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Beto Stodieck

06 de agosto de 2010 4

“Beto Stodieck entre o cantor Gilberto Gil e o entõ deputado Luiz Henrique da Silveira, com pinta de galã de cinema mexicano”.

” O mês de agosto de 1990 começava com uma notícia ruim para os florianoplitanos. Naquele dia, morria o colunista Beto Stodieck, o jornalista mais conhecido, bajulado e e temido da cidade. Passados 20 anos não apareceu ainda na imprensa local ninguém melhor do que ele. Beto, então, faz (muita) falta porque foi com inteligência, independência, picardia, ousadia, coragem e bagagem universal que ele mudou usos e costumes na então província. E botou pra correr os que não tinham o perfil do ilhéu. Beto odiava caretas, burros e bregas, deixando-os em segundo plano. Limpou a cidade para o geração power & flower se divertir. Trouxe grandes shows, era amigo de artistas famosos, foi dono de galeria de arte, lançava moda, fazia as melhores festas e dava os maiores furos jornalísticos numa linguagem única. Beto liberou a sexualidade de Floripa. Na verdade foi quem botou a Ilha no mapa. Foi na sua época que Floripa deslanchou, o povo desabrochou, a cidade se coloriu e a juventude perdeu a virgindade. Era o papa, o guru, o cara! Nada na cidade, em 20 anos, teve o seu nome. Praça, rua, teatro, parques… Beto não perdoava os políticos. Talvez por isso permanece esquecido por eles. Mas na memória da cidade, está vivíssimo. E fazendo falta. Muita falta. Beto, aliás, morreu no mesmo ano, 1990, de Cazuza e do mesmo mal, Aids, que continua sem cura. Hoje, sexta-feira, um dia, portanto, de acordo para homenageá-los. Mais uma dose, é claro que tô a fim…a vida nunca tem fim”. Beto e Cazuza, nossa, que falta fazem.

Comentários (4)

  • Jacob diz: 6 de agosto de 2010

    Então foi o Beto o responsável pelo caos que estamos vivendo hoje em Floripa? hehhe

    Brincadeira velho, o cara foi fera mesmo. Tá fazendo muita falta.

  • marcos bayer diz: 6 de agosto de 2010

    Um virou mito, outro virou ministro e outro virou ladrão…

  • Bea Porto diz: 7 de agosto de 2010

    Oi Cacau,
    Li tua nota relembrando nosso querido Beto e fui procurar no livro de coletâneas “É Tudo Mentira” (de minha autoria e de Fernanda Lago) algo que pudesse resumir seus pensamentos ou críticas. Ninguém escapava, mas vez por outra até gostava de filosofar…
    Beijos.

    “O auge da cor é quando aquele elogio dá conta que ‘estás tão preta que não consegues nem entrar no Doze’…”
    OE 2 de fevereiro de 1979

    “Florianópolis tem ranços de província que nem a virada do século eliminará. Taí talvez sua graça”
    OE 30 de julho de 1989

    “Uma governanta em Santa Catarina está faturando por mês 500 cruzados novos; umas duas vezes mais o que ganha um pobre jornalista em Santa Catarina…”
    OE 12 de maio de 1989

    “Ah, tinha me esquecido: será Jorge Konder Bornhausen o futuro governador de Santa Catarina? Ou será Antônio Carlos Konder Reis? Ou ainda Paulo Konder Bornhausen? Ou quem sabe Pedro Colin, que não acredita em monarquias, dinastias e condados e nada tem a ver com reis?”
    JSC 11 de maio de 1974

  • Witti Witthinrich diz: 11 de agosto de 2010

    Como é bom ver que a morte do Beto foi lembrada.
    É muito bonito ver essa admiração ,carinho e respeito que nutres por ele.
    Lembro qtas vezes vcs se bicavam( mas no fundo sempre se amaram).
    Isso te torna essa pessoa de coração gigante e generosa.
    Deus te abençoe e te guarde .
    Saúde !!!
    Witti

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