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O MAR, O MARISCO E A ROCHA

31 de outubro de 2010 2

  Diz-se que no embate entre a quebra de ondas e o rochedo quem perde é o marisco. Na atual eleição, com tanta sujeira lançada de lado a lado, quem sai perdendo, assustado, deprimido, abatido, acabrunhado, consumido, debilitado, desanimado, mortificado e infeliz é o eleitor anônimo. Embora ele saiba que seu voto vale tanto quanto o mais humilde Galdério como o de Eike Batista, o brasileiro que pretende ser o homem mais rico do mundo, ele sabe também que de sua decisão vai depender tudo o que acontecer nos próximos anos.

 Podem ser quatro anos de bonança, com uma política que permitiu ao zelador adquirir um carro ou à faxineira financiar sua casinha, com emprego em alta e inflação em baixa. Pouco importa quem vença – a desenvolvimentista com crescimento humanizado ou o pragmatista com o controle de gastos, faça de seu voto uma arma pela grandeza de sua decisão, desejando o melhor para as gerações futuras.

 

Comentários (2)

  • Berloque Gomes diz: 31 de outubro de 2010

    Realmente a campanha no segundo turno foi de baixo nível, Cacau. Mas é bom lembrar quem levou a campanha a este estado deplorável, trazendo para o debate assuntos como fé religiosa (com a participação especial da CNBB, de alguns pastores evangélicos e até do papa), aborto (“matadora de criancinhas”), etc. A resposta é óbvia. Até o fim do primeiro turno, era uma candidata mostrando suas prpostas de governo e, do outro lado, artilharia pesada. Quando a eleição foi para o segundo turno, a candidata bombardeada passou a responder na mesma moeda. Eu pergunto: a culpa do baixo nível é de quem começa a baixaria ou de quem, depois de levar muita lambada, responde à altura? De novo, a resposta é óbvia.

  • Pedro diz: 31 de outubro de 2010

    Galdério ou Gaudério?

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