândes que está preso como o assassino da stripper do Bokarra, cujo corpo ainda não foi encontrado. Ele nega o crime.

No Rio, o delegado que cuidou do escândalo sexual envolvendo o Ronaldo Nazário parece advogado do jogador. Defende-o com unhas e dentes de qualquer responsabilidade. Para o delegado, Ronaldo naquela noite não fez nada. Foi vítima de um bandido. O travesti confirma sempre a mesma versão. Saiu para comprar cocaína para o jogador e não recebeu seu pagamento. O delegado não está sendo isento. Toma partido. Ronaldo pode até ser a vítima nessa história. Mas é melhor investigar antes de falar. E se for pra falar, que seja a pessoa certa. Impressão que fica é que o delegado está querendo ser amigo de qualquer jeito do jogador. Ou é muito seu fã.

Quanto aqui, e se não for o finlandês? Quanto vai custar tudo isso?

Postado por Cacau Menezes – Floripa

Comentários (4)

  • gustavo borges diz: 30 de abril de 2008

    Bota uma deusa daquelas no blog, para animar o feriadão dos véios…

  • ary martini diz: 30 de abril de 2008

    Vai ficar pior para o Ronaldo. A menina vai posar para algumas revistas e botar a boca no trombone, literalmente. Quem perde é ele. Deveria ter feito um acordo e não partir para a desqualificação (tipo,não sabia em que estava se metendo).

  • Jandir diz: 30 de abril de 2008

    1 – Se não tem corpo (defunto) não tem crime. O Finlandês pode processar a polícia de SC. 2 – O ronaldo passou cerca de 5 horas na companhia de 3 outras pessoas dentro do motel. No mínimo é um cara-de-pau fazer cara-de-santo. E o Delegado parece estar aproveitando os seus 15 minutos de fama.

  • Ary da Silva Martini diz: 30 de abril de 2008

    Vamos raciocinar? Quem, em seu perfeito juízo (mulher, travesti ou transsexual), estando num quarto de motel com o Ronaldo Nazário, sairia por livre vontade, para comprar drogas, deixando duas companhias no quarto? Ainda por cima, se arriscando ao retornar não encontrar mais o Ronaldo? Basta juntar dois e dois para inferir que o Ronaldo teve a idéia e solicitou que ela fosse buscar. Obs: para garantir que ele não “fugiria dela”, levou os documentos do carro. Simples!

Envie seu Comentário