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Posts de janeiro 2011

Ministério revisa normas para armazéns

31 de janeiro de 2011 0

Os armazéns de grãos e produtos agrícolas vão passar por ajustes de acordo com as normas previstas para garantir o certificado de qualidade. Desde o último mês de dezembro, esses estabelecimentos têm maior prazo para obter a certificação. Nesta semana, a Comissão Técnica Consultiva do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras iniciou a revisão dos requisitos técnicos obrigatórios e recomendados para certificação de unidades armazenadoras, conforme as necessidades apresentadas pelos próprios armazéns. O trabalho deve ser concluído em 180 dias.

A Comissão tem até o dia 12 de junho para apresentar o relatório com os novos parâmetros técnicos e operacionais para a Certificação de Unidades Armazenadoras em todo o território nacional.
- O nosso objetivo é revisar aquelas normas que algumas unidades não estão conseguindo implantar - destaca a coordenadora-geral de Infraestrutura Rural e Logística da Produção do Ministério da Agricultura, Maria Auxiliadora Domingues de Souza.
Os requisitos analisados vão desde as instalações físicas dos escritórios dos armazéns até os sistemas de medição de temperatura e umidade dentro das unidades. Para a coordenadora, com essa ação, o ministério quer tornar viável a implantação do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras. Quando totalmente implantado, o sistema vai melhorar a qualidade dos armazéns brasileiros. A mudança evitará perdas na produção e garantirá a qualidade dos grãos.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Milho apresenta bons resultados no Estado

31 de janeiro de 2011 0

Se as condições meteorológicas registradas até aqui não satisfazem a totalidade dos produtores de milho, o mercado está promissor. Mesmo com a entrada da nova safra, o grão segue com boa procura e preços vantajosos em relação aos do ano passado, quando a saca de 60 quilos era vendida por um preço 26,40% menor que o atual. Nesta última semana, a cotação média em âmbito estadual ficou em R$ 23,08. Uma variação de apenas –0,04% no período. Segundo o Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater, a cultura chega nesta semana com 14% de sua área já colhida e apresentando, até o momento, excelentes rendimentos, com estes situando-se acima dos 4.500 quilos por hectare, em média. As lavouras que estão maduras e por colher e que representam 19% do total também apresentam potencial produtivo muito bom.

As chuvas ocorridas nas principais regiões produtoras de milho, localizadas mais ao Norte, embora irregulares e em baixos volumes, serviram para manter os níveis de umidade do solo em patamares favoráveis à manutenção do desenvolvimento das plantas, em especial para aquelas que estão nas fases de floração e enchimento de grãos. Apesar do bom momento nesse início de colheita, a continuidade da deficiência hídrica, mesmo em zonas onde as chuvas têm sido mais frequentes, põe em risco as lavouras semeadas mais recentemente, principalmente aquelas implantadas em solos mais rasos e/ou degradados. Nestas, o desenvolvimento tem se mostrado deficiente, dando indícios de comprometimento da produtividade.
A colheita do feijão já atinge os 62% da área estadual, e há tendência de um final muito satisfatório de produção e qualidade. A lavoura da 1ª safra de feijão no Estado prossegue normalmente, com bom desempenho na metade Norte do RS. A situação mais difícil se encontra na outra metade, especialmente na Campanha e Zona Sul, com estiagem mais severa, sendo, nesta última, com perdas significativas, estimadas em cerca de 50%, também contabilizando danos na qualidade dos grãos. Nesta área se concentra um expressivo número da agricultura familiar e, como exemplo, citamos o município de Canguçu, que cultiva a maior área de feijão do Estado, e que vem sofrendo com essa situação. Entretanto, no contexto geral da lavoura no RS, a produtividade e a produção deverão estar muito próximas do estimado inicialmente para a cultura desta safra, em decorrência das boas colheitas no Norte do Estado.
A cultura do arroz segue evoluindo de forma bastante satisfatória e adiantada, se comparada com os anos anteriores, com cerca de 16% das lavouras em fase de formação de grãos, contra uma média de 8%, consideradas as últimas cinco safras. De maneira geral, as lavouras apresentam bom padrão, com o potencial produtivo das lavouras também considerado bom, e com possibilidade que as estimativas iniciais sejam superadas.
Continuam regulares as condições de umidade no solo na maioria das principais regiões produtoras de soja, o que favorece o desenvolvimento da cultura. Cerca de 48% da área está em fase de floração, com 11% alcançando o estádio de formação de vagens e enchimento de grãos. No momento, os produtores seguem o controle de lagartas e prevenção à ferrugem da soja, no intuito de preservar o potencial produtivo das lavouras.
A cebola se apresenta em fase de colheita na Zona Sul. Em Rio Grande e São José do Norte, este último, o maior produtor do Estado, a colheita já terminou. As perdas estimadas são em torno de 20% em consequência da estiagem. O preço médio de venda permanece em R$ 0,20 o quilo.
A safra de Inverno/Primavera de repolho está com produção acima da média na Serra Gaúcha, em razão do aumento de área e das produtividades. Pela redução da oferta da última safra, há sinais de recuperação da valoração de mercado. O preço médio atual é de R$ 0,40/unidade.
Concluída a colheita da ameixa Fortune (Italianinha) na região Serrana, inicia-se a da variedade Letícia, de maior área e produção da região. Ambas estão com frutos de ótimo calibre e sanidade, mas com menor produtividade nesta safra. O preço médio é de R$ 3,00 por quilo.
Aproximadamente 85% da área com melancia já se encontra colhida na região dos Vales do Taquari e Caí. A produtividade fica entre 20 a 30 toneladas por hectare. A qualidade tem sido boa (mais doce neste ano, favorecido pelo calor e pouca chuva). Na região, destacam-se, pela produção, os municípios de Capela de Santana, Montenegro e Taquari.
A colheita da cultura do pêssego está chegando ao seu final na Zona Sul, apresentando perdas que variam entre 30% a 60% na região, devido à estiagem, ventos fortes e chuvas, que prejudicaram os pomares A comercialização na semana variou entre R$ 0,55 a R$ 0,80 por quilo.
O clima desfavorável na Campanha e Zona Sul segue provocando uma redução na oferta de animais para o abate. O estado geral dos animais segue considerado razoável na maioria dos municípios que compõem a região, no entanto, já está sendo esperada uma redução no número de nascimentos para próxima Primavera, devido à diminuição da ocorrência de cio nas fêmeas e o baixo índice de prenhez observado.
* Com informações da Emater

Custos da pecuária se mantém em alta em janeiro

31 de janeiro de 2011 0
Os custos de produção da pecuária se mantiveram em alta no mês de janeiro. A informação é da Scot Consultoria, que calcula um índice com base nos preços de insumos.
A maior alta ocorreu na pecuária leiteira, com 9,1%, seguida pela pecuária de corte de alta tecnologia, com 2,6%, e pela pecuária de corte com baixa tecnologia, com 0,5%. Segundo o consultor da Scot, Gustavo Aguiar, o principal motivo foi o aumento nos preços de alimentos concentrados.
- O fator que teve uma incidência mais forte foram dos alimentos concentrados, que puxaram a alta dos sistemas mais tecnificados. Normalmente eles utilizam estes insumos com mais intensidade, o que afetou mais dentro dos insumos - avalia.
De acordo com os analistas, a tendência é de que os custos continuem aumentando. Porém, no curto prazo, isso pode ocorrer em um ritmo menor, por causa da colheita dos grãos usados na ração animal. Para o segundo semestre, a previsão é que o índice de custos deve voltar a subir de forma mais acelerada.

Suinocultores gaúchos pedem isenção de ICMS

31 de janeiro de 2011 0
Os suinocultores gaúchos estão solicitando a isenção de ICMS para a carne suína. Eles alegam que os preços recebidos pelos produtores apresentaram queda.
Além disso, pedem equiparação de mercado com Santa Catarina, que beneficiou os produtores com a mesma medida. O documento vale para as saídas internas de carnes frescas, resfriadas ou congeladas e de suínos vivos nas saídas interestaduais do Rio Grande do Sul.
O presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Estado, Valdecir Folador, informou que o pedido já foi encaminhado ao governo gaúcho.
- Já encaminhamos a demanda ao governo para que nós pudéssemos buscar que o Estado também venha a adotar esta medida e não ficarmos em desigualdade na questão tributária e ter uma melhor concorrência entre os produtos dentro do nosso estado - afirma.
Esta medida já foi adotada durante o ano de 2009, quando os produtores enfrentavam dificuldades devido à queda nas exprotações por causa da crise internacional.

Operação Verão intensifica ações no litoral

31 de janeiro de 2011 0
A Operação Verão da Secretaria da Agricultura já apreendeu quase 24 mil quilos de produtos inadequados para consumo humano destinados para o litoral gaúcho. Desde o início da ação, em dezembro do ano passado, foram realizadas 99 barreiras e fiscalizados dois mil e 500 veículos.
Em relação as carnes, de 1,3 milhão de quilos que passaram pelas barreiras, foram retidos 18 mil quilos. Já em derivados de leite, foram apreendidos 5,8 mil quilos de um total de 500 mil quilos fiscalizados.
A veterinária do Serviço de Fiscalização e Trânsito da secretaria, Gabriela Cavagni, informa que o principal problema encontrado é em relação à refrigeração.
- Cada produto tem uma temperatura máxima que ele pode ser consevado. O que acontece é eles ficam muito tempo em temperaturas superiores. Isto acaba causando uma deterioração dos produtos e pode trazer danos à saúde da população caso consumam os produtos que ficam durante algum tempo fora da temperatura ideal de manutenção - explica.
A população pode fazer denúncias sobre o comércio, transporte ou abate irregular de produtos de origem animal pelo telefone (51) 3288.7846 ou então diretamente nas inspetorias veterinárias do município.

Continua negociação sobre preço da safra do fumo

31 de janeiro de 2011 0

Um novo encontro entre as entidades que representam os produtores de tabaco sul-brasileiros e as indústrias fumageiras está marcado para segunda-feira (31), na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul. A representação dos fumicultores espera que, após estas reuniões, seja definida uma tabela única de preços para a safra 2010/2011 e a assinatura do protocolo com cada uma das empresas.

- A última proposta que fizemos para as empresas tem um percentual razoável e irrecusável - afirma o presidente da Afubra, Benício Werner.
O presidente se refere à proposta que as entidades ofereceram durante a reunião do dia 17 de janeiro, de um reajuste de 11,32% sobre os preços do último acordo firmado, ou seja, da safra 2008/2009.
- Ao entregarmos a proposta, as empresas entenderam como razoável, mas a resposta mesmo será dada durante as reuniões de segunda-feira - revela Werner,
Ele enfatiza que as entidades querem garantir que o produtor receba o preço também na esteira, no momento da comercialização.
- Por isso o esforço das entidades são para que o fumicultor tenha uma boa safra - finaliza Werner.
* Com informações da Afubra

Comitiva japonesa visita áreas no Estado

30 de janeiro de 2011 0

O diretor técnico da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Luciano Kayser Vargas, e a professora da UFSM, Ana Paula Rovedder, doutores em Ciência do Solo, estiveram no município de São Francisco de Assis e entorno acompanhando representantes do governo japonês. Os especialistas estão em visita ao Rio Grande do Sul na busca de uma cooperação entre a Universidade de Tottori, no Japão, e o governo do Estado, por meio da fundação, para a transformação de regiões arenizadas em áreas verdes.

Conceituada no mundo por ter desenvolvido tecnologia para o combate à desertificação de solos, a Universidade de Tottori já transferiu esse conhecimento a diversos países, como o México, a Espanha e a China. No Rio Grande do Sul, a arenização é forte em municípios como São Francisco de Assis, no Centro-Oeste, e Manoel Vianna e Alegrete, na Fronteira Oeste, entre outras.
As regiões visitadas apresentam processo de arenização, o solo está frágil, com pouca ou nenhuma vegetação, mas temos precipitação elevada.
- A desertificação é caracterizada pela baixa incidência de chuvas, o que não é o caso desta região - afirma o diretor técnico.
Segundo Kayser, os japoneses ficaram surpresos com o volume de chuvas naquela região.
- Nossa realidade é um pouco diferente do trabalho que vem sendo realizado na Universidade de Tottori - finaliza.
A Fepagro fará um levantamento dos trabalhos que estão sendo realizados nesta área pelos pesquisadores da Ufrgs, UFSM e Embrapa, para a criação de um Programa Estadual de Combate a Arenização. O programa poderá contar inclusive com o apoio do governo federal.
Participam da comitiva o vice-reitor Masami Iwasaki e o professor Tadanori Aimi, da Universidade de Tottori, e Gervásio Iwamoto e Makoto Yamashita, do Instituto Hyogo.
* Com informações da Fepagro

Assentamento diversifica atividades com fruticultura

30 de janeiro de 2011 0

No município de São Gabriel, os produtores Pedro Juner Santos e Tarciso Soares encontraram na fruticultura uma forma de garantir nova fonte de renda para suas famílias. Moradores do Assentamento Guajuviras, eles viram no cultivo do pêssego e da melancia uma chance de diversificar sua produção, baseada nas tradicionais culturas do arroz e pecuária familiar.

As primeiras variedades de pêssego foram levadas pelos técnicos da Emater do município, que incentivam os produtores do Assentamento a diversificarem suas atividades. O extensionista Vanderson Xavier destaca que esta é uma alternativa para se ampliar o mercado e reduzir o impacto em caso de crises em determinadas culturas, além de garantir o desenvolvimento sustentável através da preservação da biodiversidade.
- A fruticultura, por exemplo, tem um retorno vantajoso e se configura numa nova fonte de renda para as famílias - defende.
A produção da melancia nos 15 hectares de área cultivada no Assentamento Guajuviras atingiu 300 mil quilos por hectare, com a variedade Creamson Sweet. O preço alcançado na lavoura é R$ 0,20/quilos para compradores dos municípios de São Gabriel, Itaqui e Santa Maria.
A comercialização do pêssego e a da melancia, que começou em dezembro e deve se estender até fevereiro, já apresenta resultados positivos através de pontos de venda montados às margens da rodovia BR-158. A comercialização média é de 300 unidades por dia, com preços entre R$ 3,00 e R$ 5,00 o quilo, relatam os produtores.
Além da fruticultura, a equipe da Emater do município está intensificando ações com a atividade leiteira junto aos produtores do Assentamento Guajuviras.
- Estamos sempre incentivando novas produções para tentar diversificar a renda dos produtores, muito baseada no arroz, nos bovinos de corte e nos ovinos - completa Vanderson.
* Com informações da Emater

Programa apoia Boas Práticas Agropecuárias

30 de janeiro de 2011 0

Melhorar a qualidade dos produtos agropecuários, garantir condições adequadas de trabalho nas propriedades rurais e preservar o meio ambiente. Essas são as metas do Programa Nacional de Fomento às Boas Práticas Agropecuárias. A ação será desenvolvida pelos ministérios da  Agricultura, Meio Ambiente e Trabalho, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o setor produtivo. Instituído pela Portaria Interministerial nº 36, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (26), o programa visa o desenvolvimento de políticas públicas de apoio à adoção de boas práticas agropecuárias em propriedades rurais. Busca, ainda, a promoção de eventos de divulgação e capacitação de técnicos e produtores.

Representantes dos órgãos envolvidos no projeto vão formar o Comitê Gestor que será responsável pela implantação do programa em todo o Brasil. Cada órgão terá um prazo de 60 dias para propor um Plano de Ação operacional. As propostas serão articuladas com as ações em curso nas instituições participantes. O Comitê será composto por um representante de cada órgão e presidido pelo Ministério da Agricultura.
- A ideia é implantar o projeto em conjunto também com o Sistema S e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) nos estados - destaca o diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade do Ministério da Agricultura, José Maranhão.
As técnicas de boas práticas agropecuárias estão fundamentadas na melhoria na gestão de propriedades, uso racional de insumos e recursos hídricos, controle sanitário e ações de bem-estar animal.
- Além disso, temos a produção nos moldes do sistema orgânico, o uso da agricultura irrigada, a Integração Lavoura-Pecuária, o Plantio Direto na Palha e a Produção Integrada - explica o diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade do Ministério da Agricultura.
Para o diretor, é importante que o produtor rural tenha uma gestão adequada da sua propriedade, desde a administração da fazenda, garantindo condições adequadas de trabalho aos seus funcionários, além do respeito ao meio ambiente e da adequação dessas terras às leis ambientais. O
diretor destaca os investimentos em manejo e a escolha correta dos produtos que podem ser usados no cultivo, como insumos, fertilizantes e agrotóxicos. A difusão das Boas Práticas Agropecuárias tem a vantagem de diminuir a quantidade de resíduos de agrotóxicos nos produtos e incentivar a produção mais sustentável, com o aumenta do emprego de produtos orgânicos.
- Trata-se de um conjunto de ações para produção de alimentos que ofereçam menos riscos à saúde. Quando os agricultores aplicarem essas práticas em todo o processo, os produtos nacionais  certamente serão valorizados -  aponta o diretor.
Agricultura de Baixo Carbono
Exemplos de boas práticas agropecuárias também podem ser vistos no Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), uma das principais ações adotadas na safra atual pelo Ministério da Agricultura, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Além de oferecer financiamento a  produtores rurais, o governo promove estudos por meio da Embrapa. Garante também capacitação profissional para facilitar a difusão de práticas como plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF), que contribuem para a preservação das áreas de produção.
- O Programa Nacional de Fomento ás Boas Práticas Agropecuárias vem reforçar as metas do Programa ABC - destaca o diretor do Ministério da Agricultura, José Maranhão.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Safra do abacaxi encerra em fevereiro no RS

30 de janeiro de 2011 0

O município de Terra de Areia, que fica no Litoral Norte, é o maior produtor de abacaxi do Rio Grande do Sul, segundo levantamento da Emater. Neste ano, a expectativa dos 95 agricultores familiares do município é que a produção chegue ao total de 3,5 milhões de frutos.

A colheita do abacaxi, iniciada em dezembro de 2010, sofreu uma redução nesta safra, devido ao inverno rigoroso de 2009.
- Como é uma fruta de ciclo longo, este fator interferiu na diminuição da área e agora está influenciando na colheita que foi de quatro milhões de frutos no ano anterior - explica o chefe do escritório da Emater, Volnei Wruch Leitzke.
A variedade perla foi a única colhida nesta safra no município, que conta com uma área de 300 hectares. A fruta é comercializada na Ceasa e também em bancas no litoral.
A família do produtor Agedir Matos tem seis hectares e é uma das 95 que se dedica ao cultivo de abacaxi. Porém, há dez anos eles investiram na produção orgânica. Segundo ele, sua área não sofreu alteração. O que ocorreu foi uma diminuição da produção, que era de 70 mil toneladas por hectare.
- Aprendi a lida com meu pai há mais de 40 anos e agora meu filho me ajuda -  explica o produtor, que deve colher 240 mil toneladas.
Segundo Matos, a produção caiu muito e eles estão preocupados com a quantidade de abacaxis nas próximas safras. A família vende seus frutos na Feira Ecológica em Porto Alegre e nas feiras do litoral.
* Com informações da Emater