Foi comemorado pelo setor imobiliário o anúncio de prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns materiais de construção até o final de junho de 2010.
Mas nem toda a cadeia da construção civil se beneficiará da mesma forma da medida.
– A redução do imposto para esses materiais terá baixo impacto em empreendimentos de alto padrão. Mas será significativo para imóveis populares e estimulará mais empresas a investirem em projetos do programa Minha Casa, Minha Vida – salienta Rafael Tregansin, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Caxias.
A redução do tributo por mais seis meses atinge produtos como cimento, argamassa, tinta e revestimentos para banheiro, itens que têm bastante peso na construção de imóveis populares (leia-se de no máximo R$ 100 mil).
– Os empreendimentos de alto padrão seriam beneficiados se houvesse diminuição do IPI para materiais como pisos laminados e perfis de alumínio – ilustra o dirigente.
Aos caixas do governo, a renúncia fiscal no setor imobiliário representará um custo de R$ 686 milhões pelo período adicional de seis meses.
É óbvio que a prorrogação da desoneração de IPI para materiais de construção é uma política para favorecer o pós-crise, cuja mira principal é garantir o bom andamento do programa Minha Casa, Minha Vida, uma das bandeiras (eleitorais?) do governo. Mas ainda há muita carência de moradia popular em Caxias. E, como se sabe, a procura é altíssima.
É preciso que mais construtoras ousem em adaptar os custos dentro dos minguados valores estipulados pelo governo para integrar o Minha Casa... A torcer.
q q q
A propósito, alguém teve dificuldade em encontrar imóveis com preço acessível em Caxias?? Conte para nós.
Postado por Silvana Toazza, Caxias do Sul,