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24 Horas; Oitava tempora é o fôlego final?

16 de março de 2010 1

Estreiou hoje a 8° temporada de 24 horas na tv brasileira. Com transmissão da Fox, o oitavo dia da vida de Jack Bauer vem para tentar dar uma sobrevida para a série. Desde o primeiro ano, 24 foi uma das minhas séries favoritas. O tom emergencialista, as tramas nos corredores do poder na Casa Branca, os debates sobre a validade da tortura para a retirada de informações e a criatividade e coragem dos roteiristas. Não faltou ataques terroristas, seja de ataques a candidatos ao posto maior do governo americano ou bombas nucleares em solo ianque, de tudo acontecia nos dias mais agitados de Jack Bauer.
Ator sem grande destaque no cinema, ele encarnou o personagem de um modo excepcional. Morreu duas vezes, matou dezenas de agentes por episódios, sobreviveu a torturas, morte de familiares, perda de amigos querida, traições inesperadas e depois de muito lutar pela segurança dos americanos ou pela tensão que a profissão lhe proporcionava, Jack deixou a vida de agente. Inesperadamente, viu um novo propósito na vida ao ganhar a chance de se reaproximar da pouca família que lhe restava. Na oitava temporada, Jack envelheceu e agora é vovô.


Mas no roteiro da esperada 8° temporada deixa a desejar. Na exibição americana, estamos na metade (12) de mais um dos longos dias de Jack Bauer. Mas parece que a fonte secou.
Com uma história desconexa, traições esperadas, problemas já rotineiros no dia-a-dia do agente, a impressão que dá é que 24 só sobrevive porque gostamos e nos acostumamos a assistir as dificuldades de Jack para conseguir deter mais uma ameaça. Porque já não há mais poço criativo que jogue mais uma sequência incrível de fatos estourarem em um final surpreendente.
Nesse ano, os atores não convencem. Freddy Prince Jr. até tenta, mas não consegue convencer como o agente Ortiz. Como Dana Walsh, a Kate Sackhoff não agrada. Nem de longe lembra a Starbuck de Battlestar Galactica. Além do mais, a sub-trama dos dois irrita pela previsibilidade e por ser uma repetição de outros fatos tão conhecidos.


Para dar suporte ao anti-herói, pelo menos dois retornos foram garantidos. Chloe (Mary Lynn Rajskub) e Renee (Annie Wersching). Mas as duas, somadas a Kiefer Suterland parece que participam da história por um simples arremedo do roteiro. Já que vão de um lado para o outro e não tem uma função definida na trama.
Com custos estimados em R$ 40 milhões (cerca de R$ 3,3 milhões por episódio), a personagem mais sóbria e consistente desta oitava é a presidente americana, Allison Taylor. Novamente envolvida em uma trama com o Oriente Médio e a existência de terroristas, a governante busca conseguir fechar um acordo de paz com um país fictício do Oriente. Talvez seja mesmo a hora da paz chegar a região e os roteiristas de 24 horas deixarem para lá o pós-11 de setembro.
Da minha parte, espero que os 12 episódios finais queimem minha língua e que Jack figure novamente forte e intrigante, como sempre foi. Porque mais do que todos os personagens da TV, Jack Bauer merece um final digno!

Lost - Dr. Linus (6x07)

15 de março de 2010 0

Estava devendo comentários sobre a minha série favorita: Lost. Mas por ter tanta consideração pelo seriado, demorei até esboçar qualquer comentário sobre o sétimo episódio dessa última temporada. Primeiro, Ben Linus é um dos melhores personagens do programa. Interpretado de maneira impecável por Michael Emerson, a série conseguiu pela primeira vez na sexta temporada deixar orgânico os flash-sideways com a trama. Embora ainda seja um mistério qual o sentido do elemento na trama (seriam um universo paralelo? Outra dimensão? Algo que os levará de qualquer maneira a ilha?), com Ben, os flash-sideways serviram para dar mais corpo a personalidade de Ben.

Interessante foi ver sua necessidade de uma figura superior para Ben conseguir acreditar em algo. Depois de ser impelido a se juntar para sair da ilha por quem usa o corpo do Locke, Ben acabou numa conversa franca com Ilana ganhando inesperadamente mais um aliado. É incrível a facilidade que ele tem para se adaptar as situações. Mas principalmente, de comover com seus monólogos.

Mas o que houve de mais esclarecedor no episódio foi a conversa entre Jack e Richard Alpert. O diálogo "super-homem" do doutor com o imortal diplomático foi um dos mais reveladores da série. Pela primeira vez, um dos "losties" parece ter conhecimento dos propósitos traçados da ilha ou Jacob para si. Foi bom ver que também não esqueceramd de relembrar histórias antigas, como a de Paulo (Rodrigo Santoro) e Nikki. Depois de muitas brigas e mortes, o diamante acabou ficando na mão de Miles... nada mais apropriado.

Por fim, a chegada de Wildmore foi o suficiente para deixar aquela ansiedade para o próximo episódio. Lost está com tudo nesta reta final!

Chuck - 3x09

09 de março de 2010 1

Chuck é uma série que me agrada. Leve, descompromissada, o seriado consegue dar a sensação de ser uma atração para o público cult e povão ao mesmo tempo. Se na primeira temporada, víamos o crescimento de Charles Charmicael, condinome do personagem título do programa, e no segundo víamos sua evolução como o Intersect, dispositivo utilizado pela CIA, no terceiro ano vemos o crescimento de Chuck. Ele se torna agente, tenta desistir da sua paixão por Sarah e tem que conviver com a iminente perda de sua identidade.
Durante dois anos, Chuck não pode contar nem para a sua família e nem para seus amigos o que se passava no seu dia a dia. Que tinha um relacionamento falso com Sarah, a mulher que amava, que suas saídas cada vez mais frequentes eram para missões e que seus momentos de choque eram pequenos flashs sobre objetos valiosos ao governo ou de criminosos.
Então chegamos no nono episódio da terceira temporada e, enfim, Chuck contou a Morgam, seu melhor amigo, que é um agente secreto. Mas só depois do baixinho barbudo descobrir o esconderijo secreto na loja de Burbank.
No novo episódio da terceira temporada, Chuck finalmente pode contar para Morgam, seu melhor amigo, que é um agente secreto. E não poderia ter vindo em melhor momento. Sem flash as semanas, o nerd tinha sido barrado das operações armadas de Casey, Sarah e Shaw. Para virar agente, Chuck acreditou que precisava reprimir seus sentimentos, mas foi só após desabafar que conseguiu voltar a sua função de arma principal da CIA.
Agora, é aguardar o desenrolar da descoberta de Morgam e do Incrível (marido da irmã de Chuck).
Na outra ponta do episódio, a loja de Burbank protagonizou, novamente, momentos hilários. A revolução armada dentro de uma filial de eletrônicos beira ao bizarro. As referências aos momentos da história continuam sendo um dos pontos altos de cada episódio.
É incrível como mesmo servindo em duas frentes completamente diferentes (a loja de Burbank e as ações de Chuck), a série consegue ser orgânica.
Com ansiedade, aguardo os próximos episódios.