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Aposentadorias

28 de fevereiro de 2013 15

Com a expectativa de vida média de oito anos a mais do que a dos homens, as mulheres deveriam se aposentar com a mesma idade que eles. Segundo a nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o estudo Envelhecimento Populacional, Perda de Capacidade Laborativa e Políticas Públicas, esta é uma das contradições do sistema previdenciário brasileiro. De acordo com uma das autoras do trabalho, Ana Amélia Camarano, as justificativas que levaram a esse benefício, na época do pós-guerra, de mortalidade materna elevada, perda de oportunidades de trabalho devido à maternidade e de dupla jornada, não fazem mais sentido nos dias de hoje.

Segundo Ana Amélia, países como a Alemanha e a Inglaterra já acabaram com essa diferenciação. O estudo do Ipea aponta também como contradição do sistema o aumento da expectativa de vida, sem o aumento na idade de aposentadoria, e o retorno dos aposentados ao mercado de trabalho.

Comentários (15)

  • Lia/Fpolis diz: 28 de fevereiro de 2013

    Ana Amélia Camarano precisa provar é onde mora, como vive se enfrenta dupla e até tripla jornada, se pega cedo no serviço, trabalha o dia todo e ainda tem de pensar que ao sair vai ter de pegar filhos nas escola ou creche pública e fazer todo o serviço da casa porque se tem uma coisa que não mudou foi a divisão das tarefas domésticas, coisa que homem raramente faz a não ser como ‘ajudinha’ ou quando a governanta-doméstica-cozinheira-lavadeira-baba-enfermeira da família e educadora de filhos fica doente. No mais, tudo bem tempos iguais, desde que mulheres não passem pelo desconforto e risco de gravidez, não trabalhem ralando barrigão nos latões, não passem pela maldição do parto que homem nunca sentirá nas dores, nos cortes e nos sangramentos, no risco de algo dar errado mesmo em hospital[ quando algum homem morrer por conta da procriação avisem], a josta da amamentação que homem não faz embora tenha tetas, a cobrança do ‘desvelo materno incondicional sobre as mulheres’, a guarda dos filhos quando separada dobrando trabalho e cobranças e por aí vai.
    Não é de admirar que nos lugares citados por ela as mulheres não querem mais nem casar e ter filhos, incluindo sociedades tradicionais e conservadoras como a japonesa.
    Assim, quando homem tiver de fazer todo o serviço doméstico que mulher faz de forma ‘natural’ e obrigatória como se ‘espera’ das mulheres tais como:
    - limpar,
    - lavar,
    - passar,
    - cozinhar,
    - costurar o básico,
    - administrar o andamento da casa e a vida de todos os seus membros,
    - cuidar de crianças e dos parentes doentes,
    - educar as crianças, levá-los ao médico sozinho e não como acompanhante de alguma mulher,
    - ficar em casa fazendo tudo isso para a mulher poder curtir amizades depois do trabalho e fds, seja no happy hour ou para bater bolinha,
    - amamentar os filhos nas próprias tetas porque são mamas e servem para isso, já que tem até câncer de mama,
    - jamais trocar a de 40 cansada por duas de 20,
    - fizer como hipocampos que gestam e parem as crias,
    - for estudado, bonito e cheiroso esperando a mulher chegar em casa e encontrar tudo pronto , até comidinha preferida na mesa,
    Aí talvez, quem sabe, se possa pensar em igualdade total.

    Essa desocupada pensa que todas as mulheres são de vida mole como a dela que, certamente, só cuida da ‘carreira profissional’ e que tem suporte de um marido governanto empregado doméstico?

    Que homens sejam misóginos até se entende, mas mulher achando que todas as mulheres já adquiriram poderes e zeraram os séculos de diferenças pró-homens é de lascar. Deve ser coisa de alguma economista masculinizada, quase todas da área ficam assim ‘homens de cabeça’. Se não sabe mais ou nunca soube o que é faxina e tanque pode pegar busão de subúrbio e se oferecer para ficar no lugar de qualquer uma que encontrar. Realmente, no Brasil todas as mulheres, sem exceções, já vivaram classe média europeia ou o que o valha.
    Vá pesquisar na periferia, dondoca, não entre amiguinhas do shopping, da academia e da faculdadezinha inútil que não serve para nada, só para ocupar um cargo bem remunerado fazendo pesquisas enquanto as outras trabalham. Essa mulher tem um vidão com empregadas em casa. Ela, sim, pode trabalhar o mesmo tempo que os homens, sobretudo os homens da casa dela que devem ser uns santos para aturar o porre de vinho de uma mulher como ela é.

  • maneca diz: 28 de fevereiro de 2013

    A aposentadoria em que um indivíduo plenamente capaz passa a receber uma renda vivendo em completa ociosidade , ou podendo permanecer na atividade e receber rendimento em duplicidade , e em razão da mair longevidade e expectativa de vida subtraindo vagas do mercado de trabalho que poderiam ser destinadas aos jovens e aos desepregados é algo social e economicamente inadmissível nos dias atuais, havendo necessidade urgente de reformulação e readequação das legislações previdenciárias e trabalhista a essa nova realidade , sobretudo para restringir e eliminar direitos e vantagens concedidos sob fundamentos jurídicos e econômicos de duvidosa legitimidade e legalidade e, e socialmente, nada convincentes.

  • Luiz Crlos Joench diz: 28 de fevereiro de 2013

    Concordo plenamente.
    Pois estamos com um défice na previdência, e em parte, isto ajudará a contêlo, junto c/ outras medidas.

  • Rogério diz: 28 de fevereiro de 2013

    Com certeza quem apoiar a igualdade na idade para aposentadoria entre homens e mulheres, será crucificado como machista e ganhará mais alguns adjetivos impublicáveis. Acredito que estarão mexendo em um vespeiro, mas é uma causa justíssima para o equilíbrio da previdência.

  • Tereza Figueira diz: 28 de fevereiro de 2013

    Ocorre que a dupla jornada é a realidade na maioria dos lares, bem como o imensoi desgaste físico da maternidade ainda é responsabilidade das mulheses. O homeme tem menor expectativa de vida porque se cuida menos, bebe, vive de forma perigosa. A mairo expectativa de vida da mulher não corresponde a uma vida mais fácil, muito pelo contrário. É um absurdo pensar em retirar a diferença de idades quando se considera que o homem Pouco pariticpa da vida doméstica e que seu desgaste se restringe a suas oito horas de trabalho. No Brsil, ao menos, esta é a realidade. E só alguem muito machista poderia ver este direito como uma regalia!!!!!

  • Berloque Gomes diz: 28 de fevereiro de 2013

    Já escrevi sob isso no blog há alguns anos, mas fui detonado. Realmente não faz nenhum sentido a mulher se aposentar antes dos homens nos dias de hoje. Tá cheio de mulher solteira, sem filhos, que vem com o argumento de dupla jornada. Os homens que têm dupla jornada não se aposentam antes dos outros. As mulheres se aposentam sempre antes, mesmo que nunca tenham tido dupla jornada. O engraçado é que as feministas lutam pela igualdade, mas só naquilo que lhes é conveniente. Eu sou pela igualdade total, tanto de deveres quanto de direitos. Como dizem, “o feminismo só existe até o pneu do carro estourar”. Mas o lobby feminino é bem forte, principalmente porque tem muita gente que gosta de fazer média e de jogar pra torcida. Vamos ver isso nos comentários. E os mais machistas são os primeiros a reclamar. Duvido que algum político tenha a coragem de levantar o tema. Dificilmente se elegeria de novo. Aí que entram os jornalistas e outros formadores de opinião, que devem colocar esse tipo de tema em pauta e discutir com argumentos, não com chavões ultrapassados.

  • Lu diz: 1 de março de 2013

    Caro Cacau!
    Seu ponto de vista é passível de compreensão considerando que você é um homem.
    Nos dias de hoje tanto homens quanto mulheres trabalham fora e raras vezes a residencia tem uma secretária do lar (eu adoraria ter uma!).
    Os homens – na grande maioria – cumprem uma jornada de trabalho (estafante, sim) – e depois se esparramam no sofá para ver futebol. Já odeio futebol!
    As mulheres, além de uma jornada igualmente estafante, precisam ainda pensar nas refeições da casa (não raras vezes deixá-la pronta para o dia seguinte), cuidar para que a roupa da casa esteja bem lavada, seca e passada (mesmo que tenha máquinas para isso, as roupas não entram e nem saem sozinhas das máquinas e nem se guardam nos roupeiros!), elas ainda tem de providenciar o asseio da casa – os banheiros são um nojo, pensa nisso – e conferir o que faz a gurizada, temas da escola, cursos extra classe, apaziguar conflitos e rusgas, lavar, secar e guardar as louças e… oh, estar bonita, saudável e cheirosa na hora de ir para a cama. As mulheres que estiverem lendo meu post saberão do que falo.
    Portanto, as mulheres deveriam ter a aposentadoria antecipada em 10 anos e o valor dobrado, visto que trabalham dobrado ou triplicado.
    Com raríssimas exceções.

  • Luciano diz: 1 de março de 2013

    Cacau, a dupla jornada existe ainda para muitas mulheres mesmo com a ajuda do companheiro e filhos. São poucas as mulheres que trabalham e tem empregada em casa.
    Mas a questão da longevidade maior poderá mais tarde trazer a equiparação do tempo de trabalho para aposentadoria. Porém, ao mesmo tempo é provável que o tempo mínimo exigido para que a aposentadoria seja concedido também seja maior para mulheres e homens apesar de que a modernidade também diminui postos de trabalho devido a automatização e avanços tecnológicos.

  • Larissa diz: 1 de março de 2013

    Nestes paises, o homem ajuda tanto quanto a mulher na criação dos filhos diferente do Brasil onde ainda recai tudo sobre a mulher (na grande maioria dos lares) ficando a mulher com dupla jornada de trabalho.
    Sem contar outras questoes culturais, pois nestes paises ditos de 1º mundo a mulher nao precisa nem amamentar, como eles sao “ricos” é muito facil e barato dar mamadeira!!!

  • Eduardo menezes diz: 1 de março de 2013

    Cacau não concordo com essa pesquisa, a mulher trabalha tres vezes mais
    que o homem, trabalha fora, em casa e na hora de dormir ainda faz amor
    muitas vezes contra vontade, lembrando que deve levantar mais cedo pois
    alem de fazer o café tem que se arrumar o que leva um bom tempo.

  • paulo diz: 1 de março de 2013

    não passem pela maldição do parto ….mulheres de verdade mesmo sentindo as dores do parto, não o consideram maldição e sim uma benção, opinião da minha esposa.

  • Berloque Gomes diz: 1 de março de 2013

    Geralmente não concordo com a Miriam Leitão, mas às vezes ela acerta. Eis o que diz sobre o tema em pauta:

    “Entre os países da OCDE, só na Grécia e na Áustria a idade de aposentadoria é diferente para homens e mulheres. Como a mulher tem maior expectativa de vida, fica mais irracional que se aposente mais cedo. O argumento das mulheres é que elas enfrentam a dupla jornada. O problema existe, mas deve ser enfrentado com a divisão da dupla jornada com os homens e não com o envio da conta do machismo dos maridos para a previdência”.

    Fonte: http://bit.ly/ZHCk27

    Observação: Lista dos países da OCDE => http://bit.ly/15QF0P4

  • Marcos Antunes Friza diz: 1 de março de 2013

    Acho curioso a mulhereda aqui reclamando da vida quanto a sugestão de igualar o tempo de aposentadoria entre homens e mulheres. Ao invés de usarem argumentos lógicos aproveitam o espaço para reclamar de seus maridos ou da rotina doméstica diária. A Senhora Lia por exemplo não deve ter um casamento dos melhores. Em primeiro lugar, vocês foram obrigadas a casar? Em segundo lugar, vocês não namoraram o tempo suficiente para conhecerem os hábitos de seus maridos e dessa forma imaginar que caberia a vocês os afazeres domésticos e criação dos filhos? Em terceiro lugar, foram obrigadas a terem filhos? Em quarto, foram proibidas de estudarem, de modo a conseguir empregos melhores e como consequência poderem pagar empregadas ou diaristas? Em quinto, os maridos as obrigaram a ficar em casa e cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos? Me desculpem mulherada, mas a vida que vocês tem foram vocês que escolheram. Minha mãe teve quatro filhos, conseguiu estudar, fez faculdade, conseguiu um bom emprego e nunca fui financeiramente dependente do meu pai (acho até que ganhava mais que ele). Minha esposa é advogada, veio de família simples e decidimos não ter filhos até termos condições financeiras adequadas. O trabalho doméstico revezamos com o pagamento de diarista. Sendo assim mulherada, não me venham com esse papo de jornada dupla, criação de filhos, etc, etc, etc. Quem fez seu presente foram vocês. Quem definirá seu futuro também são vocês.

  • julian diz: 1 de março de 2013

    Berloque está certo. Elas que procurem um homem de verdade, que ajude em casa.
    E digo mais, minha mulher achou um.

  • Historiador diz: 1 de março de 2013

    Ana Amélia é que é mulher de verdade! Fecho questão com os dois comentários do Berloque e parabenizo o Marcos Antunes que rebateu TODOS os argumentos, aliás infantis, da Lia tadinha. Tacanha do jeito que é e pensa, não admira que o marido colocou cabresto e trata como mera extensão de si! Devia seguir o próprio conselho ir nas comunidades periféricas e ver a mudança de mentalidade e de atitude das mulheres. E desqualificar o trabalho da Ana Amélia como se a mulher acadêmica fosse privilegiada, masculinizada, alienada ou sem comprometimento com a melhoria de condições de vida e de direitos da mulher só demonstra a imensa ignorância do que é a vida acadêmica, do quanto se sacrifica para chegar lá e do quanto é difícil se manter e construir uma reputação.

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