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Caçando zumbis em Floripa

22 de abril de 2014 65

Grande Cacau, rolei pelas sarjetas do centro da Ilha da Magia por algumas madrugadas durante a Semana Santa procurando zumbis. É a turma do crack. Se diz zumbis porque a droga os deixa fora da casinha.

Deixei crescer a barba, vesti uma roupa surrada e me enrolei num cobertor velho. Com figurino de mendigo e olhos de repórter, comecei na Matriz. Eram nove da noite da segunda-feira dia14.

Bati o olho e achei ali mesmo a zumbi Zildinha. Pra quem passa na corrida fica difícil reparar naquela negrinha petit, cabelo black power, jeans imundos, sentada bem quietinha na escadaria.

 

Zildinha esperando rango na escadaria da Matriz

Zildinha esperando rango na escadaria da Matriz

 

Ela tá na esquerda da foto, olhando o carro da direita. Este é de um pessoal que dá quentinhas grátis pra zumbis, drogados light, bêbados, sem teto, gente de rua – é tudo chinelagem, mas eles tb precisam comer.

Logo pinta um garotão sarado, Tiago. Disse que tinha pena de nós. Que, se pudesse, nos ajudaria. Se contentou em me dar a quentinha e dois copos de Coca – um seria pra Zildinha, que não quis o dela. Ignorei o arroz com feijão. Devorei o guizadinho com farofa, simplesmente divino.

Meu prato de guizado com farofa, cortesia de almas boas

Meu prato de guizado com farofa, cortesia de almas boas

Esnobado pela zumbi
Me aproximei da Zildinha Insignificante para tentar jantar com ela e puxar papo. Me deu um olhar inexpressivo e virou pro lado. Me toquei que era mal-vindo e fui traçar meu guizado noutro point. Lá pelas 10 passa o fotógrafo Ado Marques, ex-coleguinha no DC. Fui reconhecido. Com a boca cheia de farofa, dei uma dispensada nele.

Quando comecei a caminhar, adicionei minha quentinha ao figurino, achando mais convincente – anote, porque adiante vc saberá o destino dela.

Território do gigante
Encontrei o gaúcho Wagner e o goiano Murilo jantando embaixo da marquise ao lado do Itaú.

Wagner era bêbado e mal-humorado. Avisou que ali onde ele botou os papelões era canto dele: “Você não vai dormir aqui, senão o Gigante te pega”, ameaçou.

Murilo explica: “Gigante é o ‘pai’ dele”, um mendigo forte que tomaria conta do espaço e protegeria Wagner – além de drogado, bêbado e mal-humorado, ele é aleijado. Sozinho, viraria presa fácil da turma do mal.

A única evidência da existência do Gigante era uma mala vermelha, com rodinhas, gigantesca. Wagner : “Tô cuidando das coisas dele”.

Murilo era moço e saudável. Tatuado. Disse que eu conseguiria vaga para dormir no albergue da Hercílio Luz. Mas “só com carteira assinada e sem ficha na polícia”. Isto me fez perguntar o motivo dele estar ali e não no albergue. “Perdi minha CT”, disse, sem indicar quando e onde. Da ficha na polícia, achei descortesia perguntar – tava na cara.

Os dois me deram uma longa aula sobre como viver nas sarjetas. Legal a parte do banho em fontes. Eles usam uma torneira pirateada de um relógio da Casan na Tiradentes. Xixi e o Nº 2 em qualquer canto – por isso aquele cheiro que às vezes vc sente quando caminha pelo Centro.

“Comida não vai faltar pro senhor, esta cidade é muito boa”, atesta Murilo. Ele e Wagner dividiam um Xis com Coca. Me convidaram pra meter a mão no xis, todo esfarelado. Cometi o erro de agradecer. Dar ‘obrigado’ foi como um tapa: pobre nunca recusa e come o que pinta!

Trabalhador modelo
Encontro um sujeito saindo da Secretaria da Fazenda. Era Joelson Coelho, da informática, cedido pelo Ciasc – falante, só faltou dar o número do CPF.

Joelson Coelho, herói do funcionalismo

Joelson Coelho, herói do funcionalismo

Ele se justificou por estar trabalhando depois das 23h! Disse que precisava adiantar um serviço, melhor ficar além do expediente do que descumprir seus deveres. Vai para o trono ou não vai?

No coração do mal
Fui pro território livre do Edifício das Diretorias. Ali vivem dezenas do drogados. Desde seus ninhos de papelão, dominam colunas e marquises.

Em grupo, os zumbis ficam intratáveis. Gritam, xingam, ameaçam quem passa. Por experiência, sabia que se puxasse minha Lumix Leica do bolso ia me dar mal. Só tive coragem clicar os que tavam dormindo.

No conforto do Edifício das Diretorias

No conforto do Edifício das Diretorias

Os porteiros do edifício Itamarati, da Vidal, apontam aquele pico e uma esquina perto do Clube 12 como os piores, exceto pelas quebradas no aterro, terra de ninguém.

Dizem que a turma das Diretorias comanda o crack no centro. Ali é o melhor local para dormir, mais protegido. Por um acordo não escrito, a PM não mexe com eles: “Conquistaram o território”, diz um vigilante da Protege.

Na minha ronda enfrentei muitos olhares hostis. Na noia, achei que desconfiavam do mendigo de passos firmes. Mas conclui que a maioria já se conhecia e eu era só o estranho. A menina Lais me clicou fingindo mexer numa lata de lixo. Deu 10 pro disfarce, me tranquilizando.

The Mendigo na Vidal Ramos, by Lais

The Mendigo na Vidal Ramos, by Lais

Fui pra praça do TAC. Uma rodinha de gaúchos numa mesa do quiosque. Entre eles, um diretor do Sindicato dos Bancários. O tema era maragatos. A mesa era comandada por um barbudo alegre.

Um gordo careca com a camiseta do Inter fazia o contraponto às piadas do alegre. Uma zumbi noiada apareceu, pediu o dinheiro da passagem. O sindicalista catou alguma coisa no bolso e estendeu a mão, com alguns centavos, sem olhar na cara dela.

Quando a zumbi se foi, ele disse alguma coisa baixinho que fez a turma toda explodir numa gargalhada só.

Esmola e gargalhadas

Esmola e gargalhadas

Sem piedade
Bem depois da meia-noite, tudo deserto, tentei descansar um pouco na escadaria da catedral. Surpresa! Ela tem um vigilante que escorraça chinelões.

Insisti. falei do santuário que a Igreja oferece aos perseguidos-doentes-abandonados. Nada sensibilizou o homem. Pedi pela caridade cristã: “Se você continuar, eu chamo a PM”, rosnou.

Fingi tremer nas bases. Me enrolei no cobertor e sai de fininho. Fui xingando todos os santos . Tentei a igreja evangélica da Graça, perto do TAC. Zero zumbis nela também. Tão caridosa quanto a Matriz: fez uma baita cerca pontiaguda, pobres fora.

Sexorama
Na frente do TAC mora um pessoal cascudo. Uma senhora obesa, de cabelos brancos e voz potente, comanda o pedaço. Nua sob cobertores imundos, ela trocou três parceiros em meia hora que passei ali. Tinha fila esperando atendimento.

Um sarará de bicicleta vaporiza o centro. Ele vai de mocó em mocó levando drogas. O vi rodando bastante. Na terceira volta me ofereceu uma pedra por R$ 5 e duas pelo cobertor. Na última, na frente do Santander, viu a câmera e fugiu de mim, só consegui uma foto tremida.

Vaporizando na bike

Vaporizando na bike

 
Na batalha

Os zumbis se queixam que apanham muito da PM. “Normal”, diz um bombado, catador de latinhas na Praça XV: “Eles querem respeito, nosso negócio é correr”.

Gutinho mostra um braço com cicatrizes, supostamente provocadas por pisões de um PM . O braço quebrou, o osso saiu pra fora e solidificou no ponto errado.

Jatinho mostra uma boca sem os dentes superiores: “Me arrancaram com chutes”, choraminga. Ele não lembra quando. Quem chutou: “Um PM e o porteiro lá de cima” – o zumbi aponta pros lados da Osmar Cunha.

Banco dos zumbis
Palmas para a política do Banco Itaú: suas agências são tolerantes com zumbis. “Tenho ordens de não mexer neles”, diz o porteiro da agência da Praça XV, indignado e resignado. Na filial em obras noturnas, dois zumbis (ou seriam apenas mendigos?) roncam numa boa, seguros.

Proteção bancária

Proteção bancária

 

Há uma certa ordem no comportamento errático da maioria dos zumbis pelas ruas. Embora pra nós eles pareçam caminhar sem rumo, andam numa linha invisível. E se enquadram nela na porrada. Quando eu disse que dormiria na Felipe, um deles me avisou do perigo: “Ali a PM não deixa”.

Não arrisquei. Fui só espiar a Felipe. Zero daquele burburinho da tarde. E só havia uma pessoa com jeito de zumbi. Era um negro sentado na frente do Magazine Luiza. Estava meio escondido por um latão de lixo.

Tomei um susto quando cheguei perto e senti a encarada dele. Parecia uma fera. Sujo como um bicho. Os lábios bem vermelhos, fazendo biquinhos. Ele repetia os movimentos da boca, então notei que eram involuntários. Babava. Tremia. Envergado, quase fetal, balançava o tronco.

Ele estava além do medo da PM. Venci o meu e tentei me aproximar. Puxei a câmera – mas algum sentimento que desconheço congelou meu dedo e não fiz o clic. Ele não tinha condições de ser entrevistado.

Já na praça 15, dei uma última olhada pra trás. O zumbi continuava se balançando. Dobrei a esquina da Panvel, em direção ao aterro.

Brothers na miséria
A Conselheiro Mafra na madruga em que eu fui estava deserta até onde se podia ver. Cadê as prostitutas e os michês ? Um taxista dá a explicação clássica da economia de mercado: a oferta de clientes estava baixa. “Venha no sábado e vai encontrar o que quiser”, disse o motora.

Cena da madrugada na Felipe, na frente das Americanas: dois carinhas, em calçadas e direções opostas. O das Americanas levanta o punho esquerdo cerrado e solta o grito: “Brother!” Lá do outro lado vem o berro “tudo”! Belo exemplo de camaradagem entre zumbis.

Altas horas, volto pro Senadinho. Ali eu tinha feito um pit stop e deixado minha quentinha numa mesa de xadrez, ainda com o arroz e feijão. Encontro o pote vazio. Vapt vupt, alguém passou e comeu até o último grão. Isto é pra gente saber que sempre tem alguém pior.

Sem o povo, os restos do dia estão espalhados. Perto das duas aparecem os carinhas da Comcap. Antônio Roberto, 27 anos na vassoura, comenta que “cada dia está pior, depois da lei que proibiu jogar lixo parece que as pessoas fazem de propósito”.

Um zumbi passa perto deste mendigo e do faxineiro repetindo um apelo patético: “Alô São Paulo, alô Vila Xavante, alô Rui, seu filho Giba procura pelo senhor.” Feito papagaio, sumiu na madruga procurando o pai perdido.

Nas trevas do aterro
Encarei o aterro e o Mercado Público. Dá um medinho. Tinha gente dormindo em tudo quanto era canto, vão e desvão. O pior lugar é perto de uma birosca de xis na frente da Ferragem Capital.

No chão imundo da birosca escondia-se um zumbi mais imundo ainda. Espiei e recuei, porque ele dava impressão que ia saltar na minha jugular.

Pensei: por que será que a Prefeitura não passa o trator neste lixo de birosca? Talvez o carinha achasse um canto mais confortável pra fumar, comer, c… e dormir! Já que não se pode fazer nada por ele, pelo menos limparia a rua.

Repensei: bastou algumas horas e já estou ficando insensível. Pra recuperar a humanidade, fui falar com os PMs do… Deprop. Deprop ?! Este nome deve ter sido bolado por alguém que fumou crack: Departamento de Prevenção e Restauração da Ordem Pública.

Imagine alguém dizendo “trabalho no Deprop”. Enfim, o ‘escritório’ é na Matriz, bem na frente do velho Besc. Desisti do papo humano ao saber que os PMs do Deprop são os chamados para enxotar os mendigos da escadaria.

Atordoado, voltei para a Praça XV. E quem eu encontro lá, quase quatro da madruga ? Solitária, encolhida, parecendo um passarinho sem ninho. Dormindo na praça sem ser vagabunda, sem ser delinquente, apenas doente. Ela mesmo, a rainha da insignificância. A subgente: Zildinha.

Zildinha no fim da festa

Zildinha no fim da festa

E a cliquei. Imortalizei sua alma de zumbi em 16 megapixels.

Saí da praça. Caminhei até meu carro. Abri o porta-malas. Joguei cobertor e casacão sobre o saco de ração dos cachorros, imagem que me fez lembrar da Lili e da Laika – indicando que o cérebro já se desligava dos zumbis.

Admito: senti alívio ao pensar nos meus bichos. Na certa àquela hora estavam alimentados, limpos, quentinhos e abrigados na garagem, esperando minha volta pra casa.

Renan Antunes de Oliveira, repórter independente em Floripa

Comentários (65)

  • Raul Fidélis diz: 22 de abril de 2014

    Parabens pelo artigo e até mesmo pela coragem, vc realmente se arriscou demais! Apenas lamentei o final…achei que iria ler algo do tipo “cobri a zildinha com meu cobertor e voltei pro carro…”, ela aprecia estar com frio e um cobertor, na rua, deve ser objeto de muito valor!
    Abraço, Raul.

  • Thiago BF diz: 23 de abril de 2014

    Interessante o relato, um verdadeiro trabalho jornalístico, parabéns ao profissional.

    Quanto aos retratados, estão apenas exercendo sua liberdade de escolha e consumindo o que desejam. Cada um não é dono do seu corpo e ingere qualquer substância que têm vontade? Pois então, fico, do fundo do coração, feliz por essas pessoas, pois estão exercendo plenamente suas liberdades individuais, espairecendo, libertando a mente, deixando a imaginação voar, ao invés de se entregar a cultura careta e repressora.

    Eu, pessoalmente, prefiro me manter careta e sem visões psicodélicas, vivendo uma vida bastante convencional, mas mantendo todos os meus dentes, tomando banho todo dia, dormindo numa cama quente e comendo comida limpa todo dia.

    Mas essa é a beleza da vida, cada um faz o que prefere e o que o satisfaz. Desejo que tais pessoas continuem por muitos anos com a vida que escolheram.

  • Manoel da Costa e Silva diz: 23 de abril de 2014

    Belo Trabalho.

  • julio diz: 23 de abril de 2014

    Bela reportagem é triste mais estas pessoas são invisíveis perante a sociedade onde a maioria somente sabe chamar de vagabundos mais não sabe a historia de cada um criticar estas pessoas sentado na frente da televisão no aconchego da sua casa e fácil quero ver e nascer numa família desestruturada sem dinheiro e na maioria negro e sem oportunidade…

  • carlos eduardo diz: 23 de abril de 2014

    Realmente um trabalho investigativo muito interessante e valioso para a finalidade de existência do repórter e da imprensa que é transmitir para a população elementos confiáveis- impessoalidade, imparcialidade e confiabilidade das fontes – sobre a realidade próxima e, ainda, a realidade circundante do mundo globalizado.
    Esta abordagem poderia se estender nos hospitais, transportes coletivos, enfim, todos os espaços públicos -estão tentando privatizar tudo, portanto sejam rápidos.

  • Rocker diz: 23 de abril de 2014

    Muito interessante e corajoso, um verdadeiro trabalho de campo antropológico. Parabéns Renan, enquanto a maioria está pouco se lixando ou esbravejando para tirar essas pessoas de lá na porrada, você foi lá procurar entender um pouco a situação.
    Mas destaco no texto a “caridade” das igrejas com esses excluídos, ignorando totalmente os ensinamentos do Cristo. Se não ajudam essas pessoas, vão ajudar quem? Para que servem afinal essas igrejas, somente para vender ilusões? É claro que alguma desculpa terão para justificar, provavelmente nada que me convença a acreditar ou aceitá-las, e no fim acabam dando um grande e verdadeiro exemplo de hipocrisia.

  • Roberto Aita diz: 23 de abril de 2014

    Mais do que excelente trabalho, nossas crianças e jovens deveriam ter acesso a este artigo em escolas e discutirem esse caos com psícólogos, sociólogos e professores para saberem os reais resultados que as dorgas podem trazer para nossas vidas.
    PARABÉNS RENAN, JORNALISTA NA SUA ESSÊNCIA!!!

  • KLEBER diz: 23 de abril de 2014

    Parabens pela reportagem! A droga e sempre uma droga, seja no “bosque” seja na calçada!

  • Anderson diz: 23 de abril de 2014

    Excelente trabalho. Mas, você teve sorte, já passei por cada situação passando pelo centro à noite. Tentativa de garrafadas para cima. Abraços.

  • nelson diz: 23 de abril de 2014

    Da medo ler esta reportagem, confesso que não teria coragem de enfrentar uma situação como desta, pois já difícil ser perseguido por mendigos pedindo dinheiro durante o dia, não da pra imaginar de madrugada. Vamos imaginar o futuro então: sem criticas ao governo ate porque a oposição NÃO TEM um nome a ALTURA, a presidenta Dilma (na verdade: o PMDB) ganha a eleição novamente e depois da eleição e que veremos quantos mendigos serão perambulando pelas ruas do Brasil. Seremos então Amarildos ou zumbis porque com toda a certeza a DILMA vai ter que botar a mão em nosso bolso porque NUNCA NA HISTORIA DESSE PAIS fugiu tanto dinheiro pelo ralo. O Thiago já esta fazendo sua cabeça pra enfrentar a situação, filosoficamente. Por enquanto, aos pobres BOLSA FAMILIA, aos políticos MENSALAO, e “FAREMOS UMA COPA PRA ARGENTINO NENHUM BOTAR DEFEITO”.

  • Wall diz: 23 de abril de 2014

    Aplausos!

  • dudu diz: 23 de abril de 2014

    Parabéns,
    É a Floripa de varios mundos…

  • Duda Vieira diz: 23 de abril de 2014

    Caro Cacau, deixo como sugestão levar o reporter ao programa “De tudo um pouco” no próximo domingo, com certeza será um bate papo extremamente realístico, revelador e contundente.
    Eis a Floripa que muitos veem e fingem não ver e as autoridades constituídas ignoram.
    Duda
    100% Avai
    100% Consulado

  • Janil diz: 23 de abril de 2014

    Parabéns por sua matéria, trabalho este inédito em nossa mídia até o momento, esperamos que os poderes constituídos tirem proveito desses dados para fazer alguma coisa para essas pessoas e evitar que esse problema social aumento, para o bem de todos.

  • Alexx diz: 23 de abril de 2014

    Ganhando comida é mais fácil ficar na rua fumando crack do que procurar tratamento.

  • Indi Pherenc,a diz: 23 de abril de 2014

    Um bom City Tour, para os politicos candidatos, todos!!! Em especial, os do Lide Zumbi & Doria. Tinha algum Cubano??

  • fernando diz: 23 de abril de 2014

    Tá tudo certo mas onde estão os órgãos competentes ? O centro está abandonado.
    O povo abandonado.
    Quando vão atuar realmente sobre o problema das drogas e parar com hipocrisia?
    Campanhas na televisão não resolvem.

  • Carla Deschamps diz: 23 de abril de 2014

    Parabéns ao profissional dedicado

  • Indi Pherenc,a diz: 23 de abril de 2014

    Um bom City Tour, para os politicos candidatos, todos!!! Em especial, os do Lide Zumbi & Doria. Tinha algum Cubano?? Se tinha, era medico, e estava dando assistencia social…Quizadinho com farofa.

  • Valdir diz: 23 de abril de 2014

    Ótima reportagem. Parabéns ao Renan.

  • luciano j. ferreira diz: 23 de abril de 2014

    Onde anda a candidata dos mendigos… Virou reporter que pena!

  • FUDÊNCIO diz: 23 de abril de 2014

    Dá-lhe Cacau!

    Ver um SER humano no Chão é de PHODÊ!!!

  • Paulinho do Bé diz: 23 de abril de 2014

    Cacau!

    Ao me de parar com o Post, fiz um INTROSPECÇÃO e destaco ao BLOG 06 (seis) paradigmas para o futuro da Cidade-Capital Catarinense na Federação que colhi alhures:

    1) A felicidade da pessoa humana é a razão de ser do mundo e de tudo nele – o Estado Brasil e de Florianópolis Município;

    2) A eternidade da vida impõe o desenvolvimento sustentável;

    3) O mundo é pátria planetária; há uma ética universal, alcançando ecologia, economia, cultura e política – impulsionando para a qualidade;

    4) A ciência exprime que o mundo é sistêmico e indeterminado. A qualidade do sistema se subordina à “interação sinérgica” das partes. A indeterminação faz o homem o agente da própria história;

    5) A experiência expressa que o mundo que se organiza segundo o princípio do mercado aberto tem mais e melhor condição de promover a felicidade das pessoas do que qualquer outro; e

    6) Numa Federação, o Estado Criatura (UNIÃO) obriga-se à sinergia com os Estados dela Criadores e à aplicação do princípio da subsidiaridade.

    Todos fazendo e cobrando.

    Em Tempo:
    Florianópolis tem que dar o exemplo – para que as pessoas fiquem sempre mais felizes, diz o “Orlando”.

  • Paulinho do Bé diz: 23 de abril de 2014

    Cacau!

    Ao ver o Post, fiz uma INTROSPECÇÃO e destaquei 06 (seis) paradigmas para o futuro da Cidade-Capital Catarinense na Federação:

    1) A felicidade da pessoa humana é a razão de ser do mundo e de tudo nele – o Estado Brasil e de Florianópolis Município;

    2) A eternidade da vida impõe o desenvolvimento sustentável;

    3) O mundo é pátria planetária; há uma ética universal, alcançando ecologia, economia, cultura e política – impulsionando para a qualidade;

    4) A ciência exprime que o mundo é sistêmico e indeterminado. A qualidade do sistema se subordina à “interação sinérgica” das partes. A indeterminação faz o homem o agente da própria história;

    5) A experiência expressa que o mundo que se organiza segundo o princípio do mercado aberto tem mais e melhor condição de promover a felicidade das pessoas do que qualquer outro; e

    6) Numa Federação, o Estado Criatura (UNIÃO) obriga-se à sinergia com os Estados dela Criadores e à aplicação do princípio da subsidiaridade.

    Todos fazendo e cobrando.

    Em Tempo:
    As pessoas em Florianópolis têm que ficar sempre mais felizes, diz o “Orlando”.

    O quêêê????

  • Luciana diz: 23 de abril de 2014

    Cadê a Secretaria de Assistência Social ?

  • Boia do Morro do Búrcio diz: 23 de abril de 2014

    Corroborando com o Seu Do Bé, dir-se-ia que o Princípio da Subsidiariedade, citado, é entendido como o respeito aos círculos concêntricos de ação e autonomia, dos quais o centro é o próprio ser humano..

    Claro, é o respeito de uma nação por este grupo de círculos concêntricos de ação e autonomia, dos quais o centro é o próprio ser humano.

    Aplicar a subsidiariedade é garantir que nenhum indivíduo seja forçado a fazer aquilo que não deseja, em detrimento de si mesmo e em prol de outro indivíduo ou grupo humano.

    Lamento informar que em nosso País, a estrutura consagrada de governo toma as feições de um centralismo exacerbado, gerando séria crise de representatividade, tanto para as esferas regionais de governo (governos estaduais), como para as esferas locais (municípios) e principalmente sobre as pessoas.

    Daí porque precisamos estabelecer um regime autenticamente federalista.

  • Toninho Barba diz: 23 de abril de 2014

    Parabéns ao colunista pelo post e ao Renan (eterno Dadá do Bola Branca) um dos melhores centro avante que vi jogar (brincadeira). Renan excelente iniciativa, muita coragem encarar essa empreitada, porém conseguiste mostrar a realidade de Floripa, infelizmente chegamos a esse patamar que só encontrávamos em cidade grande. Renan continua mostrando que é gente boa, um jornalista conceituado que já trabalhou em vários meios de comunicação inclusive fora do país e prestou este serviço à cidade, quem sabe algum político ou autoridade competente ao ler o post se sensibilize e faça alguma coisa para amenizar o problema. Cacau a ideia de levar o Renan no De tudo um pouco é interessante, acho que rola um papo legal não achas?

  • jair de oliveira diz: 23 de abril de 2014

    Renan, agora que o teu super-ego ja foi massageado pela maioria, podes relaxar…porém, vc não passa de um “fucking deslumbrado” buscando à qualquer preco sair do anonimato.
    “…Saí da praça. Caminhei até meu carro. Abri o porta-malas. Joguei cobertor e casacão sobre o saco de ração dos cachorros, imagem que me fez lembrar da Lili e da Laika – indicando que o cérebro já se desligava dos zumbis.
    “…Admito: senti alívio ao pensar nos meus bichos. Na certa àquela hora estavam alimentados, limpos, quentinhos e abrigados na garagem, esperando minha volta pra casa.” Wow…

    Está certo o Raul Fidélis, e aí vem a pergunta que não quer calar: Por que vc não deixou com a Zildinha o cobertor, ou o casaco?
    Vc apenas deles tirou (fotos, informacões etc…), sem dar nada em troca!”
    O mesmo DNA da maioria da sociedade da qual vcs fazem parte…”déjà vu”.
    I´m so sorry, por não saber jogar “confetes”…

  • Daniella diz: 23 de abril de 2014

    Parabéns pela coragem e pela reportagem!
    Sucesso!

  • aldo grangeiro diz: 23 de abril de 2014

    Sou fã e discípulo do Renan. Gênio!

  • Marcelo diz: 23 de abril de 2014

    Espetáculo de reportagem …Parabéns Renan!

  • Paulo Secador diz: 23 de abril de 2014

    Excelente a matéria, parabéns ao repórter. Estas pessoas que dormen nas ruas, todas tem uma família que tem suas casas, que tem sua cama, seu prato de comida e seu emprego, enfim levam uma vida descente e digna. A droga é uma droga.

  • Paulo Silva diz: 23 de abril de 2014

    Parabéns pela reportagens, são seres humanos esquecidos por todos, separados de família, sem nenhuma proteção, como mesmo disse o repórter seu cão é melhor tratado do que esses desgraçados na vida, e onde estão os que defendem os direitos humanos de presos, traficantes, os amarildos da vida, e os moradores de rua como ficam, ficão a Deus dara,

  • Alessandro Abreu diz: 23 de abril de 2014

    Luciana, para o seu conhecimento a Secretaria de Assistência Social, assim como várias entidades, não têm medido esforços para auxiliar essas pessoas.

    Desde que assumimos a Prefeitura, já abrimos dois abrigos para os moradores de rua e co-financiamos mais dois. Inauguramos oito oficinas, reformamos o Centro POP, entre outras ações.

    O município, por incrível que pareça, tinha apenas um abrigo. Nos deparamos com uma demanda reprimida de mais de 400 casos. Estamos pagando pela inércia do Poder Público em anos anteriores, mas estamos otimistas em função dos resultados que podemos alcançar.

    Temos uma política pública já definida e dobramos a nossa equipe técnica para coloca-la em prática.

    Agora, o problema maior é que dependemos do consentimento dessas pessoas para incluí-las nos nossos programas. E, nesse caso, a luta é desigual, pois o vício e o vínculo estabelecido com a rua são adversários ferrenhos.

    Mas não desistiremos.

    Atenciosamente,

    Alessandro Abreu
    Secretário da Assistência Social

  • Dr. Caverna diz: 23 de abril de 2014

    Que deixar cobertor phoma nenhuma, vai perder na manhã seguinte, que vá pedir um pulgueiro pra alguém. Agora estamos fadados a sustentar está corja que numa epoca da vida escolheu ficar chapada o dia e a noite e nunca mais conseguiu sair desse buraco. O problema é que como tirar estas pessoas desse lamaçal, acredito muito que as igrejas do mundo são a único ferramenta possível para salvar uma pessoa que está tão moia assim. E com muita força de vontade dos profissionais e do paciente.

  • Carlos Miguel Eibel de Simas diz: 23 de abril de 2014

    Parbéns ao jornalista!
    Creio que a RBS, principalmente o Jornal do Almoço torana-se na maioria das vezes muito burguês!
    O povo quer e precisa da verdade estampada na cara pra criar istrumentos paupaveis para levantar e gritar por mudanças!
    Pessoas que ficamna frente da TV vendo receitas e festas glamurosas em um mundo de ilusão vai sempre ter a impressão que está tudo bem!

  • Cacilda diz: 23 de abril de 2014

    na minha casa invadida por crackeiro no centro de Florianópolis, havia ex engenheiro, professor e cozinheiro.. Todos escolheram essa vida. Não tenho pena.

  • George G. Savalla diz: 23 de abril de 2014

    É o retrato de nosso mundo doente. Nosso mundo de vencedores, de insensíveis não quer ver os caídos que ficam para trás, no caminho. Daí, da escuridão da noite, só podem ir para a cova, para o esquecimento.
    Não. Não são zumbis. São seres humanos que o mundo não quer ver a luz do dia, à luz da religião, à luz da cidadania. A hipocrisia do mundo dos vencedores, dos que já nasceram sabendo pescar, os relega a perambular pela escuridão, pelo submundo, pela subvida.
    Não existe pet-shop para mendigos, tratamos melhor nossos cães e gatos. Sem remorso. Dormimos aliviados pensando que esses seres humanos fizeram a escolha errada, sem querer saber se eles tiveram ou não direito à qualquer escolha.
    Não são zumbís, são seres humanos miseráveis caídos sem condição de levantar, pois essa guerra já está perdida. Nós ganhamos. (?)

  • Bento diz: 23 de abril de 2014

    Nova pauta:
    Entra no movimento do Amarildo e nos conte a verdade.
    Abs

  • Pedro diz: 23 de abril de 2014

    Uma aventura no submundo. Muito bom, parabéns.
    Um abraço.

  • juliano brunetta pereira diz: 23 de abril de 2014

    boa matéria, tirando a parte de não ter dado o cobertor para zildinha, que não é zumb,i que fique bem claro, pois zumbi seria um termo usado para pessoas que fazem uso do crak, e andam de um lado para outro, em busca de mais pedra feito zumbis, zildinha é na verdade uma doente mental,e não usa drogas, ela é um pouco enjoada para comida mesmo, um dia dei meus bolinhos de queijo que tinha levado para comer no trabalho para ela, era inverno e umas seis horas da manhã, quando entreguei para ela os bolinhos ela foi logo me avisando,”eu não gosto de batata” kkk, continuei caminhando e a zildinha atravesou a rua, fiquei observando, pensei, ela deve estar com muita fome a esta hora da manhã, perambulando pelo centro, mais para minha surpresa, ela foi colocando um bolinho em cada lixeira que via pela frente. kkk, menos mal, que a marmita ela não quiz, mais pelo menos não jogou fora como fez com os meus bolinhos.
    De quem seria a responsabilidade de olhar pela zildinha eu me pergunto, uma deficiente mental, sozinha no mundo, cade a familia dela, cade o pessoal dos direitos humanos, cade a prefeitura, e cade nós a sociedade que achamos que não temos nada haver com isso, fechamos os olhos o maximo que fazemos é dar um bolinho, dar uma esmolinha, mais o principal, não damos, que seria dignidade para zildinha, mais tudo bem, temos coisas mais uteis para fazer, comprar um celular ultima geração, trocar de carro, ir para praia, ir para balada etc… e a zildinha vai permanecer assim, dormindo no banco da praça…. como deve ser bom né dormir no banco da praça, tão bom que nem fome zildinha tem, nem frio, nem nada…..melhor assim… ai não temos que dar nossos bolinhos para zildinha, nem nossos cobertores, apenas vamos tirar fotos, para que todos comentem algo do conforto de suas casas em frente a computadores modernos, coitada da zildinha, nem sabe que ganhou seus dez minutos de fama na coluna do cacau, mais ninguem vai fazer nada por vc zildinha, morra ai na sarjeta…..e que Deus tenha piedade de NÓS.

  • Henrique diz: 23 de abril de 2014

    Fantástico relato. Parabéns. Merecia estar estampado nas principais páginas de jornal de Florianópolis.

  • Johnathan Cardoso diz: 24 de abril de 2014

    Na minha humilde opinião:

    Apenas um relato superficial de observação, com algumas palavras bem colocadas, mas apenas isso. Faltou profundidade na análise, conhecimento de causa e principalmente imersão maior no ambiente.

  • Mario Nobre diz: 24 de abril de 2014

    Caro Cacau;

    Reportagem brilhante, tomei a liberdade de publicar no meu Face mas dando os devidos créditos ao autor e a tua coluna.

  • jair de oliveira diz: 24 de abril de 2014

    …o pior cego é aquele que não quer ver!
    De oportunistas o mundo está cheio…

  • SORAIA MACHADO diz: 24 de abril de 2014

    Grupo Alimentar. Fazendo o bem sem olhar a quem! <3

  • Nuno diz: 24 de abril de 2014

    Renan,
    Parabens, relato conciso e corajoso, assustadoramente realista da noite dos zumbis!
    Nuno

  • Simone diz: 24 de abril de 2014

    Marca uma noite na Mauro Ramos para ver a “Terra sem lei” que é aquilo (dica: leva um segurança disfarçado para te proteger).

  • mario gentile diz: 24 de abril de 2014

    Mirã Cacao,siempre te sigo en la TV,vivo en Sao jose hace 3 anhos y me sumo a la opinion de Raul Fidélis,tu trabajo periodistico como tal exelente,solo que tu persigues tu nota periodistica y seguramente tu lucro en eso,cosa que no critico es lo tuyo.Solo critico el porque de no cubrir con tu manta esa pobre mujer que cierra tu articulo,no creo que un cobertor haria mucho peso en tu cartera,todo bueno solo que al final como decimos los uruguayos–La cagaste>Abrazos.

  • altino junior diz: 24 de abril de 2014

    Reportagem (?) fraca e sensacionalista. O repórter foi, viu, fotografou sem autorização pessoas que precisam de ajuda e publicou aquilo que quis. Mas pelo menos vai ganhar fama. E as pessoas da rua que continuem por lá, distante de nossos olhos.

  • Mário Moraes diz: 24 de abril de 2014

    Parabéns, mas Abusando de sua ousadia, teria coragem de se infiltrar nas maracutaias no meio político? Lembre que risco a sua saúde é muito maior e o meio é altamente contagiante e degradante a sua saúde moral e ético.

  • Paula diz: 24 de abril de 2014

    Concordo plenamente com o Jair de Oliveira.
    Coragem pra se infiltrar entre os viciados em crack que perambulam pelo centro, ok, talvez até tenha um pouco disso no ato do repórter, mas o tempo todo, ao ler a reportagem, tive uma impressão de um distanciamento enojado do jornalista e uma maneira até meio arrogante de falar sobre as pessoas que vivem por ali.

    A matéria mostra o que todo mundo já sabe, não acrescenta, não propõe nenhuma melhoria, pelo contrário, no final, faz o que todo mundo faz, junta suas coisas, entra no seu carro e agradece a deus por não ter mais que pensar naquilo. Por favor, né?

  • Andriolli Costa diz: 24 de abril de 2014

    Eu li essa matéria envergonhado. É a pura experiência pela experiência, que se vale da força das cenas descritas para ganhar o leitor em um texto leviano e cheio de juízo de valor. Qual o objetivo de matérias como essa? Me parece que menos do que propor reflexões ou expor realidades “invisíveis” é mais um exercício estético do ego do autor do que qualquer outra coisa. Sinceramente, penso que trabalhos como esse mais prejudicam do que colaboram para a humanização destes personagens de rua. Fiquei ainda mais envergonhado por este artifício barato ter funcionado e recebido tantos elogios.

  • Jose da Silva diz: 24 de abril de 2014

    É impressão minha ou esse jair de oliveira tá com invejinha?

  • Maria diz: 24 de abril de 2014

    Então o tal Renan é vangloriado por se ‘fantasiar’ de mendigo, por generalizar todos na rua como zumbis, sem levar em consideração aqueles como já dito, não tiveram outras oportunidades na vida e por matar a curiosidade de quem nada vai fazer pra mudar isso???

    Na minha opinião, ZUMBI é vc, que segue direitinho o que ‘manda’ a sociedade egoísta. Generalizando e julgando PESSOAS, como se não tivesse uma história por trás de cada um.
    Você teve a oportunidade de fazer o mínimo, que nada lhe custaria, mas fez exatamente como o ”gordo careca com a camiseta do Inter” citado no texto, ou todos aqueles que o escurraçaram naquela noite.

    O QUE DIFERENCIA VOCÊ DELES RENAN???

  • Marquinhos da Silva diz: 24 de abril de 2014

    Parabéns pela reportagem amigo.
    Você merece um prêmio. Esse belo trabalho deveria ser feito pelo serviço público e trazer a real solução para o grande problema que cresce a cada dia.
    Se alguma coisa não for feita logo, o caos será inevitável.
    Soluções urgentes são necessárias.
    Valeu Rena, um grande abraço e que este belo trabalho sirva para as autoridades tentarem resolver o problema.

  • ADRIANO CARDOZO-CASAN diz: 24 de abril de 2014

    Efetuando manutenção ou vistoria a noite por se tratar de melhor acesso nesse horário, observei que essas pessoas usuárias de álcool e drogas, são tratadas como lixo ambulante perante as autoridades e a sociedade, não tendo nenhuma(ou pouca) atitude sendo tomada para amenizar esse problema.

  • Pedro Henrique diz: 24 de abril de 2014

    Parabéns aos comentários daqueles que tem uma visão do que vieram fazer na Terra, do amor ao próximo. Já o jornalistaZINHO, me parece que recebe parabéns dos próprios conhecidos. Como citou a Paula, tive a mesma impressão do distanciamento enojado.
    Lembre que os responsáveis legais por mudanças, devem agir como você. Então não seja hipócrita esperando mudanças.

  • Cacau diz: 24 de abril de 2014

    Outro censor!

  • Laís diz: 24 de abril de 2014

    Gostou da foto então? Haha
    Adorei o seu trabalho, quando te vi na rua passou desapercebido, quando me pediu pra tirar a foto fiquei curiosa em saber qual era o tal trabalho que disseste.
    Parabéns pela coragem. Abraço

  • Patricia diz: 25 de abril de 2014

    Gostaria de dizer que ao iniciar a leitura da reportagem percebi um ato de coragem pois eu possivelmente não teria a coragem do mesmo, mas pensando um pouco melhor me lembrei que a profissão de alguém como repórter ou policial ou bombeiros etc… requerem atos de coragem que muitas pessoas como eu não faria por isso aderiram à outra profissão e isso não o faz merecedor de créditos, pois a única coisa que parece mesmo de seu interesse é a sua reportagem, ao continuar lendo me impressiono com a frieza da sua pessoa onde trata pessoas como se de fato não fossem gente, apesar de demonstrarem tais sinais onde não parece mesmo nao ser gente não significa que devo considera-las como tal, olhar essas pessoas e não sentirmos vontade de fazer nada por elas até entendo pois estamos ocupados demais com os nossos afazeres, mas você teve a oportunidade de pelo menos parecer que se importava com apenas uma pessoa que voce usou de forma gratuita para sua materia aí perde a oportunidade e escamba tudo no final onde chego a me inojar com sua expressão de alívio por seus bichos estarem limpos e quentinhos ti esperando em casa. Só me alivia pensar que esses tais bichos que você se refere seja sua família.

  • Jerônimo Thompson diz: 25 de abril de 2014

    Muito boa !!!

  • Paulo diz: 25 de abril de 2014

    Você poderia ao menos ter deixado teu cobertos a Zildinha!

  • Karina diz: 25 de abril de 2014

    Achei bem bacana a sua atitude e coragem.
    Me desculpem mas não tenho pena de nenhum deles (zumbis ou não) pq eles não tem pena da gnt na hora de roubar. Eu não daria comida. Somos trabalhadores e a nossa luta diaria não é nada facil!
    Gostaria de pedir para vc Cacau fazer uma materia no CAPS e mostrar pessoas que são realmente doentes (muitas parecem Zumbis) e procuram ajuda nas oficinas, com medicos… O lugar esta completamente abandonado.
    Obrigada

  • José Gadé diz: 25 de abril de 2014

    Uma diferenciada abordagem jornalística de um sério e credenciado profissional, que ao contrário do que alguns menos avisados comentaram, é avesso ao sensacionalismo – um retrato singelo do marginal mundo da rua, que encerra a vivência sub-humana dos que se perdem, incómodo para a hipocrisia social expressa no comentário: “porque não deixou o seu cobertor e a tapou…”! Renan Antunes de Oliveira é tudo menos um aventureiro ou um inconsequente caçador de reportagens, a sua carreira profissional é pautada pela coragem é verdade, de com desassombro expressar a sua observação séria do Mundo, em contraponto com a acomodada opinião consensual. Leiam os seus escritos e descubram um ilustre mestre do jornalismo brasileiro – a quem presto minha homenagem.

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