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José Mindlin

28 de fevereiro de 2010 7

São Paulo e o Brasil choram a morte do empresário e bibliófilo José Mindlin, hoje falecido, aos 95 anos. “Num mundo em que o livro deixasse de existir, eu não gostaria de viver”, assim resumia seu amor pelos livros. Seu acervo particular de 40 mil volumes foi doado à USP. Quanto não deve ter sofrido, ao saber das vergonhosas estatísticas educacionais do seu país e das bibliotecas públicas desatualizadas e tomadas por insetos.

Postado por Cacau Menezes – Floripa

Comentários (7)

  • Santiago Siqueira diz: 28 de fevereiro de 2010

    O Brasil não é aquele país onde existe mais farmácia que biblioteca?

    Biblioteca tinha que ser “quinem” buteco, tinha que ter uma em cada esquina.

  • Paulo Lehmkuhl Vieira diz: 1 de março de 2010

    Senti a morte de Mindlin como a perda do mais forte aliado em um batalha inglória contra moinhos de ignorância. Não éramos amigos ou conhecidos, mas éramos CONFRADES (apenas 496 da Confraria dos Bibliófilos do Brasil) e AMIGOS dos livros, das letras, da literatura, `ratos` de sebo – os dele depois de tantos invernos, mais elegantes e cuidados por livreiros que tratam livros com olhos de ourives. Uma perda cuja importância não reside em qualquer pretensão intelectual e nem será bem aquilatada.

  • ednelson Nelson diz: 1 de março de 2010

    A turma “são” fogo. Primeiro que Lula jamais disse que não precisou “labutar” para ser presidente. Isso não é verdade. E mais: ele, claramente, nunca disse que ler dava sono, ou que a leitura o fazia dormir. Ele disse, sim, que AS COISAS QUE SAIAM na mídia, essas sim, lhe deixavam tão desapontado que ele preferia dormir. Foi exatamente isso que o presidente disse. Mas o preconceito dos “ilustrados” – o que é um contra-senso, já que a inteligência pressupõe tolerância – é impressionante.

  • Julio Cezar Sampaio Teixeira diz: 28 de fevereiro de 2010

    Num país em que o mandatário-mor vangloria-se de não ter precisado estudar nem labutar muito para ascender ao poder; que afirmou no seu próprio programa semanal “Café com o Presidente” que não consegue ler mais que três linhas porque dá sono e prefere assistir aos programas humorísticos; que quando fala os plurais descem a ladeira em desabalada carreira e a gramática refugia-se na Embaixada Portuguesa, a perda do renomado José Mindlin é muito preocupante. Talvez do além possa iluminar o Lullla.

  • paulo diz: 28 de fevereiro de 2010

    A morte de Mindlin deve ter sido um alivio para Lula. Afinal, quem sente azia quando lê, Mindlin era um estorvo à saúde de Lula.

  • Cacau Menezes Jr. diz: 28 de fevereiro de 2010

    O Brazil era o pais do futuro. Nao eh um pais sem futuro.

  • Antônio Carlos Ribeiro diz: 1 de março de 2010

    Num país de analfabetos totais e funcionais, um cara como Mindlin parecia um “estranho no ninho”.
    Mas deu a maior e melhor contribuição que se pode dar a uma sociedade, exemplo de dedicação aos livros e o seu acervo a uma Universidade Pública.
    Como ele foi um excelente guardião do seu tesouro, espera-se que o Poder Público faça a sua parte de, pelo menos, conservá-lo e preservá-lo para futuras gerações.
    Alguém já disse que “um país é feito de homens e livros”.

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