Um grande cidadão, pai de família.
Ótimo caráter.
Um baita companheiro de grupo, como atestam os que com ele conviveram nas entranhas do vestiário.
Um incansável em campo. Guerreiro.
Craque, jamais. Nem pensou que fosse, humilde que sempre foi. Importante, sempre.
Desde que se firmou como titular na conquista da Série B de 1994, aos 21 anos, num grupo que para o meio-campo tinha Galeano, Júnior (o Dorival que hoje comanda os moleques do Santos), o meia goleador Julinho e até, ainda, Pedro Haroldo, já no apogeu.
Decisivo, muitas vezes. Como no golaço que selou os 3 a 1 sobre o Inter em 1998, gol que encaminhou o fim de um jejum que o Interior amargava havia 59 anos.
E lá estava ele, no Maracanã, frio como Capone, Índio, Mabília, Maurílio, Flávio, Emerson, para gritar é campeão, e campeão do Brasil, no maior estádio do mundo, diante de mais de 100 mil torcedores.
E lá voltava ele em 2004, para protagonizar uma grande campanha no Brasileirão. Na elite em que ele ajudou a colocar o Ju e da qual teve o desprazer de sair, junto com o time, em 2007.
Era um ciclo que se fechava. Pois o tempo não perdoa no mundo da bola. Mas não ser antes arrancar, com atuação gigante, uma touca no Olímpico em 2008.
Lauro não merecia uma decepção como a de 2009, mas quis o destino que ele estivesse lá, sofrendo como toda a papada da qual ele faz parte, assim como a Manoela, que o conheceu ainda menina, das arquibancadas da ferradura sul.
Lauro e Juventude é uma história que nunca terminará.
É, simplesmente, uma História.

