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O BEIJO AMARGO DA MORTE

31 de janeiro de 2013 2

Do poeta Alcides Buss, tentando dizer o indizível:



Vocês que se foram
assim, de repente,
sem que parentes ou amigos
lhes pudessem socorrer,
foi por engano do amor?

Vocês que se foram
assim, nos anos verdes
da vida, sem alcançar
as veredas largas do tempo,
foi por erro de alguém?

Vocês que se foram
assim, no calar
das canções, sem os raios
da lua cheia, foi
o preço rarefeito do todo?

Vocês que se foram 
assim, desfeitos do sopro
interior, indiferentes amados
agora, foi por ciúme
dos deuses do além?

Por vocês, que só me ouvem
no aparato alheio da sorte,
a minha alma chora,
o meu corpo chora,
o meu silêncio, incontido, chora.

Alcides Buss

Comentários (2)

  • maneca diz: 31 de janeiro de 2013

    Realmente : tentou.
    Me perdoe o poeta , mas, salvo no último parágrafo suas inspiração e sensibilidade deixaram a desejar e o que se lhe antecede assemelha-se mais ao preâmbulo de algum discurso funebre ou elegíaco com reduzida ressonância no íntimo e nas emoções do leitor, reclamando demasiado uso de racionalidade, efeitos incompatíveis com a natureza e com os fins da arte poética, sobretudo, de despertar, revelar e provocar a sensibilidade do leitor de imediato e de forma simples à primeira leitura.

  • Fabrício Schweitzer diz: 31 de janeiro de 2013

    Belo exemplo de sinfronismo literário. Puro existencialismo!!!!

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