Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Brigada Militar, emissoras de TV: o representante porto-alegrense designado para encarar o Juventude nas quartas de final do primeiro turno (e não do campeonato, como insistem em confundir até hoje um ex-técnico de clube de Caxias do Sul e colegas da imprensa) consultou todo mundo, fez tudo certinho, continua fazendo, aliás, para forçar a realização do jogo único no dia e horários que lhe interessam, tudo como manda o figurino.
Exceto por um microscópico detalhe.
Até agora não consultou uma partezinha só, sem a qual - putz, que problema! - não sai jogo nenhum de futebol: o adversário. No caso o Juventude.
Ninguém lembrou de (ou quis?) saber do Juventude qual seu interesse na (falsa) polêmica que envolve a marcação desta partida.
Nenhum dos vassalos que habitam o fantasioso Palácio de Marfim do futebol regional lembrou de (ou quis?) mencionar que o Juventude vem de três partidas em sete dias, duas das quais, com viagens de mais de 200 quilômetros.
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Não sei vocês.
Para mim, entretanto, a reação do representante porto-alegrense - e da respectiva claque - neste confronto remete ao comportamento dessas superestrelas do entretenimento internacional que desembarcam a granel no Brasil durante o Carnaval sob pretexto de abençoar a festa com um fragmento de seu brilho.
Tem exigência de toalha cromoterápica com fio sintético de iaque da costa nepalesa do Himalaia, sanduíche de lombo de albatroz, absinto com espuma, carregadores de liteiras, quarto com número primo de no máximo três dígitos, vista para o mar, mas o mar tem que estar bom, funcionários do hotel que não podem olhar nos olhos da celebridade, ou que devem se tornar invisíveis na prestação do serviço, fora aqueles pedidos exagerados.
Se o pessoal da produção não conseguir, a estrela, que não sabe mais o que fazer com tanto dinheiro, dá chilique, faz beicinho e cancela o show.
Ora, mas vá andar de ônibus em dia de greve!
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Este representante porto-alegrense que vai enfrentar o Juventude em sua casa, com grupo suficiente para formar três seleções internacionais, campeão de tudo, favorito para ganhar a Libertadores, com estádio de Copa e o maior número de sócios da internet, que não sabe mais o que fazer com tanto dinheiro, tem realmente que dar tanto chilique para ganhar do adversário com a pior campanha entre os oito classificados?
Ora, mas cale a boca e vá jogar!
Não é só cumprimento de tabela até o título mesmo?
Postado por Gabriel, da Redação