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Posts na categoria "Florianópolis"

Caçando zumbis em Floripa

22 de abril de 2014 65

Grande Cacau, rolei pelas sarjetas do centro da Ilha da Magia por algumas madrugadas durante a Semana Santa procurando zumbis. É a turma do crack. Se diz zumbis porque a droga os deixa fora da casinha.

Deixei crescer a barba, vesti uma roupa surrada e me enrolei num cobertor velho. Com figurino de mendigo e olhos de repórter, comecei na Matriz. Eram nove da noite da segunda-feira dia14.

Bati o olho e achei ali mesmo a zumbi Zildinha. Pra quem passa na corrida fica difícil reparar naquela negrinha petit, cabelo black power, jeans imundos, sentada bem quietinha na escadaria.

 

Zildinha esperando rango na escadaria da Matriz

Zildinha esperando rango na escadaria da Matriz

 

Ela tá na esquerda da foto, olhando o carro da direita. Este é de um pessoal que dá quentinhas grátis pra zumbis, drogados light, bêbados, sem teto, gente de rua – é tudo chinelagem, mas eles tb precisam comer.

Logo pinta um garotão sarado, Tiago. Disse que tinha pena de nós. Que, se pudesse, nos ajudaria. Se contentou em me dar a quentinha e dois copos de Coca – um seria pra Zildinha, que não quis o dela. Ignorei o arroz com feijão. Devorei o guizadinho com farofa, simplesmente divino.

Meu prato de guizado com farofa, cortesia de almas boas

Meu prato de guizado com farofa, cortesia de almas boas

Esnobado pela zumbi
Me aproximei da Zildinha Insignificante para tentar jantar com ela e puxar papo. Me deu um olhar inexpressivo e virou pro lado. Me toquei que era mal-vindo e fui traçar meu guizado noutro point. Lá pelas 10 passa o fotógrafo Ado Marques, ex-coleguinha no DC. Fui reconhecido. Com a boca cheia de farofa, dei uma dispensada nele.

Quando comecei a caminhar, adicionei minha quentinha ao figurino, achando mais convincente – anote, porque adiante vc saberá o destino dela.

Território do gigante
Encontrei o gaúcho Wagner e o goiano Murilo jantando embaixo da marquise ao lado do Itaú.

Wagner era bêbado e mal-humorado. Avisou que ali onde ele botou os papelões era canto dele: “Você não vai dormir aqui, senão o Gigante te pega”, ameaçou.

Murilo explica: “Gigante é o ‘pai’ dele”, um mendigo forte que tomaria conta do espaço e protegeria Wagner – além de drogado, bêbado e mal-humorado, ele é aleijado. Sozinho, viraria presa fácil da turma do mal.

A única evidência da existência do Gigante era uma mala vermelha, com rodinhas, gigantesca. Wagner : “Tô cuidando das coisas dele”.

Murilo era moço e saudável. Tatuado. Disse que eu conseguiria vaga para dormir no albergue da Hercílio Luz. Mas “só com carteira assinada e sem ficha na polícia”. Isto me fez perguntar o motivo dele estar ali e não no albergue. “Perdi minha CT”, disse, sem indicar quando e onde. Da ficha na polícia, achei descortesia perguntar – tava na cara.

Os dois me deram uma longa aula sobre como viver nas sarjetas. Legal a parte do banho em fontes. Eles usam uma torneira pirateada de um relógio da Casan na Tiradentes. Xixi e o Nº 2 em qualquer canto – por isso aquele cheiro que às vezes vc sente quando caminha pelo Centro.

“Comida não vai faltar pro senhor, esta cidade é muito boa”, atesta Murilo. Ele e Wagner dividiam um Xis com Coca. Me convidaram pra meter a mão no xis, todo esfarelado. Cometi o erro de agradecer. Dar ‘obrigado’ foi como um tapa: pobre nunca recusa e come o que pinta!

Trabalhador modelo
Encontro um sujeito saindo da Secretaria da Fazenda. Era Joelson Coelho, da informática, cedido pelo Ciasc – falante, só faltou dar o número do CPF.

Joelson Coelho, herói do funcionalismo

Joelson Coelho, herói do funcionalismo

Ele se justificou por estar trabalhando depois das 23h! Disse que precisava adiantar um serviço, melhor ficar além do expediente do que descumprir seus deveres. Vai para o trono ou não vai?

No coração do mal
Fui pro território livre do Edifício das Diretorias. Ali vivem dezenas do drogados. Desde seus ninhos de papelão, dominam colunas e marquises.

Em grupo, os zumbis ficam intratáveis. Gritam, xingam, ameaçam quem passa. Por experiência, sabia que se puxasse minha Lumix Leica do bolso ia me dar mal. Só tive coragem clicar os que tavam dormindo.

No conforto do Edifício das Diretorias

No conforto do Edifício das Diretorias

Os porteiros do edifício Itamarati, da Vidal, apontam aquele pico e uma esquina perto do Clube 12 como os piores, exceto pelas quebradas no aterro, terra de ninguém.

Dizem que a turma das Diretorias comanda o crack no centro. Ali é o melhor local para dormir, mais protegido. Por um acordo não escrito, a PM não mexe com eles: “Conquistaram o território”, diz um vigilante da Protege.

Na minha ronda enfrentei muitos olhares hostis. Na noia, achei que desconfiavam do mendigo de passos firmes. Mas conclui que a maioria já se conhecia e eu era só o estranho. A menina Lais me clicou fingindo mexer numa lata de lixo. Deu 10 pro disfarce, me tranquilizando.

The Mendigo na Vidal Ramos, by Lais

The Mendigo na Vidal Ramos, by Lais

Fui pra praça do TAC. Uma rodinha de gaúchos numa mesa do quiosque. Entre eles, um diretor do Sindicato dos Bancários. O tema era maragatos. A mesa era comandada por um barbudo alegre.

Um gordo careca com a camiseta do Inter fazia o contraponto às piadas do alegre. Uma zumbi noiada apareceu, pediu o dinheiro da passagem. O sindicalista catou alguma coisa no bolso e estendeu a mão, com alguns centavos, sem olhar na cara dela.

Quando a zumbi se foi, ele disse alguma coisa baixinho que fez a turma toda explodir numa gargalhada só.

Esmola e gargalhadas

Esmola e gargalhadas

Sem piedade
Bem depois da meia-noite, tudo deserto, tentei descansar um pouco na escadaria da catedral. Surpresa! Ela tem um vigilante que escorraça chinelões.

Insisti. falei do santuário que a Igreja oferece aos perseguidos-doentes-abandonados. Nada sensibilizou o homem. Pedi pela caridade cristã: “Se você continuar, eu chamo a PM”, rosnou.

Fingi tremer nas bases. Me enrolei no cobertor e sai de fininho. Fui xingando todos os santos . Tentei a igreja evangélica da Graça, perto do TAC. Zero zumbis nela também. Tão caridosa quanto a Matriz: fez uma baita cerca pontiaguda, pobres fora.

Sexorama
Na frente do TAC mora um pessoal cascudo. Uma senhora obesa, de cabelos brancos e voz potente, comanda o pedaço. Nua sob cobertores imundos, ela trocou três parceiros em meia hora que passei ali. Tinha fila esperando atendimento.

Um sarará de bicicleta vaporiza o centro. Ele vai de mocó em mocó levando drogas. O vi rodando bastante. Na terceira volta me ofereceu uma pedra por R$ 5 e duas pelo cobertor. Na última, na frente do Santander, viu a câmera e fugiu de mim, só consegui uma foto tremida.

Vaporizando na bike

Vaporizando na bike

 
Na batalha

Os zumbis se queixam que apanham muito da PM. “Normal”, diz um bombado, catador de latinhas na Praça XV: “Eles querem respeito, nosso negócio é correr”.

Gutinho mostra um braço com cicatrizes, supostamente provocadas por pisões de um PM . O braço quebrou, o osso saiu pra fora e solidificou no ponto errado.

Jatinho mostra uma boca sem os dentes superiores: “Me arrancaram com chutes”, choraminga. Ele não lembra quando. Quem chutou: “Um PM e o porteiro lá de cima” – o zumbi aponta pros lados da Osmar Cunha.

Banco dos zumbis
Palmas para a política do Banco Itaú: suas agências são tolerantes com zumbis. “Tenho ordens de não mexer neles”, diz o porteiro da agência da Praça XV, indignado e resignado. Na filial em obras noturnas, dois zumbis (ou seriam apenas mendigos?) roncam numa boa, seguros.

Proteção bancária

Proteção bancária

 

Há uma certa ordem no comportamento errático da maioria dos zumbis pelas ruas. Embora pra nós eles pareçam caminhar sem rumo, andam numa linha invisível. E se enquadram nela na porrada. Quando eu disse que dormiria na Felipe, um deles me avisou do perigo: “Ali a PM não deixa”.

Não arrisquei. Fui só espiar a Felipe. Zero daquele burburinho da tarde. E só havia uma pessoa com jeito de zumbi. Era um negro sentado na frente do Magazine Luiza. Estava meio escondido por um latão de lixo.

Tomei um susto quando cheguei perto e senti a encarada dele. Parecia uma fera. Sujo como um bicho. Os lábios bem vermelhos, fazendo biquinhos. Ele repetia os movimentos da boca, então notei que eram involuntários. Babava. Tremia. Envergado, quase fetal, balançava o tronco.

Ele estava além do medo da PM. Venci o meu e tentei me aproximar. Puxei a câmera – mas algum sentimento que desconheço congelou meu dedo e não fiz o clic. Ele não tinha condições de ser entrevistado.

Já na praça 15, dei uma última olhada pra trás. O zumbi continuava se balançando. Dobrei a esquina da Panvel, em direção ao aterro.

Brothers na miséria
A Conselheiro Mafra na madruga em que eu fui estava deserta até onde se podia ver. Cadê as prostitutas e os michês ? Um taxista dá a explicação clássica da economia de mercado: a oferta de clientes estava baixa. “Venha no sábado e vai encontrar o que quiser”, disse o motora.

Cena da madrugada na Felipe, na frente das Americanas: dois carinhas, em calçadas e direções opostas. O das Americanas levanta o punho esquerdo cerrado e solta o grito: “Brother!” Lá do outro lado vem o berro “tudo”! Belo exemplo de camaradagem entre zumbis.

Altas horas, volto pro Senadinho. Ali eu tinha feito um pit stop e deixado minha quentinha numa mesa de xadrez, ainda com o arroz e feijão. Encontro o pote vazio. Vapt vupt, alguém passou e comeu até o último grão. Isto é pra gente saber que sempre tem alguém pior.

Sem o povo, os restos do dia estão espalhados. Perto das duas aparecem os carinhas da Comcap. Antônio Roberto, 27 anos na vassoura, comenta que “cada dia está pior, depois da lei que proibiu jogar lixo parece que as pessoas fazem de propósito”.

Um zumbi passa perto deste mendigo e do faxineiro repetindo um apelo patético: “Alô São Paulo, alô Vila Xavante, alô Rui, seu filho Giba procura pelo senhor.” Feito papagaio, sumiu na madruga procurando o pai perdido.

Nas trevas do aterro
Encarei o aterro e o Mercado Público. Dá um medinho. Tinha gente dormindo em tudo quanto era canto, vão e desvão. O pior lugar é perto de uma birosca de xis na frente da Ferragem Capital.

No chão imundo da birosca escondia-se um zumbi mais imundo ainda. Espiei e recuei, porque ele dava impressão que ia saltar na minha jugular.

Pensei: por que será que a Prefeitura não passa o trator neste lixo de birosca? Talvez o carinha achasse um canto mais confortável pra fumar, comer, c… e dormir! Já que não se pode fazer nada por ele, pelo menos limparia a rua.

Repensei: bastou algumas horas e já estou ficando insensível. Pra recuperar a humanidade, fui falar com os PMs do… Deprop. Deprop ?! Este nome deve ter sido bolado por alguém que fumou crack: Departamento de Prevenção e Restauração da Ordem Pública.

Imagine alguém dizendo “trabalho no Deprop”. Enfim, o ‘escritório’ é na Matriz, bem na frente do velho Besc. Desisti do papo humano ao saber que os PMs do Deprop são os chamados para enxotar os mendigos da escadaria.

Atordoado, voltei para a Praça XV. E quem eu encontro lá, quase quatro da madruga ? Solitária, encolhida, parecendo um passarinho sem ninho. Dormindo na praça sem ser vagabunda, sem ser delinquente, apenas doente. Ela mesmo, a rainha da insignificância. A subgente: Zildinha.

Zildinha no fim da festa

Zildinha no fim da festa

E a cliquei. Imortalizei sua alma de zumbi em 16 megapixels.

Saí da praça. Caminhei até meu carro. Abri o porta-malas. Joguei cobertor e casacão sobre o saco de ração dos cachorros, imagem que me fez lembrar da Lili e da Laika – indicando que o cérebro já se desligava dos zumbis.

Admito: senti alívio ao pensar nos meus bichos. Na certa àquela hora estavam alimentados, limpos, quentinhos e abrigados na garagem, esperando minha volta pra casa.

Renan Antunes de Oliveira, repórter independente em Floripa

Estacionamentos proibidos

27 de outubro de 2011 33

Na semana passada, exibi no Jornal do Almoço  fotos de viaturas da Polícia Militar e da Guarda Municipal estacionadas em vagas para idosos e cadeirantes, com grande repercussão, tanto que foi assunto depois no Estúdio Santa Catarina.
Como que se um erro justificasse o outro, estou recebendo de muitas pessoas uma  foto que mostra dois veículos da RBS TV estacionados lado a lado, sendo que um deles ocupa vaga para deficientes. Esse estacionamento é na própria RBS, na sua sede de Joinville.
Mas mesmo que fosse fora, é preciso que saibam que essa empresa é feita por pessoas.
Carros são dirigidos por motoristas. Motoristas não são jornalistas. Mas jornalistas também cometem infrações de trânsito. Tem jornalista preso por assassinato. E dos bons, dos grandes.
Numa empresa, e aqui não é diferente, quando um motorista comete uma infração, ele é advertido.  Se voltar a reincidir, pode até ser demitido. Como muitos já foram.
A função da polícia, diante de uma infração, é multar. Não ha privilégio. Mas para multar, é preciso dar o exemplo.

Cansou

02 de agosto de 2010 10

Boa Tarde Cacau,
Tenho loja perto do local onde foi furtado MAIS um carro nas redondezas da POLICIA MILITAR do Santa Monica. E ja fui vitima desses marginais e do descaso policial.
Roubaram a mala da minha namorada, tbm do porta malas, com todas as suas roupas maquiagens e presentes de aniversario. Nada demais é verdade, algumas coisas com valor sentimental, o pior é a sensação de INsegurança. Mas o fato esta se tornando comum. Num bairro de classe media alta, com um Posto Policial nas proximidades, poderia ser um fator impeditivo. Porém quem for ao posto policial vai entender porque os bandidos agem com tal liberdade.
Os policiais, quando não estão vendo filmes “de sacanagem” ou futebol na TV, e fazem questão de te atender, ou olhar pra sua cara e até mesmo se dão o trabalho de tirar os pés de cima da mesa e falar com vc, dizem que:   “furto aqui é comum, normal, não adianta falar, se quiser fazer um BO vai na Civil, mas nao vai adiantar nada”  
Depois de ouvir isso do Policial de plantão, sem tirar os olhos do futebol na Tv e nem as pernas de cima da mesa, sai de la decepcionado e tendo que me conformar que furtar carros a menos de 200 metros de um posto policial, aqui em Floripa, é COMUM!!!!
As vezes a porta do posto policial esta trancada e pra acordar o Oficial la dentro dormindo é complicado!!
Capaz de ele ficar de mau humor!
Absurdos do nosso cotidiano…
Abracos
Eduardo Araujo
Empresario

Publicitários

30 de julho de 2010 4

Caro e prezado Cacau,

Por tantas vezes vimos você escrever em sua coluna ou comentar quadro do JA sobre várias questões de interesse público e econômico, e levantar polêmicas, como os elevados preços dos combustíveis (e uma possível existência de “cartel”. Hoje querendo ou não, estamos com preços melhores aqui na cidade); ou então sobre os abusos de restaurantes mequetrefes que, se aproveitando da “onda chic” de Floripa, praticam preços “fora da casinha”…

És hoje uma voz nessa cidade e por isso estou lhe escrevendo.

Há um setor aqui na Ilha, que desde sempre sofreu com o PATERNALISMO. Os tempos mudam, as coisas mudam, mas um grupo ainda luta para manter sua hegemonia, aproveitando-se que a cidade é pequena e todo o trade se conhece: o trade da propaganda.

O fato é que, nos dias 19 e 20 de agosto, será realizado um encontro com grandes lideranças da propaganda brasileira, na FIESC, promovido pelo SINAPRO, que é o sindicato que, por tese, teria de defender a categoria dos publicitários. O motivo deste Encontro é debater a qualidade e propostas para qualificar a propaganda regional.

O problema é que estes senhores virão para cá, de todas as partes do País, e sem saberem da realidade do nosso mercado, farão longos discursos, que em nada mudarão a realidade dos publicitários daqui.

E que realidade é esta? A realidade da opressão, promovida por um grupo de donos de agência. A começar pelo Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Propaganda, que é DONO de agência.
Você já imaginou o dono da General Motors presidente do Sindicato do Metalúrgicos em São Paulo?
Pois, pra começar, é isso que acontece aqui na Ilha. Ou seja, não temos para quem reclamar.

- Hoje a Ilha é a capital, entre as do Sul do País, que pior paga a categoria. Diversos profissionais migraram para São Paulo e Porto Alegre. E já tem a agência querendo contratar, mas não há mais mão de obra disponível. Apenas recém-formados, que não têm experiência para fazer uma comunicação eficiente e responsável ou fazer uma gestão de marca.

- Cacau, como se já não bastasse a prática coletiva de assinar meia carteira de trabalho (e isto, a turma até aceita); se houvesse uma VARREDURA, feita pelo Ministério Públicos, sei lá… iriam ver que a quantidade de agências que trabalha sem assinar carteira para NENHUM de seus funcionários, não é pouca.

- E pra ficar melhor ainda, os funcionários são várias vezes obrigados a fazer jornadas de até 16h ou mais, virando a noite, e HORA EXTRA é outra coisa INEXISTENTE no mercado. Ninguém se manifesta, reclama, porque não há pra quem fazer isso. Antigamente, era muito comum o publicitário varar a noite trabalhando. Só que era um profissional BEM PAGO. Ele ganhava para isso. Hoje tabelaram os salários na Ilha (isso mesmo, tabelaram. Todo mundo sabe que houveram reuniões entre os principais donos de agência. E isso se chama prática de cartel).

- Além disso, plano de saúde, odontológico ou previdência é coisa rara entre o meio.

- Os salários foram severamente achatados de seis anos para cá, enquanto o custo de vida de Florianópolis subiu muito.

- Hoje há muitas agências e agenciazinhas na Ilha. Claro, o principal capital delas é o humano/intelectual… e que aqui em Floripa está custando muito pouco, não se paga carteira, não há fiscalização e o Sindicato não atua, porque seu Presidente é DONO de agência. Entendeu a conta?

- Por fim, estas mesmas pessoas que administram o meio sequer são capazes de atrair grandes marcas da indústria do Estado para trabalharem com agências daqui (não vamos nem citar Perdigão, Sadia e Seara, porque seria covardia, elas todas estão com seus marketings em São Paulo), mas outras menores como do setor de cerâmica do Sul do Estado. A grande maioria das indústrias não entrega suas contas para a propaganda catarinense.

Aqui em Floripa, não temos publicitários. Temos PubliciOTÁRIOS, que trabalham por uma merreca, se saciam com seus egos fazendo campanhas bem mais ou menos, não se mobilizam e ficam sempre vendo seus chefes disputando as CONTAS PÚBLICAS para fazer propaganda para o Governo (Estadual ou Municipal), que AINDA É O que mantém o setor de pé, aqui na Ilha (praticamente sozinho).

E por falar nisso, vamos ver quem ganha nas eleições de 2010? A Agência X ou a Y?

Abs, Cacau

Erico Fontana!

Começou a polêmica!

29 de julho de 2010 6

Cacau,

Tua acreditas mesmo que, se viabilizar a vinda de uma seleção para Floripa na Copa de 2014 e, hospedá-la no Costão do Santinho, vai contribuir para o turismo e a economia ? Já que lá também seria construído um campo de futebol — nas dunas. Seria melhor com certeza tentar viabilizar pensando no turismo e economia, instalando-a (s) em um hotel na Beira-Mar, utilizando a Ressacada e/ou Scarpelli para treinamento.

André de Abreu

Apareceu a margarida!

29 de julho de 2010 30

Líder de comentários e críticas entre os leitores do blog, quase que uma unanimidade negativa, aqui está a foto da Mariana mostrando a motorista do Audi que abusou ao errar, provocar e revelar sua falta de educação e de bom senso, fazendo do seu carro e da sua cidade um chiqueiro. O post original está aqui

Lembranças

29 de julho de 2010 2

Caro Cacau…
 
Ao ler a sua nota “Memórias de um Repórter”, não tive como conter as minhas próprias lembranças da invasão da TV Cultura, poucos comentam o fato de ter ocorrido uma outra invasão dias antes.

Naquela oportunidade eu era ainda sonoplasta da rádio Cultura, trabalhava com Miguel Livramento e Roberto Alves, eu era o “operador” da manhã, meu horário ia das cinco ao meio-dia, o primeiro locutor da manhã se chamava Zé do Mato, seu programa, claro, era de música sertaneja. Pois bem, ao chegarmos aos estúdios da TV e da rádio Cultura, eu, Zé do Mato e o motorista da Kombi da emissora fomos rendidos por um policial armado e fora de si, ela já tinha rendido outros três policiais, nosso porteiro e, armado com oito revólveres 38, queria de qualquer jeito entrar ao vivo na programação da TV, como eu era o único operador no local, coube a mim explicar que aquilo seria impossível, que a única chance era entrar ao vivo na programação da rádio.

Assim fomos todos em fila indiana, sob ameaça de morte, para o pequeno estúdio da Rádio Cultura, sem contar, é claro, que os disparos que ele fazia para nos apavorar.

Bem, ao colocar o policial ao vivo na Cultura, logo o Morro da Cruz viu um grande desfile de sirenes e luzes, mas sem qualquer tentativa de nos resgatar, o policial estava realmente desequilibrado e o motivo também era pelos baixos salários da PM na época. E nós, aproveitando desse “desequilíbrio”, ao poucos cada um foi conseguindo fugir.

Minha fuga foi acompanhada de vários disparos do dito policial, trago até hoje cicatrizes na minha perna ao rolar o Morro da Cruz abaixo, indo dar na recepção da RBS, onde encontrei todos “entrincheirados” atrás de um grande sofá.

Finalizando a saga do primeiro policial: ele acabou indo se entregar somente no comando geral da PM, isso depois de furar a balas o nosso estúdio, viaturas e instalações da própria corporação.

Bem, fiquei uma semana sem trabalhar, levei alguns pontos na perna e, ao aparecer na emissora, ainda lembro da rapaziada (Miguel, Roberto e outros) tirando aquele sarro dos companheiros, só que eles não esperavam que outro policial inspirado pelo primeiro também lhes faria uma “visita” logo em seguida.

Bem, ainda trabalho com rádio e televisão aqui em Rio do Sul, nunca guardei mágoa alguma da PM, até mesmo tenho com orgulho o título de Amigo do Batalhão aqui de nossa cidade.

Só fico meio preocupado quando ouço algum PM reclamar do salário rsrsrsrs…

Um grande abraço do seu  leitor…

Chico Santos

Na cara

29 de julho de 2010 4

Foi roubado na madrugada de hoje — estouraram a vidraça da Audi Breitkopf — um Audi A4 zero km, na cor preta. Barulho, alarme, polícia… e nada do ladrão. Detalhe, a loja fica na frente ao Quartel do Exército, o 63º BI, em Florianópolis.

Gentalha

29 de julho de 2010 96

Bom dia Cacau, me chamo Mariana e venho através deste comunicar a falta de educação de algumas pessoas em relação ao meio ambiente e principalmente com essa Ilha maravilhosa.

Ontem, dia 28, por volta das 10h30min da manhã, estava parada com meus pais no sinal que tem em frente à casa do governador e ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, quando observei uma mulher dentro do seu carro (um Audi preto): abriu o vidro e jogou um papel no chão.

Achei aquilo um ato ridículo, olhei para ela e fiz uma cara de desgosto, nisso a mesma abriu o vidro, juntou mais papéis e jogou um por um no chão e rindo muito, achando aquilo engraçado, o taxista que estava atrás do carro dela também reclamou da falta de respeito, o sinal abriu e o taxista parou no primeiro posto policial logo à frente, ela continuou em direção à Beira-Mar Norte, sentido ponte, e por acaso nós também estávamos no mesmo sentido, ela, não satisfeita, juntou mais papéis e fez questão de parar na próxima sinaleira ao nosso lado, abriu o vidro e ia começar a jogar na rua, só que ela não esperava que eu estivesse com uma máquina fotográfica e foi quando comecei a tirar foto da falta de educação dela, ela cobriu o rosto com os papéis, não jogou os mesmos porque eu estava tirando foto e depois ela pegou uma garrafinha de refrigerante, ou suco, para beber, sendo que em todos os momentos ela ria com o ar de debochada.

Fala, delegado!

28 de julho de 2010 4

Cacau, Lendo sua coluna de hoje, Florianópolis, seja como destino final ou escala , dá lucro às companhias aéreas. É o filet mignon na aviação. Basta checar o índice de ocupação das aeronaves. Então, para que ofertar descontos em um trajeto que dá lucro? A propósito: o pior não é ficar sem desconto, mas ser tratado como carga viva. É uma vergonha os voos com chegada ou saída de Congonhas, para Floripa, não possuírem posição de parking nas fingers (pontes cobertas com acesso direto às aeronaves). Catarinense pega ônibus na escada do avião, vento, chuva ,frio e calor, dependendo da estação do ano, quando embarca ou desembarca de aeronaves em Congonhas. Sem falar que sempre é confinado no saguão do piso inferior daquele aeroporto.Verdadeira muvuca!.

Abraço. Saúde.

Eduardo André Sena.