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Mais um passo

30 de janeiro de 2014 27

O juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel, da 4ª vara de Entorpecentes de Brasília, pode entrar para a história, introduzindo o País, de fato, as novas atitudes mundiais:  Ele absolveu um réu confesso de tráfico de drogas. O juiz brasiliense considerou que a maconha é uma droga recreativa e, usando como referência a Lei de Drogas, não poderia estar na lista de substâncias proibidas.

 O acusado foi pego em flagrante enquanto tentava entrar com a maconha dentro do estômago no presídio da Papuda. Ao todo, o réu levava 52 porções da droga e deveria entregar a um presidiário. No julgamento, pediu a pena mínima e acabou absolvido.

 Em sua decisão, o juiz declarou que “Soa incoerente o fato de outras substâncias entorpecentes, como o álcool e o tabaco, serem não só permitidas e vendidas, gerando milhões de lucro para os empresários dos ramos, a proibição de outras substâncias entorpecentes recreativas, como o THC, são fruto de uma cultura atrasada e de política equivocada e violam o princípio da igualdade, restringindo o direito de uma grande parte da população de utilizar outras substâncias”.

Comentários (27)

  • Rocker diz: 30 de janeiro de 2014

    O juiz deu uma viajada nessa, misturando as coisas.
    Uma coisa é alguém ser pego fumando um baseado de forma recreativa, outra coisa é alguém ser pego com uma quantidade no estômago para traficar dentro de um presídio.
    E é uma substância que, por lei, ainda é proibida, por mais que não concordemos com isso.

  • Alexx diz: 30 de janeiro de 2014

    Mas a Lei brasileira diz isso???

  • Sandra diz: 30 de janeiro de 2014

    Adorei esse juiz, bastante sensato, não achas?

  • Christian diz: 30 de janeiro de 2014

    Perfeito… Se está incoerente proíbam o álcool e o tabaco e não liberem a maconha. Seguindo pela linha do juiz é fácil liberar a cocaína também… Afinal de contas os traficantes querem parar de serem discriminados e querem ter os mesmos lucros do álcool e cigarro. Oh wait! Quem fuma cigarro de nicotina e bebe não é levado a experimentar maconha nem outras coisas mais fortes. Nonsense… Maconha, crack, coca são drogas alucinógenas de alto grau. Bem diferente de um porre de cerveja ou uísque.

  • ALEX JUNG diz: 30 de janeiro de 2014

    Então quer dizer que o tráfico agora está liberado na visão desse insigne magistrado?
    Se o tráfico está liberado, então não precisamos mais de polícias nas fronteiras do país com o objetivo de barrar tráfico de drogas e contrabando…

  • Éverton diz: 30 de janeiro de 2014

    O senhor Juiz é pago(pelos cofres públicos) para julgar conforme as leis que existem e não para emitir sua opinião, julgando conforme o que ele “acha justo”, ou o que ele acha que deveria ser…
    Se ele julga incoerente a proibição da substância, que se filie a um partido político e se candidate a Deputado….
    Minha opinião!

  • Fabrício diz: 30 de janeiro de 2014

    Christian,
    Seu conhecimento em relação ao assunto é tosco e totalmente oposto ao que a ciência têm reiteradamente afirmado.
    Depreende-se que você é um “cavalo de padeiro” se é que conhece o termo.
    Talvez se perder algum tempo e ler de alguma fonte descompromissada com a indústria pare de falar asneiras.
    Finalmente, em relação à absurda idéia em relação à proibição do tabaco e do álcool, venho te lembrar que a história já provou que isto é impossível, além de ir de encontro a qualquer princípio democrático, que sempre (teoricamente pelo menos) se rastreia no respeito às liberdades individuais, e não no cerceamento delas, como você quer!
    O que este juiz fez foi se rebelar contra o Estado que por conta de fanáticos religiosos, asseclas de americanos espertalhões (no passado) e desinformados em geral (como você),proibiu e continua proibindo e negando o direito à discussão séria a respeito do tema.
    Isso nada mais é que vedar ao cidadão seu direito constitucional de liberdade.

  • Juquinha diz: 30 de janeiro de 2014

    Maconheiro: fumante e vendedor, tudo marginal. Quem está a margem da lei vigente é marginal. Ponto. Vamos para outro post.

  • Carlos Roberto diz: 30 de janeiro de 2014

    E armas, o baixoexcelentíssimo permite? Em que outro país do mundo permitem que levem grandes quantidades de maconha para um presídio? Você forçou a barra.

  • maneta diz: 30 de janeiro de 2014

    Não esta feliz na próxima eleição anula teu voto zero neles.

  • João Lobo diz: 30 de janeiro de 2014

    Tsc, tsc…
    Advogar em causa própria, nada mais conveniente, e conivente…

  • Gualter diz: 30 de janeiro de 2014

    Mais uma amostra do que virou o País e como o nosso judiciário está ajudando nisso. Aliás, não só o tráfico está liberado por aqui – assassinato, corrupção, depredação, etc… tbem são liberados.

  • maneca diz: 30 de janeiro de 2014

    Kka. Ainda bem que existem magistrados esclarecidos quena aplicação das leis antes de se restringir a literalidade do texto, e a vontade do legislador , muitas vezes , em contradição com a vontade e os novos valores vomportamentais vigentes na sociedade e com consequências contraproducentes aoi nicialmente desejado quando da instituição da norma.
    A sociedade amadureceu e parte considerável sobretudo a mais esclarecida e culta se inclina para a lconsideração de que a questão das drogas é de saúde pública e não de repressão. até porque, toda esta repressão que se arrastahá mais de 50 anos apenas recrudesceu o tráfico, o consumo , corrupção, os lucros do atacado , da industria de serviços de segurança e de armas e toda sorte de crimes , como remoras do tubarão que é o mercado negro.

  • wander diz: 30 de janeiro de 2014

    Esse juiz tava doidão cara.

  • Fabrício diz: 30 de janeiro de 2014

    Onde escrevi rastreia leia-se lastreia.

  • Fabrício diz: 30 de janeiro de 2014

    Gualter, exatamente ao contrário do que você imagina, destes que você citou, tráfico de drogas é o único crime que se pune com prisão neste país.
    O caso aqui citado é único, trata-se como o Maneca bem disse, de um magistrado esclarecido, e muito corajoso, até porque substituto, talvez em estágio probatório.
    Mesmo que não concorde com a absolvição, até porque não li os autos e portanto, inviável julgar sem ter conhecimento, cristalino que tal sentença é uma revolta contra a insensatez e incoerência que transforma milhões em “marginais” como nosso “inquisitor-mor” Juquinha enche a boca para falar.
    Afinal, da leitura dos posts tem-se a triste impressão que a maioria dos leitores é contra a evolução dos usos e costumes, contra a evolução do pensamento, contra o conhecimento antes inexistente acerca do tema e pasmem, gostariam de viver em uma ditadura, onde bem vigiados, fariam apenas o que permitido fosse.

  • RÁDIO AÇÃO FM5 diz: 30 de janeiro de 2014

    CAPTURADO – A 6ª DP do Rio , com ajuda da policia do Ceará, prendeu em Nova Russas (CE) Luiz Ricardo Vitorino da Silva, o Menor do Grotão, do Morro do São Carlos e que fugiu do estado após a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em julho de 2011. Ele estava usando o nome falso de Alex Costa do Nascimento, Ele era o gerente do tráfico do Morro do Querosene, na mesma região. Ele tinha uma recompensa de R$ 1 mil por informações que levassem à prisão dele. Contra o criminoso, havia seis mandados de prisão por homicídio e tráfico de drogas. No Ceará, Luiz Ricardo participava de torneios de luta e trabalhava como agenciador de seguros DPVAT na Região Metropolitana de Fortaleza.
    Fonte : http://www.procurados.org.br

  • Farias diz: 30 de janeiro de 2014

    O juiz viajou (ou ainda está), não cabe ao magistrado a MUDAR a lei, isto cabe ao LEGISLATIVO.

  • Christian diz: 31 de janeiro de 2014

    Fabrício, vá ao morro. Lá vc vai encontrar inúmeras pessoas usando artefatos bélicos em nome da “ciência” para alimentar esses cidadãos indefesos que apenas querem desfrutar dos benefícios trazidos pela maconha, crack e cocaína. Muitas das pessoas que usam maconha passam para drogas mais pesadas e acabam com a sua vida e das pessoas ao seu redor. Se vc não entendeu meu post anterior com tom sarcástico em relação à proibição de álcool e tabaco eu diria que tosco é vc, meu caro. E eu espero que um usuário (a) na fissura de maconha ou outra droga “injustamente” proibida faça uma visita na sua casa, de surpresa, para “bater um papo”. Ou então levar sua filha(o) para dar um “rolê” e conhecer outros amiguinhos igualmente injustiçados. Depois posta aqui como vc se sente ;)

  • Fabrício diz: 31 de janeiro de 2014

    Prezado Christian,
    Reli seu post e não tem como interpretar sob esse viés sarcástico que você menciona, restando claro que o que você disse, disse com pretensão de seriedade, finalizando ainda, com uma pérola “porre de cerveja ou úisque é bem diferente”!!!
    Porque seria? O que entende você acerca dos malefícios ou benefícios de qualquer droga que seja?
    Compara crack e cocaína à maconha, como se soubesse diferenciar cu de bunda…
    Precisa de muita leitura para que você assimile noções básicas a respeito de um tema tão cheio de preconceitos como os que você demonstra ter.
    Apenas a título de esclarecimento inicial, maconha não causa dependência química!
    É tanta desinformação que não há como te explicar, é mais ou menos querer ensinar raiz quadrada ou vetores para alguém que mal sabe somar…
    Afinal, apenas para encerrar, o exemplo que citou “vá ao morro”, é exatamente o que a liberação de direitos individuais desrespeitado com essa lei retrógrada vai trazer, se não entendeu, esclareço: A tráfico vai perder força pela desnecessidade do usuário em recorrer a ele.
    Em contrapartida eles provavelmente vão partir para os assaltos, mas daí já estamos entrando no campo social, que não é o que se discute aqui e agora.
    Att

  • carlos o gomes diz: 31 de janeiro de 2014

    DROGAS. Existe um trecho de um fillme onde a pessoa vai experimentar uma droga pela primeira vez. O outro fala, após voce usar voce sempre irá buscar o efeito da primeira vez. E nunca vai conseguir. è assim que se fica viciado, buscando o prazer da primeira vez. Outra balela é que a maconha vai levar a outras drogas. ENGANO! O que vai levar a outras drogas é a pessoa, uns preferem cigarro, outros, alcool, outros cocaina, outros maconha. Independe de como voce começa.

  • Sandra diz: 31 de janeiro de 2014

    Quanta caretice…

  • Beaco diz: 31 de janeiro de 2014

    importante , fundmental esta discucao , quando paises com o Esados Unidos e Uruguai , Legalizam a simpatica e inofenciva cannabis Sativa .Bom para o agronegocio, melhor para industria textil – fibra – e especiamente para industrial e laboratorios farmaceuticos . Com a palavra o Congresso Nacional . Legalizacao baseado no respeito as liberdades individuais .Parabens a Todos…e o Debate continual. abs. Beaco .

  • fernandog diz: 31 de janeiro de 2014

    Estou curioso para entender o método de entrega. Quando seria o tempo exato deste momento , digamos, tão pessoal. Os prazos seriam respeitados ? O certificado de qualidade não estaria rasurado ou até mesmo borrado, considerando as inadequadas condições de labor que o incauto transportador foi envolvido ? Evidente que o princípio da igualdade foi molestado sem esquecer que pode ter ocorrido algum ato abrupto da parte de algum carcereiro ansioso o que é muito normal nestas horas e acontecimentos do livre comércio. Este menino , como diz o povo, colocou o seu na reta e agora não sabe o que fazer com o volumoso carcereiro que alega merecer um quinhão da encomenda. Sugiro ao réu que doe uma parte ao Delúbio (necessita !) e feche as comportas mandando esse horroroso carcereiro as favas ameaçando buscar apoio sindical e uma greve das boas , pois com tanta gente chata , convenhamos , não há anus que aguente .

  • Christian diz: 31 de janeiro de 2014

    Fabrício, chega a ser risível a visão de que com uma eventual liberação das substâncias proibidas os traficantes desceriam dos morros com flores e todos ficariam usufruindo das suas substâncias favoritas sem problemas. O mundo real infelizmente não é assim. Quem fuma maconha continuaria subindo de degrau para outra droga mais pesada. Quem fuma maconha não está procurando propriedades medicinais (algumas realmente comprovadas cientificamente). Quer mesmo é ‘barato’, ficar doidão, high. O uso continuando da maconha causa problemas de concentração. Presenciei vários casos. O cara fica leso, lento, parece um idiota. Alguns só ficam curtindo o lance da maconha, mas muitos pulam pra outras coisas mais fortes. E overdose de cerveja e de cocaína tem sim muitas diferenças entre si: vida ou morte.
    Eu estou de saco cheio de intelectuais teóricos como vc que não convivem com a realidade. Que acham que boca de fumo é só um botequinho com “funcionários” escondidos atrás do balcão. Vá no morro sim e veja a realidade nua e crua, a diferença entre cu e bunda, como vc diz. Vá numa casa de alguma família de bem que teve sua moradia tomada por vagabundos do tráfico e diga isso pra eles.
    Aliás, já ofereceu uma petequinha de coca pra sua filha(o), pai/mãe hoje? Execute suas teorias dentro do seu próprio quintal com as pessoas que ama. D-U-V-I-D-O.

  • Virgulino Lampião diz: 2 de fevereiro de 2014

    O art. 5º, inciso XLIII da Constituição Federal é claro: “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem.”
    É um gritante paradoxo o veredito prolatado. Se o texto constitucional enquadra o tráfico de entorpecentes como delito inafiançável, não há como sustentar decisões judiciais absolutórias como no caso sob enfoque, com provas contundentes contra o acusado, pego em flagrante enquanto tentava entrar com a maconha dentro do estômago no presídio da Papuda.
    O resto, é conversa prá boi dormir, e chega de violência neste País, via de regra, quase sempre associada às drogas.

  • Mark Richards diz: 3 de fevereiro de 2014

    Porque se despende tanta energia para legalizar uma droga e não se vê campanhas educativas para afastar as pessoas dos entorpecentes? alcool, maconha, tabaco, heroína, cocaína são todos nocivos à saúde. Por que não vemos campanhas massivas de prevenção do uso destas substâncias? Hoje você vê crianças de 10 anos cujos ídolos são “artistas” que passam o dia com um baseado na boca fazendo apologia ao consumo de drogas. Não entendo essa glamourização da cannabis, já que comprovadamente seu uso crônico afeta a capacidade cognitiva do ser humano

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