Sabe quando algo é tão mas tão bom que você já visualiza uma molecada daqui a uns 20 anos redescobrindo e pirando naquilo, tipo um "Laranja Mecânica"? Pois foi essa a sensação que tive ao assistir "Drive": desde já, um clássico e um dos meus filmes favoritos.
A história é centrada no Ryan Gosling, na sua melhor forma. Inclusive acho que ele não ter sido indicado ao prêmio de melhor ator foi mais uma injustiça do Oscar 2012. Se o canadense já se superou em "Tudo Pelo Poder", neste filme eletrizante ele mostra de uma vez por todas que é um dos nomes mais promissores da sétima arte. É uma daquelas ditas "atuações contidas", mas que sabe comunicar a emoção com sutileza: na forma com que movimenta as mãos, só com olhares... As palavras são poucas, mas não fazem falta.
Já no início da projeção somos apresentados à habilidade do seu personagem, que é o sonho de todo caroneiro. O talento na boleia era aproveitado como dublê e mecânico. Tudo com precisão e eficiência. Até que ele assume o maior risco. Mais perigoso que uma manobra brusca ou um pneu careca: deixa a razão de lado e põe o coração no comando. O protagonista topa ser o apoio num servicinho sujo para o marido da vizinha, um ex-presidiário com dívidas a pagar. Do contrário, a mulher e o filho dela poderiam ser machucados. E essas duas pessoas como poucas têm algum valor para o protagonista. Mas corrigir um erro com outro é sempre arriscado.
Bom, assistam, deliciem-se com as perseguições; delirem com a trilha sonora; e sintam a adrenalina do outro lado da telona com Gosling, que assim como o carro, vai de 0 a 100 km em segundos. Mas se o seu estômago é meio fraquinho, tenho que avisar: fique bem longe desse filme.
ps.:(Que alívio não terem destruído o nome do filme com alguma tradução sem impacto, como costumam fazer)
ps2.:(Agora entendi pq meses antes de estrear já falavam tanto do longa)
ps3.:(Se vc curte Tarantino não tem como não amar "Drive")





