Sabe aquele livro do Zuenir Ventura, "1968, o ano que não terminou"? Pois o Juventude parece querer lançar uma versão em fascículos de seu quadriênio.
A nítida sensação que se tem ao acompanhar o clube desde a primeira queda, em 2007, é que independentemente de quem esteja no comando, com que intenções, planos, aspirações, objetivos, expectativas, alianças e oposição, tudo parece fazer parte de um mesmo e - até o momento, incontrolável - processo.
Para ser justo, é preciso reconhecer: já se tentou de praticamente tudo no clube nos últimos anos e, à exceção das categorias de base e de um ou outro clássico, que a rigor, não servem para alterar a íntegra do contexto, os resultados parecem ser sempre os mais funestos possíveis.
Agora vamos (e digo vamos como alguém que profissionalmente já acompanhou várias) para mais uma reformulação, mais um recomeço no Alfredo Jaconi.
Sem meias palavras, o honesto, trabalhador e papo de coração Edemar Antonio Picoli está sendo aconselhado pela direção a efetuar alterações na equipe, promovendo a grande safra de garotos, em detrimento de alguns experientes - medalhões, se alguém preferir - que não vêm dando resultado.
Vamos ver, vamos lá, é uma nova tentativa. Realmente há garotos pedindo passagem. E a mexida no grupo, já de olho na Série D, começou a movimentar as engrenagens.
A se lamentar apenas o paradoxo da atitude.
Quando Edson Borges - cantado em prosa e verso por dirigentes, comissão técnica e funcionários para quem quisesse ouvir como o melhor zagueiro do Alfredo Jaconi - teve a atitude de expor sua indignação, foi apresentado à porta como serventia da casa. E levará junto Tiago Silva.
Nesta sexta, deve ir também Anderson Pico.
Como disse brilhantemente o próprio Borjão, "não sei mais o que fazer".
Por ora, segundo o vice de futebol Raimundo Demore, o técnico do Juventude para Gauchão e Série D atende por PICOLI.