Um breve olhar para a Mesa 1 do ainda inconcluso ginásio do novo CT do Juventude era suficiente para compreender como e porque aquelas pessoas estavam sentadas ali. Na mesa desginada àqueles que estragaram o domingo de 95 mil pessoas em um distante Maracanã lotado de botafoguenses na tarde de 27 de junho de 1999. E o tornaram inesquecível para os resistentes cinco mil visitantes que representavam outros tantos milhares que ficaram em Caxias do Sul.
A mesa começava por aquele que será para a papada o eterno capitão Flávio. Passava pelo ex-presidente Marcos Cunha Lima. Alcançava o ex-comandante Valmir Louruz, e cruzava, no meio do caminho, pelo ex-camisa 10 Mabília e o delegado Capone (que naquele período operava com o xerife Índio). Na outra extremidade, sentava-se Fernando, o Cabeção que abriu o placar no primeiro jogo contra o alvinegro carioca. Sem falar no Baixinho da mesa ao lado, aquela dos atuais jogadores, ou dos que não vieram, como Emerson, Maurílio e Mexerica.
Um retrato sucinto do que era e do que deveria ser qualquer grupo vencedor no futebol: um grupo de gente que sabe no que está envolvida, aonde pretende chegar, porque isso seria importante para suas vidas, e como pretende fazê-lo.
Um grupo cheio de exemplares daquela espécie que no futebol se costuma chamar de cobras criadas. O tipo de bicho que não se encolhe, ao contrário, cresce e viceja nas adversidades, faz com que os outros se preocupem com a ameaça que representa.
Uma espécie - lamentavelmente - em extinção na era do futebol MTV.
Postado por Gabriel, da Redação

tirando o contrata-zacarias, essa mesa da muito orgulho mesmo.
cobra criada é aquele ali sentado na 3a cadeira da esquerda...o cara simplesmente veio para o Caxias com a missão de trazer o que tinha de pior no mercado. Leva o Zacarias pra casa!!!E se diz profissional do futebol..pelamordedeus!!!!