Uma transformação espantosa sacudiu o Alfredo Jaconi em apenas oito dias.
Domingo passado, o Juventude encarava o lanterna Inter-SM questionado, cobrado, sob a desconfiança do torcedor, sentimento que sequer a goleada por 5 a 0 foi capaz de quebrar.
Na quarta-feira, veio a virada histórica contra o Grêmio, com 10 jogadores, num jogo que parecia perdido. Uma noite de lavar a alma e resgatar a autoestima.
A reabilitação foi coroada com outra goleada sobre um dos rebaixados: 3 a 0 no Porto Alegre, e seria mais se não fossem três pênaltis sonegados pelo árbitro Rogério Furtado (que, pelo jeito, emprestou o sobrenome ao Juventude).
Olha só o que significaram esses nove pontos seguidos:
- o Juventude assumiu a terceira posição geral e só depende de suas próprias forças para ser campeão do Interior. Com dois gols a mais, seria vice-líder, e frente do Inter, que tem a mesma pontuação.
- o Juventude só perde a classificação às quartas de final do segundo turno se levar 4 a 0 do Veranópolis, domingo que vem, em Veranópolis.
Essa arrancada tem muito dos garotos. Do golaço de Ramiro contra o Grêmio, da segurança de Bressan na zaga, da solução Alex Telles à lateral-esquerda, e até de Morais que entrou bem no segundo tempo diante do Porto Alegre.
Tem também a assinatura de Cristiano, que volta a ser um diferencial no meio-campo.
O último jogo marcou ainda a redenção da dupla de ataque Rafael Aidar e Zulu, autores de um gol cada, compensando a ausência do artilheiro Júlio Madureira.
O Juventude viveu sua segunda grande semana do ano, a segunda série de três vitórias consecutivas.
O desafio, agora, é mostrar que pode transformar isso em regularidade.


