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Posts do dia 23 fevereiro 2010

Redução da jornada é manobra eleitoreira?

23 de fevereiro de 2010 2

Para discutir a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e eleva o valor da hora extra, a diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) se reuniu nesta terça-feira em Brasília.

As lideranças empresariais consideram manobra eleitoreira a possibilidade de votação, na Câmara dos Deputados, do projeto.

Liderados pelo presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, os dirigentes visitaram na tarde desta terça-feira as lideranças dos partidos políticos na Câmara para argumentar ser inoportuna a votação, numa conjuntura de recuperação da indústria e do emprego.

Também alegam que o projeto afetaria a competitividade das empresas e ampliaria a informalidade.

Postado por Silvana Toazza, Caxias do Sul,

Filhos conhecem o local de trabalho dos pais

23 de fevereiro de 2010 0

Ação envolveu 430 crianças na Marcopolo/Gelson Mello da Costa, divulgação

Não basta valorizar o colaborador. É preciso cada vez mais prestigiar a sua família. Durante a última semana, por exemplo, 430 filhos de empregados das duas plantas da Marcopolo em Caxias puderam conhecer o local de trabalho de seus pais.

– Os filhos vêm com seus pais para a empresa, passam o dia com as outras crianças em várias atividades, conhecem o local de trabalho dos pais e voltam para casa no final do expediente – explica Osmar Piola, diretor da Fundação Marcopolo.

Postado por Silvana Toazza, Caxias do Sul,

Festa da Uva: cadê as lojas tradicionais?

23 de fevereiro de 2010 7

Estabelecimentos no evento primam por preços baixos/Roni Rigon

Ao circular pela Festa da Uva o visitante depara com importantes indústrias de Caxias, como Marcopolo, Agrale e Randon, exibindo seus produtos e serviços. Mas, ao chegar à ala comercial da festa, o cenário é outro: poucas marcas lá expostas são conhecidas do público.

Então, vem a oportuna pergunta: por que o comércio tradicional da cidade e região não está presente na nossa maior festa?

– Acho que essas lojas tradicionais não acham estratégico participar da Festa da Uva, pois acreditam que o apelo seja mais popular. Mas eu acho que, pelo menos por uma questão de imagem, elas deveriam participar – arrisca a responder José Quadros dos Santos, diretor de Feiras e Exposição da Festa da Uva.

O que se percebe é que os pontos de venda têm realmente uma conotação popular, com muitos cartazes de promoções e produtos vendidos em saldos.

Muitos dos estabelecimentos são especializados em atuar em feiras itinerantes e outros são QGs montados para vender artigos de pequenas empresas. Até aí nada mal. É importante que haja opções com preços acessíveis ao bolso do consumidor. O público gosta dessas pechinchas.

O problema é que há uma lacuna deixada pela não participação do comércio tradicional de Caxias. E não é só isso: temos aqui e na região conceituadas empresas que produzem utilidades domésticas em inox, em plástico, malharias, lanifícios, fabricantes de calçados e artefatos de couro, só para citar alguns setores. Por que essas indústrias não estão lá com um showroom ou com um ponto de vendas ao consumidor?

A empresária Márcia Costa, diretora da Drops de Menta, atribui à burocracia legal a ausência de representatividade do comércio tradicional na Festa da Uva.

– Para estarmos lá, teríamos de abrir uma nova operação na Junta Comercial, o que leva meses, e montar uma estrutura para dar nota fiscal por 18 dias, o que seria inviável. Não é uma questão de não querer. É uma longa burocracia que faz com que o comércio tradicional se mantenha mais competitivo nas suas estruturas já montadas – salienta a empresária do ramo de vestuário, que é uma das diretoras do Sindilojas de Caxias.

Quem perde é o comércio de Caxias e os turistas que deixam de conhecer nossas principais grifes. É claro que o visitante pode ir até as lojas do Centro e dos shoppings para conhecê-las, mas isso nem sempre ocorre.

Qual sua opinião sobre esse assunto?

Postado por Silvana Toazza, Caxias do Sul,