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Posts na categoria "Ambiente"

Desabafo

16 de julho de 2010 17

Hoje derrubaram o Bar do Chico.

Saí pela manhã para colocar o lixo reciclável na esquina e passou um trator rápido rumo a praia. O que seria? Fui comprar ração para os cachorros e quando voltei, me disseram: “Derrubaram o bar do Chico”.

Não consigo lidar com isso como mais um simples fato do dia-a-dia, mas no mínimo uma reflexão.
O que acontece com a Ilha… Ilha do que mesmo? da Magia? Qual magia?

Qual o papel das pessoas que nela vivem? Que peça esta entidade “A Ilha” está nos pregando agora?

Por muitas vezes pensei onde estava a magia da Ilha. Percebi que estava no pôr-do-sol caprichoso e antecipado atrás do Morro do Lampião. Na carícia da brisa presenteada pelo mar enquanto sentado no Bar do Chico, olhando a Ilha do Campeche. Fechado, não era um bar. Era uma identidade, agora entulho, memória.

Igualmente, Seu Chico, fazia parte dessa magia. Passando pela rua todos os dias rumo ao seu bar, só pra ver, contemplar, conversar com os pescadores. Ele nas suas tantas décadas de vida com todo o direito de me perguntar volta e meia, mesmo depois de 8 anos só de Campeche, qual meu nome, de onde eu era, onde morava.

Mas me disseram: O Bar era irregular. Não tinha saneamento. Ecologicamente incorreto. Para mim é estranho ouvir isso até porque o empreendimento “Residencial Essência da Vida” (Essence Life Residence) atrás da minha casa, tem bombas cantando nos meus ouvidos dia e noite enquanto drenam o lençol freático para poder concluir a obra, o que acabou por rachar minha casa, quebrar o muro, arriou o piso. “Não se preocupe” diz o engenheiro. “Vamos resolver o seu problema.” Meu problema? Do que estamos falando afinal? Acham que sou mais um dos que pensam apenas nos seus próprios interesses? E as pessoas que iam a praia hoje e olhavam aquele monte de entulho, em absoluto silêncio, atônitos? Até os “executores”, tinham um olhar cabisbaixo. Um homem que carregada o caminhão de entulhos, balançando a cabeça como que reprovando aquilo me disse: “Acabaram com tudo!”.

A rua que moro, apelidada de Rua do Gravatá, na verdade tem de fato dois nomes: Rua do Bar do Chico e Rua da Nicota. Será que poderemos chamar de rua do Bar do Chico ainda? Hoje quando vi os intimidadores carros da polícia na praia pensei se a Câmara dos Vereadores iria criar alguma lei nos proibindo de falar “Rua do Bar do Chico”. Desculpem, não é questão da Câmara dos Vereadores, do prefeito. É da Justiça agora. Justiça? Pra quem? De quem? E a Dona Nicota? Ela tem fogão a lenha e casa de chão batido. Será que esse fogão faz muita fumaça e portanto, deve ser interditado, pela …justiça? Cabe ao Órgão de Proteção do Meio Ambiente…Urbano verificar isso. E o Órgão de Proteção as Pessoas?

Não é a ficção de Avatar. Vai muito além das “3D”. É real. Empreendimentos, interesses, desculpas esfarrapadas, me dizem do lugar que escolhi para viver: “Vá embora. Este não é mais o teu lugar.” Aqui trabalhei, aqui investi muito de mim e muito preservei. Mas agora, eu como todos os “manés” (autênticos ou semi-convertidos), somos páginas viradas.

Tarcísio Ferreira!

Radicalizou

12 de julho de 2010 18

Caro Cacau.

É com tristeza que vejo nosso litoral ano após ano ser destruído irresponsavelmente. Questiona-se a instalação de um estaleiro em Biguaçu, de um emissário de esgoto na Praia do Campeche e outros tantos absurdos, enquanto a sociedade permanece apática e indiferente. Creio que Santa Catarina, como já o fizeram muitos países, deve fazer sua opção quanto ao desenvolvimento desejado. É urgente e necessário que se faça um projeto da sociedade que se almeja. A quem interessa esse pseudo progresso desenfreado, quando está mais que demonstrado que o progresso, industrial e imobiliário, apenas resulta em concentração de renda e benefícios de uns poucos em prejuízo de muitos, com toda a sorte de mazelas sociais, como a miséria, a violência, a poluição, enfim a degeneração da qualidade de vida. Estão aí a exemplificar os grandes centros urbanos. Ainda há tempo de nós catarinenses fazermos nossa opção por um desenvolvimento equilibrado que privilegie o meio ambiente e os seres que nele vivem. Fora Eike. Fora emissário da Casan. Viva Santa Catarina.

Manoel Aguiar Neto

Riscos e benefícios

12 de julho de 2010 17

É grande a pressão pela instalação do estaleiro OSX, de Eike Batista, no município de Biguaçu, principalmente com o argumento de que vai gerar 4 mil empregos e investimentos de mais de R$ 1 bilhão.

O que ninguém gosta de perguntar é: e se houver problemas que afetem o turismo na Ilha de Santa Catarina, o prejuízo não poderá ser maior do que as supostas vantagens do empreendimento para Santa Catarina? Se isto acontecer, os mesmos políticos e empresários que pressionam pela aprovação vão querer tirar o corpo fora.

O Instituto Chico Mendes divulgou “Nota aos Catarinenses”, onde afirma que não é contra a vinda do estaleiro para Santa Catarina, e que chegou a sugerir outros três locais na costa catarinense para a instalação do empreendimento.

Conceito de mobilidade sustentável

09 de julho de 2010 2

                                                     
A Volkswagen apresentou o seu primeiro veículo de duas rodas e o conceito “think blue” na Auto China 2010. Por incrível que possa parecer, a bicicleta da Volkswagen chamou mais atenção das pessoas do que os seus próprios carros, além disso gerou no mundo inteiro curiosidade para ver como ela funciona. A empresa tem se referido a ela como “a obra de arte da mobilidade”. A VW Bik não tem pedais, é dobrável, freio a disco nas duas rodas e funciona a bateria que pode ser recarregada no próprio carro, em corrente contínua ou numa tomada AC comum. foi concebida para se encaixar perfeitamente no compartimento do pneu estepe do carro.