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Posts de maio 2010

Os melhores e os piores series finales!

31 de maio de 2010 0

Episódios finais de grandes séries costumam dividir, e muito, a opinião dos fãs. Com o fim muito satisfatório de Lost e o ridículo e covarde encerramento de 24 horas*, me fiz a pergunta: quais foram as séries que fecharam com chave de ouro?

Na minha lista, em um patamar mais alto do que qualquer outra, está A Sete Palmos (Six Feet Under).


Pra mim, basicamente impossível competir com os dramas da família Fischer. Os episódios finais do seriado são o que há de mais intenso, triste e comovente que assisti.

Depois, não necessariamente nessa ordem, tem o final mais polêmico, que fica para Os Sopranos. Corajoso é pouco para descrever o que foi aquele final. Cinco temporadas excepcionais encerradas de uma forma absolutamente inesperada.

Lost e Battlestar Galactica (BSG) ficam um pouco abaixo, como grandes séries que tiveram excelentes finais. Lost com o final rimando tematicamente com importantes momentos do programa, enquanto BSG conseguiu voltar em seu fim, retornar com mais força ao início de tudo (por mais confuso que isso pareça para quem nunca viu o seriado. Aliás, se ainda não viu, corra e veja).

E tem aqueles programas que eu gostaria que tivessem durado mais tempo para terem a oportunidade de um final bem construído. Estou falando daquelas séries que foram interrompidas pela audiência baixa, que só tinham uma pequena, mas fervorosa, parcela de fãs e não conseguiram se sustentar por mais tempo. Essa lista tem muitos nomes, mas para citar só algumas:

Veronica Mars. O que será que aconteceu com a protagonista e Logan Ecchols? Enfim, terminaram juntos. Veronica chegou ao FBI? É, só restou a imaginação para os fãs.

Deadwood. Em um cenário de corrida pelo ouro no oeste norte-americano, o que será que aconteceu com a cidade que se formava (e dava nome ao programa) e a relação para lá de ambígua entre o delegado Seth Bullock e o dono de puteiro Al Swearengen, com falas mais pomposas já vistas e virulentas já vistas na TV.

Studio 60 on the sunset Strip.
Em uma época formada por textos comuns, programas engessados em sua estrutura e pouco críticos, Studio 60 conseguia, de uma só vez, ser uma voz opositora constante seja aos meios de comunicação, a guerra, a sociedade ocidental. A sátira contínua foi derrubada em apenas uma temporada.

Por último, existem programas de nível excelente que espero acompanhar até o fim. Shows que sempre estiveram um passo a frente e que tenho certeza, seus finais estarão na lista dos mais interessantes, como:

Friday Night Lights. Provavelmente, o programa mais adulto feito para adolescentes. Quem não quer saber como será o desfecho da incrível jornada de Coach Taylor no comando das duas equipes escolares de Dillon. Acredito, que no fim, esse ano teremos a quinta e última temporada, ao menos irá na lembrança o grito: Clear eyes, full hearts, can't lose.

Dexter. Depois do final da terceira temporada, só passo esperar que o sombrio fique ainda mais assustador. A cada ano, são 12 episódios que fazem valer a espera. A quarta temporada é aguardada ansiosamente por aqueles que aprenderam a apreciar as sutilezas do código.

Para fechar esse posts, não posso deixar de citar aquelas séries memoráveis que tiveram finais horríveis. Não irei muito longe, me incomodaria retornar tanto, então, citarei poucas.

24 Horas. Jack Bauer, definitivamente, não merecia um fim como aquele. Os criadores da série foram covardes. Conseguiram em pouco menos de uma hora de show, destruir toda a construção narrativa e feita para a despedida. Acredito que se Jack andar por aí, provavelmente, deve estar querendo vingança pelo modo patético como foi encerrado.

Arquivo X. A desistência de David Duchovny em interpretar o agente Fox Mulder deveria ser o fim do programa. Mas a insistência dos produtores, fez o show agonizar por mais duas temporadas. Isso, salvo as raras aparições do agente. Um dos primeiros programas a ser cultuado por uma legião de pessoas merecia um fim melhor.

Roswell. Uma série divertida, interessante, que sempre agradou. Mas que pela pressão para o cancelamento cada vez mais próximo, resolveu encerrar com um casamento hippie ridículo. Uma carta lida por um personagem em off tentou amarrar as pontas do roteiro, tornando a experiência ainda pior.

The O.C. A série adolescente da década conseguiu ter um final razoável. Mas ao matar a sua atriz principal no final da temporada anterior, só conseguiu fazer o show agonizar por mais uns 20 episódios. Se não fosse Seth segurar o programa, The O.C fecharia de modo horrível.


Depois do fechamento de duas séries que acompanhei religiosamente, nada melhor do que retornar na memória e lembrar dos programas que marcaram época. E quais forma os seus finais favoritos, horríveis, chatos, previsíveis ou o programa que foi interrompido de modo abrupto e merecia melhor sorte?

* Em breve, confira comentários sobre o fim da jornada de Jack Bauer e dos Losties.

O inesperado fim de temporada de Grey's Anatomy

27 de maio de 2010 0

Greys já teve seasson finales surpreendentes. Mas para esse da sexta temporada, ninguém estava preparado. Intenso, amedrontador e nervoso. Do início ao fim, ficamos inseguros sobre o futuro de todos os personagens do seriado. A vingança de Gary Clark foi feita. O homem que perdeu a mulher e culpou Derek Shepherd e a equipe como responsáveis, não poupou tiros e promoveu um extermínio no Seattle Grace/Mercy West. A princípio, motivado pelo desejo de vingança contra os envolvidos na morte de sua esposa, Gary passou só conseguiu se satisfazer quando passou a executar seu próprio julgamento, em uma visão desesperada de justiça.


Encontro após encontro, tiro após tiro, as certezas sobre os personagens principais iam caindo. As balas que atingiram Reed, Karev, Charles, Sheperd irão respingar em todo o hospital durante a sétima temporada. Pela primeira vez, Bailey perdeu sua estabilidade. Teve quem perdeu mais, caso de Meredith, que nem teve a possibilidade de contar a Derek sobre o filho que teriam juntos.
Mas de tanta tragédia, há pelo menos uma pessoa que deve sair fortalecida. Depois de anos de aprendizados incessantes, pela primeira vez Dra. Yang fez uma operação de risco (tendo em suas mãos o marido da melhor amiga) e passou no teste. Ela será a responsável direta por manter as esperanças na próxima temporada.


Agora, embora seja elogiável a coragem da criadora da série, Shonda Rhimes, em causar tamanha destruição no hospital, fica a nota negativa por só eliminar do elenco personagens periféricos. Foram quatro personagens principais atingidos e os dois que não resistiram acabaram sendo aqueles que haviam migrado do Mercy West.
Greys soube com dificuldade, mas muita maturidade superar as perdas de dois personagens chaves (Izi e George). Meio titubeante depois da perda, a série conseguiu compensar a saída dos dois com personagens periféricos que passaram a ganhar cada vez mais espaço (Mini-Grey, Sloane, Arizona) e está melhor que nunca.
A sétima temporada é mais do que aguardada!

Os trailers das estreias

27 de maio de 2010 0

SEX AND THE CITY 2

HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS

VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO

The Mentalist - Season Finale 2° temporada

26 de maio de 2010 1

Desde o seu começo, The Mentalist se sustenta por dois pontos intimamente ligados: o personagem principal e sua busca por vingança contra o assassino serial Red John. Patrick Jane (Simon Baker) é uma versão cordial, porém macabra de Dr. House. Perspicaz e fascinado por quebra cabeças, ele passa a trabalhar como consultor da CBI (espécie de FBI do estado de Los Angeles), mas sempre com a prerrogativa de perseguir Red John.


Desde o começo da série descobrimos que o fascínio de Patrick pelo assassino serial, decorre desde que este matou toda sua família. O fato aconteceu depois de Patrick aparecer num programa de tv (ele era um vidente charlatão, se isso já não é redundante entre si) e tentar convencer Red John a se entregar. O assassino deu o troco matando esposa e filho de Patrick.
Nas duas temporadas, de 22 episódios cada, a série segue o modelo de caso da semana, embora vá construindo pequenas histórias com o passar do tempo. Mas todo o restante do elenco empalidece próximo de Patrick.

E a série só surge como algo notável e digno de tensão, quando envolve os assassinatos macabros de Red John. No final da segunda temporada, Patrick se vê envolvido na caça a um imitador da sua caça.
As descobertas para se chegar até os assassinos se manteve a mesma, mas foram os 10 minutos finais que valeram por boa parte da série. Com mais uma participação aterrorizante, Red John salvou a vida de Patrick, atormentou sua mente com versos de libertinagem e manteve vivo o desafio do ex-vidente encontrá-lo, vingar-se e encontrar sua redenção.


Mas antes disso, Red John novamente fez questão de atormentar a mente de Patrick. Pela primeira vez desde a morte de sua esposa, o consultor do CBI estava disposto a seguir em frente e se envolver com uma mulher. Mas ela não deixava de ser apenas, uma isca do assassino. Na terceira temporada, devemos assistir um Patrick Jane mais perdido, menos orientado, com mais raiva e corroído pela vingança que não consegue realizar.
The Mentalist é uma série mata tempo por boa parte do tempo. Mas quando decidi investir no duelo particular entre Patrick e o serial killer, a série respira novos ares e se torna ótima. Que tenhamos um arco de episódios enfatizando essa busca, ao invés de poucos minutos.

As últimas 24 horas de Jack Bauer

24 de maio de 2010 0

Depois de oito anos de exibição, chega ao fim um dos seriados mais influentes da década: “24 horas”. Hoje, em boa parte do mundo, serão exibidas as duas últimas horas da vida de Jack Bauer. A série pode ser conferida na Fox, às segundas-feiras, às 23 horas. No Brasil, os episódios estão mais atrasados e o final deve ir ao ar em algumas semanas.

Com o fim do seriado, fica a pergunta: depois de toda a luta para manter a ordem, as ações do homem que foi e ainda é a representação lúdica do super-herói norte-americano moderno valeram à pena? Ou, ainda, como seria os EUA sem Jack Bauer?

Provavelmente, sem Jack, os EUA seriam uma catástrofe de proporções inimagináveis. Sozinho, ou quase (ele sempre convence alguém a ajudá-lo), Bauer impediu a detonação de uma bomba nuclear no centro de Nova York, na segunda temporada. Salvou os americanos de vivenciarem um ataque biológico em grande escala, ao fim do terceiro dia. Neutralizou um ataque terrorista contra a Casa Branca, na sétima temporada. Isso sem contar as inúmeras vezes em que salvou candidatos a presidente, presidentes, cidades e o país dos planos de antigos e novos inimigos. Rivais que sempre tinham como premissa derrubar o império americano.


Jack serviu até mesmo como uma representação da consciência coletiva americana, ao salvar o povo de seu próprio presidente, na sexta temporada. Não sem antes torturá-lo. Regra básica do programa e que rendeu discussões acaloradas.

Mas para atingir seus objetivos, de salvar os EUA e o mundo ocidental das ameaças terroristas, o símbolo da era marcada pela paranoia global do terrorismo e pela banalização da violência precisou causar muita destruição e isso coloca em xeque o seu esforço pela paz. Ele causou incidentes diplomáticos, fez a Unidade Contra-terrorismo (CTU) sofrer dois ataques que a destruíram. Mas isso não foi o pior. O resultado da sua luta fez ele perder a mulher e uma quantidade enorme de amigos, mortos enquanto o herói prosseguia suas caçadas. Isso sem contar na perda de centenas de vidas americanas.

Mas para fazer isso, só alguém indestrutível. E Jack demonstra isso. Ele resistiu a sessões de tortura, ressuscitou duas vezes, foi o responsável pela execução de incontáveis pessoas.

Nas oito temporadas, Jack Bauer sempre se comportou da mesma forma que os Estados Unidos parecem estar dispostos a agir quando se deparam com inimigos. Jack Bauer é a imagem viva, porém ficcional, do que os EUA se propõem a fazer na guerra contra o terror.

Com a aposentadoria forçada, ele pode morrer ao fim da série e transformar-se de vez em mártir ou aposentar-se para tentar desfrutar o que sempre esteve protegendo. Fica uma última pergunta. Quem tomará para si a responsabilidade de salvar o mundo ocidental na TV? Ainda não se sabe. Mas sem Jack Bauer, todos devem passar por dias mais nebulosos e com menos diversão.

UM FINAL HONROSO PARA O HERÓI

Das cinzas do 11 de setembro – o programa foi ao ar dois meses depois da tragédia do World Trade Center – surgiu Jack Bauer. “24 horas” acabou tornando-se um ícone entre as séries da década. O seriado foi inovador ao sugerir na TV, representando um dia na vida de um agente especial dos EUA. Toda a temporada corria em tempo real, com 24 capítulos de uma hora cada. Ao todo, completará 192 episódios.

Sempre provocativo, o seriado já fez, no mundo ficcional, dois negros e uma mulher assumirem o cargo de presidente.

Jack Bauer chega ao fim justamente por causa do formato. Com o passar das temporadas, foi inevitável que trama ficasse cada vez mais engessada. O telespectador se acostumou a ver a mudança constante dos vilões e mocinhos, mas a sinopse permanece sempre a mesma. E o custo para viabilizar o programa ficou caro. Somente Kiefer Sutherland, o protagonista, ganha mais de R$ 500 mil dólares por episódio. Com a escassez dos prêmios e a diminuição da audiência, a Fox perdeu o receio de colocar um ponto final no show.

Ainda há esperança que exista um filme, mas a trama da oitava temporada demonstra que Jack Bauer pode estar respirando seus últimos segundos de vida. Não são poucos, incluindo Kiefer, que apontam que o fim trágico para Bauer seria o mais honroso e condizente com o que o programa sempre tentou transmitir.

* Matéria publicada na edição do jornal A Notícia desta segunda-feira.

O fim chegou

23 de maio de 2010 0

Não há muito o que falar. Hoje é o dia. Depois de seis anos, Lost chega ao fim com um episódio duplo. Será o suficiente para saciar todas as dúvidas dos fãns? Será o bastante para satisfazer todos? Não se sabe.

Mas uma coisa é certa. Lost é o melhor seriado da década, um dos mais influentes que já houve. E o comercial da ABC representa perfeitamente o sentimento de quem acompanhou semana após semana os mistérios incontáveis da série. A tristeza por saber que depois de hoje, não haverá mais a ansiosa espera por episódios, as discussões sem término para se entender os mistérios e nem a satisfação de estar em frente a TV ou computador assistindo uma das melhores coisas já produzidas.

Confira o comercial:

O trailer de Fúria de Titãs

21 de maio de 2010 0

Confira algumas cenas:

O primeiro favorito de Cannes

19 de maio de 2010 0

Com base no termômetro do público e na opinião dos críticos, sites especializados de cinema estão colocando "Another Year", do britânico Mike Leigh, como primeiro favorito ao prêmio principal do Festival de Cannes.

O festival termina no domingo.
Confira algumas cenas do filme, que mostra dramas de pessoas comuns.

Séries menosprezadas - Breaking Bad

18 de maio de 2010 Comentários desativados

Na terceira temporada, Breaking Bad é uma das séries mais subvalorizadas da tv.
Com um roteiro excelente e atuações convincentes, o programa quase nunca está na lista de shows preferidos ou mais vistos.
Produção da AMC, da tv a cabo americana, Breaking Bad conta a história de um professor de química, de enorme talento, que acabou de descobrir que a mulher está grávida do segundo filho e ele tem câncer.
Com uma vida monótona e frustrada, Walter White, interpretado com segurança por Brian Cranston (o pai de Mancolm the middle) percebe que está próximo da morte e só deixará sua família endividada e deficitária com sua doença.
Em um gesto impensado, decidi utilizar seus conhecimentos químicos para produzir metafentamina.
E é essa a proposta do programa. Mostrar as dificuldades da nova atividade de Walter, ao mesmo tempo em que ele lidar com a família, a doença e o trabalho de professor.
O melhor da série é ver os desdobramentos das atividades ilegais do suburbano, meticuloso e até mesmo antiquado professor. No mundo das drogas, são várias as tentativas e a busca para Walter tentar produzir e vender drogas sem despertar a atenção dos familiares e do cunhado policial.
Vale a pena conferir.

É Biutiful

18 de maio de 2010 0

"Biutiful", filme de Alejandro González Iñárritu, estreou bem no Festival de Cannes, nesta segunda-feira. Emocionou e arrancou aplausos da plateia.

O ótimo Javier Bardem vive o protagonista, um homem à beira da morte num bairro pobre de Barcelona.

Iñarritu ficou conhecido mundialmente pelo sucesso "Amores Brutos", que revelou Gael Garcia Bernal, e depois, dirigiu "21 Gramas" e "Babel".

Não tem como ficar indiferente ao cinema de Iñarritu. É emoção à flor da pele. Ele mesmo admite sua obsessão pela morte, por exemplo, tema que permeia todos os personagens que tem histórias entrelaçadas em "21 Gramas".

É esperar, então, pra conferir "Biutiful" nos cinemas brasileiros.