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O substituto

30 de agosto de 2009 5

Circula no território livre da internet essa deliciosa história que renega o conhecido conceito de que “o cemitério está cheio de gente insubstituível”:

Na sala de reunião de uma multinacional, o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um, ameaça: `ninguém é insubstituível`. A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta, e o CEO se prepara para triturar atrevido:

— Alguma pergunta?

— Tenho sim. E o Beethoven?

— Como? — o CEO encara o gestor, confuso.

— O senhor disse que ninguém é insubstituível, e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização, e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven? Leonardo da Vinci? Graham Bell? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato? John Kennedy? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Madre Teresa?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar `seus gaps`.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico. O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos..

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se você ainda está focado em `melhorar as fraquezas` de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E na sua gestão, o mundo teria perdido todos esses talentos.”

Postado por Cacau Menezes – Floripa

Comentários (5)

  • Highsecret diz: 30 de agosto de 2009

    Na minha opinião:

    –> Quem “TEME” demissão merece ser demitido!
    —-> Quem trabalha esperando apenas o reconhecimento do chefe, além de não merecer tal reconhecimento, não merece o cargo que ocupa.
    –> Grandes nomes fazem a história enquanto outros lutam em vão tentando deixar apenas os nomes!

  • Gustavo de Brum Nunes diz: 31 de agosto de 2009

    Excelente matérica Cacau! Parabéns!

  • Gilson de Souza diz: 31 de agosto de 2009

    Concordo com todos, menos Ayrton Sena. Esse já foi substituído pelo Michael Schumaker com ampla vantagem !!!!!!!.

  • gilson pereira diz: 31 de agosto de 2009

    a verdade é uma: quem se dedica e se entrega ao trabalho não se preocupa com a família e muito menos com a vida privada, daí surgem grandes projetos. Há pessoa insubstituiveis sim, mas essas pagam um preço alto pela dedicação ao trabalho.

  • Meyer diz: 31 de agosto de 2009

    Cacau, realmente todos que voce citou sao insubstituiveis, entretanto, nenhum dos citados era “funcionario” ou “peça” de nenhuma corporacao. Todos trabalhavam sozinhos ou, no caso de garrincha, no maximo em times sem “Chefes” ou hierarquia muito enraizada.
    Nas corporacoes realmente ninguem é insubstituivel por nao ter papel principal, até o CEO é quadjuvante.

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