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CARLOS ALBERTO SILVEIRA LENZI

28 de novembro de 2014 1

Caríssimo Amigo Cacau
Ao pisar na mágica Ilha de Santa Catarina pela primeira vez, em maio de 2003, trazendo o desejo de sentir o ar e o cheiro da terra de Cruz e Souza, resolvi aqui ficar e aqui estou vivendo as esperanças , as lutas e a fé do povo catarinense. Nesta terra divina edifiquei aquilo que é meu maior legado: uma legião de amigos. Muitos amigos já deixaram este “Vale de Lágrimas” para habitar o reino dos bem-aventurados. Carlos Alberto Silveira Lenzi foi meu amigo, meu irmão e meu querido companheiro nas tardes do Mercado Público.
Nascido na tradicional cidade de Lages, , onde o horizonte não tem fim e o olhar se perde pelos planaltos, Carlos Alberto Silveira Lenzi tinha orgulho de ser um serrano. Era um homem de temperamento conciliador. Tenho-o como exemplo de moderação, comedimento,
tolerância, respeito pelas diferenças e modos de pensar e de agir..
Jamais o ouvi desqualificar a opinião de quem quer que fosse, embora a pudesse contestar ou lhe opor argumentos, e não só por respeito ao outro, mas porque não ignorava que o verdadeiro democrata é aquele que sabe que, no plano das ideias, só o tempo, e muitas vezes nem mesmo o tempo, dirá quem está certo – e que por conseguinte, que pode estar errado, e o contendor ter razão. Isso não o impediu de formar um juízo sobre o comportamento dos seus contemporâneos.
Carlos Alberto exerceu com coragem, brilho e talento o Jornalismo, a Advocacia e a Magistratura. A disposição para ser um homem aplicado e com enorme paciência para a prática democrática não diminuiu com o passar dos anos. Ao longo da vida criou a imagem de um homem austero, mas nunca perdeu a suavidade. A vida do ilustre jurista Carlos Alberto Silveira Lenzi é uma
extraordinária caminhada de coragem e superação, sofrimento e resistência, triunfo e reconciliação. Revivendo o meu convívio com
Carlinho Lenzi, recordo as Memórias de Nélson Mandela: Tenho a convicção de que um dia voltarei a caminhar à luz do sol, com meus
dois pés firmemente plantados no chão”.
Silveira Lenzi atendeu ao chamado do Pai e agora encontra-se na eternidade ao lado do Criador para o grande início da caminhada do
reencontro definitivo.
Ficam para a posteridade o seu amor pelo jornalismo e pelo Direito.
Sua atuação como jornalista e operador do Direito são altíssimos momentos de ética e justiça.
Martin Luther King escreveu: “Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor, mas lutamos para que o melhor fosse feito… Não somos o que deveríamos ser, mas, graças a Deus, não somos o que éramos”.
Estamos certos de que não somos o que éramos e a amizade, a paciência e a atenção que Carlinhos Lenzi nos dedicou nestes anos forma muitos responsáveis por isso.
“Existem homens que lutam um dia e são bons. Existem outros que lutam um ano e são melhores. Existem os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas existem aqueles que lutam toda a vida. Esses são imprescondíveis. Com palavras de Bertold Brecht despeço-me do amigo Carlos Alberto Silveira Lenzi, ele é um ser imprescindível. O que posso dizer mais de um homem que muito me ensinou? Estamos com muitas saudades…
Ao falar da morte, Fernando Pessoa nos diz:” Não haverá além da morte e da imortalidade qualquer coisa maior? Ah! deve haver”.
Aos familiares do ilustre morto o meu sentimento de solidariedade cristã.
Receba um forte abraço maranhense e renovador.
Georgino Melo e Silva.

Comentários (1)

  • Poldo Quaresmim diz: 2 de dezembro de 2014

    A única lembrança que eu tenho desse senhor é dele no Bar do Alvim se gabando dos sapatos caríssimos que calçava.

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