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Estatística duvidosa

25 de março de 2013 51
A Polícia Militar parece ter um bom departamento de estatísticas, mas que demonstram números, não fatos. Em entrevista concedida a mim, no quadro que apresento no Jornal do Almoço, o coronel Araújo Gomes, comandante do 4º BPM, deixou claro que a incidência de acidentes na Avenida Beira-mar Norte foi insignificante durante o período em que a via permaneceu sem radares de controle de velocidade. Em um ano, 604 acidentes, sendo que em 388 vezes com a presença do Corpo de Bombeiros, o que levaria a acreditar que os sinistros foram graves. Foi contestado pelo morador Erani Carioni, também participante da entrevista, segundo o qual a maioria dos acidentes envolveu motos. Do Hospital Governador Celso Ramos, o técnico em Radiologia Darlan dos Santos Becker, do setor que trabalha diretamente com acidentados diariamente e,m toda a Ilha,  enviou e-mail esclarendo que no período de ausência de pardais não houve um único acidente sequer com vítimas graves.
Havia feito, no JA, nesta coluna e no blog um desafio: a ocorrência de acidentes não pode ser atribuída a ausência de pardais, mesmo porque acidentes graves não houve. Depois da entrevista, continuo com a mesma opinião. Não há, portanto, necessidade dos radares, que, se tiverem a instalação confirmada, passarão a gerar multas para quem passa a 87 quilômetros por hora, pois o limite é de 80 quilômetros. É preciso se destacar também que a avenida dificilmente apresenta condições de andar acima do limite, pelo número de veículos que comporta. Batidas de carros com tantos carros e motoristas não muito preparados, acontecem todos os dias, a qualquer velocidade, no mundo todo. Aqui não seria diferente. 
Radar para aumentar faturamento de empresas jamais. E tenho dito.

Comentários (51)

  • ze diz: 25 de março de 2013

    boa tarde,

    que mal em cacau, a RBS faz uma campanha pela vida, e logo voce é contra radar na cidade, tem que duer no bolso, faz uma campanha pra tirar os radares moveis da policia rodoviaria federal e estadual tambem.

  • Eduardo diz: 25 de março de 2013

    O novo contrato não remunera a empresa pelo número de multas aplicadas, como era antigamente e foi considerada irregular, tanto pelo TCE como pela justiça. No novo contrato o valor pago pra empresa é mensal e independe do número de multas aplicadas pelos radares.

  • MoaFig diz: 25 de março de 2013

    A Prefeitura de Florianópolis está utilizando Resolução do CONTRAN para a instalação dos radares. No entanto, esta mesma Resolução determina um “Estudo Técnico” que comprove a necessidade dos equipamentos. Ora, se os fatos – “estatísticos”, entre outros, mostram ao contrário, a partir daí, cabe uma “Ação Popular” exigindo maiores explicações dos interessados. Não acham?

  • Odete diz: 25 de março de 2013

    Infeliz campanha contra os radares.
    Se alguém for multado injustamente, estando dentro da velocidade permitida, que processe, que se manifeste. Do contrário, que pague e fique feliz de não ter provocado um acidente.

  • Roberto Silva diz: 25 de março de 2013

    Parabéns Cacau pelas colocações e opinião.

  • Fabrício diz: 25 de março de 2013

    Cacau desse um banho dessa vez! Industria da multa voltando a toda, com discurso dos políticos e alguns agentes públicos, infelizmente, apregoando preocupação com o povo. Me poupem, tirem a máscara é menos feio. Acabem com a politicagem que implantaram no serviço público nos últimos anos, que o estado começara a funcionar melhor. Fora políticos fisiologistas!

  • Jean Marcel diz: 25 de março de 2013

    É fácil se posicionar do lado mais popular… Jogar pra torcida… Difícil é escolher o lado correto, ainda que impopular. Pergunte para uma mãe que perdeu o filho em um acidente de carro o que ela acha.

    As punições para quem infringe a lei estão permissivas demais… Isto é fato!!! Esta conclusão serve para os menores de idade que cometem crimes… Para os assassinos, que acabam, no fim das contas, com 6 ou 7 anos efetivos de pena… Para os motoristas embriagados que se recusam a fazer o bafômetro e fica por isso mesmo… E, inclusive, para os motoristas infratores!!! Ora, se o limite de velocidade não está adequado, vamos discutir isso!!! O pardal é uma forma de identificar quem foi além do permitido. Seria inviável colocar policiais fazendo esta tarefa em todas as esquinas… eles são mais úteis em outras tarefas.

    Se durante o dia o trânsito impede que se trafegue em velocidade superior ao permitido, então, qual é o problema? Se bem me lembro, antes dos radares, a beira-mar, de noite, era pista de pega!!! Alias, muitos deles causaram mortes que até hoje não foram a juri… Isso sim deveria estar causando indignação!!!

    É evidente que isto não justifica a corrupção na contratação das empresas… Isto é OUTRO DEPARTAMENTO.

  • wallace diz: 25 de março de 2013

    Deveriam colocar radares de 30 km/h nas áreas reservadas aos coletivos (Trapiche e Koxixo’s). Não aguento mais a lei de Gerson dos “espertalhões” que driblam o trânsito infernal que são nestes semáforos.

  • Gerson Luiz diz: 25 de março de 2013

    Não sei porque tanto chororô. 80 Km/h é velocidade mais que suficiente para se trafegar no perímetro urbano. Se muitos motoristas e motociclistas não têm o bom senso e acham que podem trafegar a uma velocidade maior que essa, tem mais é que ser multados mesmo!

  • SmK diz: 25 de março de 2013

    Como muito bem abordado pelo Cacau, uma coisa está bem evidente: no período em que a via ficou sem PARDAIS NAS SINALEIRAS (estes sim os vilões, não os de velocidade), os acidentes graves, sejam por motivos de velocidade ou AVANÇO DO SINAL, NÃO FORAM GRAVES, NÃO HOUVERAM VÍTIMA FATAIS!!

    Está bem claro para quem não enxerga ver: os radares postos nas sinaleiras atravancam o trânsito, não reduzem o número de acidentes, causam pânico aos motoristas (pois dependendo do horário, submetem-nos aos riscos da criminalidade e ao famoso RISCO DO sinal AMARELO, tão logo ficou amarelo, o condutor breca de inopino e com pressão, outros, como já presenciei, frenou na última bolinha verde, e o cidadão que lhe seguia, KAMBUM!).

    O modelo atualmente utilizado para a repressão das contravenções no trânsito, infelizmente, não atinge o verdadeiro objetivo que o Interesse Público anseia: o de evitar que a População seja exposta a riscos desnecessários.

    Os radares utilizados para o controle de velocidade, como os da PRE e PRF, são sim mto diferentes dos utilizados para o controle do trânsito urbano, aqueles são essenciais à redução das velocidades praticadas nas Rodovias, e, logo, à redução dos acidentes causados pelo excesso de velocidade, mas não contra aqueles causados pela falta de atenção, cansaço ou, retirado o abuso da velocidade, por alguma imperícia/imprudência/negligência.

    Abraço a todos,
    Cidadão Comum.

  • roberto carlos moreira diz: 25 de março de 2013

    Hoje perto das 18:00 em Balneário Camboriu,presenciei um motociclista da Guarda de Trânsito agredindo um motoqueiro suspeito.Depois de ter rendido e jogado o motoqueiro ao chão,o guarda batia com a cabeça do jovem várias vezes ao chão da calçada,perto da rodoviária.Os curiosos acham que o motoqueiro tava devendo. – NA MINHA OPINIÃO,ACHO QUE O MOTOQUEIRO ERA INOCENTE : pois não tinha nenhuma emissora de rádio,tv e jornal registrando o fato. Quando não tem imprensa ao redor de alguma ação policial,o suspeito é inocente. Não tem erro.

  • Leonardo diz: 25 de março de 2013

    http://www1.dem.ist.utl.pt/acidentes/segur_velocidade.shtml
    Quanto maior a velocidade, menor a chance de sobrevivência em acidentes…

  • Airton Amaral diz: 25 de março de 2013

    Cacau,
    Como tu contradisse a estatística oficial da PM com um depoimento de um Sr. que caminha todo o dia na Beira-mar, peço que registre o meu depoimento também, já que caminho de segunda a sexta e talvez seja até mais velho que a tua testemunha. Hoje, mais ou meno 8.30 da manhã, teve um acidente um pouco depois da Polícia Federal.
    Quanto a não lembrar de acidente grave na beira -mar, lembre a senhora bêbada que saiu do berbigão e que atravessou o canteiro central e acabou com a temporada da família argentina.
    Por fim, se a lei é 80, 87 está errado, ou não?
    Te admiro, mas estás prestando um desserviço à sociedade, além de ajudar a matar pessoas, pela não punição daqueles que desrrespeitam a lei.
    Airton do Amaral

  • Adriana diz: 25 de março de 2013

    Cacau, você está CORRETO e, infelizmente, é o ÚNICO com coragem para abordar temas polêmicos e constrangedores para os “adminstradores” (?) públicos que contratam esses “laranjas” para poder receber propina, fazer caixa dois e se preparar para as próximas campanhas eleitorais.
    Não vamos ser hipócritas em achar que os tais políticos que contratam essas “arapucas” para roubar dinheiro do cidadão que já é extorquido pelo governo em 5 meses de salário por ano, quer dizer, apenas os assalariados, pois os empresários, políticos e demais ricos sempre dão um jeitinho de SONEGAR, estão preocupados com o índice de acidentes, senão já teriam feito duplicações de estradas estaduais que mais parecem um cemitério.
    Parabéns pela sua coragem e independência e tomara que da próxima vez – se houver – a PM não faça o coitado do Coronel, que parece sério e honesto, passar por um constrangimento daqueles, apenas porque seus superiores o mandaram dar algum tipo de satisfação, nem que seja alegar estatísticas que ninguém sabe e nunca viu.
    Isto é CAIXA DOIS e é feito por TODOS os Partidos políticos, do PT, passando pelo DEM, PSDB, até o PCB.
    O resto é enrolação.
    Aliás, se os tais pardais é imprescindível, porque o dinheiro arrecadado por eles não serve para melhorar hospitais, que vivem em estado de ABANDONO?
    Abraço.

  • Gelter diz: 25 de março de 2013

    A entrevista no Jornal do Almoço de hoje (25/03), com o coronel Araújo Gomes, comandante do 4º BPM, foi a grande repercussão do dia e, talvez da semana. Cacau abordou muito bem o assunto. Foi perfeito em todo momento.
    As notas “Considerações” e, principalmente a “Nosso bolso” deste blog expressam na minha opinião, a opinião da maioria sobre o tema.
    Aliás, não podendo também deixar passar em branco, outra nota deste blog, “Barbaridade”, merece destaque.
    Tá certo que o tema adoção não tem relação com os chamados pardais, mas, analisando num contexto maior, se investigar bem ambos os casos, aí tem coisa. Refiro-me então a condução dos casos, gestão, decisões, objetivo principal oculto. É igual balaio de siri.
    Abs

  • Norberto Antunes diz: 25 de março de 2013

    Cacau está na hora de a PM voltar a fazer suas funções constitucionais de polícia ostensiva e parar de querer gerar estatísticas em gabinetes e servir a determinadas categorias de agentes públicos privilegiados, seja levantando cancelas ou prestando serviços de segurança. Talvez seja por isso, que a argumentação do oficial da PM não seja razoável e condizente com os fatos. Só para citar o desviamento de sua funções, recentemente, em 22/03 a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou, no Supremo Tribunal Federal, manifestação contra Emenda Constitucional nº 63/12 do Estado de Santa Catarina que interfere no regime jurídico dos Oficiais da Polícia Militar. A Instituição defende que a regra invadiu competência da União ao exigir o título de bacharel em Direito como requisito para o ingresso no quadro, atribuindo à carreira função essencial à Justiça, defesa da ordem jurídica e independência funcional.

  • luiz antonio rufino diz: 25 de março de 2013

    caro cacau na questao envolvendo os radares digo a voce que e vergonhosa , e esta e uma forma traiçoeira de arrecadaçao ,onde so atrapalha a ainda mais a mobilidade ,teriamos todos que avalizar uma campanha para acabar de vez com esta fabrica de multas.

  • alex diz: 25 de março de 2013

    Acho que a posição do blogueiro é bastante clara, e pessoalmente discordo dela, já que transito diariamente pela Beira Mar, e por mais que não ocorram muitos acidentes fatais, é comum – e muito – andar acima da velocidade permitida. Mas o que não entendi é o seguinte: a via tem velocidade permitida de 80 km/h, e se o cara passar a 87 km/h não pode ser multado? É errado isso? O problema é a multa, ou a velocidade máxima permitida? Esse sistema – com os pardais apenas nas sinaleiras – é o mais fácil de evitar, só pega quem realmente for muito tanso!!! Não considero isso indústria da multa. Já me manifestei aqui que, se houvesse fiscalizacão diária na via defronte ao Shopping Floripa, nem precisaria de pardal para arrecadar, bastaria dois guardas e o bolso do estado ia ser forrado.

  • Marcos sneijder diz: 26 de março de 2013

    assisti o JA ontem e a entrevista parecia do Faustão, aquela que o apresentador pergunta, não da a minima chance do entrevistado se expressar e acaba respondendo a pergunta de acordo com as suas convicções, tem que multar sim, doer no bolso dos irresponsáveis. abç.

  • Antonio diz: 26 de março de 2013

    Durante a entrevista do Coronel no JA ele informou que naquele momento havia acontecido um acidente grave ao lado do shopping Iguatemi envolvendo uma BMW que estaria capotada. Ele usou como exemplo, ou quis indicar, que tal acidente talvez não tivesse ocorrido se o radar estivesse operando. Mais tarde em reportagem da própria RBS constatou-se que a BMW não havia capotado e sim a ambulância do SAMU, causadora do acidente é que capotou ao bater na BMW. A ambulância estava indo fazer um atendimento de emergência e furou o sinal. Neste caso o radar não teria evitado o acidente. mas na estatística ele entrará como um acidente que poderia ter sido evitado. Estatística é isto, cada um lê os números como lhe convém.

  • Antôno Carlos diz: 26 de março de 2013

    Mas, gente, é só andar devagar que o radar não pega. É só não ultrapassar a velocidade máxima permitida. Qual é o problema?

  • ILHÉU diz: 26 de março de 2013

    Bom dia Cacau.
    Não entendi muito bem essa história de protesto contra a fiscalização no trânsito, quando todos sabemos que nosso país sofre um flagelo de mortes provocadas por irresponsabilidades praticadas ao volante.
    Sou morador da Beira-mar há 25 anos, cresci nesse pedaço do Centro numa época em que a juventude disputava racha. Em virtude de batidas de carro, morreu gente queimada, morreu gente em frente a uma famosa lanchonete de origem americana, morreu jogador de futebol do Criciúma, e, especialmente infeliz para os vizinhos de nosso edifício, morreu uma querida vizinha em frente ao nosso prédio, sobre uma faixa de pedestre que, na época, ninguém respeitava.
    Aí veio a fiscalização e, de tão bem sucedida, hoje acabamos nem lembrando de fatos como esses que, pode ter certeza Cacau, quem mora em nossa cidade se lembra. Aqueles que gostavam de dar uma de “melhores” ao trafegar pela Beira-mar passaram a dirigir com muito cuidado, pois se fizessem o que antes se fazia teriam sangria no bolso.
    Na minha opinião, e respeito quem defender tese contrária, os ditos pardais são ferramentas de educação tão positiva que deveriam ser estendidos a todos os bairros não só de nossa cidade, mas de toda a região. Eu vi o que aconteceu no meu bairro, onde antes não se respeitava sinal vermelho, faixa de pedestres e limite de velocidade, entre outras. Hoje as pessoas podem transitar civilizadamente por essa bela avenida. Antes era quase impossível atravessar a avenida para caminhar no calçadão. Tínhamos que correr entre os carros pois ninguém respeitava nada, agora idosos aproveitam aquele local com tranquilidade. Não entendo como ser contra isso.
    Desejo a meus conterrâneos o mesmo em seus bairros, privilégio aos motoristas conscientes e multa aos inconsequentes.
    POR FIM, ACHO QUE O PODER PÚBLICO NÃO DEVE TRANSFERIR À INICIATIVA PRIVADA A ADMINISTRAÇÃO DESSE SERVIÇO.
    Cacau, te adoro, leio teu blog todo dia antes mesmo de tomar o café da manhã, e não vou deixar de fazê-lo só porque não concordei contigo mas gostaria de compartilhar uma opinião sincera de alguém que vivenciou uma Beira-mar agressiva, mortal mesmo, e hoje desfruta de um bairro bem mais tranquilo em relação a esses fatos.
    Um fraterno abraço.

  • Carlos Henrique diz: 26 de março de 2013

    Os radares comprovadamente aumentam os riscos de acidentes. Ao invés do motorista prestar atenção ao ser redor, mantendo uma velocidade confortável para ele, tem que ficar olhando para o velocímetro. Uma olhada dessas é suficiente para que o carro a frente dê uma freada brusca e não haja tempo de responder.

  • Luiz Pôrto diz: 26 de março de 2013

    Cacau

    É absolutamente comprovada a relação direta entre velocidade e índice/gravidade dos acidentes de carro. Veja estudo holandês no link abaixo:

    http://www.swov.nl/rapport/Factsheets/UK/FS_Speed.pdf

    Há muitos casos em que a autoridade pública define limites de velocidade muito baixos nos radares, sem qualquer justificativa técnica. Porém, a verdade é que a classe média (e classes acima) quer andar de carro como bem entende, sem ter que se submeter a regras/regulamentações. Muito menos a pagar por infrações.

    Por isso, a questão dos radares virou tema para os políticos fazerem média com os donos de veículos. Em muitas cidades foram eleitos os candidatos que prometeram reduzir os radares.

    Que o dinheiro das multas é mal empregado, não resta dúvida, mas não se deve esquecer que há fatos relacionando velocidade e acidentes.

    Um abraço

  • Galego diz: 26 de março de 2013

    Muito infeliz o uso do seu espaço ontem no jornal do almoço, em uma clara demonstração de desconhecimento de uma realidade de gerenciamento de riscos. Imagina se permitir que as pessoas andem na velocidade que desejam vai ser menos perigoso do que limitar esse ato imprudente. E para quem cumpre lei, respeitando o limite de velocidade, os pardais não fazem diferença nenhuma. Eles só afetam quem é imprudente e inconsequente.
    O que inclusive parece ser o seu caso: disseste no final do programa que não irias pagar multa por passar a 87Km/h em um limite de 80km/h, e que a população de Floripa sabe andar na Beira-Mar. Já começou mal então, pois dá para ver que você, grande crítico dos radares, não respeita a lei. És então um da população que não sabe andar na beira-mar, pois anda acima do limite permitido.
    E resumindo, ficou muito claro que só fizeste toda aquela onda de ontem para fazer uma média com a população da cidade. Nada mais.

    Abraços

  • Christian diz: 26 de março de 2013

    Se é cobrado do motorista se ele passa da velocidade de 87Km/h tb quero ser ressarcido por ficar 40, 50 minutos para atravessar a beiramar por causa dos congestionamentos… Passo por lá todos os dias e vejo bem quais são os problemas. Uma coisa posso garantir: não é alta velocidade. Se querem ferrar quem tenta levar vantagem coibam quem fica correndo pelas marginais da beiramar para tentar cortar a fila gigantesca. Imaginem o stress que é estar numa fila que anda muito devagar e de repente se ver parado no meio da faixa,sendo que quando começou a passar por cima o sinal estava bem verde. Se fica esperando o carro da frente abrir espaço para então seguir certamente outro sairá vindo de outra faixa e tomará seu lugar. Isso tudo pra dizer que é totalmente desnecessária essa discussão. É preciso se preocupar com opções de mobilidade, como por exemplo evitar que todos sigam para um único ponto para entrar e sair da ilha.

  • Eduardo diz: 26 de março de 2013

    Cacau,
    Concordo que existe a “indústria” da multa. Aliás, muitas das realizações da Administração Pública possuem interesses “por trás”, ou seja, têm sempre alguém faturando – e muito – nas costas do cidadão/contribuinte.
    Mas dizer que a beiramar não precisa de pardais e/ou outro tipo de fiscalização eu não posso concordar. Sou moradora da beiramar norte e corro/caminho quase todos os dias. É uma loucura a quantidade de veículos (principalmente motos e táxis) que furam o sinal vermelho, cortam pelos bolsões (trapiche/praça do centenário) ou trafegam em excesso de velocidade.
    Enquanto não houver solução melhor (acho difícil conseguir educar a população sem pegar no bolso), penso que os radares são uma boa alternativa. E se vc acha que 80km/h é pouco, lute para aumentar o limite para 100km/h, mas mantendo a fiscalização para quem fura o sinal vermelho. É um perigo atravessar aquelas faixas, principalmente à noite.
    Abraço.

  • João diz: 26 de março de 2013

    Na verdade a Av Beira-mar tem que deixar de ser tratada como uma via quase que de lazer, onde são realizados diversos eventos (maratonas, passeatas, e etc) e tem uma quantidade injustificável de semáforos, os quais poderiam ser substituídos por passarelas no sentido bairro-centro, para ser entendida como a principal via de trânsito da cidade.

  • fernando diz: 26 de março de 2013

    Se a intenção é punir o condutor infrator, seria muito mas eficiente um sistema de pontuação com multas de trânsito, onde na soma de 20 pontos deixassem o cidadão sem poder dirigir por 6 meses e ainda tivesse que passar por um curso de reciclagem de 1 mês , seria muito mais eficiente, que esse sistema de arrecadação desenfreada que só enche os cofres públicos de dinheiro e não educa ninguém.. até porque o dinheiro da multa se quer é usado para pintar as faixas de pedestres que vivem apagadas em Florianópolis … nem o minimo com o dinheiro das multas os governantes fazem … certa parte o Cacau tem razão, botem radares que possam gerar multas de pontuação, é logico que assim eles não querem …

  • Fernando C. diz: 26 de março de 2013

    Para quem mora na beira mar, vai lembrar que na época dos radares… de 10 em 10 minutos se escutava barulho de freiada… Com a retirada dos radares o barulho sumiu. Agora penso que irão voltar, pois quem trafega por la, nao sabe se vai dar tempo pra passar no verde ou freiar no amarelo tendo que se sujeitar a ser abalroado por outro veiculo etc… e por ai vai.

  • Deco diz: 26 de março de 2013

    E Cacau, qual seria a punição correta para quem passar de 80Km/h na Beira Mar Norte?

    Não acha que medidas como perder a carteira por 6 meses seria mais eficiente?

    Creio que o problema é para onde vai o dinheiro, certo?
    Assim não vai nada para estas empresas para lá de duvidosas.

    Porque andar a mais de 80Km/h em uma área urbana, com carro entrando e saindo, sinaleiras, faixas de pedestres é irresponsabilidade demais.

    Não sei de quem é o interesse em dirigir a mais que isso.

    Está com pressa, saia mais cedo.

    Quer testar a máquina nova, vai a um autódromo ou vai tratar a impotência.

  • carlos diz: 26 de março de 2013

    Esse negócio tá um autêntico samba do crioulo doido: confunde-se a fiscalização de velocidade, feita pelos radares, com os sensores de avanço de sinal. No quesito velocidade, realmente tá difícil ultrapassar os 80 na Beiramar, vive trancada a maior parte do dia. Quanto aos sensores de ultrapassagen de sinal fechado, se tornam um problema pela reação dos maus motoristas, que freiam abruptamente, mesmo com o sinal ainda verde. Minha percepção de frequentador diário da Beiramar como pedestre é que com os sensores, ocorrem mais colisões traseiras, mas em compensação me sinto mais seguro pra atravessar a avenida na faixa. No semáforo da Alves de Brito, só os ônibus respeitam o sinal fechado, os demais só param se o pedestre estiver sobre a faixa, e olhe lá, já tive que correr várias vezes para não ser atropelado. Para comprovar isso, é só ficar uns dez minutos naquele local às sete da noite, é um festival de carros passando com o sinal vermelho.

  • Osvaldir diz: 26 de março de 2013

    Ora Sr.Cacau, se a Avenida não permite andar acima de 80 Kh em razão do número de veículos que comporta, porquê se preocupar com radares que limitam a velocidade em 80 Km? E se em algum momento a via permitir, é só não exceder o limite, e danem-se os radares.
    Quanto a quebrar a indústria da multa acho uma excelente ideia, e é muito fácil fazer isso. Basta apenas que cada condutor respeite integralmente o Código de Trânsito e falimos essa indústria num estalar de dedos. Não só falimos essa indústria, mas, de quebra, poupamos inúmeras vidas, desafogamos o sistema de saúde pública, diminuímos consideravelmente os afastamentos do trabalho, reduzimos os custos da seguridade social, etc.,etc..
    Que tal, Sr. Cacau menezes?

  • kim isac pretoman diz: 26 de março de 2013

    Parabéns pela ótima matéria levantada por voce CACAU, gostei d posicionamento, e não se deixou levar pelas convicções de meia duzia,que mordem uma parte dessa fortuna arrecada de forma ilicita, precisamos sim de mais campanha, a RBS e outras iniciativas privadas tem feito a sua parte, mas cade a parte do governo?eu acho que estamos numa época de ditadura sendo induzidos que isso é democracia,onde eles decidem o que querem e como querem e nós precisamos aceitar mesmo com ampla vantagem na maioria e nos questionamentos…abraços

  • Gerson Luiz diz: 26 de março de 2013

    Pelas suas respostas nota-se que quanto mais velho você fica, mais ignorante e irresponsável vai ficando também! Típico brasileiro que ADORA transgredir as leis.

  • Henrique diz: 26 de março de 2013

    Desse um banho Cacau. Dava pra entrevistar o prefeito Cesar Souza Jr e perguntar o porquê da volta dos radares e ver se ele irá falar mesmo a verdade. Também dava para perguntar o porquê dele não ter sincronizado as sinaleiras na Beira-mar como disse que iria fazer durante a campanha. Se, como ele dizia, era algo tão simples por que ainda não o fez mesmo com 4 meses de mandato?

  • Ales diz: 26 de março de 2013

    Esses que estão defendendo os radares, no mínimo, devem ter algum intere$$e $ocial pela vida dos outros…sei, sei…

  • fernando diz: 26 de março de 2013

    O cara que tem uma Ferrari ou uma Porche , esta muito preocupado com uma multa de Radar de 127 pila. agora deixa ele sem carteira vê se ele não fica triste, ainda sou a favor de um sistema eficiente de multas por pontuação …

  • Carlos Pacheco diz: 27 de março de 2013

    Cacau, pior que os radares na Av. Beira-Mar são os radares da Polícia Rodoviária Federal, móveis e colocados invariavelmente em trechos da estrada, sem estatísticas de acidentes, mas que são sinalizados com velocidade de 80 e até de 60 kph. O maior absurdo é colocarem os radares em frente aos postos (onde eles se escondem, literalmente) inclusive durante as madrugadas…

  • Fabrício diz: 27 de março de 2013

    Prezado Cacau,
    Já que geralmente discordamos, venho aqui parabenizá-lo pela posição aqui defendida por você.
    Li todas as postagens, e entendo que o assunto é polêmico, principalmente porque as pessoas entendem que os radares são um mecanismo que gera segurança.
    Neste ponto é que está o erro das pessoas que defendem a instalação dos radares, vez que sua existência aumenta exponencialmente a probabilidade e consequentemente, a ocorrência de acidentes.
    Só quando as pessoas enxergarem este fato, é que vão entender teu posicionamento, fora isso, fica clara a motivação financeira por trás da instalação dos radares.

  • João Paulo Bruno de Assis diz: 8 de abril de 2013

    Pardais organizam o trânsito, impedem que se dê a famosa “furadinha” de sinal, faz com que os motoristas se sintam compelidos a respeitarem as regras. Sou mané e fui morar em Recife e o que mais sinto falta nas ruas Recifenses são os tais pardais. Acho que Florianópolis perdeu muito sem eles e todas vezes que voltei nesse período sem pardais pude notar que a desorganização no trânsito de Florianópolis só piorou. Quem bom que os pardais voltarão!

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