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Atraso

31 de janeiro de 2013 17

Em decorrência das sucessivas greves, 2012 ainda não terminou para os universitários da UFSC. As aulas do ano passado só serão concluídas em fevereiro. E assim caminha a humanidade: os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem.

Comentários (17)

  • Osni Dutra diz: 31 de janeiro de 2013

    No IFSC (antiga Escola Técnica Federal) a coisa tá no mesmo embalo.

  • Adriana diz: 31 de janeiro de 2013

    Cacau, quando eu falei isso num comentário de sua nota sobre ensino superior, a maioria dos seus leitores discordou de forma agressiva e mal educada, como se fosse uma inverdade ou uma verdade que precisa ser escondida para não contrariar interesses.
    Infelizmente acontece na UFSC -e demais instituições de ensino superior, principalmente as privadas – um acordo implícito, tácito, entre estudante e professor, ou seja, a frase que você citou de que os professores fingem que ensinam e os estudantes fingem que aprendem.
    Fui aluna, em dois cursos, e fiquei revoltada com a ingenuidade dos alunos que fazem o “jogo” dos professores, pois o mais absurdo é que temos sim BONS professores, alguns até bem acima da média, mas como o nível de interesse – ou conhecimento – dos alunos é muito baixo, eles ficam num pedestal se achando os “iluminados” que não podem descer ao nível dos que estão ali para APRENDER, como eles fizeram anos atrás, esquecendo-se de que, a maioria, fez curso de mestrado, doutorado e até pós-doutorado com DINHEIRO PÚBLICO, alguns até em outros países.
    Tive professores que, apesar do vasto conhecimento que demonstravam ter, se negam a preparar uma simples aula, se limitando a passar e repassar os mesmos e velhos slides dos power points, além de fotocopiar as ementas das disciplinas, numa total falta de respeito à sociedade que financiou o seu aprendizado.
    Mas, a máquina está “azeitada” para ser assim ainda por MUITO TEMPO, pois com essa de eleição direta para reitores, levamos para dentro das Universidades Públicas, a velha sacanagem dos políticos de querer agradar (ou seria comprar?) aos seus futuros eleitores.
    E, dessa forma, vamos formando profissionais despreparados – salvo raras exceções, é claro – que, de forma contraproducente – se deixam “enganar” por mestres que se deixaram contaminar pelas mordomias do ganhar sem fazer muito esforço, além da fogueira das vaidades que reina dentro desses estabelecimentos de ensino.
    Infelizmente este é o Brasil!

  • Fabrício Schweitzer diz: 31 de janeiro de 2013

    …só nos resta Caetanear: “How beautiful could a being be”!

  • murilo diz: 31 de janeiro de 2013

    As universidades públicas brasileiras ( federais ) marcham para o sucateamento, viraram, de uma forma geral, bases ideológicas e não de ensino.
    A queda de qualidade é visível ano após ano.
    Muitos não gostam de ouvir isso, faço um desafio, daqui 10 anos vamos ver como estará a coisa, a continuar do jeito que está.

  • Ricardo diz: 31 de janeiro de 2013

    Cacau, enquanto as Universidades – públicas e privadas – são administradas de qualquer jeito, pois o que importa é conseguir o diploma à qualquer custo, leiamos abaixo, uma declaração sensata do nosso maior ídolo, que diz muito sobre nossos administradores públicos:
    “Você costuma ser bem atuante nas redes sociais, e de vez em quando posta opiniões bem contundentes sobre assuntos diversos, não foge de polêmica. O que você acha, por exemplo, dos rumos que estão tomando a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 no Brasil?

    Guga – Infelizmente, a conclusão óbvia é que o Brasil não está preparado para Copa e Olimpíada. Falta maturidade para aproveitar o que eventos dessa magnitude têm de melhor e de fato provocarem mudanças efetivas no país.
    Não vamos ter isso. Teremos estádios de mais, aeroportos, estradas, transporte de menos. E esse seria o legado que colocaria o país em outro patamar. Repito, nos falta maturidade para entender isso. Teremos Copa, Olimpíada, sem dúvida serão muito legais. Mas pouco ficará depois que eles acabarem, e isso é uma pena.
    O Brasil perdeu a chance – Blog do Braga”.

  • Jean Moriarty diz: 31 de janeiro de 2013

    Nem isso eles (alunos) conseguem mais. Certa feita, professor conhecido meu com mais de 30 anos dedicados a universidade e sentindo o drama, perguntou para os alunos da última fase do curso de Agrônomia (CCA/UFSC) quem foi Juscelino Kubitschek. O que chegou mais perto foi um rapaz de Araranguá se não me falha a memória, que disse trata-se de um ilustre brasileiro lutador de MMA. Ele, o professor, está se aposentando esse ano ciente de que o nível cultural dos alunos na academia vem caindo de forma vertiginosa da década de 70 para cá.

  • paulo stodieck diz: 31 de janeiro de 2013

    Há muito que a greve na área do ensino já faz parte do calendário escolar. O salário é indecente e o corpo docente não se sente estimulado a ensinar o discente. Somente via paralisação é que o estado passa a se interessar, de maneira pequena, é claro, pelo problema.

  • mas quando o assunto é segurança,a agencia solucao cuida de voce com carinho e respeito,mostrando aquilo que de verdade observamos. diz: 31 de janeiro de 2013

    TROCO UMA AULA DE COMO ANDAR EM BOTE INFLÁVEL COM MOTOR 3.6 SUPER CHIKITO,ÓTIMO POIS É EM CâMERA LENTA APRENDIZAGEM,COMO GOSTAM OS APREN diz: 31 de janeiro de 2013
    Seu comentário está aguardando moderação.

    BOTE INFLÁVEL

    Embarcação considerada pela Marinha do Brasil como uma das mais seguras em operações de salvatagem ,possui bóias independentes, o que lhe assegura maior flutuação.

    Esta embarcação já percorreu o litoral catarinense,como porto belo,ilhas do guará,ilha do francês,ratones,anhatomirim e arvoredo,esteve navegando entre as pontes Hercílio Luz e Colombo Salles,coqueiros,itaguaçu,lagoa da conceição.

    As cordas utilizadas de longo alcance já feitas para salvatagem no ar,na terra e no mar,dando assim noções para as necessidades reais para uma navegação segura e conforttável,foi assim,pensando em voce que criamos tudo isso.

    NAVEGUE!bons ventos!

    contato:agenciasolucao@hotmail.com

    agenciasolucao@hotmail.com,onde tem pessoas querendo o melhor para todos,tem agenciasolucao.

    espalhe alegria,contagie,ame+,divirta-se+,comunique-se+,as aulas são na praia de jurerÊ internacional à combinar data e hora,credibilidade

  • Osni Dutra diz: 31 de janeiro de 2013

    Enquanto os pais, que no ensino básico e médio “brigarem” com professor que reprovou de ano seu “anjinho” e pais que no nível superior acharem o máximo seu filho “frequentar” uma universidade sem saber de suas notas e atividades acadêmicas, o que esperar de professores e instituições?
    Há uma expressão interessante.. Só se vê nos outros os defeitos que queremos esconder de nós mesmos.

  • NOTAS DE UMA VIA CRUCIS diz: 31 de janeiro de 2013

    Desqualificar a academia a ciência e o saber. Usando um discurso, pelo menos num caso com certeza, de nível superior, universitário. Generalizar experiências pessoais suspeitíssimas. Será que estes batedores em postos avançados, essa patrulha de reconhecimento já estarão sentindo no ar alguma intuição olfativa de paralisação escolar ? Evidências ? Onde ? Conversaram com os componentes dos grupos de estratégias dos sindicatos ? Não. Improcedente. O movimento dos trabalhadores irá acontecer com calma…
    O adágio, na verdade e sem corrupçao de origem é assim: ” Eles fingem que nos pagam e nós fingimos que trabalhamos”. Se for como colocado que ” os professores fingem que dão aulas e os alunos fingem que aprendem ” é outra coisa completamente diferente. Eis um exemplo de IDEOLOGIA: a forma de dizer as coisas distorcidas de tal forma que parece tratar-se da mesma coisa. Senão vejamos: este adágio é proveniente de uma visão distorcida dentro do próprio magistério, especialmente aquele grupo que não faz greve. Uma forma de imediatismo. Põe a relação patrão X trabalhador numa situação injusta e desigual e resolve o dilema justificando sua atitude pela do patrão: ele não me paga então eu não trabalho ( direito, estou falando ). Isso não muda nada. Vejamos o remendo do soneto onde o professor de injustiçado passa a patrão, aparecendo outra figura, o aluno. Também alienado e sem solução para o seu dilema diz que ” o professor não dá aula e ele não aprende ” Só finge. O professor que finge, patrão, o aluno é a vítima. Se na primeira há opressor x oprimido na segunda há oprimido X oprimido. Não vou concluir a sequência lógica para terminar logo e não ser considerado um professor enjoadinho K ?

  • Walmor diz: 31 de janeiro de 2013

    Pois é Cacau mas na época da greve, não se viu nenhuma manifestação por parte dos pais e dos alunos da UFSC para que a greve fosse encerrada, parece que estavam concordando com a paralização longa. É por essas e outas, que quando a OAB faz a prova menos de 20 % dos Bachareis inscritos conseguem passar. E podes ter certeza se as outras profissões também adotassem uma prova tipo a da OAB, o resultado não seria muito diferente, infelizmente isso reflete a qualidade do ensino de nossas Universidades.

  • Edson M. Lessa diz: 31 de janeiro de 2013

    O que a Adriana colocou no seu comentário, infelizmente, é a pura verdade. Uma pena. E pior… Tais situações fazem muitos acreditar que as tais faculdades a distância, ainda é a melhor opção. Pelo menos não terão esses “malas” dando aulas corpo-a-corpo e fazendo os seus “teatrinhos”.

  • Ebm diz: 31 de janeiro de 2013

    Adriana relatou muito bem, o que ela disse é fato: professor público faz sua carreira totalmente paga do nosso bolso, ganha muito bem para se aprimorar no exterior, falo isso de propriedade pois fui aluno UFSC, teve professor lá que nem tive contato durante meus anos na faculdade, pois ficavam encastelados em seus trabalhos nāo raras vezes de interesse particular (a famosa “consultoria”). Sāo extremamente corporativistas, pois com o apoio da mídia e da sociedade desinformada fazem greve por melhoria dos já tāo bem pagos salários (dúvidas sobre salários destes senhores, basta acessar no Portal da Transparência do Governo Federal). Já dizia Mário Covas: “para o bom professor muito salário é pouco, para o mau professor pouco salário é muito).

  • Elio F diz: 1 de fevereiro de 2013

    O post anterior foi com erros de digitação, desculpe.

    Cacau e leitores: Os professores da UFSC fizeram uma greve no ano passado por razões exclusivamente profissionais. Até aí tudo bem, direito deles. No entanto, o segundo semestre começou em meados de setembro e sei, por intermédio de estudantes que conheço, que a conclusão agora será “pra inglês ver”: alguns professores marcaram “trabalhinhos” ou alguma prova no final de fevereiro, apenas para justificar o calendário de “recuperação”. Outros, nem a esse trabalho se deram: acabaram o semestre em dezembro e apenas deixaram para divulgar as notas finais no calendário de reposição determinado pela reitoria. Ou seja, a conta é sempre paga pelos estudantes. Ah, mas tudo bem, na UFSC eles podem votar pra diretor de centro, chefe de departamento, reitor…portanto, “participam do processo democrático de gestão” hehe.

  • maneca diz: 1 de fevereiro de 2013

    Concordo com as colocações da Adriana.

  • Pauline diz: 1 de fevereiro de 2013

    Ser professor virou carreira, infelizmente, dificilmente você encontra professores que já trabalharam na área que lecionam. Os que fazem carreira na universidade são totalmente acadêmicos sem noção nenhuma do mercado de trabalho, despejando milhares de jovens cada vez mais desorientados, acreditando num mundo fantástico pós faculdade. Então, esses jovens acham mais fácil também seguir a carreira acadêmica, fazendo mestrado, doutorado e pós doutorado, transformando cada vez mais o ensino em pura ficção que estará cada vez mais longe da realidade profissional.

  • kako diz: 1 de fevereiro de 2013

    E os bons professores? A maior parte dos comentários generaliza o ensino nas universidades públicas, mas não se esqueçam da produção de conhecimento desenvolvida nessas instituições e das centenas de profissionais, bem sucedidos, que foram formados em um de seus cursos. Engenheiros, médicos, professores, advogados, biólogos, artistas, arquitetos, entre outros. Porém, não vamos tapar o sol com a peneira, tem muito professor que não merecia estar lecionando em uma universidade. Mas, a universidade só vai se transformar se realmente a sociedade ficar atenta ao seu desenvolvimento e cobrar cada vez mais de seus alunos e, principalmente, de seus docentes. Assim, os professores poderão reivindicar bons salários, o que, aliás, lhes é de direito.

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