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Posts de fevereiro 2011

Encontro aproxima vinícolas brasileiras dos EUA

28 de fevereiro de 2011 0
Uma rodada de negócios com o objetivo de identificar importadores para seis vinícolas brasileiras no mercado norte-americano foi realizada, na última quinta-feira (24), na Embaixada do Brasil em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O evento foi uma promoção do projeto Wines of Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e teve apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Organizada pela empresa QW Wine Experts, presidida pela consultora Nora Favelukes, o encontro reuniu oito importadores para encontros com as vinícolas Aurora, Dom Cândido, Geisse, Lidio Carraro, Sanjo e Santo Emilio (estas quatro últimas representadas pela Suriana Trading). Foram realizadas 24 reuniões.
Segundo a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan, o evento deu seguimento aos contatos realizados pelas vinícolas no evento “Buscando Importador”, realizado no dia 30 de setembro do ano passado, também em Nova Iorque.
- A ação foi extremamente positiva, pois conseguimos avançar nas negociações entre importadores e vinícolas brasileiras interessadas no mercado norte-americano - relata.
Os compradores, alguns com distribuição nacional, foram selecionados conforme o perfil dos participantes.
Os importadores presentes disseram que a realização da Copa do Mundo em 2014 no Brasil e da Olimpíada em 2016 no Rio de Janeiro chamam a atenção dos consumidores norte-americanos para os vinhos verde-amarelos.
- Daqui para frente, o Brasil e seus vinhos serão muito comentados por aqui - disse o comprador Gary Grunner, da Grapes On the Go Inc.
Lorraine Raguseo, diretora de Comunicações da empresa Quintessential Wines, especializada em vinhos butique, disse haver um grande potencial para o vinho brasileiro no mercado norte-americano. John Cristello, vice-presidente da Vineyard Brands, salientou que as empresas que tiverem produtos com uma boa relação custo-benefício terão mais facilidade de entrar nos Estados Unidos, cujo mercado é extremamente competitivo, com grande oferta de produtos.
- Em 2014, os Estados Unidos deverá ser o maior consumidor mundial de vinhos, ultrapassando França, Itália e Inglaterra - informa Andreia.
* Com informações do Ibravin

Banco do Brasil libera recursos para EGF do arroz

28 de fevereiro de 2011 0

O Banco do Brasil disponibilizou R$ 600 milhões para EGF (Empréstimos do Governo Federal), para garantir a armazenagem da atual safra de arroz do Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito pelo superintendente Estadual do BB, José Carlos Reis da Silva, durante o Balcão de Negócios realizado na 21ª Abertura da Colheita do Arroz, em Camaquã. As agências do BB já estão aptas a operacionalizar as contratações.

O EGF utiliza recursos equalizados pelo Tesouro Nacional, com taxas de juros de 6,75% ao ano. O prazo de pagamento é de até 180 dias. O período para a contratação vai até 31 de dezembro, permitindo um melhor monitoramento da oferta por parte do produtor. A operação tem por base o valor estabelecido pelo Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do Governo Federal.
Os recursos de EGF são destinados a produtores, cooperativas e agroindústrias. Para os produtores rurais o limite do empréstimo é R$ 500 mil reais e para as agroindústrias o valor é proporcional à capacidade de beneficiamento do produto. Durante a Abertura Oficial da Colheita, foram assinados os primeiros contratos de EGF da safra 2011/2012. Para o superintendente do BB no Rio Grande do Sul, a liberação dos valores durante a abertura da colheita reafirma o compromisso da Instituição em ser o Banco parceiro do agronegócio brasileiro.
Pré-custeio e Comercialização da Safra 2011/2012 já estão disponíveis
Outra medida divulgada pelo Banco do Brasil foi o início da contratação antecipada de pré-custeio para a safra 2011/2012. Conforme o Superintendente, as agências do BB já estão autorizadas a acolher propostas para as culturas de soja, milho e arroz. As operações serão contratadas com recursos da poupança-ouro com taxa de juros de 6,75% a.a. ou 6,25% a.a. para operações ao amparo do Pronamp.
- A liberação antecipada da linha constitui importante vantagem para o produtor, uma vez que proporciona ganhos na aquisição de insumos à medida que viabiliza melhor planejamento para o plantio - destaca José Carlos Reis da Silva.
* Com informações do Banco do Brasil

Alta produção derruba preço do arroz e feijão

28 de fevereiro de 2011 0

A produção de arroz e feijão foi o destaque da safra recorde de grãos estimada pela Emater para o Rio Grande do Sul durante o período 2010/2011. De acordo com os dados da instituição, divulgados neste mês, o crescimento de 15,90% da cultura de arroz em relação à safra anterior (Cerca de um milhão de toneladas a mais) impulsionou o bom desempenho no período, assim como o crescimento de 7,26% na safra do feijão. A produção total de grãos no estado deve atingir 23,62 milhões de toneladas.

Segundo o economista do Núcleo de Análise Setorial da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Vanclei Zanin, a estiagem que atingiu o Estado recentemente, resultado do fenômeno La Niña, não interferiu, de maneira tão significativa, na produção de grãos.
- A principal cultura localizada na Metade Sul, local afetado pela escassez de chuvas, é a de arroz, que, por características produtivas, sofre menos com a estiagem - salienta.
Em 2010, a safra de arroz foi prejudicada pelo grande volume de chuvas que atingiu o Rio Grande do Sul. Neste ano o grão deve apresentar produtividade de mais de 7 mil quilos por hectare, cifra superior à última safra. O economista destaca também o aumento da área de cultivo como outro fator responsável pelo crescimento estimado para a colheita do arroz.
Os números positivos da safra do arroz e do feijão influenciaram a expressiva queda do valor desses produtos no mercado. Seus preços médios atuais (R$ 21,73 para o arroz e R$ 71,85 para o feijão) estão abaixo dos preços mínimos garantidos pelo governo (R$ 25,80 para o arroz e R$ 80,00 para o feijão) e são inferiores à média do período 2005-09 (R$ 83,19 e R$ 29,30, respectivamente).
No dia 22 de fevereiro, o governo federal divulgou no Diário Oficial a adoção de medidas de apoio à comercialização do feijão e do arroz.
Zanin destaca os riscos que essa queda pode acarretar se não for contida.
- O baixo preço do produto prejudica diretamente o produtor rural, que tem sua renda diminuída.
Já o milho, com queda de 8%, e a soja, com estabilidade de produção em relação à safra anterior, fazem parte de outro cenário. Com demanda em alta, seus preços estão mais elevados — o crescimento dos valores foi, respectivamente, de 40% e 12% em relação ao ano passado.
* Com informações da FEE

Maçã coloca Vacaria no mapa dos empregos

28 de fevereiro de 2011 0
O município de Vacaria foi o quarto no País com maior geração de empregos em janeiro. O resultado se deve às mais de três mil vagas geradas pelo setor agropecuário.
Segundo o secretário de Desenvolvimento, Tecnologia, Trabalho e Turismo do município, a classificação entre as primeiras se explica principalmente pela colheita da maçã. Alessandro Dalla Santa Andrade, afirma que muitas pessoas são oriundas de outras regiões do Estado.
- Grande parte, quem sabe até a maioria destes trabalhadores que vem para Vacaria são oriundos de regiões difíceis de se conseguir emprego aqui no Estado, bem como de fora do Rio Grande do Sul também. Nosso município acaba contribuindo com este processo de empregabilidade - afirma.
Os dados são do ministério do Trabalho, que considera o saldo entre contratações e demissões. À frente de Vacaria, estão três capitais brasileiras: São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

Protesto marca abertura da colheita do arroz

28 de fevereiro de 2011 0
A abertura oficial da Colheita do Arroz, em Camaquã, começou tensa, com faixas de protesto e depoimento fortes de produtores do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Houve cobrança por parte dos arrozeiros por causa da ausência de representantes do governo federal vindos de Brasília.
Mas, após o discurso, o governador Tarso Genro saiu aplaudido, porque, entre outras coisas, disse que vê como positiva a suspensão da importação de arroz do Mercosul temporariamente. Este é um dos principais pedidos do setor.
- Não podemos tomar qualquer atitude hostil em relação aos nossos vizinhos. Agora, seria muito importante e positivo que tivéssemos uma suspensão temporária neste momento de dificuldade e de superprodução - avalia o governador.
O presidente da Federação dos Arrozeiros do Estado (Federarroz), Renato Rocha, diante do discurso do governador, deu como certa a suspensão.
- Se resolvêssemos a questão do Mercosul, resolveríamos cerca de 95% dos problemas das lavouras. Estamos colocando aqui um produto que excede o consumo, e tudo aquilo que sobra no mercado faz com que os preços caiam. Não só por causa do excedente, mas também pelo valor abaixo do praticado no nosso mercado interno - ressalta.
O governador Tarso Genro anunciou também que, em no máximo 60 dias, vai lançar uma campanha pelo aumento do consumo do arroz no Estado, e que o Banrisul poderá oferecer linhas de financiamento para a cultura.
(Thaís D'Avila - Canal Rural/Porto Alegre)

Fetag empossa nova diretoria

28 de fevereiro de 2011 0

Nesta segunda-feira (28), a partir das 11h, o presidente da entidade, Elton Weber, será reconduzido ao cargo, tendo como vice Carlos Joel da Silva, que substitui Sérgio de Miranda, agora tesoureiro-geral, cargo anteriormente ocupado por Amauri Miotto, que vai para o Conselho Fiscal.

Nelson Wild, 2º vice-presidente, Elisete Hintz, secretária-geral, Josiane Einloft, 1ª secretária e Nestor Bonfanti, 1º tesoureiro, permanecem nas funções atuais. Lérida Pavanelo dá lugar a Inque Schneider na coordenadoria de mulheres. Weber garante que os próximos quatro anos serão de continuidade, com manutenção das conquistas e promoção de mudanças de estrutura e ação, a partir das necessidades da categoria.
Antes, a Federação realiza assembleia geral ordinária. Na ordem do dia estão a leitura, a discussão e a votação da Ata da Assembleia anterior; Relatório de Atividades do Exercício de 2010; Apresentação, discussão e votação da prestação de contas do exercício de 2010; Leitura do Parecer do Conselho Fiscal, entre outros assuntos.
* Com informações da Fetag

Cresce certificação de orgânicos no Brasil

27 de fevereiro de 2011 0

O Ministério da Agricultura divulgou avaliação mostrando que cerca de 9,5 mil produtores de orgânicos já estão de acordo com as novas regras do setor. As normas começaram a valer desde o dia 1º de janeiro deste ano.

- A meta do Ministério é chegar ao número de 15 mil agricultores cadastrados no sistema, que vale para todo o país, até o final deste ano - destaca o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias.
O agricultor que ainda não se cadastrou no sistema deve se adequar às novas regras e vincular-se a alguma entidade certificadora. Aqueles que fazem venda direta devem se cadastrar no site do Ministério da Agricultura. Os interessados também podem procurar as superintendências federais do ministério para as orientações sobre o processo de regularização.
- Hoje temos três certificadoras atendendo aos interessados e três sistemas participativos. Além do credenciamento, em andamento, de mais cinco certificadoras e dois sistemas participativos - reforça Rogério Dias.
Dias explica que a legislação brasileira estabelece três instrumentos para garantir a qualidade dos alimentos: a certificação, os sistemas participativos de garantia e o controle social para a venda direta sem certificação. Os agricultores que buscarem a certificação e estiverem de acordo com as normas poderão usar o selo oficial nos seus produtos.
- O selo é fornecido por certificadoras cadastradas no Ministério da Agricultura que são responsáveis pela fiscalização dos produtos - explica o coordenador de Agroecologia.
Novidades
Rogério Dias também destacou algumas novidades que surgem como oportunidade para o setor de orgânicos.
- Temos a indústria de cosméticos, têxteis e sementes como áreas promissoras - diz.
Segundo ele, um número cada vez maior de pessoas está interessado na origem dos alimentos que estão consumindo, dos produtos que utilizam como cosméticos, cremes e sabonetes.
A indústria têxtil é outra área de destaque no setor de orgânicos e se torna mais viável no Brasil. O algodão colorido naturalmente, por exemplo, é produzido em várias regiões do país. Já no caso das sementes orgânicas os benefícios também são visíveis.
- A nossa legislação estabeleceu um prazo de cinco anos para que os produtores trabalhem com sementes orgânicas - informou.
Para isso, o país precisa de produtores de sementes orgânicas, que agregam valor à cadeia produtiva. Assim, o produtor terá mais uma opção de renda nesse mercado que vem crescendo a cada ano.
* Com informações do Ministério da Agricultura

Alternativas de diversificação na Expoagro

27 de fevereiro de 2011 0

Os técnicos da Emater concluem os últimos ajustes nos 14 espaços temáticos onde a Instituição apresentará ao público técnicas e tecnologias que tem como finalidade o fortalecimento da agricultura familiar. As áreas poderão ser visitadas entre terça (1) e quinta-feira (3), no Parque de Exposições Hainsi Gralow, em Rincão del Rey, no município gaúcho de Rio Pardo. A entrada é gratuita.

A Expoagro Afubra, considerada a maior feira do Brasil voltada à agricultura familiar, é promovida pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) em parceria com instituições como a Emater. No espaço da extensão rural gaúcha, o público visualizará de perto atividades como fruticultura, criação de abelhas sem ferrão, piscicultura e agroindústria, e poderá esclarecer todas as dúvidas, seja com o intuito de diversificar suas atividades, conhecer novas técnicas ou verificar as possibilidades abertas para a agricultura familiar gaúcha.
Uma das novidades deste ano no espaço da Emater é a horta orgânica. Hortaliças como berinjela, tomate, cenoura, repolho, beterraba e abobrinha foram cultivadas num sistema que leva em conta os princípios e as práticas agroecológicas, como adubação verde e orgânica, incremento da biodiversidade, consorciação de espécies de plantas companheiras, cultivo de plantas benéficas com flores e manejo ecológico dos parasitas.
- A ideia é demonstrar aos agricultores a possibilidade do cultivo orgânico de hortaliças como uma opção para a diversificação e agregação de renda na propriedade - esclarece a coordenadora do espaço, Marinês Bock.
O gerente da Emater de Estrela, Derli Bonine, explica que o espaço foi montado em função da demanda do público.
- A produção agroecológica vem crescendo cada vez mais, então é o momento de divulgarmos este trabalho - afirma.
* Com informações da Emater

Suco de uva brasileiro na Gulfood em Dubai

27 de fevereiro de 2011 0
A segunda participação consecutiva das empresas brasileiras produtoras de suco de uva 100% natural pronto para beber na Gulfood, maior feira de alimentação do Oriente Médio, acontece até o dia 2 de março, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Aurora, Catafesta, Galiotto e Irmãos Molon ocuparão o espaço do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) no estande do Ibraf (Instituto Brasileiro de Frutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
No ano passado, ocorreu a estreia do projeto “Grape Juice of Brazil” na Gulfood com a presença de produtos de quatro empresas (Casa de Madeira, Sinuelo, Panizzon e Natural Products), mais a Aurora, que além de seus sucos enviou representante para a feira.
- A Gulfood é estratégica para o suco de uva 100% natural brasileiro por ser realizada nos Emirados Árabes Unidos, em uma região com alto poder aquisitivo e onde a venda e o consumo de bebidas alcoolicas são proibidos por questões religiosas aos muçulmanos - afirma a coordenadora do Programa de Desenvolvimento Setorial do Suco de Uva, Raquel Rohden, que estará em Dubai acompanhando as empresas.
Três empresas (Catafesta, Galiotto e Irmãos Molon), fazem a sua primeira participação na Gulfoof 2011
- Este ano nossa participação na feira terá mais força, porque vamos contar com a presença dos representantes de todas as empresas para negociar - afirma Raquel.
Segundo ela, o Sebrae Nacional está patrocinando a participação das empresas na Gulfood, pagando a metade dos custos de deslocamento e hospedagem.
Conforme Raquel Rohden, o Brasil é conhecido no mercado externo pelo suco concentrado.
- O objetivo do programa é divulgar o suco de uva 100% natural, que tem maior valor agregado - esclarece.
Como há a proibição de consumo de bebidas alcoólicas por questões religiosas, o suco de uva tem tido uma demanda crescente no Oriente Médio.
- Os países árabes, tendo Dubai como porta de entrada, apresentam boa renda e atraem milhares de turistas em todas as épocas do ano - observa Raquel, acrescentando que a imagem favorável do Brasil oferece grandes oportunidades aos produtos verde-amarelos ofertados nestes países.
Ao lado de Estados Unidos, Canadá e Angola, os Emirados Árabes Unidos estão entre os quatro mercados-alvo para a promoção brasileira do suco de uva 100% natural no mundo este ano. Para os próximos anos, também serão trabalhados países como Chile, Colômbia, Guatemala e Venezuela.
* Com informações do Ibravin

Adiada para 2013 análise sensorial do café

27 de fevereiro de 2011 0

A exigência de análise sensorial para avaliar a fragrância, o aroma, a acidez, o sabor e a qualidade do café torrado em grão e do café torrado e moído foi adiada por dois anos, por meio da Instrução Normativa n° 6, publicada na última quarta-feira (23), no Diário Oficial da União (DOU). O teste faz parte das normas estabelecidas no Padrão Oficial de Classificação do Café, que começou a vigorar no mesmo dia. Para que um produto seja considerado de qualidade, é necessário apresentar o percentual máximo de 1% de impureza e de 5% de umidade.

- Nesse período, vamos promover mais cursos para formação de classificadores. Hoje, temos 16 profissionais treinados nessa área. A expectativa é capacitar mais 340 técnicos, além de 500 industriais - informa o coordenador-geral de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Fábio Fernandes.
Nos próximos dois anos, as entidades que desejarem executar a classificação do café torrado em grão e do café torrado e moído deverão se adequar às exigências estabelecidas pelo Ministério da Agricultura.
- A adoção desses critérios é importante para verificar a pureza e a qualidade do café oferecido aos consumidores. Trata-se de um passo essencial para o desenvolvimento do consumo nacional desse produto - explica o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone.
Segundo ele, a indústria tem sido parceira nessa ação, principalmente os produtores, que apoiam as medidas governamentais, por considerarem o próprio mercado o maior patrimônio da cafeicultura brasileira.
Prova da xícara
Para realizar a análise sensorial, denominada prova da xícara, o técnico agrícola, engenheiro agrônomo ou engenheiro de alimentos, especializado na classificação de café, deverá fazer a degustação do produto em uma empresa credenciada pelo Ministério da Agricultura. Nesse quesito, para o café ser comercializado, a nota obtida tem que ser igual ou superior a quatro pontos, numa escala que varia de 0 a 10.
O Brasil é o maior exportador de café e o segundo maior consumidor do mundo. As exportações do grão, em 2010, renderam US$ 5,7 bilhões, em comparação a US$ 4,3 bilhões, em 2009. No primeiro mês de 2011, as vendas registraram US$ 595,4 milhões. O resultado é 65,8% superior ao de janeiro de 2010, com US$ 358,9 milhões.
* Com informações do Ministério da Agricultura