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Miséria em queda

29 de setembro de 2008 1

A comparação entre os dados coletados pelo IBGE, contendo uma análise das condições de vida da população brasileira, apresenta notável discrepância: a taxa de analfabetismo das pessoas com mais de 15 anos caiu de 14,7% para 10%, no entanto, persiste um número elevado dos que não sabem ler ou escrever: 14,1 milhões de analfabetos, e mais da metade reside no Nordeste.

Feito a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2007, o documento mostra que o fenômeno social Double Income and No Children, isto é, casais sem filhos, onde ambos possuem renda, representava, em 2007, 3,4% dos domicílios (1,9 milhão de casais), enquanto em 1997 eram menos de 1 milhão.

Outra tendência observada foram 6,7 milhões de pessoas morando sozinhas, das quais 40,8% eram idosas.

Informa também que, nesses 10 anos, subiu de 53,6% para 57,1% o percentual de mulheres entre os universitários. Melhorou, nesse período, o percentual de estudantes que cursavam nível médio na idade adequada (15 a 17 anos), passando de 26,6% para 44,5%.

Aumentou a desigualdade de acesso de brancos e pretos e pardos ao nível superior. Em 1997, 9,6% dos brancos e 2,2% dos pretos e pardos, de 25 anos ou mais de idade, tinham nível superior completo no país; em 2007, esses percentuais eram de 13,4% e 4,0%, respectivamente.

As conseqüências das desigualdades educacionais se refletem nos rendimentos médios dos pretos e pardos, que são cerca de 50% menores que os dos brancos.

Aproximadamente um terço das famílias vivia com rendimento mensal de até meio salário mínimo per capita, em 2007. No caso dos domicílios com crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, essa proporção subia para 46%. Somente 54,5% dos domicílios com crianças até 6 anos possuíam todos os serviços de saneamento simultaneamente. Em 2007, 2,1 milhões das crianças de 7 a 14 anos de idade freqüentavam escola e não sabiam ler e escrever, o que leva a crer que o alto índice de freqüência à escola nem sempre se traduz em qualidade do aprendizado.

Os idosos continuam com índice importante de participação da renda familiar, representam mais da metade do total da renda em 53% dos domicílios com idosos. Ou seja, o bolo cresceu para todos. E com mais fermento para os pobres.

Postado por Cacau Menezes – Floripa

Comentários (1)

  • Claudenir diz: 29 de setembro de 2008

    Sua materia responde em grande parte do porquê o nosso Presidente goza de tamanha popularidade e aprovação!

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