A morte do dono de um mercado durante assalto no bairro Bela Vista escancarou uma queixa antiga do comércio: a gritante insegurança em comunidades de Caxias, jogadas à própria (falta de) sorte. Embora com vigilância particular, a ousadia dos ladrões e o senso de impunidade, lamentavelmente, prevaleceram.
“Por que não há mais policiais militares na rua? Por que a Brigada Militar, mesmo de forma heróica em fazer o máximo com o mínimo, esbarra no sistema judiciário, que muitas vezes privilegia o criminoso em detrimento do cidadão? O que falta efetivamente para valer o direito constitucional de ir e vir livremente e o direito à vida?”, desabafa a nota, assinada por Alcides Perini, Ruy Cassina e Jackson Campani, diretores do Departamento de Segurança Pública da CDL.
Com tudo o que o comércio paga de impostos e gera de empregos, pedir segurança é o mínimo de dignidade que se espera. Caso contrário, em pouco tempo, moradores de bairros visados por criminosos vão perder a facilidade de frequentar mercados, joalherias, lojas e farmácias perto de casa, ficando reféns de shoppings.
Algo precisa ser feito, e urgentemente, para estancar essa onda de violência (já são inacreditáveis 111 assaltos a estabelecimentos comerciais de Caxias de janeiro até agora). Até que a solução não chega, vale, sim, a máxima policial: reagir a um assalto, JAMAIS. A vida não tem volta.