A magia do Natal e o prenúncio de um Novo Ano geram um clima de alegria, de paz, de cordialidade, onde todos são saudados efusivamente! Ficamos mais tolerantes e generosos. Presenteamos parentes e amigos, curtindo-os até o limite das nossas forças.
E o que oferecer a Floripa, no ano (eleitoral) de 2012?
Tomo a liberdade de compartilhar, com meus inteligentes leitores, alguns presentes que gostaria de dar à minha Cidade:
1- O novo Plano Diretor, definindo critérios consistentes de ocupação do solo, disciplinando seu rico, mas limitado e frágil, espaço. Os que quiserem maltratá-la, os especuladores, os inescrupulosos, os gananciosos, os sujismundos não teriam mais vez nesta terra abençoada!
2- Toda a Ilha de Santa Catarina e o os municípios adjacentes estariam dotados de sistema de tratamento de esgoto sanitário. O mar, os rios, as lagoas e os mangues estariam preservados, retornariam à “beleza sem par” como os conhecemos, ao nascer. Poderíamos até frequentar as praias da região continental de Floripa, de São José, de Biguaçu e de Palhoça, como fazíamos quando crianças. Quanta beleza e saudade! Todas seriam consideradas próprias para banho. As placas restritivas desapareceriam, definitivamente.
3- Início da Operação Tolerância Zero, idealizada pelo prefeito Rudolph Giuliani. Os índices de criminalidade começam a cair!
4- Confirmado. O Hospital do Norte da Ilha está prestes a ser uma realidade. As perspectivas são de que as filas de espera desaparecerão.
5- Os homens públicos teriam as mãos limpas e estariam preocupados, tão somente, com o bem comum. A corrupção não pertenceria mais ao vocabulário da Cidade.
6- A Ponte Hercílio Luz (1926), nosso cartão postal, totalmente restaurada, volta a integrar o sistema viário, com ênfase ao transporte de massa.
7- As obras de ampliação do Aeroporto Internacional Hercílio Luz estarão em ritmo acelerado, bem como a via de acesso (Transavaiana).
8- Finalmente, concluída a restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia , depois chamado Paço Municipal (1771-80), uma das mais importantes edificações da arquitetura civil do século XVIII, localizada na Praça XV.
9- As calçadas, praças e os viadutos que acolhiam dependentes do crack, indígenas desassistidos e excluídos em geral passam a ser usadas pelos pedestres. Políticas públicas foram adotadas para lhes dar dignidade, devolvendo-lhes o prazer de viver.
10- Teríamos o início efetivo das obras do Contorno Viário da Grande Florianópolis, no projeto original, que prevê um trecho de pista dupla com 47,33 km de extensão. O contorno começa no km 175 e termina no km 222 da BR 101. O atual trecho da BR 101, que corta ao meio três importantes municípios da região, por isso recordista em acidentes, transformar-se-ia numa bela avenida urbana. Seria apenas a confirmação do que ele já é de fato. Nela transitariam só os moradores da região e os que têm a Capital como destino.
(O projeto da quarta ponte, com aterro de até 2,7 milhões de m², orçado em R$ 1,1 Bilhão e que “ficaria pronto em quatro anos”, considerado como “a melhor alternativa para desafogar o trânsito entre a Ilha e o Continente”, tenho dúvidas se ainda seria prioritário, com a implantação do Contorno Viário. Por que não antecipar só o aterro e nele locar os equipamentos públicos que sobrecarregam, comprometem, aumentam a demanda à Ilha? Tenho dúvidas, também, se haveria necessidade de “quadruplicar” a Via Expressa, ligação da BR 101 e às Pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, com 5,6 km de extensão. “Mais duas pistas, em cada sentido”. Só o projeto foi orçado em R$ 6,5 milhões. As obras estavam previstas para 2012! Quanta promessa, quanta improvisação, meu Deus! Na minha imaginação, seria um grande estacionamento, com dois gargalos: as pontes e a BR 101).
Floripa, tu és minha eterna paixão. Eu te quero sempre linda!







