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Posts na categoria "Memória"

Porque hoje é domingo...

01 de agosto de 2010 2

VAMOS DANÇAR DE ROSTO COLADO, SEM MOVIMENTAR OS PÉS? MÃOZINHA DO OMBRO…(acho que não existe mais isto; pode perguntar para um adolescente…) Mas que era bom, ah! isso era! SENTE O VÍDEO…


O que a dança ensina
(Martha Medeiros)

Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira para fazer alguma coisa que nunca se fez. Pois dia desses aceitei um desafio: fiz uma aula de dança de salão. Roxa de vergonha por ter que enfrentar um professor, um espelho enorme, outros alunos e meu total despreparo. Mas a graça da coisa é esta, reconhecer-se virgem. Com soberba não se aprende nada. Entrei na academia rígida feito um membro da guarda real e saí de lá praticamente uma mulata globeleza.

Exageros à parte, a dança sempre me despertou fascínio, tanto que me fez assistir ao filme que está em cartaz com o Antonio Banderas, “Vem dançar”, em que ele interpreta um professor de dança de salão que tenta resgatar a auto-estima de uma turma de alunos rebeldes. Qualquer semelhança com uma dúzia de outros filmes do gênero, inspirados no clássico “Ao mestre com carinho”, não é coincidência, é beber da fonte assumidamente.

Excetuando-se os vários momentos clichês da trama, o filme tem o mérito de esclarecer qual é a função didática, digamos assim, da dança. Na verdade, o simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática, mas vivemos num mundo onde todos se perguntam o tempo todo “para que serve?”. Para que serve um beijo, para que serve ler, para que serve um pôr-do-sol? É a síndrome da utilidade. Pois bem, dançar tem sim uma serventia. A dança nos ensina a ter confiança, se é que alguém ainda lembra o que é isso.

Hoje ninguém confia, é verbo em desuso. Você não confia em desconhecidos e também em muitos dos seus conhecidos. Não confia que irão lhe ajudar, não confia que irão chegar na hora marcada, não confia seus segredos, não confia seu dinheiro. Dormimos com um olho fechado e o outro aberto, sempre alertas, feito escoteiros. O lobo pode estar a seu lado, vestindo a tal pele de cordeiro.

Então, de repente, o que alguém pede de você? Que diga sim. Que escute atentamente a música. Que apóie seus braços em outro corpo. Que se deixe conduzir. Que não tenha vergonha. Que libere seus movimentos. Que se entregue.

Qualquer um pode dançar sozinho. Aliás, deve. Meia hora por dia, quando ninguém estiver olhando, ocupe a sala, aumente o som e esqueça os vizinhos. Mas dançar com outra pessoa, formar um par, é um ritual que exige uma espécie diferente de sintonia. Olhos nos olhos, acerto de ritmo. Hora de confiar no que o parceiro está propondo, confiar que será possível acompanhá-lo, confiar que não se está sendo ridículo nem submisso, está-se apenas criando uma forma diferente e mágica de convivência. Ouvi uma coisa linda ao sair do cinema: se os casais, hoje, dedicassem um tempinho para dançar juntos, mesmo em casa – ou principalmente em casa – muitas discussões seriam poupadas. É uma espécie de conexão silenciosa, de pacto, um outro jeito de fazer amor.

Dançar é tão bom que nem precisava servir pra nada. Mas serve.

Noite de quinta-feira em qualquer lugar do mundo...

29 de julho de 2010 8

Para dormir melhor, rapeize: My Sweet Lord de George Harrison com um grupo de excelentes músicos, todos amigos de George num concerto em sua homenagem, dois anos depois de sua morte, lembrando The Concert of Bangladesh. Na guitarra acústica, Eric Clapton, na guitarra elétrica, o filho de George Harrison, ao piano, Paul McCartney, na primera bateria, Ringo Starr, na segunda bateria, Phill Collins, e na segunda guitarra elétrica, Tom Petty, ao órgão e interpretando a primeira voz, o incrível Billy Preston. Entre as vocalistas do coro está Linda Eastman, esposa de Paul McCartney. Também estavam presentes nesse concerto: Bob Dylan, Ravi Shankar, Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo The Cream, de Eric Clapton. Todos um pouco gordos e enrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70. Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto Beatle; foi ele que sempre tocou o piano e o órgão em todas as gravacões dos Beatles. Maravilhoso!! E tenham uma boa noite!

Lembranças

29 de julho de 2010 2

Caro Cacau…
 
Ao ler a sua nota “Memórias de um Repórter”, não tive como conter as minhas próprias lembranças da invasão da TV Cultura, poucos comentam o fato de ter ocorrido uma outra invasão dias antes.

Naquela oportunidade eu era ainda sonoplasta da rádio Cultura, trabalhava com Miguel Livramento e Roberto Alves, eu era o “operador” da manhã, meu horário ia das cinco ao meio-dia, o primeiro locutor da manhã se chamava Zé do Mato, seu programa, claro, era de música sertaneja. Pois bem, ao chegarmos aos estúdios da TV e da rádio Cultura, eu, Zé do Mato e o motorista da Kombi da emissora fomos rendidos por um policial armado e fora de si, ela já tinha rendido outros três policiais, nosso porteiro e, armado com oito revólveres 38, queria de qualquer jeito entrar ao vivo na programação da TV, como eu era o único operador no local, coube a mim explicar que aquilo seria impossível, que a única chance era entrar ao vivo na programação da rádio.

Assim fomos todos em fila indiana, sob ameaça de morte, para o pequeno estúdio da Rádio Cultura, sem contar, é claro, que os disparos que ele fazia para nos apavorar.

Bem, ao colocar o policial ao vivo na Cultura, logo o Morro da Cruz viu um grande desfile de sirenes e luzes, mas sem qualquer tentativa de nos resgatar, o policial estava realmente desequilibrado e o motivo também era pelos baixos salários da PM na época. E nós, aproveitando desse “desequilíbrio”, ao poucos cada um foi conseguindo fugir.

Minha fuga foi acompanhada de vários disparos do dito policial, trago até hoje cicatrizes na minha perna ao rolar o Morro da Cruz abaixo, indo dar na recepção da RBS, onde encontrei todos “entrincheirados” atrás de um grande sofá.

Finalizando a saga do primeiro policial: ele acabou indo se entregar somente no comando geral da PM, isso depois de furar a balas o nosso estúdio, viaturas e instalações da própria corporação.

Bem, fiquei uma semana sem trabalhar, levei alguns pontos na perna e, ao aparecer na emissora, ainda lembro da rapaziada (Miguel, Roberto e outros) tirando aquele sarro dos companheiros, só que eles não esperavam que outro policial inspirado pelo primeiro também lhes faria uma “visita” logo em seguida.

Bem, ainda trabalho com rádio e televisão aqui em Rio do Sul, nunca guardei mágoa alguma da PM, até mesmo tenho com orgulho o título de Amigo do Batalhão aqui de nossa cidade.

Só fico meio preocupado quando ouço algum PM reclamar do salário rsrsrsrs…

Um grande abraço do seu  leitor…

Chico Santos

Boa noite, menininha da casa rosa

28 de julho de 2010 4

Pra ouvir, dançar e gamar… queira, por gentileza, aumentar o volume do seu rádio porque o programa da noite vai falar de amor…

Durante pelo menos 10 anos Cacau tocou James Taylor no seu programa de rádio.

Tá a fim de matar saudades? 

Memórias de um repórter policial

28 de julho de 2010 5

O livro do professor Paulo Brito sobre a vida do jornalista Roberto Alves, Dás um Banho, fez ressurgir alguns personagens que marcaram época no cenário de Florianópolis nas últimas três décadas.

O Coronel Luiz Eugênio Uriarte, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, foi um deles. Uriarte foi quem rendeu o soldado Silvio Roberto Vieira encostando um “trezoitão” no pescoço do policial em pleno estúdio da TV Cultura. Morreu na década de 90, vítima de um acidente de trânsito no Paraná, sem realizar seu sonho profissional: ser comandante Geral da corporação.

O livro traz ainda uma revelação pouco explorada na mídia na época. O tenente que gerou o dia de fúria do soldado Silvio hoje é um bem comportado tenente-coronel. E o soldado, não tem jeito: sempre que me vê, como segunda-feira na Assembleia, muda o rosto, faz cara de triste e dá a mordida: Seu bordejo custa R$ 50. É o mais cara da minha lista. Ademar Ben Jonhson, por exemplo, levava R$ 10.

Galera da Ilha

27 de julho de 2010 4

Colegas de profissão reunidos ontem no lançamento do livro Dás um banho, sobre o nobre Roberto Alves, que lotou como poucos a Assembleia Legislativa de jornalistas, políticos, desportistas, amigos e admiradores.

Pela ordem: João Cavallazzi, Cacau, Fabrício Severino, Cesar Valente, Paulo Scarduelli, Moacir Pereira, José Carlos Mendonça e Mario Medaglia – e Billy Culleton à frente.

A noite de ontem também foi de gala por isso, pelo reencontro de velhos amigos. A cidade estava lá.

Constatação

23 de julho de 2010 6

De um amigo, quase sexagenário, dos bons tempos:

Dos três JBs que conhecemos, apenas um continua firme: Jorge Bornhausen. Os outros dois, o uísque JB e o JB jornal, o primeiro saiu de moda, e o segundo vai desaparecer para sempre, como informativo impresso, no dia 31 de agosto de 2010.

Para matar saudades

23 de julho de 2010 0

Carlos Renaulx x Paysandu em Brusque; Palmeiras x Olímpico em Blumenau; Caxias e América em Joinville; Marcílio Dias x Barroso em Itajaí; Avaí x Figueirense em Florianópolis; Ferroviário x Hercílio Luz em Tubarão; e Metropol x Comérciario em Criciúma. Bons tempos dos grandes clássicos do futebol catarinense.   

Boa noite, Floripa!

22 de julho de 2010 5

Porque saudade não tem idade.

Vou jogar minha bolinha agora lá no Campeche com o Marcio Goiano, do Figueira, como convidado especial.

E, para a sua noite entrar mais suave, nada como matar saudades de um dos maiores cantores do mundo. A voz é inimitável. É só clicar. Se não for da sua época, pode deletar. Mas eu duvido que algum jovem sensível e de bom gosto vai fazer isso sem pelo menos ouvi-lo até o final.

Fiquem com Deus, boa noite para todos e até amanhã no Jornal do Almoço.  

A última foto

18 de julho de 2010 14

Bar do Seu Chico é demolido no Campeche.
Local foi colocado abaixo em razão de determinação judicial. Agora me chega a notícia de que o prefeito Dário Berger e o diretor superintendente da Floram, Gerson Basso, fizeram de tudo para reverter a ação.
O Bar do Seu Chico, em funcionamento desde o início dos anos 1980 na Praia do Campeche, Sul da Ilha, foi demolido depois de 10 anos de luta na justiça. A denúncia foi encaminhada pela Fundação do Meio Ambiente do Município (Floram), na gestão de Elizabeth Amin Helou Vieceli ao Ministério Público Estadual. A decisão assinada pelo juiz Hélio do Valle Pereira há três semanas foi cumprida por funcionários do Departamento de Fiscalização da Floram, coordenada por Marcelo Ferreira.

O reduto de praia,foi construído a revelia do poder público em Área de Preservação Permanente. Segundo matéria do jornal Diário Catarinense, em 2006, uma manifestação impediu a derrubada. Seu Chico era, em tese, o administrador do bar. Cabia aos familiares tocar o estabelecimento.