| Olá, Cacau,
Na sua coluna de hoje, há uma nota envolvendo o Hospital Celso Ramos.
Para que você saiba, o Hospital Celso Ramos tem 200 leitos. Todos iguais e para atendimento via SUS. Os quatro frigobares doados não poderiam ser instalados em quartos específicos porque não é possível privilegiar pacientes. Além disso, a unidade de transplantados é uma área de isolamento.
Vale ressaltar que é proibida a entrada de alimentos no hospital (a não ser, claro, os alimentos fornecidos pela unidade de saúde). Da mesma forma, a água refrigerada é servida aos pacientes em garrafas individuais de 500ml. Para os visitantes, há bebedouros em todos os corredores. Sendo assim, os frigobares seriam subutilizados nos leitos.
Um abraço,
Ana Paula Bandeira
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titulada "DEVOLVEU
-Caro Cacau,
A respeito da nota na tua coluna de hoje in"titulada "DEVOLVEU", me parece qua a atitude da Direcao do Hospital estava legalmente correta.
Na verdade, a doacao nao deveria ser para o Hospital como um todo mas, para o Estado de Santa Catarina, uma vez que so este reveste personalidade juridica. O Hospital é um órgao que integra a estrutura do Estado mas, nao goza de autonomia, ao contraio das autarquias e fundacoes.
Assim, doacoes para orgaos publicos quase sempre é complicada pois o donatario nao aceita condicoes estabelecidas pelo doador.
A doacao do acervo do Prof Dr Osbi Regis, ate hoje na antiga residencia da familia, na av Mauro Ramos, é um "bom"exemplo disto. A familia sempre quis doa-lo a UFSC, onde ele atuou muitos anos como Professor de Direito, mas nao houve acordo quanto as condicoes em que o acervo ficaria.
Resultado: nao foi, e ate hoje a familia banca a conservacao dos livros, franqueados a consulta publica.
Carlos Araujo Leonetti
Advogado Tributarista e Administrativista
Professor da UFSC-
A NOTA:
Devolveu
Em gratidão aos cuidados dispensados pela equipe médica ao filho, um pai decidiu doar quatro frigobares para os quatro quartos da unidade de transplantados do Hospital Celso Ramos. Comprou e mandou entregar as geladeirazinhas, um conforto, necessário, há muito desejado por pacientes que precisam ser internados no setor. Para surpresa geral, a direção do hospital rejeitou a doação. Disseram que, por questões legais, só aceitariam se os frigobares fossem doados para o hospital como um todo, e não para uma determinada unidade.
Desfecho da história: o pai pegou de volta os frigobares e os devolveu para a loja. E os transplantados vão continuar como estão, sem o presente que quiseram lhes dar.