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Posts com a tag "TV"

Há um novo protagonista em "Two and a Half Men". E deste eu gosto

20 de setembro de 2011 0

Não começou muito bem o primeiro episódio da nona temporada de "Two and a Half Men", exibido na segunda-feira nos Estados Unidos e com reestreia brasileira prevista para 9 de novembro, na Warner. Clichê demais para uma só cena. Lógico que as ex-namoradas iriam estar todas reunidas prontinhas para xingar o Charlie. Claro que a mãe dele seria oportunista. Óbvio que Rose faria declarações psicóticas, inclusive revelando o motivo da morte da Charlie: uma "escorregada" de uma plataforma de metrô em Paris seguida por uma colisão com um trem (pronto, assim se justificou o caixão fechado). Evidente o Jake manifestar sua fome ou soltar pum num momento impróprio. Dito tudo isso, faz muito sentido a retomada da série ter começado com um velório. Nós fãs também precisaremos absorver a partida de Charlie Sheen e ter paciência.

Mas ok, há outros bons motivos para respirar fundo e continuar assistindo. Exemplo disso é a atuação do cômico Jon Cryer (foto à direita), o Alan. E as costuras no roteiro continuam eficientes, como a que introduziu Ashton Kutcher em cena. Era o que mais me deixava em dúvida: como vão enfiar a figura na trama de uma forma bacana? Bom, deram um jeito: o bilionário Walden tenta cometer suicídio no mar, acha a água gelada demais pra isso (dãr!) e acaba na varanda dos Harper com o pretexto de usar o telefone. Desesperado, liga para a mulher que não o quer mais. Assim, se encontra com Alan, outro desesperado. Era a cola que precisava para unir os personagens.
E lógico, ele está tão bobalhão quanto eu imaginava; sem nenhum pudor de passear nu; afirmando ser alto, bonito e inteligente (tenho minhas dúvidas quanto ao último adjetivo); mas não tão insuportável quanto eu temia. Sim, as caretas não chegam nem aos pés das de Charlie Sheen. Aí é querer comparar gingado de passista com o rebolado de uma turista gringa no Carnaval. Mas ah... quem sabe dê pra aguentar. Até pq, no meu ponto de vista, continua sendo um Harper o protagonista desta comédia boa demais para ser abandonada. Ninguém tem culpa das fanfarronices de Charlie Sheen.

Veja quem levou a melhor no Emmy

19 de setembro de 2011 0

Não tem pra ninguém. Jim Parsons foi bicampeão na categoria ator de comédia pela hilária atuação como o Sheldon na ótima "The Big Bang Theory". Outro engraçadinho que não passou despercebido na premiação do Emmy neste domingo foi Charlie Sheen, que fez declarações de amor a "Two and a Half Men". A série exibe o primeiro capítulo da nona temporada nesta segunda, nos Estados Unidos. Tá "facinho", hein, Charlie? O Ashton Kutcher que não mostre trabalho pra ver. Desculpa aí mas vou torcer contra. rs
E o Justin Timberlake, hein? Participou láaaaa no passado do Mickey Mouse Club; de uma das coisas mais melequentas da música pop dos anos 90, o NSync; e pegou a Britney Spears. Mas não é que virou "hominho"? Nos anos 2000 emplacou uns bons hits e, recentemente, mostrou que sabe atuar em "A Rede Social". A aparição na lista aí de baixo na categoria convidado, pela participação em "Saturday Night Live", confirma isso.

Os melhores

• Série de comédia: “Modern Family”.
• Série dramática: “Mad Men”.
• Minissérie ou filme para televisão: “Downton Abbey”.
• Ator de comédia: Jim Parsons, por “The Big Bang Theory”.
• Ator em série dramática: Kyle Chandler, por “Friday Night Lights”.
• Ator em minissérie ou filme para TV: Barry Pepper, por “The Kennedys”.
• Atriz de comédia: Melissa McCarthy, por “Mike & Molly”.
• Atriz em série dramática: Julianna Margulies, por “The Good Wife”.
• Atriz em minissérie ou filme para TV: Kate Winslet, por “Mildred Pierce”.
• Ator coadjuvante em comédia: Ty Burrell, por “Modern Family”.
• Ator coadjuvante em série dramática: Peter Dinklage, por “Game of Thrones”.
• Ator coadjuvante em minissérie ou filme para TV: Guy Pearce, por “Mildred Pierce”.
• Atriz coadjuvante em série de comédia: Julie Bowen, por “Modern Family”.
• Atriz coadjuvante em série dramática: Margo Martindale, por “Justified”.
• Atriz coadjuvante em minissérie ou filme para TV: Maggie Smith, por “Downton Abbey”.
• Roteiro de série de comédia: Steve Leviatan e Jeffrey Richman, por “Modern Family”.
• Direção de série de comédia: Michael Spiller, por “Modern Family”.
• Roteiro de série dramática: Jason Katins, por “Friday Night Lights”.
• Direção de série de comédia: Martin Scorsese, por “Boardwalk Empire”.
• Roteiro de minissérie ou filme para TV: Julian Followe, por “Downtown Abbey”.
• Direção de minissérie ou filme para TV: Brian Percival, por “Downtown Abbey”.
• Programa de variedade, musical ou comédia: The Daily Show, com “Jon Stewart”.
• Reality show de competição: “The Amazing Race”.
• Roteiro de programa de variedade, musical ou reality show: “Daily Show”, com Jon Stewart.
• Direção de programa de variedade, musical ou reality show: Don Rey King, por “Saturday Night Live”.

Prêmios técnicos, entregues no dia 10.


• Elenco de série Drama: “Boardwalk Empire”.
• Elenco de série Comédia: “Glee”.
• Elenco de Minissérie/Filme para TV: “Mildred Pierce”.
• Série infantil: “A Child’s Garden Of Poetry”.
• Série de animação: “Futurama”.
• Ator convidado em série drama: Paul McCrane, por “Harry’s Law”.
• Ator convidado em série comédia: Justin Timberlake, por “Saturday Night Live”.
• Atriz convidada em série drama: Loretta Devine, por “Grey’s Anatomy”.
• Atriz convidada em série comédia: Gwyneth Paltrow, por “Glee”.

Jim Parsons foi novamente premiado como melhor ator de comédia





As últimas 24 horas de Jack Bauer

24 de maio de 2010 0

Depois de oito anos de exibição, chega ao fim um dos seriados mais influentes da década: “24 horas”. Hoje, em boa parte do mundo, serão exibidas as duas últimas horas da vida de Jack Bauer. A série pode ser conferida na Fox, às segundas-feiras, às 23 horas. No Brasil, os episódios estão mais atrasados e o final deve ir ao ar em algumas semanas.

Com o fim do seriado, fica a pergunta: depois de toda a luta para manter a ordem, as ações do homem que foi e ainda é a representação lúdica do super-herói norte-americano moderno valeram à pena? Ou, ainda, como seria os EUA sem Jack Bauer?

Provavelmente, sem Jack, os EUA seriam uma catástrofe de proporções inimagináveis. Sozinho, ou quase (ele sempre convence alguém a ajudá-lo), Bauer impediu a detonação de uma bomba nuclear no centro de Nova York, na segunda temporada. Salvou os americanos de vivenciarem um ataque biológico em grande escala, ao fim do terceiro dia. Neutralizou um ataque terrorista contra a Casa Branca, na sétima temporada. Isso sem contar as inúmeras vezes em que salvou candidatos a presidente, presidentes, cidades e o país dos planos de antigos e novos inimigos. Rivais que sempre tinham como premissa derrubar o império americano.


Jack serviu até mesmo como uma representação da consciência coletiva americana, ao salvar o povo de seu próprio presidente, na sexta temporada. Não sem antes torturá-lo. Regra básica do programa e que rendeu discussões acaloradas.

Mas para atingir seus objetivos, de salvar os EUA e o mundo ocidental das ameaças terroristas, o símbolo da era marcada pela paranoia global do terrorismo e pela banalização da violência precisou causar muita destruição e isso coloca em xeque o seu esforço pela paz. Ele causou incidentes diplomáticos, fez a Unidade Contra-terrorismo (CTU) sofrer dois ataques que a destruíram. Mas isso não foi o pior. O resultado da sua luta fez ele perder a mulher e uma quantidade enorme de amigos, mortos enquanto o herói prosseguia suas caçadas. Isso sem contar na perda de centenas de vidas americanas.

Mas para fazer isso, só alguém indestrutível. E Jack demonstra isso. Ele resistiu a sessões de tortura, ressuscitou duas vezes, foi o responsável pela execução de incontáveis pessoas.

Nas oito temporadas, Jack Bauer sempre se comportou da mesma forma que os Estados Unidos parecem estar dispostos a agir quando se deparam com inimigos. Jack Bauer é a imagem viva, porém ficcional, do que os EUA se propõem a fazer na guerra contra o terror.

Com a aposentadoria forçada, ele pode morrer ao fim da série e transformar-se de vez em mártir ou aposentar-se para tentar desfrutar o que sempre esteve protegendo. Fica uma última pergunta. Quem tomará para si a responsabilidade de salvar o mundo ocidental na TV? Ainda não se sabe. Mas sem Jack Bauer, todos devem passar por dias mais nebulosos e com menos diversão.

UM FINAL HONROSO PARA O HERÓI

Das cinzas do 11 de setembro – o programa foi ao ar dois meses depois da tragédia do World Trade Center – surgiu Jack Bauer. “24 horas” acabou tornando-se um ícone entre as séries da década. O seriado foi inovador ao sugerir na TV, representando um dia na vida de um agente especial dos EUA. Toda a temporada corria em tempo real, com 24 capítulos de uma hora cada. Ao todo, completará 192 episódios.

Sempre provocativo, o seriado já fez, no mundo ficcional, dois negros e uma mulher assumirem o cargo de presidente.

Jack Bauer chega ao fim justamente por causa do formato. Com o passar das temporadas, foi inevitável que trama ficasse cada vez mais engessada. O telespectador se acostumou a ver a mudança constante dos vilões e mocinhos, mas a sinopse permanece sempre a mesma. E o custo para viabilizar o programa ficou caro. Somente Kiefer Sutherland, o protagonista, ganha mais de R$ 500 mil dólares por episódio. Com a escassez dos prêmios e a diminuição da audiência, a Fox perdeu o receio de colocar um ponto final no show.

Ainda há esperança que exista um filme, mas a trama da oitava temporada demonstra que Jack Bauer pode estar respirando seus últimos segundos de vida. Não são poucos, incluindo Kiefer, que apontam que o fim trágico para Bauer seria o mais honroso e condizente com o que o programa sempre tentou transmitir.

* Matéria publicada na edição do jornal A Notícia desta segunda-feira.

Comentários sobre séries

06 de março de 2010 1

Pessoal, me chamo João Kamradt. Ao lado de Fábio Gadotti, irei comentar, criticar e analisar filmes e séries de tv. Sou formado em jornalismo e trabalho no jornal A Notícia desde setembro do ano passado. Mas chega de apresentações. O objetivo do post é avisar que todos comentários que farei sobre séries e filmes no blog corre o risco de entregar para o leitor algum spoiler. Explico: eu tenho o costume de acompanhar seriados e assistir filmes baixando pela internet. Logo, muitas vezes antes de lançamentos chegarem ao Brasil ou das novas temporadas de séries televisivas invadirem a grade de programação no país, eu já assisti o filme ou série. Aviso dado, vamos em frente.

Desde cedo sempre me entreti assistindo os mais diversos filmes, mas depois de ter contato com Friends, passei a ficar viciado em seriados. O que sempre foi um passatempo virou uma tarefa rotineira e gostosa. Em vez de assistir convencionalmente a TV, busco os melhores programas televisivos e incentivava aos amigos para assistirem. Em vez de falar tanto individualmente, talvez o blog funcione como uma válvula de escape. Então, vamos testando.

Até mais!